Pataco...
é por estas e por outras que eu estou todo contente que os prossecutores da tua política tenham ganho...
venham mais destas, além de tudo o que está para vir...
:mad: :mad: :mad:
In Expresso Economia
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O novo imposto multibanco
Hoje em dia, quem é que vai às compras e paga em dinheiro ou cheque? Poucos, já para não dizer nenhuns. Por comodidade utilizamos o cartão e damos o assunto por encerrado. Ou melhor, encerrávamos, porque as coisas estão a mudar, e para pior
Quando efectuamos um pagamento com um cartão Multibanco estamos a aceder a um serviço contratado a um banco. Por seu turno, o serviço é entregue à SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços), cujos accionistas são os próprios bancos. Esta entidade aplica uma «Taxa de Serviço Comerciante» por cada transacção.
Acontece que até há bem pouco tempo, esta taxa tinha um máximo pré-estabelecido, ou seja, era independente do valor da compra. Assim, quer o cliente comprasse um produto de cinco euros quer um de cinco mil, o comerciante despendia um máximo de 50 cêntimos à SIBS. Até aqui tudo bem só que, nos últimos meses, a SIBS passou a cobrar uma comissão sem qualquer tecto máximo.
É um facto que o banco garante a comissão máxima de 50 cêntimos para utilizações do «velho» cartão Multibanco, mas entretanto mudou as regras do jogo para o congénere Visa Electron. Quem hoje tiver um cartão Multibanco «puro» é uma ave rara, isto porque, ao longo dos últimos anos, os bancos progressivamente substituíram estes cartões pelos que ostentam o símbolo Visa Electron (se calhar não foi inocente!!). Contas feitas, isto significa que estamos condenados a pagar. Não há escapatória possível e por isso falamos de um «imposto Multibanco».
De início, a estratégia afectará apenas os comerciantes, mas, mais mês menos mês, o «imposto» camuflado acabará por mexer no bolso dos consumidores finais. As empresas, se quiserem continuar a gerar lucro, terão obrigatoriamente de cobrar mais aos seus clientes, não para terem lucro mas para não perderem dinheiro. As empresas de grande e pequena distribuição, que vivem com uma margem de lucro muito baixa (o resultado líquido de 2% das vendas já é bom!), vão ser obrigadas a cobrar mais ou, então, aguentar as consequências.
O risível da questão é que, quando efectuamos um pagamento com um cartão, estamos a agilizar processos e a gerar lucros ao próprio banco. Os terminais de pagamento automático (TPA) significaram um aumento brutal de produtividade, pois reduziram procedimentos burocráticos e dispensaram funcionários (um processo em todo similar ao das gasolineiras «self-service», que poupam nos recursos humanos pelo facto de ser o utente a meter o combustível). Esta situação torna-se ainda mais caricata - se é que isso é possível - porque os TPA foram um caso de estudo a nível mundial: um só cartão era aceite em todas as máquinas! Agora, após as vantagens iniciais, os bancos querem mais.
Custa mais a um banco efectuar um pagamento de 25 euros do que um pagamento de 250 ou de 2500? A resposta é não. O que está a acontecer é que os bancos querem voltar a facturar por uma infra-estrutura que já está montada e a funcionar, muito porque é um facto que detêm o monopólio do processo. Falemos claro: a taxa Multibanco não é aplicada por falta de rentabilidade dos bancos, é aplicada porque eles querem ainda mais.
A taxa, ou melhor, o «imposto disfarçado» tornará o pagamento com cartão um autêntico luxo, podendo colocar em causa a sobrevivência de algumas empresas, tal é o impacto nos seus resultados. Não existem alternativas reais para recebimentos com segurança das vendas dos comerciantes (cheques pouco fiáveis). A única saída viável repercutir-se-á no custo final dos produtos.
Vamos pagar mais pelo mesmo e, consequentemente, a inflação nacional irá aumentar. Adicione-se ainda o facto de este «imposto» reverter não a favor do Estado mas a favor dos bancos, que têm grande habilidade em pagar menos IRS, e contabilize-se os lucros. Finalmente, resta apenas concluir que, pelo andar da carruagem, não falta muito para que os bancos comecem a cobrar aos particulares uma comissão pelos levantamentos efectuados nas máquinas ATM.
