gatsby
25-06-2003, 19:18
A cada um momento um som.
Mesmo que este seja o silêncio.
Um Roteiro dos sons de gentes.
http://www.magnumphotos.com/c/htm/%2E%2E/%2E%2E/LowRes/nyc/TR3/MAC/L4FCMI6/NYC25234.jpg
Ballads - Jonh Coltrane Quartet
"ou como o Jazz pode ser melódico" - o disco de vinil tocou tanto, antes do aparecimento do CD, que ficou intocável. Felizmente depressa apareceu o CD.
Para depois do jantar, com um bom digestivo e um charuto e a "melhor" companhia ao lado - esta receita deve repetir-se sempre que possível.
Jleandro
The Koln Concert - Keith Jarret
Expoente máximo do jazz e do piano, Jarret transmite sempre um profundo prazer quase físico no toque das teclas que com ele se fundem. Um disco com muitos anos mas - este sim - eterno
Gatsby
Brel - Jacques Brel
Último album de Brel, é o legado de uma geração que foi Mundo. Voz e escrita e som, a panaceia da paixão. Um adeus que será sempre um até já.
Gatsby
A Árvore de Joshua - U2
Ouvir este disco em plena gare de Viena, numa viagem de Inter-Rail, com som alto q.b. e de boa qualidade. Até os geralmente sisudos austríacos gostaram ( pelo menos batiam o pé)! Inesquecível e para ouvir outra e outra vez.
Joker
Transformer - Lou Reed
Um delírio que não termina. A distancia temporal destes acordes apenas o tornam profundamentamente mais actual. O Dia Perfeito. Desde Vicious até Good Night Ladies uma ópera a uma geração que parece ser a de todos. Para que nunca se esqueça como é Walk on the Wild Side.
Gatsby
The Lamb Lies Down on Broadway - Genesis
Obra maior de um génio - Peter Gabriel - este albúm é o cume de um caminho musical que espelhou a altereção do universo cultural dos loucos anos 60 para os escuros anos 70. Um Album negro mas com paixão e esperança. Para sempre fica: I gotta get in to get out...
Gatsby
Viva Vivaldi / Cecilia Bartoldi - Vivaldi
Um que não canso de ouvir.Gravação de arias de operas de Vivaldi destinadas a mezzo soprano. Para quem gosta de musica barroca, como eu, é de não perder.
H.Potter
The Master of Chant - Gregorians
Para os momentos sossegados que precisamos sempre
Manel
Kind of Blue - Miles Davis
Um diálogo jazz delicioso entre o trompete de Miles e o piano de Bill Evans. Ninguém sabe exprimir a tristeza melhor que Miles ... assisti ao seu último espectáculo ... foi no Coliseu, pouco antes de nos deixar. A não perder Blue in green ...
Blue
Música Portuguesa - Os 10+
A dificuldade esteve, sobretudo, na escolha. Alguns grandes nomes ficaram para trás.
Assim ficam estes: Sérgio Godinho/Pano-Cru, António Variações/Dar & Receber, GNR/Os Homens Não Se Querem Bonitos, Xutos & Pontapés/Cerco, Sétima Legião/Mar D' Outubro, Mler Ife Dada/Coisas Que Fascinam, Mão Morta/Mutantes, Delfins/Ser Maior, Danças Ocultas/Danças Ocultas, Mafalda Arnauth/Mafalda Arnauth.
RedDust
Fractures - Break Reform
O CD do momento ... Um trio londrino, com uma voz divinal, que nos transporta à atmosfera dos clubes de jazz. Para comprovar que na música electrónica também existe emoção, espiritualidade, sedução. Destaco a faixa "Lady sings Blue" ...
(faz parte da colecção da FNAC - Cool Summer Grooves)
Blue
Heaven, Earth and Beyond - Lisa Ekdahl
Uma voz de anjo que ressurge do vento.
Uma interpretação, em "daybrake", que comove.
Pudessem todas as horas ser passadas a ouvir este disco.
Mohandas
Gold Balads - Scorpions
Um bom albúm para quem está apaixonado. Por uma mulher, por um poema, por uma pintura... pela vida!
Pataconcio
Harem - Sarah Brightman
Uma forma diferente de ouvir as "mesmas" músicas. Até as portuguesas. A 1ª é uma interpretação de Canção do Mar, celebrizada universalmente por Dulce Pontes, e que dá título ao CD, Harem. Para ouvir várias vezes até se concluir se se gosta ou não...
