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Relatório Butler: Blair isento de culpa...

Óscar
14-07-2004, 18:04
Coitados! Afinal, tanto este como o Bush não passam de "meninos de coro"... a culpa, afinal, foi dos serviços secretos de ambos os países... pois é, até parece que aprenderam connosco, onde a culpa morre sempre solteira... :rolleyes:

E, com esta "brincadeira" toda, destruíu-se um país, assassinaram-se e estropiaram-se milhares de pessoas e levaram à miséria, milhões de outras...

Ainda hoje me pergunto, o que faz o Milosovic no Tribunal de Haia, enquanto estes correlegionários, continuam cá fora... :mad:

RAIOS OS PARTAM!!!



Relatório Butler: Blair isento de culpa, Iraque não dispunha de armas de destruição maciça (actualização)

Tony Blair voltou a salvar a face diante da opinião pública britânica. O relatório Butler, que analisa a actuação dos serviços secretos antes da guerra do Iraque, reconhece algumas falhas mas isenta de culpa o primeiro-ministro britânico. O documento assegura que o regime de Saddam Hussein não dispunha de armas de destruição maciça.

O relatório, preparado por Lord Robin Butler de Brockwell e hoje tornado público em Londres, acrescenta que as informações disponibilizadas às autoridades britânicas para que se justificasse uma guerra com o Iraque eram "duvidosas". O relatório afirma ainda que houve discrepâncias entre o Governo e os serviços secretos britânicos sobre esta matéria.

O relatório assinala ainda que, antes da guerra, se deu demasiada importância às informações dos serviços secretos, que continham "falhas graves".

A informação que dava conta que Saddam poderia usar as suas armas químicas e biológicas num curto espaço de tempo - 45 minutos - "não deveria ter constado do relatório" que foi enviado ao Governo em Setembro de 2002, declarou Lord Butler.

Butler, que trabalhou para vários governos, analisou durante cinco meses a forma como foi compilada e avaliada a informação sobre as alegadas armas de destruição maciça iraquianas. A investigação não se centrou na actuação política nem nos motivos da guerra no Iraque.

No último mês de Fevereiro, o primeiro-ministro decidiu a abertura das investigações sobre os dados fornecidos pelos serviços secretos britânicos antes da guerra do Iraque. Durante meses, Blair sustentou a teoria que o Iraque mantinha armas químicas e biológicas e que representava um perigo para a Humanidade, sobretudo se elas caíssem nas mãos de grupos terroristas como a Al-Qaeda. Porém, na semana passada, o chefe do Governo britânico admitiu que é possível que nunca se encontrem as armas.

Durante os últimos meses, vários escândalos à volta do Iraque - entre eles a morte do cientista David Kelly e os abusos a prisioneiros de guerra atribuídos a soldados britânicos (e americanos) - colocaram Tony Blair em situações críticas. Até agora, porém, o primeiro-ministro conseguiu sempre ultrapassar as crises.Relatório Butler reconhece falhas na , mas isenta Tony Blair DR

Tony Blair voltou a salvar a face diante da opinião pública britânica

in Público

Mohandas
14-07-2004, 18:18
Nem sei para que se deram ao trabalho de elaborar um relatório. Toda a gente sabe que o culpado fui eu... :rolleyes:

Blue
14-07-2004, 18:24
Parece que o Baboso também já disse que os americanos são arrogantes ... :rolleyes: Foi preciso ir para a Europa ... :(

Óscar
14-07-2004, 18:31
Pois... pelos vistos, o "gajo" ainda é capaz de aprender umas coisas com a "velha" Europa... :D

Massarico
14-07-2004, 18:48
"E, com esta "brincadeira" toda, destruíu-se um país, assassinaram-se e estropiaram-se milhares de pessoas e levaram à miséria, milhões de outras..."

Isto refere-se ao Iraque antes ou depois da invasão?

Mohandas
14-07-2004, 18:50
É claro que é depois. Para ser antes onde se lê "milhares" deveria ler-se "centenas" e onde se lê "milhões" deveria ler-se "milhares"... :cool:

Houdini
14-07-2004, 19:20
Completamente de acordo com a observação do Massarico.

Não estejamos a tentar lançar poeira (branquear...) para o que se passava antes da invasão do Iraque com o povo iraquiano. Saddam estava no poder a todo o custo, mesmo que para isso fosse preciso mandar assassinar e executar milhares de pessoas ou manter na miséria outros milhões. Quer-se goste ou não, era necessário fazer algo...

Tenho visto por aqui grandes críticas por exemplo a Pinochet (eu não gosto do homem... argh...), Milosevic (idem...), entre outros, ao que a Indonésia fez em Timor, mas porque carga de água é que Saddam se deveria manter à frente dos destinos do seu povo? Isso é que ainda ninguém soube aqui responder ou explicar.

O grande problema para os que contestam a invasão foi a forma como foi feita, o pretexto encontrado. Aí não poderia estar mais de acordo que tanto Bush como Blair meteram os pés pelas mãos. Adiantaram-se ao que, mais tarde ou mais cedo acabaria por acontecer, que seria a deposição de Saddam. E uma coisa é certa: o povo iraquiano não tinha meios para manifestar a sua vontade e mudar o seu governante.

Blair e Bush não souberam ter a paciência precisa para encontrar uma solução de consenso. Perderam aí a admiração e os trunfos todos ao embarcarem na aventura dos argumentos falsos. Por demérito próprio passaram a vilões. A pressão diplomática deveria ter sido mais intensa junto ao Iraque e à comunidade árabe, resolvendo até o ultra-problema Israel/Palestina para uma maior pacificação, e implementando ainda maiores embargos.

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