gatsby
17-06-2004, 16:53
Pátria
A minha pátria é a minha lingua.
A minha pátria é a terra onde nasci.
A minha pátria é o estado que a representa.
A minha pátria é o mundo.
Tantas explicações para algo que é sempre mais.
Ou, como sábiamente escreveu Mohandas: ...e gosto de peixinhos fritos.
Então se ser português pode ser já uma enorme confusão (para todos os efeitos é português quem tiver bilhete de identidade e passaporte português), ainda mais o é quando falamos em Europeu.
Ser europeu ocidental ou de leste? Ainda há Leste e Mittle Europa?
E senão há, então que há de errado entre ser húngaro mas estando encravado na roménia, ser bulgaro e encravado na hungria, ser alemão e encravado na alemanha, ser polaco e estar encravado na rússia, e ... ser brasileiro e estar encravado em portugal?
Deco nasceu no brasil.
Deco viveu grande parte da sua vida em Portugal.
Deco tem bilhete de identidade português.
Luis vive em Espanha.
Luis trabalha em Espanha.
Luis tem bilhete de identidade português.
Ser português é então o quê?
Mais dificil ainda, quem pode representar Portugal?
Esta questão coloca-se cá, porque sempre exportamos gentes para essa Europa fora. Pobres muitos deles, 'a salto' fugiram durante décadas.
Mas hoje somos um país europeu e evoluido e assim, importamos gente.
Não estamos no entanto preparados para o choque emocional do fim do império e do 'orgulhosamente sós' que tanto nos impingiram.. que ficou com raízes profundas.
Como será daqui a dez anos, quando uma geração eslava nascida em Portugal aparecer nos lugares influentes e visiveis?
Vamos para a xenofobia?
Não creio. Não quero crer.
Longe de mim achar que xenófobos são os que acham que Deco não deve usar a camisola portuguesa. Também a mim me 'impressiona' uma boca fechada no momento mais alto em que todos nos irmanamos no hino. Mas não era o único. Não foi o único.
Ser universalista, como portugal sempre quis ser, é sentir que a pátria é elevada por aqueles que a desejam elevar. Pelos mais aptos, sem que a cor, a raça, a ascendencia, o local de nascimento seja importante.
Porque assim, é mais português um minhoto que um algarvio, tem mais 2 séculos de português, e mais português que um ilhéu que apenas é português há 5 séculos.
Portugal é a mistura linda de raças que descobrimos e criamos.
A europa é também a fantástica mistura de gentes e culturas.
Deco não é importante como caso, mas é fundamental como principio de raciocinio. Um homem que enverga a camisola da nação, representa a nação e assim sendo é heroi da nação. Não é Deco que falo, é de nós.
Não há europeus de segunda, todos concordamos.
Pois assim não deve haver portugueses de segunda.
Mas não me parece que assim funciona, e no grupo de trabalho onde está ele - como todos os aqueles que não nasceram em portugal - tem de lutar duas vezes para se afirmar. E isso é uma pena, e é mau.
E assim sendo, se se passa o mesmo com todos os milhares de novos portugueses, é uma vergonha para todos nós.
Que sempre gostamos de assumir que não são 'arianistas'.
Então que este processo mental passe a um processo prático.
Deco é mais que um português, é alguém que nos deve levar a pensar sobre o que é ser português.
Para mim é simples: português é aquele que olha para portugal e sente portugal como uma pátria, seja ela primeira ou segunda.
Porque eu também tenho duas pátrias: Portugal e o mundo.
http://www.magnumphotos.com/LowRes/nyc/TR3/MOI/8DHZNOL/NYC11324.jpg
A minha pátria é a minha lingua.
A minha pátria é a terra onde nasci.
A minha pátria é o estado que a representa.
A minha pátria é o mundo.
Tantas explicações para algo que é sempre mais.
Ou, como sábiamente escreveu Mohandas: ...e gosto de peixinhos fritos.
Então se ser português pode ser já uma enorme confusão (para todos os efeitos é português quem tiver bilhete de identidade e passaporte português), ainda mais o é quando falamos em Europeu.
Ser europeu ocidental ou de leste? Ainda há Leste e Mittle Europa?
E senão há, então que há de errado entre ser húngaro mas estando encravado na roménia, ser bulgaro e encravado na hungria, ser alemão e encravado na alemanha, ser polaco e estar encravado na rússia, e ... ser brasileiro e estar encravado em portugal?
Deco nasceu no brasil.
Deco viveu grande parte da sua vida em Portugal.
Deco tem bilhete de identidade português.
Luis vive em Espanha.
Luis trabalha em Espanha.
Luis tem bilhete de identidade português.
Ser português é então o quê?
Mais dificil ainda, quem pode representar Portugal?
Esta questão coloca-se cá, porque sempre exportamos gentes para essa Europa fora. Pobres muitos deles, 'a salto' fugiram durante décadas.
Mas hoje somos um país europeu e evoluido e assim, importamos gente.
Não estamos no entanto preparados para o choque emocional do fim do império e do 'orgulhosamente sós' que tanto nos impingiram.. que ficou com raízes profundas.
Como será daqui a dez anos, quando uma geração eslava nascida em Portugal aparecer nos lugares influentes e visiveis?
Vamos para a xenofobia?
Não creio. Não quero crer.
Longe de mim achar que xenófobos são os que acham que Deco não deve usar a camisola portuguesa. Também a mim me 'impressiona' uma boca fechada no momento mais alto em que todos nos irmanamos no hino. Mas não era o único. Não foi o único.
Ser universalista, como portugal sempre quis ser, é sentir que a pátria é elevada por aqueles que a desejam elevar. Pelos mais aptos, sem que a cor, a raça, a ascendencia, o local de nascimento seja importante.
Porque assim, é mais português um minhoto que um algarvio, tem mais 2 séculos de português, e mais português que um ilhéu que apenas é português há 5 séculos.
Portugal é a mistura linda de raças que descobrimos e criamos.
A europa é também a fantástica mistura de gentes e culturas.
Deco não é importante como caso, mas é fundamental como principio de raciocinio. Um homem que enverga a camisola da nação, representa a nação e assim sendo é heroi da nação. Não é Deco que falo, é de nós.
Não há europeus de segunda, todos concordamos.
Pois assim não deve haver portugueses de segunda.
Mas não me parece que assim funciona, e no grupo de trabalho onde está ele - como todos os aqueles que não nasceram em portugal - tem de lutar duas vezes para se afirmar. E isso é uma pena, e é mau.
E assim sendo, se se passa o mesmo com todos os milhares de novos portugueses, é uma vergonha para todos nós.
Que sempre gostamos de assumir que não são 'arianistas'.
Então que este processo mental passe a um processo prático.
Deco é mais que um português, é alguém que nos deve levar a pensar sobre o que é ser português.
Para mim é simples: português é aquele que olha para portugal e sente portugal como uma pátria, seja ela primeira ou segunda.
Porque eu também tenho duas pátrias: Portugal e o mundo.
http://www.magnumphotos.com/LowRes/nyc/TR3/MOI/8DHZNOL/NYC11324.jpg
