Patacôncio
18-06-2004, 09:02
O burrico volta a atacar!
Da outra vez eram as Transferências Correntes, agora a derrapagem da despesa corrente primária, destacando os salários dos professores e dos médicos! :D :D :D
Leiam por vós próprios: (http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=159828&codEdicao=1136&CodAreaNoticia=4)
Despesa orçamental entra em derrapagem
RUDOLFO REBÊLO
As despesas do Estado estão muito acima do programado; as receitas fiscais, por seu lado, estão aquém do previsto. Mas o Governo diz que a execução orçamental, divulgada dois dias depois do previsto, melhorou, graças «ao combate à evasão fiscal».
A despesa corrente primária, que engloba salários dos funcionários públicos, gastos com a saúde e educação, está em derrapagem. Entre Janeiro e Maio deste ano, os encargos estatais subiram 5% em comparação com igual período do ano passado, quando o objectivo declarado da ministra das Finanças, Ferreira Leite, era estancar os gastos em 2%.
Nos primeiros cinco meses do ano, as despesas com o pessoal, pressionadas pelas Segurança Social e «abonos» aumentaram 4,6%. As transferências para outros subsectores da administração pública cresceram 7%. As Finanças afirmam que tal se deve à pressão da Segurança Social, mas a verdade é que os serviços foram obrigados a estancar a despesa com os juros das dívida pública.
E foi mesmo a poupança nos juros dos títulos do Tesouro - o Estado pagou menos 18% que em igual período de 2003 - a tábua de salvação para resguardar a despesa. De resto a ordem é «empur-rar» os gastos para a frente. Foi o que sucedeu com os subsídios: a quebra de 36% nesta rubrica é explicada, para além de pequenas poupanças nos juros com as bonificações com casa própria, pelo não pagamento de indemnizações compensatórias às empresas públicas. Despesas do tamanho de centenas de milhões de euros que, tarde ou cedo, as Finanças terão de contabilizar.
RECEITA. Do lado da receita fiscal, o Governo está longe de atingir as metas propostas no Orçamento para 2004. O IRS, o imposto sobre os rendimentos dos trabalhadores, está a crescer acima dos dois dígitos (ver quadro). Mas em Julho, Agosto e Setembro, a máquina fiscal terá de devolver aos cidadãos os reembolsos de imposto liquidado entre Fevereiro e Abril deste ano. O Estado deverá devolver mais de mil milhões de euros aos contribuintes, o que colocará a taxa de crescimento do imposto abaixo dos 5%. No imposto sobre os lucros das empresas, IRC, é notória a desaceleração da receita, o que deverá continuar nos próximos meses, à medida que se esbater o efeito do «novo» pagamento especial por conta (PEC). Aqui, o Governo, contrariando um recente relatório da Administração Fiscal em que destacava falhas na luta contra a fraude, afirma que o crescimento da receita é precisamente consequência do «combate à fuga e fraude fiscal».
Mas o drama para as Finanças está no IVA, o imposto que recai sobre as transações. O Orçamento previa um acréscimo na receita de 5% em relação a 2003, mas os cofres fiscais registam até Maio uma subida de apenas 1,7%. As Finanças explicam este comportamento pelo alto valor dos reembolsos. A receita bruta - afirma - regista um crescimento superior a 6%, mas a verdade é que o aumento «real» está bem abaixo da inflação, o que demonstra a lenta e ainda muito tímida retoma da economia portuguesa.
O imposto sobre o tabaco acusa uma descida de 20%, o que é «justificada» pelas Finanças «pela antecipação na introdução no consumo deste tipo de produtos», antes «da actualização da taxa de imposto». Por seu lado, o acréscimo na receita de ISP é explicado pela decisão de aumentar, em Fevereiro, a taxa do imposto. Decisão, aliás, muito contestada pelos transportadores.
Este burro que faça umas simples continhas. Compare a subida dos lucros das maiores empresas portuguesas, a principais pagadoras de IRC.
Quanto subiram os lucros do PSI 20 ???
