dudu
15-07-2004, 16:28
Amigos
Quem são os amigos de Pedro Santana Lopes no mundo empresarial? Sabe-se que o novo primeiro-ministro esteve sempre mais próximo das bases, mas ele conta, no entanto, com o apoio de notáveis, como Duarte lima, que tem uma panóplia de conhecimentos no mundo dos negócios que Santana não desperdiçará. Dias loureiro e Ângelo Correia são outros exemplos. Na política, são efémeras as cumplicidades radiosas. Nos negócios, as amizades políticas são uma espécie de devoção de segurança, que leva alguns gestores e empresários a instalar-se nas delícias do poder.
António Mexia CEO da Galp Energia
Apesar de ser uma amizade recente a Pedro Santana Lopes, Mexia é agora um amigo de pedra e cal, que assegura ao novo primeiro-ministro uma preciosa, ponte para o mundo empresarial. E um homem que conhece muito bem a economia real e o mundo das empresas e, nesse sentido, é bem aceite no mundo dos negócios (apesar de também ter os seus inimigos. . .) Não esconde as suas ambições políticas, nomeadamente de vir a ser, um dia, ministro da Economia. A data do fecho desta edição, é falado como possível ministeriável. Com ele, traz amigos pessoais como Diogo Vaz Guedes, presidente da Somague, António Carrapatoso, homem-forte da Vodafone Portugal, ou Filipe de Botton, presidente da Logoplaste, todos eles mentores do Compromisso Portugal.
Pinto Balsemão, dono do Grupo Impresa
Pedro Santana Lopes tem um apoiante forte em Francisco Pinto Balsemão que, apesar de nunca ter revelado publicamente o seu apoio, Lê-lo-á dado em privado. Não foi por acaso que Santana Lopes, na primeira entrevista à SIC Notícias, que pertence ao império de comunicação de Balsemão, avançou o nome do ex-primeiro-ministro como um bom candidato à Presidência da República. Dá sempre muito jeito aos chefes do executivo, em qualquer esquinado planeta, ter um grupa de media a apoiá-lo. Outro possível nome para a Presidência da República avançado por Santana Lopes foi Mota Amaral, que representa um grupo que o novo chefe de Governo não quererá desprezar: a Opus Dei.
Américo Amorim, Presidente do Grupo Amorim
Entre dezenas de outros investimentos imobiliários, o grupo detém o Casino da Figueira da Foz e uma série de empreendimentos na cidade em que Pedro Santana Lopes foi presidente de Câmara. Daí que Santana se tenha aproximado de alguns dos gestores do grupo Amorim quando estava como presidente da Câmara dessa localidade. E alguns elementos da administração do grupo são agora amigos pessoais do novo primeiro-ministro que, na Câmara de Lisboa, manteve essas boas relações com a família Amorim.
Oliveira e Costa, Presidente do BPN
Os bancos não têm ideologias, mas sempre quiseram cultivar relacionamentos frutuosos junto do poder político. Diz-se do BPN que é o banco do PSD e um dos financiadores-chave do partido. Joaquim Coimbra, accionista de referência do BPN, e dono da Labesfal, é um notável do PSD. Oliveira e Costa, presidente do banco, foi ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva. Dias Loureiro, vice-presidente do BPN e apoiante de Santana Lopes, traz um portefólio de conhecimentos do mundo dos negócios e tem tido a incumbência de fazer alguns dos convites para o Governo. 0 banco não poderia estar mais próximo do novo executivo.
Candidatos a amigos
Nunca houve, entre empresários e gestores, uma vaga de fundo contra Santana Lopes, «até porque ele nunca revelou uma única ideia económica para o País», diz Alexandre Relvas, ex-colega de Santana na era Cavaco. A vida real e o mais elementar bom senso aconselham aos inimigos empresariais de Santana Lopes que se remetam ao silêncio e, com a intuição da sobrevivência, se convertam em sombras. Até ver.
Jardim Gonçalves, Presidente do Millennium bcp
Não morre de amores por Pedro Santana Lopes, mas tem uma boa porta de entrada no Governo, pela mão de Paulo Teixeira Pinto, quadro de topo do banco, com presença garantida no novo executivo. Não deixa de ser interessante que, sendo um cavaquìsta assumido, Teixeira Pinto depressa se tenha posicionado como um dos primeiros a defender Santana Lopes como sucessor natural de Durão Barroso.