Mohandas
Come Away With Me - Norah Jones
Uma voz refrescante numa lindíssima cara.
Um disco para guardar e ouvir sempre ao luar.
A música já tem novas divas.
O futuro está bem entregue.
Mohandas
Ser Solidário - José Mário Branco
Antes de ser um disco foi um projecto, depois um espectáculo onde muitos como eu subscreveram e pagaram parte do disco. Anos depois surgiu finalmente. Eram tempos díficeis para os cantores de esquerda.
Tem alguns dos melhores poemas que se cantaram em Portugal e óptimas musicas em todos os géneros, da chula ao fado do rock ao jazz. o "apendíce" FMI é imperdível.
Jleandro
Top Gun - Banda Sonora Original
Proliferam por aqui bel+issimas músicas que à medida que se vão ouvindo, ficam registadas nos nossos gostos musicais. Ao ouvir, Take My Breath Away de Giorgio Moroder, sentimos mesmo a "falta de respiração", na medida que ficamos suspensos daquele envolvimento do todo audiovisual, máquinas e música.
Ventor
Por este rio acima - Fausto
Não é preciso dizer muito. Faz parte de qualquer enciclopédia musical nacional. Com o passar dos anos fica melhor de ouvir. A nostalgia tambem ajuda. E as saudades de um Fausto que não voltámos a ter assim, nunca mais. É pecado deixar esquecido na prateleira. De vez em quando... lembra-me (...”um sonho lindo, quase acabado; lembra-me um céu aberto, outro fechado...”)
Cali
Se há múscia feita em Portugal sem rótulo adequado, é esta. Demasiado rica para ser engarrafada e rotulada, contém um 'feelling' intenso e negro, em cada palavra.
Ouçamos ' O cortejo dos penitentes' e ' Romance de Diogo Soares'
Ritmos opostos, sentimentos deliciosos...Contos macabros mas coloridos e adjectivados de diversas formas. A não perder. Em bom português! Cinco estrelas.
S111or
Fora de Moda - Rui Veloso
Para mim, este é eterno. No misto pureza/rudeza/, na variedade musical, na excelencia da composição e das palavras, tudo "cartas na mesa", nada de artificios, modernices, intelectualidades, lamechices. Rui, o 'rocker', o 'blues man', o cantor ligeiro, apenas.... e tanto ! E ainda ... “A gente não lê”, obra-prima. E já lá vão 21 anos...
Cali
Quimeras - Ravel
Poucos deram por esta banda. Ideia óptima, a execução idem, não 'pegou' comercialmente, como tantos outros projectos de valor. Um conjunto de músicos de primeira (talvez os mais conhecidos sejam o Francis e o Nana Sousa Dias), e um belíssimo rendilhado de guitarras, onde não falta a guitarra portuguesa nunca tão bem utilizada na musica pop. Permanece contagiante.
Cali
O lado errado da noite - Jorge Palma
Ponto mais alto da carreira deste miudo. Uma das poucas alturas em que o génio se sobrepôs ao alcool e ás noitadas. Tem o “Deixa-me rir”, sim senhor. Mas tem muito mais. É mais pop, mais ‘jazzy’, mais ‘bluesy’, e é todo bom. Melhor momento, será uma canção habitualmente esquecida nas colectaneas, encerra o disco e dá nome ao album.
Cali
Desencontros - Rita Guerra / Beto
Ainda não passou a prova do tempo. Mas não está aqui por acaso. A Rita é a “Tal”, para mim. A voz do Beto encaixa ali primorosamente. E pronto. O Ramon Galarza percebeu isso e juntou os dois. Depois, umas canções de autores menos conhecidos, mas escolhidas com muito bom gosto, mais um conjunto de musicos á altura, e temos um disco surpreendente do inicio ao fim, para quem gosta de musica ligeira séria. Este eu sei que vencerá a prova do tempo.
Cali
Fala do homem nascido - Vários
Este disco é histórico. Reencontrei-o recentemente, mais de 25 anos depois, reeditado em CD. Foi uma alegria! É de antes da revolução, e foi gravado em Madrid. Tem poemas de António Gedeão e musica de José Nisa. E clássicos que o tempo não apaga : “Fala do homem nascido”, “Lágrima de Preta”, “Calçada de Carriche” (...anda Luisa, Luisa sobe, sobe que sobe, sobe a calçada...) e o “Poema do fecho eclair”. Um marco.
