Bolsa e Mercados Financeiros
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Pois. Começa bem o novo PM...

Mohandas
13-07-2004, 17:02
Declarações Entregues
Por JOÃO RAMOS DE ALMEIDA
Segunda-feira, 12 de Julho de 2004

Declarações Entregues por Santana Lopes ao Tribunal Constitucional não condizem com o IRS

As declarações de bens e património entregues por Pedro Santana Lopes ao Tribunal Constitucional (TC) apresentam, nos anos de 1997 a 2001, rendimentos distintos dos declarados pelo novo presidente do PSD em sede de IRS. Essa diferença é patente nas próprias declarações depositadas no TC para o ano de 1999, em que Pedro Santana Lopes declarou, em 2000 e 2001, valores diferentes para o rendimento auferido naquele ano. Da parte de Pedro Santana Lopes, as explicações são dadas por Paulo Santana Lopes, irmão do presidente do PSD e quem lhe trata da contabilidade pessoal - e que forneceu ao PÚBLICO a relação dos dados do IRS -, mas diz não poder assegurar o que se passou. Garante, porém, que os valores verdadeiros são os declarados em IRS. Os rendimentos declarados em IRS de 1997 e 1998 aparecem como que trocados aos declarados nas declarações depositados no TC para esses dois anos. Em 1997, Santana declara ter recebido 175 contos de aplicações financeiras, mas Paulo Santana Lopes desconhece que aplicações seriam que não foram declaradas - possivelmente a venda de acções de empresas privatizadas. Em relação ao ano de 1999, a diferença é mesmo patente em duas declarações do próprio TC. Pedro Santana Lopes declarou, primeiro, em 2000, ter recebido 109 027,2 euros. Mas, em 2001, quando o Tribunal alterou o modelo de declaração e começou a pedir o rendimento declarado em sede de IRS, Santana Lopes preencheu a declaração com base na declaração de IRS de 1999, na qual vinha um rendimento de 151 565,6 euros (cinco mil contos de trabalho dependente e 25 385 contos de trabalho independente). Em 2001, o rendimento declarado ao TC para o trabalho independente no total de 208 607,6 euros, afinal teria sido apenas 20860 contos (104081 euros). "Só pode ter sido um engano", afima Paulo Santana Lopes. Como esclarece, a declaração para o TC é feita ou pela técnica oficial de contas de Santana Lopes ou pela própria secretária do autarca. Paulo Santana Lopes garante que foi feita uma correcção ao Tribunal Constitucional e que, relativamente ao ano de 2001, a correcção foi enviada por ofício, sem substituição da declaração. Essas correcções não constam na pasta do Tribunal Constitucional, relativa a Pedro Santana Lopes. Santana reduziu dívidas à banca O Tribunal apenas permite a consulta dos dados a partir de 1998, pelo que pouco mais se pode conhecer senão os seis anos disponíveis. O retrato que segue é o possível com base nessas declarações. Pedro Santana Lopes não tem bens em seu nome. Possuía carro próprio até 2002 (um Mercedez Benz E320 e, depois, um Citroen XM), mas deixou de o ter. Era proprietário em 1998 de uma propriedade rústica de 15 hectares em S.Brissos (Montemor-o-Novo), mas vendeu-a nesse ano amortizando um empréstimo bancário. É dono de 220 acções do Sporting Clube de Portugal e tem quotas no escritório Pedro Santana Lopes & Associados. De resto, o autarca contraiu diversos empréstimos bancários de curto prazo em diversas instituições financeiras, para crédito pessoal - "normal em quem tem cinco filhos", segundo Paulo Santana Lopes. Até 1999, ou seja, mesmo depois de ser presidente da Câmara da Figueira da Foz (1997), Santana Lopes pediu emprestado montantes superiores aos seus rendimentos anuais (ver gráfico). Em 1999, os seus rendimentos - sobretudo de trabalho independente - parecem ter-lhe permitido um maior recurso ao crédito. Mas, com excepção de 2001 - ano de entrada na Câmara de Lisboa - a tendência foi para reduzir significativamente o peso do crédito no total dos recursos financeiros do autarca, mesmo quando os rendimentos têm vindo a diminuir. De Abril de 1995 a Março de 1998, Santana lopes foi presidente do conselho fiscal da sociedade Totta Leasing (nessa altura integrado no grupo Champalimaud, posteriormente grupo Santander). Por dois meses, desempenhou as funções de presidente do conselho da administração Axótimo Alimentar SA (um grossista de produtos 90 por cento espanhóis) e gerente por seis meses da Metroce, comércio alimentar.

Karl Marx
13-07-2004, 18:00
Ele é lá capaz de uma coisa dessas!

E olhem a credibilidade que o Financial Times lhe reconhece!

Dissent over new Lisbon premier
By Peter Wise in Lisbon
Published: July 12 2004 5:00 | Last Updated: July 12 2004 5:00

A new conservative govern-ment led by a controversial populist is to take office in Portugal after an upheaval in which the resignation of José Manuel Barroso as prime minister to become European Commission president has transformed the country's political landscape.


Pedro Santana Lopes, the debonair mayor of Lisbon, whose right-leaning politics are anathema to the leftwing opposition, will this week succeed Mr Barroso as prime minister of a coalition government in which most important ministries are expected to change hands.

President Jorge Sampaio on Friday rejected calls from the centre-left Socialists, the main opposition party, for an early general election to replace Mr Barroso and called on Mr Santana Lopes to form a new government.

Mr Sampaio, himself a Socialist, said stability would best be served by asking the two coalition parties, which enjoy a solid majority parliament, to form a new administration rather than plunging the country into a general election two years earlier than scheduled.

Eduardo Ferro Rodrigues, Socialist leader, immediately resigned in protest at the president's decision, which provoked bitter criticism from opposition leaders.

Leading contenders to take over the Socialist leadership include António Vitorino, the European Commissioner who was among the candidates to become Commission president before Mr Barroso was offered the job.

Mr Barroso made clear that he had resigned as prime minister in the belief that he would be succeeded by Mr Santana Lopes.

But the Lisbon mayor's reputation as a populist leader with little government or international experience and eurosceptic leanings has provoked heated opposition in his own Social Democrat party and from rival parties.

His opponents on the left are concerned that Paulo Portas, defence minister and leader of the rightwing Popular party (PP), the junior coalition partner, could gain greater influence.

The PP has in the past espoused significantly more conservative policies on immigration and Europe than the Social Democrats. Pressure for a more eurosceptic approach could cause tensions within the coalition and prove potentially embarrassing for Mr Barroso as Commission president.

Mr Sampaio warned that he would use his constitutional powers to intervene if Mr Santana Lopes failed to uphold Mr Barroso's commitment to fiscal rigour or seeks to make substantial changes in the previous government's policies on Europe, defence, justice and foreign affairs.

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