Já o Público tem outra forma de dar a notícia! (http://jornal.publico.pt/2004/06/18/Economia/E10.html)
Governo Explica Melhoria do Saldo Orçamental com Combate Evasão Fiscal
Por LUSA
Sexta-feira, 18 de Junho de 2004
O Governo atribuiu ontem ao combate à evasão fiscal a melhoria das contas públicas evidenciada pela execução orçamental nos primeiros meses do ano, divulgada pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO).
Em termos homólogos (face ao mesmo período do ano anterior), o défice orçamental baixou 35,5 por cento para 1.476,6 milhões de euros. O saldo orçamental decompõe-se em dois, o saldo corrente e o de capital. O primeiro baixou 74 por cento para 236 milhões de euros, enquanto o segundo desagravou-se 11 por cento para 1.241 milhões de euros.
"No que respeita ao saldo corrente, está fundamentalmente em causa um comportamento favorável da receita fiscal no período em análise, traduzindo o resultado em termos orçamentais do combate à evasão fiscal e consequente alargamento da base tributária, na cobrança de receita", adianta a nota da DGO.
A receita total aumentou oito por cento para 12.907 milhões de euros, em resultado de um crescimento também de oito por cento da receita corrente, para 12.865 milhões de euros, e de uma contracção em 33 por cento da de capital para 42 milhões de euros.
A despesa total relevante para a determinação do défice, por sua vez, aumentou 0,8 por cento para 14.383 milhões de euros. Este saldo resulta de uma subida da despesa corrente em dois por cento para 13.101 milhões de euros e da redução da de capital em 12 por cento para 1.282 milhões de euros.
O objectivo do Governo para o défice orçamental em 2004 é de 4.733,2 milhões de euros.
Os números desta execução orçamental foram divulgados com dois dias de atraso em relação ao habitual dia 15. Mesmo assim, problemas de conexão com o site da Direcção-geral do Orçamento impediam, à hora de fecho desta edição, uma leitura mais profunda dos números do Ministério das Finanças.
PS Dedicado ao Rebelo:
http://redrockcanyonlv.org/images/burro%20yng_50.jpg
Da outra vez eram as Transferências Correntes, agora a derrapagem da despesa corrente primária, destacando os salários dos professores e dos médicos! :D :D :D
Leiam por vós próprios: (http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=159828&codEdicao=1136&CodAreaNoticia=4)
Despesa orçamental entra em derrapagem
RUDOLFO REBÊLO
As despesas do Estado estão muito acima do programado; as receitas fiscais, por seu lado, estão aquém do previsto. Mas o Governo diz que a execução orçamental, divulgada dois dias depois do previsto, melhorou, graças «ao combate à evasão fiscal».
A despesa corrente primária, que engloba salários dos funcionários públicos, gastos com a saúde e educação, está em derrapagem. Entre Janeiro e Maio deste ano, os encargos estatais subiram 5% em comparação com igual período do ano passado, quando o objectivo declarado da ministra das Finanças, Ferreira Leite, era estancar os gastos em 2%.
Nos primeiros cinco meses do ano, as despesas com o pessoal, pressionadas pelas Segurança Social e «abonos» aumentaram 4,6%. As transferências para outros subsectores da administração pública cresceram 7%. As Finanças afirmam que tal se deve à pressão da Segurança Social, mas a verdade é que os serviços foram obrigados a estancar a despesa com os juros das dívida pública.
E foi mesmo a poupança nos juros dos títulos do Tesouro - o Estado pagou menos 18% que em igual período de 2003 - a tábua de salvação para resguardar a despesa. De resto a ordem é «empur-rar» os gastos para a frente. Foi o que sucedeu com os subsídios: a quebra de 36% nesta rubrica é explicada, para além de pequenas poupanças nos juros com as bonificações com casa própria, pelo não pagamento de indemnizações compensatórias às empresas públicas. Despesas do tamanho de centenas de milhões de euros que, tarde ou cedo, as Finanças terão de contabilizar.
