Houdini
13-07-2004, 23:02
A jovem que afirmou ter sido alvo de uma agressão anti-semita num comboio do metro expresso regional parisiense, na sexta-feira, mentiu às autoridades. Depois da vaga de manifestações de protesto contra o ataque, a alegada vítima admitiu ter inventado o caso que envolvia o seu bebé de 13 meses.
No seu primeiro testemunho às autoridades, a mulher garantiu ter sido agredida por seis jovens, que identificou como "talvez três magrebinos e três negros", armados com punhais, que a atacaram para lhe roubarem a carteira. Ainda segundo a jovem, foi obrigada a manter a cabeça inclinada para frente, o que explicaria que ela tenha visto os sapatos e os jeans dos seus agressores.
Ao encontrarem os documentos na carteira, vêem que a vítima vivia no 16º bairro de Paris, que qualificam de "bairro de ricos e de judeus". A partir daí, o ataque teria assumido um cariz anti-semita: tomando-a por uma judia, os agressores rasgaram-lhe a roupa, fizeram-lhe arranhões com os punhais e desenham-lhe cruzes gamadas com canetas de feltro "em cima dos seios, do ventre e até ao púbis", segundo a polícia. Mais, de acordo com a jovem, os agressores cortaram-lhe mechas do cabelo comprido e, antes de saírem na estação seguinte, deram um pontapé no carrinho do bebé.
Porém, depois das investigações da polícia ao caso, a jovem foi interrogada novamente, acabando por admitir, já em prisão preventiva, que inventou toda a agressão anti-semita, especificando mesmo que foi com a ajuda do seu companheiro que desenhou as cruzes gamadas. O homem foi igualmente colocado em prisão preventiva.
Nas investigações, a polícia francesa não conseguiu reunir provas que sustentassem as acusações da jovem, o que levou os investigadores a ponderar a hipótese de se ter tratado de uma mentira.
As suas suspeitas confirmaram-se quando nas cassetes de vídeo dos serviços de segurança da estação de metro, onde os seis agressores tinham alegadamente saído, não haver qualquer imagem de que existiam. Também nenhum dos funcionários do metro disse ter sido interpelado pela jovem, que alegou ter alertado um membro do pessoal da estação para o sucedido.
Segundo uma fonte da polícia, a mulher apresentou já seis queixas nos últimos anos, entre elas uma por assalto e outra por agressão sexual nos subúrbios da capital francesa.
A mulher encontra-se agora detida por "denúncia de um delito imaginário", segundo avançou à AFP o procurador da República de Cergy, Xavier Salvat.
O caso da jovem mãe agredida na linha D do metro expresso regional parisiense chocou toda a França, provocando uma onda de indignação em todo o país e suscitando acesas condenações por parte de personalidades como o Presidente da República, Jacques Chirac, ou o primeiro-ministro, Jean-Pierre Raffarin, que consideraram a agressão um "acto odioso".
http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1198996
No seu primeiro testemunho às autoridades, a mulher garantiu ter sido agredida por seis jovens, que identificou como "talvez três magrebinos e três negros", armados com punhais, que a atacaram para lhe roubarem a carteira. Ainda segundo a jovem, foi obrigada a manter a cabeça inclinada para frente, o que explicaria que ela tenha visto os sapatos e os jeans dos seus agressores.
Ao encontrarem os documentos na carteira, vêem que a vítima vivia no 16º bairro de Paris, que qualificam de "bairro de ricos e de judeus". A partir daí, o ataque teria assumido um cariz anti-semita: tomando-a por uma judia, os agressores rasgaram-lhe a roupa, fizeram-lhe arranhões com os punhais e desenham-lhe cruzes gamadas com canetas de feltro "em cima dos seios, do ventre e até ao púbis", segundo a polícia. Mais, de acordo com a jovem, os agressores cortaram-lhe mechas do cabelo comprido e, antes de saírem na estação seguinte, deram um pontapé no carrinho do bebé.
Porém, depois das investigações da polícia ao caso, a jovem foi interrogada novamente, acabando por admitir, já em prisão preventiva, que inventou toda a agressão anti-semita, especificando mesmo que foi com a ajuda do seu companheiro que desenhou as cruzes gamadas. O homem foi igualmente colocado em prisão preventiva.
Nas investigações, a polícia francesa não conseguiu reunir provas que sustentassem as acusações da jovem, o que levou os investigadores a ponderar a hipótese de se ter tratado de uma mentira.
As suas suspeitas confirmaram-se quando nas cassetes de vídeo dos serviços de segurança da estação de metro, onde os seis agressores tinham alegadamente saído, não haver qualquer imagem de que existiam. Também nenhum dos funcionários do metro disse ter sido interpelado pela jovem, que alegou ter alertado um membro do pessoal da estação para o sucedido.
Segundo uma fonte da polícia, a mulher apresentou já seis queixas nos últimos anos, entre elas uma por assalto e outra por agressão sexual nos subúrbios da capital francesa.
A mulher encontra-se agora detida por "denúncia de um delito imaginário", segundo avançou à AFP o procurador da República de Cergy, Xavier Salvat.
O caso da jovem mãe agredida na linha D do metro expresso regional parisiense chocou toda a França, provocando uma onda de indignação em todo o país e suscitando acesas condenações por parte de personalidades como o Presidente da República, Jacques Chirac, ou o primeiro-ministro, Jean-Pierre Raffarin, que consideraram a agressão um "acto odioso".
http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1198996