Cali
As folhas novas mudam de côr - António Pinho Vargas
É um homem do Jazz, e o responsável por, com este disco, eu ter começado a ouvir o Jazz com outros ouvidos. Este disco em particular enche-me as medidas. Tem no seu cartão de visita “Tom Waits”, o grande responsável pelo disco de prata que alcançou, mas a sua parceria com o José Nogueira faz deste disco uma pérolazinha. É um disco instrumental e não precisa de ser mais nada, porque é quase perfeito.
Cali
Um homem na cidade - Carlos do Carmo
Este é o MEU fadista ! Nunca gostei de ouvir a Amália como gosto deste homem. E este disco é considerado por muitos e por mim tambem como o ponto mais alto da sua carreira discográfica. Os poemas, belissimos, do Ary, claro. É quase um best-of, cheio de hinos como “O Amarelo da Carris”, “O homem das castanhas”, “Um homem na cidade”, “O Cacilheiro” e “Balada para uma velhinha”. Foi uma escolha óbvia.
Cali
Na vida real - Sérgio Godinho
É dificil escolher apenas um disco do Sérgio, pois ele é o meu ‘guru’ musical neste nosso pequeno rectangulo. Acabei por optar por este (e é engraçado que, quando saiu, eu não o achava grande coisa, mas depois... entranhou-se), porque ainda é o que me transmite o maior numero de boas emoções no espaço diminuto de um disco. Tem “Lisboa que amanhece”, e só por isso, já valia a compra. Mas tem mais !
Cali
Baile no Bosque - Trovante
Pois... tinha de ser, né ? Foram um marco na nossa musica, mas, no meu caso passou-se com eles o mesmo que com o Rui Veloso. Nunca mais me soaram tão bem como no inicio da carreira. Este disco tem uma frescura sonora inesgotável, está cheia de canções tão simples, tão ligeiras, tão bonitas ! E é sempre assim cada vez que o oiço. E vivam os Trovante de cariz tradicional.
Cali
Imagine - John Lennon
Imaginem o sonho. Imaginem apenas como a música de Lennon é linda! Imaginem a simplicidade desta voz, desta letra, desta musica! Deixem-se enlevar. Comecei com um vinil embrulhado, um beijo de feliz aniversário e um olá, até sempre. Amizade, carinho, trabalho e Lennon. Continuo embalado neste mundo de sonho!
Ventor
Lay Down (Candles in the rain) - Melanie (Safka)
Ouçam esta beleza de música. Uma maravilha digna de fazer parte de qualquer roteiro dos mais exigentes de belas músicas. Eu não me canso de ouvir e cada vez a sinto mais actual. Já será velha como o tempo, mas enche um espírito jovem como o do Ventor! Não há chuva que apague as candeias do sonho. Pulso mais alto para iluminar bem e ouvidos apurados.
Ventor
The Dock of the Bay - Otis Redding
Imaginem-se sentados numa doca de uma grande Baía, a ouvir este homem cantar para vocês esta música de sonho, tal como eu a ouço agora e tão bem escutei nas 11 vezes que já vi o Top Gun! Um primor de gosto numa manhã de sol ou ao cair da tarde, observando navios e marés e sonhando com outra casa numa outra Geórgia.
Ventor
Release Me (And Let Me Love Again) - Engelbert Humperdinck
Encanto só avaliado quando ouvida no silêncio da selva numa tarde de calor, onde este reforça o ardor da vida a refrescar com a mais gélida das cervejas, observando o céu azul, o ar ralo, a floresta verde e ouvir esta voz, "release me (and let me love again)"! Pela voz de Humperdinck esvoaçaram sonhos na vontade de tocar lábios quentes perdidos no imaginário!
Ventor
(The best of) Chet Baker sings - Chet Baker
Chet Baker foi considerado o pioneiro do “cool jazz” que surgiu nos anos 50. Este disco é um dos melhores exemplos deste estilo. Acompanhado ao piano por Russ Freeman, Chet embala-nos com o seu trompete e canta as 20 músicas deste cd com a sua característica voz rouca e melancólica.
Imperdível a versão de “My funny valentine”.
Blue
A mais 'não importante' voz de uma época em que a voz não era impressiva. Chet cola-se a nós, a sua sensualidade inocente cria um imediato imaginário sensitivo. Ele é definitivamente o jazz em toda a sua beleza 'Cool' e, mais que isso, sempre usa a voz como um instrumento mais, muitos vezes não o mais importante, e é isso que cria a ambiencia fabulosa deste trompetista. My Funny Valentine é uma das melodias da minha vida. Mesmo que chegada tardiamente.