RECEITA. Do lado da receita fiscal, o Governo está longe de atingir as metas propostas no Orçamento para 2004. O IRS, o imposto sobre os rendimentos dos trabalhadores, está a crescer acima dos dois dígitos (ver quadro). Mas em Julho, Agosto e Setembro, a máquina fiscal terá de devolver aos cidadãos os reembolsos de imposto liquidado entre Fevereiro e Abril deste ano. O Estado deverá devolver mais de mil milhões de euros aos contribuintes, o que colocará a taxa de crescimento do imposto abaixo dos 5%. No imposto sobre os lucros das empresas, IRC, é notória a desaceleração da receita, o que deverá continuar nos próximos meses, à medida que se esbater o efeito do «novo» pagamento especial por conta (PEC). Aqui, o Governo, contrariando um recente relatório da Administração Fiscal em que destacava falhas na luta contra a fraude, afirma que o crescimento da receita é precisamente consequência do «combate à fuga e fraude fiscal».
Mas o drama para as Finanças está no IVA, o imposto que recai sobre as transações. O Orçamento previa um acréscimo na receita de 5% em relação a 2003, mas os cofres fiscais registam até Maio uma subida de apenas 1,7%. As Finanças explicam este comportamento pelo alto valor dos reembolsos. A receita bruta - afirma - regista um crescimento superior a 6%, mas a verdade é que o aumento «real» está bem abaixo da inflação, o que demonstra a lenta e ainda muito tímida retoma da economia portuguesa.
O imposto sobre o tabaco acusa uma descida de 20%, o que é «justificada» pelas Finanças «pela antecipação na introdução no consumo deste tipo de produtos», antes «da actualização da taxa de imposto». Por seu lado, o acréscimo na receita de ISP é explicado pela decisão de aumentar, em Fevereiro, a taxa do imposto. Decisão, aliás, muito contestada pelos transportadores.
Este burro que faça umas simples continhas. Compare a subida dos lucros das maiores empresas portuguesas, a principais pagadoras de IRC.
Quanto subiram os lucros do PSI 20 ???
Já o Público tem outra forma de dar a notícia! (http://jornal.publico.pt/2004/06/18/Economia/E10.html)
Governo Explica Melhoria do Saldo Orçamental com Combate Evasão Fiscal
Por LUSA
Sexta-feira, 18 de Junho de 2004
O Governo atribuiu ontem ao combate à evasão fiscal a melhoria das contas públicas evidenciada pela execução orçamental nos primeiros meses do ano, divulgada pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO).
Em termos homólogos (face ao mesmo período do ano anterior), o défice orçamental baixou 35,5 por cento para 1.476,6 milhões de euros. O saldo orçamental decompõe-se em dois, o saldo corrente e o de capital. O primeiro baixou 74 por cento para 236 milhões de euros, enquanto o segundo desagravou-se 11 por cento para 1.241 milhões de euros.
"No que respeita ao saldo corrente, está fundamentalmente em causa um comportamento favorável da receita fiscal no período em análise, traduzindo o resultado em termos orçamentais do combate à evasão fiscal e consequente alargamento da base tributária, na cobrança de receita", adianta a nota da DGO.
A receita total aumentou oito por cento para 12.907 milhões de euros, em resultado de um crescimento também de oito por cento da receita corrente, para 12.865 milhões de euros, e de uma contracção em 33 por cento da de capital para 42 milhões de euros.
A despesa total relevante para a determinação do défice, por sua vez, aumentou 0,8 por cento para 14.383 milhões de euros. Este saldo resulta de uma subida da despesa corrente em dois por cento para 13.101 milhões de euros e da redução da de capital em 12 por cento para 1.282 milhões de euros.
O objectivo do Governo para o défice orçamental em 2004 é de 4.733,2 milhões de euros.
Os números desta execução orçamental foram divulgados com dois dias de atraso em relação ao habitual dia 15. Mesmo assim, problemas de conexão com o site da Direcção-geral do Orçamento impediam, à hora de fecho desta edição, uma leitura mais profunda dos números do Ministério das Finanças.
PS Dedicado ao Rebelo:
http://redrockcanyonlv.org/images/burro%20yng_50.jpg
