Mystic
22-06-2004, 16:46
Eu tenho que dar a mão à palmatória. Daquelas gordas, de cinco olhos, que é para não repetir o erro. Uma mão não, as duas.
No sábado passado tive a segunda surpresa da minha vida em matéria de roadies dos futebóis. Não tinha uma opinião lá muito benevolente sobre estas hordas ...
A primeira foi há uns anitos, em Lisboa, quando os irlandeses desaguaram na capital e toda a gente receava os zaragateiros “ingleses”, sem ainda diferenciar os simpatiquíssimos celtas.
A segunda foi no sábado, com as claques holandesas. E dou outra vez a mão à palmatória, pois foi uma festa que vai ficar na lembrança.
Logo pela manhã instalaram no jardim do centro da cidade um arraial de animadores/cantores, altifalantes, bandeiras, adereços-oferta. E todo o santo dia, até à ida para o estádio, aquelas almas bem-dispostas cantaram, dançaram, tocaram, beberam, abraçaram, beijaram, desfilaram em confraternização total com a população e com os adversários. Estes tomaram conta do espaço central e dali animaram muito a festa, embora em muito menor número.
Era uma onda laranja grossa e compacta aquela, que circulava num vaivém ininterrupto entre as duas margens e se espalhava para a água, enfiados em barcos, e desaparecia pelas ruas estreitas da zona dos bares.
Ele era frades, ele era árabes, ele era leões e pipis-das-meias-altas, ele era dragões, duendes e palhaços, de socos a martelar na calçada. Tudo laranja.
E eu - que já os tinha catalogado nas tribos dos bárbaros, gente a evitar logo a seguir aos ingleses - aqui estendo as mãos.
Como dizia um amigo meu autarca do PS, “Foi tão lindo que … até lhes perdoamos a cor”. Mas também tenho que confessar que, embora não pareça, a cor condiz com a “sensibilidade” política do concelho.
Helas! http://smileys.smileycentral.com/cat/4_2_2.gif
No sábado passado tive a segunda surpresa da minha vida em matéria de roadies dos futebóis. Não tinha uma opinião lá muito benevolente sobre estas hordas ...
A primeira foi há uns anitos, em Lisboa, quando os irlandeses desaguaram na capital e toda a gente receava os zaragateiros “ingleses”, sem ainda diferenciar os simpatiquíssimos celtas.
A segunda foi no sábado, com as claques holandesas. E dou outra vez a mão à palmatória, pois foi uma festa que vai ficar na lembrança.
Logo pela manhã instalaram no jardim do centro da cidade um arraial de animadores/cantores, altifalantes, bandeiras, adereços-oferta. E todo o santo dia, até à ida para o estádio, aquelas almas bem-dispostas cantaram, dançaram, tocaram, beberam, abraçaram, beijaram, desfilaram em confraternização total com a população e com os adversários. Estes tomaram conta do espaço central e dali animaram muito a festa, embora em muito menor número.
Era uma onda laranja grossa e compacta aquela, que circulava num vaivém ininterrupto entre as duas margens e se espalhava para a água, enfiados em barcos, e desaparecia pelas ruas estreitas da zona dos bares.
Ele era frades, ele era árabes, ele era leões e pipis-das-meias-altas, ele era dragões, duendes e palhaços, de socos a martelar na calçada. Tudo laranja.
E eu - que já os tinha catalogado nas tribos dos bárbaros, gente a evitar logo a seguir aos ingleses - aqui estendo as mãos.
Como dizia um amigo meu autarca do PS, “Foi tão lindo que … até lhes perdoamos a cor”. Mas também tenho que confessar que, embora não pareça, a cor condiz com a “sensibilidade” política do concelho.
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