Gatsby
Mesmo que este seja o silêncio.
Um Roteiro dos sons de gentes.
http://www.magnumphotos.com/c/htm/%2E%2E/%2E%2E/LowRes/nyc/TR3/MAC/L4FCMI6/NYC25234.jpg
Ballads - Jonh Coltrane Quartet
"ou como o Jazz pode ser melódico" - o disco de vinil tocou tanto, antes do aparecimento do CD, que ficou intocável. Felizmente depressa apareceu o CD.
Para depois do jantar, com um bom digestivo e um charuto e a "melhor" companhia ao lado - esta receita deve repetir-se sempre que possível.
Jleandro
The Koln Concert - Keith Jarret
Expoente máximo do jazz e do piano, Jarret transmite sempre um profundo prazer quase físico no toque das teclas que com ele se fundem. Um disco com muitos anos mas - este sim - eterno
Gatsby
Brel - Jacques Brel
Último album de Brel, é o legado de uma geração que foi Mundo. Voz e escrita e som, a panaceia da paixão. Um adeus que será sempre um até já.
Gatsby
A Árvore de Joshua - U2
Ouvir este disco em plena gare de Viena, numa viagem de Inter-Rail, com som alto q.b. e de boa qualidade. Até os geralmente sisudos austríacos gostaram ( pelo menos batiam o pé)! Inesquecível e para ouvir outra e outra vez.
Joker
Transformer - Lou Reed
Um delírio que não termina. A distancia temporal destes acordes apenas o tornam profundamentamente mais actual. O Dia Perfeito. Desde Vicious até Good Night Ladies uma ópera a uma geração que parece ser a de todos. Para que nunca se esqueça como é Walk on the Wild Side.
Gatsby
The Lamb Lies Down on Broadway - Genesis
Obra maior de um génio - Peter Gabriel - este albúm é o cume de um caminho musical que espelhou a altereção do universo cultural dos loucos anos 60 para os escuros anos 70. Um Album negro mas com paixão e esperança. Para sempre fica: I gotta get in to get out...
Gatsby
Viva Vivaldi / Cecilia Bartoldi - Vivaldi
Um que não canso de ouvir.Gravação de arias de operas de Vivaldi destinadas a mezzo soprano. Para quem gosta de musica barroca, como eu, é de não perder.
H.Potter
The Master of Chant - Gregorians
Para os momentos sossegados que precisamos sempre
Manel
Kind of Blue - Miles Davis
Um diálogo jazz delicioso entre o trompete de Miles e o piano de Bill Evans. Ninguém sabe exprimir a tristeza melhor que Miles ... assisti ao seu último espectáculo ... foi no Coliseu, pouco antes de nos deixar. A não perder Blue in green ...
Blue
Música Portuguesa - Os 10+
A dificuldade esteve, sobretudo, na escolha. Alguns grandes nomes ficaram para trás.
Assim ficam estes: Sérgio Godinho/Pano-Cru, António Variações/Dar & Receber, GNR/Os Homens Não Se Querem Bonitos, Xutos & Pontapés/Cerco, Sétima Legião/Mar D' Outubro, Mler Ife Dada/Coisas Que Fascinam, Mão Morta/Mutantes, Delfins/Ser Maior, Danças Ocultas/Danças Ocultas, Mafalda Arnauth/Mafalda Arnauth.
RedDust
Fractures - Break Reform
O CD do momento ... Um trio londrino, com uma voz divinal, que nos transporta à atmosfera dos clubes de jazz. Para comprovar que na música electrónica também existe emoção, espiritualidade, sedução. Destaco a faixa "Lady sings Blue" ...
(faz parte da colecção da FNAC - Cool Summer Grooves)
Blue
Heaven, Earth and Beyond - Lisa Ekdahl
Uma voz de anjo que ressurge do vento.
Uma interpretação, em "daybrake", que comove.
Pudessem todas as horas ser passadas a ouvir este disco.
Mohandas
Gold Balads - Scorpions
Um bom albúm para quem está apaixonado. Por uma mulher, por um poema, por uma pintura... pela vida!
Pataconcio
Harem - Sarah Brightman
Uma forma diferente de ouvir as "mesmas" músicas. Até as portuguesas. A 1ª é uma interpretação de Canção do Mar, celebrizada universalmente por Dulce Pontes, e que dá título ao CD, Harem. Para ouvir várias vezes até se concluir se se gosta ou não...
Mohandas
Come Away With Me - Norah Jones
Uma voz refrescante numa lindíssima cara.