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contentes ???
tenho impressão que isto ainda é capaz de piorar um bocadinho...
já que ainda devem existir coisas não taxadas (??)
esta gente não consegue ver, que a paz social só é atingida quando TODA a gente tiver um nível de vida socio-económico estável ?
que o facto de as empresas, as classes alta e média alta estarem constantemente a absorver mais e mais riqueza aos restantes, deixando-os cada dia que passa mais úm bocadinho pobres, qualquer dia fará com que isto rebente e então acaba-se tudo ? especialmente para eles ?
não percebo por onde andam aqueles que defendem com unhas e dentes estas políticas, com panaceias que tudo o que se está a fazer é melhor para o futuro próximo ???
melhor para quem ?
esta genta não anda nas ruas, não vê as misérias a aumentar, o desemprego, os assaltos, o descontentamento popular, a hipocrisia de quem governa, que gasta e esbanja inversamente proporcional ao esforço exigido aos restantes (povo)
vocês, sim vocês, vivem em palácios medievais ? tendes criados e carruagens de ouro ? cheios de vassalagens e mordomias ? nunca precisasteis de ir aos supermercados, aos talhos, às praças ? nunca necessitastes da segurança social, do fundo de desemprego, dos tribunais, de um hospital pela noite dentro ou em tempo de (justa) greve de médicos ? nunca viveram com um ordenado minimo para sustentar uma casa ? em que um estupido alluguer de uma barraca neste país onde não há um mercado de arrendamento custa mais do que a miséria ganha ao fim do mês ?
eu, pessoalmente, não acredito no PSL, mas vou, contra-vontade, dar-lhe o benefício da duvida sobre algumas politicas e reformas a implementar no curto prazo e que estão pendentes...
não tenho muitas esperanças, infelizmente, porquanto ele lá terá algumas ideias diferentes fruto de alguma juventude e alguma experiência autarquica, no fundo é um político, e o problema de Portugal não são a política, mas sim OS POLÍTICOS...
venha quem vier...
:mad: :mad: :mad:
jleandro 12-07-2004, 15:56 estas coisas só acontecem em Portugal porque há pouca concorrência inter-bancária e os portugueses não sabem escolher o cartão que melhor os serve
a maioria dos portugueses gostam de ostentar muitos cartões e depois admira-se de terem que pagar pela sua utilização.
cartão de crédito só se EU TAMBÉM LUCRAR COM ISSO, e além desse tenho um Multibanco puro, daqueles que só serve para levantar dinheiro nas ATM's
os bancos portugueses estão, duma maneira geral, em muito má situação mas não deixam de pagar principescamente aos seus gestores, especialmente o BCP e o BES, e cada vez mais pensam em reduzir custos: diminuir o nº de empregados
já se sabe que a possível receita da venda da S&P pelo BCP vai ser usada para pagar despedimentos.
estamos a falar da transferencia gradual e de fininho e à surdina de parte do onus com os multibancos normais, tipo Visa Electron, por parte da SIBS e dos Bancos, dos comerciantes (cujos contratos de exploração dos POS já consagram essas comissões), para a população em geral, À REVELIA DOS CONTRATOS CELEBRADOS com os seus clientes...
:mad:
costarios 12-07-2004, 17:08 não falta muito para que os bancos comecem a cobrar aos particulares uma comissão pelos levantamentos efectuados nas máquinas ATM
Não quero alarmá-los, mas no Brasil existe (ou existia) um imposto que incidia sobre cada levantamento realizado num ATM. Não sei se este imposto ainda existe (deixei de utilizar o sistema bancário brasileiro há mais de 5 anos) mas o valor percentual a incidir sobre cada levantamento era gradual, aumentava de acordo com o montante, mas girava em torno dos 0,017%!
jleandro 12-07-2004, 23:47 dudu
não sendo eu um grande entendido em cartões, diz-me:
um Visa electron não é só um multibanco normal, pois não?
se é Visa pressupõe a hipótese de haver concessão de crédito mesmo que o titular do cartão não o queira usar, certo?
O Electron não é um cartão de credito, é um cartão de débito directo.
O VISA está lá só a indicar que podes utilizar o cartão no estrangeiro, para efectuar levantamentos em ATMs que possuam o simbolo VISA (pertencem à «rede» VISA).
Isto é do Millennium (BCP), mas é válido para outros, com mais ou menos regalias...