Ricardo Salgado, Presidente do BES
Também não tem especial simpatia por Pedro Santana Lopes e o seu amigo dilecto do PSD é Marcelo Rebelo de Sousa. Mas os empresários procuram posicionar-se como cidadãos sem preferências ideológicas: correm apenas atrás de bons negócios. Desde as suas aproximações a Pina Moura, o BES é conhecido pelo seu extraordinário «savoir-faire». Há quem o acuse de se dar bem com Deus e com o Diabo. 0 acesso do grupo BES ao actual poder poderá acontecer por interposta pessoa, nomeadamente António Mexia, que foi quadro do BES durante vários anos, antes de assumir a presidência executiva da Galp Energia.
Belmiro de Azevedo, Presidente da Sonae
Pedro Santana Lopes não se enquadra propriamente no perfil de gestores profissionais que Belmiro de Azevedo prefere, mas neste momento - e por pelo menos um par de meses - o chefe do Governo estará em estado de graça. Todos lhe dão o benefício da dúvida. A aproximação do grupo Sonae ao novo Governo laranja poderá acontecer através de António lobo Xavier, antigo líder parlamentar do PP e administrador de uma das empresas do grupo Sonae. Lobo Xavier tem excelentes ligações ao sector privado e em particular à área da fiscalidade. Mesmo que ele fique afastado do Governo - até ao fecho desta edição 0 seu nome era falado várias vezes para ocupar a pasta da Economia -facilitará todos os contactos.
Ludgero Marques, Presidente da AEP
Há quem diga que este é um dos homens que Santana Lopes terá de catequizar com mais eficiência e zelo. Afinal, é um líder com enorme peso no Norte do País, que o novo chefe do Governo terá de conquistar. A Associação Industrial Portuguesa (AIP) e a Associação Empresarial de Portuga! (AEP) enviaram um comunicado conjunto, em que «congratulam-se com a decisão do senhor Presidente da República». Mas as associações deixam desde logo a agenda para o novo primeiro-ministro: «Na actual situação económica, a estabilidade política é condição necessária, mas não suficiente, pelo que apelam ao futuro Governo de prosseguir a política de rigor nas finanças públicas e de acelerar a implementação das reformas estruturais».
"
Quem são os amigos de Pedro Santana Lopes no mundo empresarial? Sabe-se que o novo primeiro-ministro esteve sempre mais próximo das bases, mas ele conta, no entanto, com o apoio de notáveis, como Duarte lima, que tem uma panóplia de conhecimentos no mundo dos negócios que Santana não desperdiçará. Dias loureiro e Ângelo Correia são outros exemplos. Na política, são efémeras as cumplicidades radiosas. Nos negócios, as amizades políticas são uma espécie de devoção de segurança, que leva alguns gestores e empresários a instalar-se nas delícias do poder.
António Mexia CEO da Galp Energia
Apesar de ser uma amizade recente a Pedro Santana Lopes, Mexia é agora um amigo de pedra e cal, que assegura ao novo primeiro-ministro uma preciosa, ponte para o mundo empresarial. E um homem que conhece muito bem a economia real e o mundo das empresas e, nesse sentido, é bem aceite no mundo dos negócios (apesar de também ter os seus inimigos. . .) Não esconde as suas ambições políticas, nomeadamente de vir a ser, um dia, ministro da Economia. A data do fecho desta edição, é falado como possível ministeriável. Com ele, traz amigos pessoais como Diogo Vaz Guedes, presidente da Somague, António Carrapatoso, homem-forte da Vodafone Portugal, ou Filipe de Botton, presidente da Logoplaste, todos eles mentores do Compromisso Portugal.
Pinto Balsemão, dono do Grupo Impresa
Pedro Santana Lopes tem um apoiante forte em Francisco Pinto Balsemão que, apesar de nunca ter revelado publicamente o seu apoio, Lê-lo-á dado em privado. Não foi por acaso que Santana Lopes, na primeira entrevista à SIC Notícias, que pertence ao império de comunicação de Balsemão, avançou o nome do ex-primeiro-ministro como um bom candidato à Presidência da República. Dá sempre muito jeito aos chefes do executivo, em qualquer esquinado planeta, ter um grupa de media a apoiá-lo. Outro possível nome para a Presidência da República avançado por Santana Lopes foi Mota Amaral, que representa um grupo que o novo chefe de Governo não quererá desprezar: a Opus Dei.