Um disco para guardar e ouvir sempre ao luar.
A música já tem novas divas.
O futuro está bem entregue.
Mohandas
Ser Solidário - José Mário Branco
Antes de ser um disco foi um projecto, depois um espectáculo onde muitos como eu subscreveram e pagaram parte do disco. Anos depois surgiu finalmente. Eram tempos díficeis para os cantores de esquerda.
Tem alguns dos melhores poemas que se cantaram em Portugal e óptimas musicas em todos os géneros, da chula ao fado do rock ao jazz. o "apendíce" FMI é imperdível.
Jleandro
Top Gun - Banda Sonora Original
Proliferam por aqui bel+issimas músicas que à medida que se vão ouvindo, ficam registadas nos nossos gostos musicais. Ao ouvir, Take My Breath Away de Giorgio Moroder, sentimos mesmo a "falta de respiração", na medida que ficamos suspensos daquele envolvimento do todo audiovisual, máquinas e música.
Ventor
Por este rio acima - Fausto
Não é preciso dizer muito. Faz parte de qualquer enciclopédia musical nacional. Com o passar dos anos fica melhor de ouvir. A nostalgia tambem ajuda. E as saudades de um Fausto que não voltámos a ter assim, nunca mais. É pecado deixar esquecido na prateleira. De vez em quando... lembra-me (...”um sonho lindo, quase acabado; lembra-me um céu aberto, outro fechado...”)
Cali
Se há múscia feita em Portugal sem rótulo adequado, é esta. Demasiado rica para ser engarrafada e rotulada, contém um 'feelling' intenso e negro, em cada palavra.
Ouçamos ' O cortejo dos penitentes' e ' Romance de Diogo Soares'
Ritmos opostos, sentimentos deliciosos...Contos macabros mas coloridos e adjectivados de diversas formas. A não perder. Em bom português! Cinco estrelas.
S111or
Fora de Moda - Rui Veloso
Para mim, este é eterno. No misto pureza/rudeza/, na variedade musical, na excelencia da composição e das palavras, tudo "cartas na mesa", nada de artificios, modernices, intelectualidades, lamechices. Rui, o 'rocker', o 'blues man', o cantor ligeiro, apenas.... e tanto ! E ainda ... “A gente não lê”, obra-prima. E já lá vão 21 anos...
Cali
Quimeras - Ravel
Poucos deram por esta banda. Ideia óptima, a execução idem, não 'pegou' comercialmente, como tantos outros projectos de valor. Um conjunto de músicos de primeira (talvez os mais conhecidos sejam o Francis e o Nana Sousa Dias), e um belíssimo rendilhado de guitarras, onde não falta a guitarra portuguesa nunca tão bem utilizada na musica pop. Permanece contagiante.
Cali
O lado errado da noite - Jorge Palma
Ponto mais alto da carreira deste miudo. Uma das poucas alturas em que o génio se sobrepôs ao alcool e ás noitadas. Tem o “Deixa-me rir”, sim senhor. Mas tem muito mais. É mais pop, mais ‘jazzy’, mais ‘bluesy’, e é todo bom. Melhor momento, será uma canção habitualmente esquecida nas colectaneas, encerra o disco e dá nome ao album.
Cali
Desencontros - Rita Guerra / Beto
Ainda não passou a prova do tempo. Mas não está aqui por acaso. A Rita é a “Tal”, para mim. A voz do Beto encaixa ali primorosamente. E pronto. O Ramon Galarza percebeu isso e juntou os dois. Depois, umas canções de autores menos conhecidos, mas escolhidas com muito bom gosto, mais um conjunto de musicos á altura, e temos um disco surpreendente do inicio ao fim, para quem gosta de musica ligeira séria. Este eu sei que vencerá a prova do tempo.
Cali
Fala do homem nascido - Vários
Este disco é histórico. Reencontrei-o recentemente, mais de 25 anos depois, reeditado em CD. Foi uma alegria! É de antes da revolução, e foi gravado em Madrid. Tem poemas de António Gedeão e musica de José Nisa. E clássicos que o tempo não apaga : “Fala do homem nascido”, “Lágrima de Preta”, “Calçada de Carriche” (...anda Luisa, Luisa sobe, sobe que sobe, sobe a calçada...) e o “Poema do fecho eclair”. Um marco.