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Cartão Visa Electron
O Cartão Visa Electron é um cartão internacional, aceite em todo o mundo, pertencente à Rede VISA.
Possibilita igualmente o acesso ao sistema nacional Multibanco, composto por uma rede de Caixas Automáticos (ATM) e por Terminais de Pagamento Automáticos (TPA).
Características
É um cartão de débito que permite o acesso imediato à conta à ordem, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
É um cartão internacional, aceite em todo o mundo, pertencente à Rede VISA.
Possibilita igualmente o acesso ao sistema nacional Multibanco, composto por uma rede de Caixas Automáticos (ATM) e por Terminais de Pagamento Automáticos (TPA).
Principais Vantagens
1ª anuidade gratuita para todos os titulares;
Permite realizar Pagamentos, Levantamentos ou Consulta do Saldo em qualquer parte do Mundo;
Possibilita o acompanhamento dos movimentos da sua conta em qualquer caixa da rede Multibanco;
Funcionalidades
O cartão permite realizar as seguintes operações no sistema nacional Multibanco - Terminais de Pagamento Automático (TPA) e rede de Caixas Automáticos (ATM):
Em Portugal:
Compras em estabelecimentos que disponham de Terminal de Pagamento Automático (TPA);
Levantamentos em Numerário (ATM);
Pagamento de Serviços (ATM);
Transferências interbancárias (ATM);
Aquisição de bilhetes para viagens e espectáculos (ATM);
Carregamento de telemóveis (ATM);
Consulta de saldos e/ou movimentos (ATM);
Requisição de cheques (ATM);
Depósitos em numerário ou em valores (nos ATMs instalados no Banco);
Constituição de depósitos a prazo (nos ATMs instalados no Banco);
Emissão de 5 cheques (nos ATMs instalados no Banco).
No Estrangeiro:
Compras em estabelecimentos aderentes à rede Visa;
Levantamentos em Numerário nos Caixas Automáticos aderentes à rede Visa;
Consulta de saldos nos Caixas Automáticos aderentes à rede Visa.
Seguros
Seguro de Utilização Fraudulenta
O Banco responsabiliza-se integralmente pelos movimentos efectuados após a comunicação de perda ou roubo, não aplicando, neste caso, qualquer franquia, não sendo reembolsados os pagamentos resultantes de utilização fraudulenta ou não autorizada do cartão com dolo ou negligência grosseira do Titular.
Quanto aos movimentos efectuados antes desta comunicação, o Banco garante:
O reembolso do valor que exceda o saldo disponível, na conta associada ao cartão, à data da primeira operação considerada irregular, que seja do conhecimento do Titular;
Paralelamente, garante o reembolso dos pagamentos por utilização fraudulenta ou não autorizada do cartão, nas 48 horas imediatamente anteriores à comunicação ao Banco, aplicando-se uma franquia de 250,00 EUR. Antes do período das 48 horas imediatamente anteriores à comunicação ao Banco, garante o reembolso das transacções que excedam 2.500,00 EUR.
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Xiiiiiiiiii!!!!!! As coisas que o Dudu sabe....:D
Patacôncio 13-07-2004, 14:41 E para quê? ehhehehhehehhehe
Patacôncio 13-07-2004, 14:50 Ó Dudu, deixa-te de lirismos e lê isto:
O pasquim Expresso? (http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/2004/07/o-novo-boletim-da-parquia.html)
O novo boletim da paróquia...
O semanário Expresso, está convertido em boletim de uma qualquer paróquia. Hoje qualquer um desde que tenha um nome a preservar ou tem um negócio de sucesso, escreve no Expresso. Se nalguns casos registam-se pontos de vista interessantes, noutros e sobretudo quando começam a escrever sobre aquilo que não dominam então o chorilho de asneiras, surge como que se estivesse em plena caverna de Platão e alegoria fosse o papel-jornal tamanho A3 do aludido Expresso.
O último caso remonta, ao artigo publicado na edição deste fim de semana por Miguel Monteiro (Sócio-Gerente da empresa CHIP 7), intitulado "O novo imposto Multibanco"“, na página 22 do caderno de Economia.