Américo Amorim, Presidente do Grupo Amorim
Entre dezenas de outros investimentos imobiliários, o grupo detém o Casino da Figueira da Foz e uma série de empreendimentos na cidade em que Pedro Santana Lopes foi presidente de Câmara. Daí que Santana se tenha aproximado de alguns dos gestores do grupo Amorim quando estava como presidente da Câmara dessa localidade. E alguns elementos da administração do grupo são agora amigos pessoais do novo primeiro-ministro que, na Câmara de Lisboa, manteve essas boas relações com a família Amorim.
Oliveira e Costa, Presidente do BPN
Os bancos não têm ideologias, mas sempre quiseram cultivar relacionamentos frutuosos junto do poder político. Diz-se do BPN que é o banco do PSD e um dos financiadores-chave do partido. Joaquim Coimbra, accionista de referência do BPN, e dono da Labesfal, é um notável do PSD. Oliveira e Costa, presidente do banco, foi ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva. Dias Loureiro, vice-presidente do BPN e apoiante de Santana Lopes, traz um portefólio de conhecimentos do mundo dos negócios e tem tido a incumbência de fazer alguns dos convites para o Governo. 0 banco não poderia estar mais próximo do novo executivo.
Candidatos a amigos
Nunca houve, entre empresários e gestores, uma vaga de fundo contra Santana Lopes, «até porque ele nunca revelou uma única ideia económica para o País», diz Alexandre Relvas, ex-colega de Santana na era Cavaco. A vida real e o mais elementar bom senso aconselham aos inimigos empresariais de Santana Lopes que se remetam ao silêncio e, com a intuição da sobrevivência, se convertam em sombras. Até ver.
Jardim Gonçalves, Presidente do Millennium bcp
Não morre de amores por Pedro Santana Lopes, mas tem uma boa porta de entrada no Governo, pela mão de Paulo Teixeira Pinto, quadro de topo do banco, com presença garantida no novo executivo. Não deixa de ser interessante que, sendo um cavaquìsta assumido, Teixeira Pinto depressa se tenha posicionado como um dos primeiros a defender Santana Lopes como sucessor natural de Durão Barroso.
Ricardo Salgado, Presidente do BES
Também não tem especial simpatia por Pedro Santana Lopes e o seu amigo dilecto do PSD é Marcelo Rebelo de Sousa. Mas os empresários procuram posicionar-se como cidadãos sem preferências ideológicas: correm apenas atrás de bons negócios. Desde as suas aproximações a Pina Moura, o BES é conhecido pelo seu extraordinário «savoir-faire». Há quem o acuse de se dar bem com Deus e com o Diabo. 0 acesso do grupo BES ao actual poder poderá acontecer por interposta pessoa, nomeadamente António Mexia, que foi quadro do BES durante vários anos, antes de assumir a presidência executiva da Galp Energia.
Belmiro de Azevedo, Presidente da Sonae
Pedro Santana Lopes não se enquadra propriamente no perfil de gestores profissionais que Belmiro de Azevedo prefere, mas neste momento - e por pelo menos um par de meses - o chefe do Governo estará em estado de graça. Todos lhe dão o benefício da dúvida. A aproximação do grupo Sonae ao novo Governo laranja poderá acontecer através de António lobo Xavier, antigo líder parlamentar do PP e administrador de uma das empresas do grupo Sonae. Lobo Xavier tem excelentes ligações ao sector privado e em particular à área da fiscalidade. Mesmo que ele fique afastado do Governo - até ao fecho desta edição 0 seu nome era falado várias vezes para ocupar a pasta da Economia -facilitará todos os contactos.
Ludgero Marques, Presidente da AEP
Há quem diga que este é um dos homens que Santana Lopes terá de catequizar com mais eficiência e zelo. Afinal, é um líder com enorme peso no Norte do País, que o novo chefe do Governo terá de conquistar. A Associação Industrial Portuguesa (AIP) e a Associação Empresarial de Portuga! (AEP) enviaram um comunicado conjunto, em que «congratulam-se com a decisão do senhor Presidente da República». Mas as associações deixam desde logo a agenda para o novo primeiro-ministro: «Na actual situação económica, a estabilidade política é condição necessária, mas não suficiente, pelo que apelam ao futuro Governo de prosseguir a política de rigor nas finanças públicas e de acelerar a implementação das reformas estruturais».
"