Cali
As folhas novas mudam de côr - António Pinho Vargas
É um homem do Jazz, e o responsável por, com este disco, eu ter começado a ouvir o Jazz com outros ouvidos. Este disco em particular enche-me as medidas. Tem no seu cartão de visita “Tom Waits”, o grande responsável pelo disco de prata que alcançou, mas a sua parceria com o José Nogueira faz deste disco uma pérolazinha. É um disco instrumental e não precisa de ser mais nada, porque é quase perfeito.
Cali
Um homem na cidade - Carlos do Carmo
Este é o MEU fadista ! Nunca gostei de ouvir a Amália como gosto deste homem. E este disco é considerado por muitos e por mim tambem como o ponto mais alto da sua carreira discográfica. Os poemas, belissimos, do Ary, claro. É quase um best-of, cheio de hinos como “O Amarelo da Carris”, “O homem das castanhas”, “Um homem na cidade”, “O Cacilheiro” e “Balada para uma velhinha”. Foi uma escolha óbvia.
Cali
Na vida real - Sérgio Godinho
É dificil escolher apenas um disco do Sérgio, pois ele é o meu ‘guru’ musical neste nosso pequeno rectangulo. Acabei por optar por este (e é engraçado que, quando saiu, eu não o achava grande coisa, mas depois... entranhou-se), porque ainda é o que me transmite o maior numero de boas emoções no espaço diminuto de um disco. Tem “Lisboa que amanhece”, e só por isso, já valia a compra. Mas tem mais !
Cali
Baile no Bosque - Trovante
Pois... tinha de ser, né ? Foram um marco na nossa musica, mas, no meu caso passou-se com eles o mesmo que com o Rui Veloso. Nunca mais me soaram tão bem como no inicio da carreira. Este disco tem uma frescura sonora inesgotável, está cheia de canções tão simples, tão ligeiras, tão bonitas ! E é sempre assim cada vez que o oiço. E vivam os Trovante de cariz tradicional.
Cali
Imagine - John Lennon
Imaginem o sonho. Imaginem apenas como a música de Lennon é linda! Imaginem a simplicidade desta voz, desta letra, desta musica! Deixem-se enlevar. Comecei com um vinil embrulhado, um beijo de feliz aniversário e um olá, até sempre. Amizade, carinho, trabalho e Lennon. Continuo embalado neste mundo de sonho!
Ventor
Lay Down (Candles in the rain) - Melanie (Safka)
Ouçam esta beleza de música. Uma maravilha digna de fazer parte de qualquer roteiro dos mais exigentes de belas músicas. Eu não me canso de ouvir e cada vez a sinto mais actual. Já será velha como o tempo, mas enche um espírito jovem como o do Ventor! Não há chuva que apague as candeias do sonho. Pulso mais alto para iluminar bem e ouvidos apurados.
Ventor
The Dock of the Bay - Otis Redding
Imaginem-se sentados numa doca de uma grande Baía, a ouvir este homem cantar para vocês esta música de sonho, tal como eu a ouço agora e tão bem escutei nas 11 vezes que já vi o Top Gun! Um primor de gosto numa manhã de sol ou ao cair da tarde, observando navios e marés e sonhando com outra casa numa outra Geórgia.
Ventor
Release Me (And Let Me Love Again) - Engelbert Humperdinck
Encanto só avaliado quando ouvida no silêncio da selva numa tarde de calor, onde este reforça o ardor da vida a refrescar com a mais gélida das cervejas, observando o céu azul, o ar ralo, a floresta verde e ouvir esta voz, "release me (and let me love again)"! Pela voz de Humperdinck esvoaçaram sonhos na vontade de tocar lábios quentes perdidos no imaginário!
Ventor
(The best of) Chet Baker sings - Chet Baker
Chet Baker foi considerado o pioneiro do “cool jazz” que surgiu nos anos 50. Este disco é um dos melhores exemplos deste estilo. Acompanhado ao piano por Russ Freeman, Chet embala-nos com o seu trompete e canta as 20 músicas deste cd com a sua característica voz rouca e melancólica.
Imperdível a versão de “My funny valentine”.
Blue
A mais 'não importante' voz de uma época em que a voz não era impressiva. Chet cola-se a nós, a sua sensualidade inocente cria um imediato imaginário sensitivo. Ele é definitivamente o jazz em toda a sua beleza 'Cool' e, mais que isso, sempre usa a voz como um instrumento mais, muitos vezes não o mais importante, e é isso que cria a ambiencia fabulosa deste trompetista. My Funny Valentine é uma das melodias da minha vida. Mesmo que chegada tardiamente.
Gatsby