O assunto é interessante, a temática actual, numa altura que as instituições financeiras se debatem com problemas relacionados com a baixa margem financeira obtida, medido basicamente entre o diferencial entre as taxas de crédito concedido e as taxas aplicadas nos recursos captados. Os bancos tem necessidade de se virarem para as “famosas” comissões, que muitas vezes nos deixam a todos atordoados dada a sua complexidade e pouca exiquibilidade. Mas a verdade é que quer a aplicação de comissões encontra-se regulamentada pelo Banco de Portugal – que nesta matéria concede alguma liberdade, a bem do sistema bancário , quer o facto de as mesmas serem do conhecimento do público atráves do chamado preçario.
Miguel Monteiro, parece que aqui defender causa própria, ele , sócio-gerente de uma empresa que certamente recebe inúmeros pagamentos por multibanco, e que à luz da nova vê baixar o seu lucro.
Aquilo que Miguel Monteiro nos diz é a pura realidade do empresariado tradicional português. Mas em primeiro lugar não é a SIBS que decide qual o preçario a aplicar mas sim os bancos como entidades emitentes dos cartões. A SIBS paga efectivamente uma comissão aos comerciantes e outra aos bancos pelo uso do serviço. E qual é o problema ? Não é este sinal de garante da liberdade de um sistema ? Ninguém é obrigado a pagar e a aceitar pagamentos com cartões, pelo que e desde que devidamente avisados os comerciantes só transaccionam com cartões se bem o entenderem. Em segundo lugar e uma vez que Portugal é o país da União Europeia onde mais se paga com cartões, a aplicação de uma taxa sem valor máximo limitativo, iria certamente reduzir o volume de transacções por cartão, aumentando o volume de acessos aos balcões dos bancos. Em terceiro lugar ele Miguel Monteiro, comerciante está implicitamente a dizer que para já ficará mais ou menos quieto, mas que depois irá repercutir nos clientes as alterações dos custos adicionais. Assumir isto como Miguel Monteiro, assume, não será nada mais nada menos que tudo aquilo que este acusa a SIBS e os Bancos de fazerem ?
Mas o que traz isto de novo ? Não é assim sempre que a gasolina sobe, quando a electricidade sobe . No caso dos computadores recordo-me de em 1990, um incêndio na fábrica de memórias RAM na China ter estrangulado o fornecimento das mesmas na Europa, e como resultado o preço disparou. Nada de novo.
Para além de dizer puras mundanices, Miguel Monteiro entre depois na teoria também constante do empresário português. Será legítimo segundo Miguel Monteiros, pensar que os bancos são hábeis em pagar menos impostos ? Se sim, não será para todos nós leitores, pensar que a mesma empresa que gere é hábil na forma como paga menos impostos. Afinal aquilo que os bancos fazem é aquilo que a lei permite, e como a lei é para todos, então é legítimo pensar que ele faz o mesmo. Caso contrário Miguel Monteiro coloca em causa a idoneidade de todas as instituições que fiscalizam a actividade bancária e empresarial. E sendo assim é igualmente legítimo pensar que ele, Miguel Monteiro, também continua a ser hábil na forma de pagar menos impostos.
Depois, caro Miguel Monteiro, certamente que estar demasiado tempo à frente dos computadores lhe roubará alguma lucidez, mas informo-o que os bancos não “pagam menos IRS”, mas sim menos IRC. Caso não saiba, os bancos são pessoas colectivas.
Admira-me por isso que o Expresso seja, cada vez mais, o boletim da paróquia, ainda que novos computadores do Expresso possam ter sido comprados numa qualquer loja de computadores CHIP7.
PS E podia também dizer algumas coisas. Mas nem gasto saliva.
Num sociedade liberal, eu não sou obrigado a ter conta bancária, não sou obrigado a ter cartão de crédito e não sou obrigado a utilizar o que os outros utilizam.
Sou adepto de duas coisas simples. Se uso um serviço, pago-o. Se não o uso não o devo pagar.
PS II Ah! Os comerciantes são grandes beneficiados com o cartão de crédito. Porque não devem pagar por esse serviço?
Vão repercutir nos bolsos do consumidor? E quando sobem os salários dos funcionários, não é repercutido no bolso dos consumidores? Às vezes não... Mas é a lógica normal do funcionamento de qualquer economia de mercado.
Queres o comunismo, Dudu?:D :D :D :D
moi ???
Pataco, oi, tava a ver que não aparecias...
Se nós estamos numa sociedade liberal, e se neste tipo de economia, quem quer usar e ter bens tem de os pagar,
A MENOS QUE NOS AVISEM ANTES DE NOS COMEÇAREM - CONTINUAREM - A IR AOS BOLSOS,
com coisas que antes não estavam estipuladas nos contratos...
porque, mesmo em liberalismo democrático, isso deverá ser ILEGAL, OU NÃO ????
ou duvidas que não está lá no teu contrato do Visa Electron (nem nas letras pequeninas) despesas inerentes à utilização do mesmo no comércio, a não ser nas gasolineiras, em que têm um acordo diferente do resto dos comerciantes ????
eu não tenho duvidas de que não está !!!
e a ilegalidade começa aí, caso este ónus (mais uma comissão bancária, as pessoas já se começaram a habituar, snifff), se comece a repercutir nos clientes...
ou seja, a partir do memomento em que o meu restaurante, alfaiate, oficina me digam que tenho de pagar comissão por pagamentos vulgares MB, zás, o banco que fique com o cartão e PIMBA, passem para cá a nota aos balcões, COISA QUE ELES TENTAM EVITAR A TODO O CUSTO, MAS MAL, no meu entender...
enfim, este artigo até é capaz de ter sido escrito com raivinha, pelo tal empresário, tal como tu ilustras com aquela crítica, até tem incorrecções claras, mas há uma coisa que me preocupa : não há fumo sem fogo, e se calhar num futuro próximo vamos assitir a estas tentativas de quebras contratuais, mas nada de novo nos tempos que correm...
e ó Pataco
ganda teoria esta tua :
"Vão repercutir nos bolsos do consumidor? E quando sobem os salários dos funcionários, não é repercutido no bolso dos consumidores? Às vezes não... Mas é a lógica normal do funcionamento de qualquer economia de mercado."
Neste caso, é diferente da farinha aumentar e o padeiro aumentar o pão, para MANTER a sua margem, com toda a justiça. Neste caso dos cartões, o contrato é entre o cliente e o banco, para ser usado em lojas de terceiros.
os lojistas que NEM PENSEM em introduzir taxas avulso, pq isso não é assim...caso seja, é uma comissão bancária...
resta-nos sempre levar uma galinha debaixo do braço e trocar por um par de sapatos, né ???
enfim....
vamos esperando sentados, de preferencia com umas canecas à frente (pagas em cash $$$)
a ver vamos
:confused:
Patacôncio 13-07-2004, 15:32 Não és lírico.
Sendo assim, explica isto:
"AO MENOS QUE NOS AVISEM ANTES DE NOS COMEÇAREM - CONTINUAREM - A IR AOS BOLSOS."
Falo por mim.
Só tenho um cartão de crédito e sei quanto pago por ele.
Não o uso, excepto em algumas circunstâncias particulares.
Tenho cartões de débito e seu quanto pago por eles, quando utilizado fora da zona euro.
Tirando isso, os bancos não me cobram nada mais que o estipulado no contrato.
PS Ah! Costumo rejeitar qualquer tipo de cartão "oferecido".
E os que tenho foram negociados. À excepção de um, de um banco fora de Portugal. Tudo o resto...
PS II Só não entendi porque chamaste por mim.
E não entendi a tua sanha demagógica sobre pobreza, barracas e sei lá que mais, para falares de comissões dos cartões de crédito.
Sabias que isso é populismo? Qualquer dia estou a ouvir-te a chamar populista ao PSL. Mas olhando para o que escreves...
jleandro 13-07-2004, 15:49 sem ter lido a polemica com o Patacôncio:
esse cartão Visa Electron é a mesma coisa que um vulgar cartão Multibanco
e pelo Multibanco só pago uma anuidade de cerca de 5,00€
então porquê ter um cartão desses?
Patacôncio 13-07-2004, 16:02 JL. Esse é o custo real por usares o Multibanco.
Só que o Dudu leu o artigo, jugou-o bonito (afinal sempre pode ser utilizado demagogicamente contra a "direita") nem sequer entendeu que o autor do artigo falava num imposto em termos metafóricos.
Ele queria o quê? Que os comerciantes não pagassem o pagamento de um serviço?
Mas por acaso os comerciantes são obrigados a ter terminais para os cartões?
Olha. Faz-me lembrar um familiar meu que durante anos se recusou a ter esses acordos com os bancos. E com as SFACs.
Veio a crise e agora anda apertado. Como vendia a crédito, via cheques pré-datados e outras fórmulas à "merceeiro", quase que estourou por falta de liquidez na tesouraria.
Andou a pedir dinheiro emprestado aos amigos e familiares, porque está cheio de "recos".
Agora é que abriu os olhos. Já tem os acordos com os bancos e as SFACs, mas anda lixado, porque lhe devem dezenas milhares de contos.
Pior. Foi burro ao ponto de não se aperceber que muitos caiam lá e vendia muito nas suas lojas porque esses clientes não conseguiam crédito noutro lado.
Pois.
É a lógica de muitos empresários nossos. Típicos merceeiros.
Não gostam de pagar impostos, de pagar comissões aos bancos, de pagar segurança social e por aí fora.
Só pensam em mamar.
Mas quando as coisas tremem... :D :D :D
...nos cartões que tenho...
o problema de que aqui se falou era se iriamos, sem saber antecipadamente e sem assinarmos isso, as comissões sobre pagamentos nos POS com cartões vulgares de débito, pudessem começar a existir ???
penso que é só isso...
e chamei-te, não para ir almoçar ao Cantinho da Serra - já deve estar na altura de se começar a marcar outro almocito lá para depois das férias - digo isso porque foi a ultima vez que nos vimos lá - mas porque aqui no forum és o maior defensor publico deste governo e desta política, e uma medida destas só poderia ser (ACHO EU, não tenho bem a certeza) tomada a coberto de uma qualquer autorização legislativa ou similar, nem que seja só do Banco de Portugal...
e eles, dentro de um quadro político a que já nos habituaram (eu sinto isso na PELE), sempre que é preciso ir buscar $$$ para qualquer sector económico, até nem tem de ser sempre para o Estado, vai-se sempre ao mesmo sítio, aos bolsos do cidadão...
elementar meu amigo, é fácil, é barato, e dá milhões...
onde estão os cérebros políticos que deveriam pensar assim :
"- precisamos efectivamente de mais receita, mas estar sempre a sobrecarregar os mesmos , além de começar a secar a mina, até já parece mal...será que não pensamos noutras formas de financiamento ? será que não existem ? será que ..."
a seguir passo-te a palavra, até porque não quero nem posso entrar em discussão de economia contigo, porque não percebo nada de economia e macro-economia..
mas sei de uma coisa, e já aqui o disse no forum...
outrora, eu pertencia a uma classe média normalissima...
hoje, e ao fim de n anos a perder $$$ todos os anos com aumentos abaixo da inflação, com aumentos n x superiores ao meu próprio aumento, hoje, estou eu e muitos milhares ou milhões na corda bamba para não cair no buraco, ou seja mudar de classe, e olha que nã é para cima !!!
:rolleyes:
jleandro 13-07-2004, 16:14 dando uma volta ao assunto:
porque não arranjam um cartão de crédito Visa que ainda VOS PAGA uma comissão de cada vez que o usam?
e que não tem o custo da anuidade?
isso é que é um cartão de crédito, e eu tenho 1 assim há muitos anos.
Patacôncio 13-07-2004, 16:15 Não me peças para comentar a tua vida pessoal.
Porque se durante anos andaste aperder poder de compra, porque carga de água é que só agora acordaste?
E se foi durante anos, porque carga de água é que criticas este governo, se o mal vem de trás?
E se andei, meses e meses, a explicar que estás a sofrer com as asneirolas de há anos e que tinha-se que pôr um travão a isto?
Porra. Nem é preciso ir a Coimbra para entender aquilo que escrevo.
Sempre o disse e repito. Durante seis anos tivemos um governo que não se preocupou criar riqueza. Mas so a distribuir a que existe.
Sempre o disse e repito, que, quer gostemos ou não, são as empresas e o "grande capital" que criam riqueza, empregos e impostos para distribuir.
Mas vós continuais a "odiar" os empresários.
Porra. Quais as alternativas à politica de Manuela Ferreira Leite? NADA!
E a prova disso é que a abjecta oposição está escanadalizada porque a política económica de Ferreira Leite vai mudar!
Ora bolas.
Meu amigo. Não há milagres. Sem Belmiros, Mellos, Amorins, Pinhos e outros quejandos não há empregos, riqueza, impostos e outras coisas tais.
A menos que queiras um país de trolhas, especuladores imobiliários e mamas estatais. Que foi a politica guterrista e que a actual oposição continua a defender.
Mas procurar instalar fábricas, empresas e invetimento produtivo...
Pois. É "ajudar" os interesses capitalistas! :confused: :confused: :confused:
Ó Dudu, já foste a Cuba? E gostaste do modo de vida dos gajos?:D :D :D
Ó jl estou como tu. Cartão sem anuidade e sempre com bónus nas compras.
Desculpem-me a rapaziada que tem escrito, mas quando não se está bem muda-se. Tão simples quanto isso. Não é preciso fazer uma revolução por causa de um tema (o cartão VISA) que se bem procurado e estudado até pode render dinheiro.
Se mais tarde resolverem cobrar comissões, cá estaremos para tornear a situação. O português sempre foi chico-esperto, mas também muito pedinchão. A necessidade afia a argúcia... :D
Vamos lá a procurar os cartões que melhor vos servem as vossas necessidades.
...não precisamos dos Visa Electron para nada, hoje em dia consegues levantar dinheiro e pagar em POS em quase tudo o que é lado...com os cartões "normais"
tanto quanto consegui apurar já hoje, os Bancos, armados em "chico-espertos", desde às uns tempos que andam a trocar aos seus clientes os cartões "normais" por Visa Electron, quem sabe já a pensar nesta história toda, repercutir uma parte das comissões pagas pelos lojistas para os consumidores finais...
olha, eu nem tinha reparado que tinha 2 Visa Electron...
eheheh, tou bem lixado, se isto for assim...
????????
:rolleyes:
estiques...
pois ninguém aqui ainda defendeu o comunismo na sua essência !!!
:D :D :D
pelo menos que eu tivesse visto neste post...
eu não
mas também não defendo que os agentes económicos possam, impunemente e sem penalizações, fazer onerar e aumentar os seus proveitos quando muito bem querem e lhes apetece, especialmente quando não há alternativas - SIBS só há uma, bancos há muitos - sempre à custa do zé-povinho que precisa dos seus serviços...
o Estado deveria intervir como REGULADOR nestes casos, não sei como se chama esta figura política, mas é isso que eu acho !!!
AGORA, aqui neste post a questão base é a seguinte :
é ou não legal, CASO ISSO VENHA A ACONTECER - não se sabe, que os lojistas venham a repassar parte dos seus custos com as máquinas e a SIBS, para os consumidores finais ???
como os cartões são óptimos para o negócio ($$$$$ na conta na hora), eu pessoalmente não acredito que os lojistas alguma vez prescindam destes serviços, e já agora, os clientes também - eu, pessoalmente, já não sei ir aos balcões levantar $$$$$$$$.
acho que é isto
Patacôncio 13-07-2004, 16:45 Se é legal, ou não, não faço a mínimia ideia.
Pressuponho que seja legal.
Mas diz-me. Não és obrigado a usar cartões, pois não?
Mas vejamos as coisas de outro ponto de vista.
Se exigires aumento salarial, e se o teu patrão disser que não te pode dar aumentos, para não sobrecarregar os custos? E se te desse aumentos teria que os passar para os consumidores?
Então, os consumidores, em nome da manutenção de preços começarão a exigir o congelamento salarial, pois esse aumento de custos será pago pelos consumidores.
Ó Dudu, bolas.
Tens um mercado que funciona, apesar de muito cartelizado. Sim. O mercado financeiro português é o mais concorrencial da europa, apesar de tudo.
Tens opções, e até ganhar dinheiro ao usares o cartão de crédito. (Eu não o uso, mas aproveito outras benesses para, por exemplo, aumentar outro tipo de benefícios, sobretudo no estrangeiro).
Tens a opção de não usares cartões.
Ou seja. Podes escolher. O mercado funciona como funciona, apesar da cartelização.
Não entendo as tuas críticas.
Nem tão pouco as críticas aos governos, por causa deste assunto.
Ainda não entendi as tuas críticas.
Se o restaurante que vais habitualmente te aumenta o preço do vinho, perguntas aos tipos se é ilegal?
Enfim... É a vida!
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