Mohandas
11-08-2003, 16:31
Alguns erros, em que as palavras erradas estão entre “” e os desenvolvimentos representados por um *
ACERCA ... e não “àcerca”.
ACERVO – Diferente de espólio (que se refere aos bens pós-morte).
AÇORIANO ... e não “açoreano”. Ver Gentílicos
(Outras palavras com o i normalmente trocado pelo e: ameixial, artífice, cabo-verdiano, camoniano, definido, lampião, oficina, suficiente).
ADERÊNCIA – Diferente de adesão.
ADN ... de ácido desoxirribonucleico, e não DNA (que é à inglesa).
AERO – Prefixo que nunca se emprega com hífen
(aeroporto, aeroplano, aerotransportado). Ver Hífen
AFIM – Diferente de a fim.
ALCOOLEMIA ... e não “alcoolémia”, tal como dizemos LEUCEMIA e não “leucémia”.
ALÉM-/AQUÉM- – Prefixos acentuados, sujeitos sempre ao emprego do hífen.
(além-fronteiras, aquém-Pirenéus). Ver Hífen.
ANTEPOR ...e não “antepôr”. Assim como todos os derivados do verbo pôr. Ver Pôr.
ANTI- – Ver Hífen.
APARTE – Sem acento. Diferente de à parte.
APELAR – Apelar para e não “apelar a”. Mas: fazer apelo a.
ÁRCTICO E ANTÁRCTICO ... e não “Artico” nem “Antártico”. Do mesmo modo a região Antártica e não Antárdita.
ARGELINO ... e não “algerino”, nem “algeriano”.
ARQUI- – Ver Hífen.
ASSESSOR ...e não “acessor”; diferente de acesso.
AUTO- – Prefixo sujeito ao emprego do hífen, quando o segundo elemento possui vida própria e começa por vogal, h, r ou s. Ver Hífen
(auto-estrada, auto-hemoterapia, auto-retrato, auto-sugestão – mas: autonomeado, autocrítica).
AVE MARIA ... e não Avé Maria.
AZO ... e não “aso”.
AZERBAIJANÊS ... e não “Azeri” (embora o Dicionário Houaiss já ateste o barbarismo, mas preferindo azerbaidjano). Ver Gentílicos.
BAINHA ... e não “baínha”, assim como rainha.
BANCARROTA ... e não “banca-rota”.
BARBARISMOS – Erros de expressão e de grafia (mal) entrados no Português.
BATE-PAPO ... e não “batepapo”.
BÁTEGA – Aguaceiro, chuvada. A expressão bátega de água é um pleonasmo vicioso.
BÊ-Á-BÁ ... e não “b-a-ba”.
BEBÉ ... e não “bébé”.
BEGE ... e não “beige” nem “beje”.
BEM-VINDO ... e não Benvindo (nome próprio).
BÊNÇÃO ... e não “benção”.
BENEFICÊNCIA ... e não “beneficiência”.
BI- – Prefixo que dispensa o emprego do hífen (bianual, bimotor, bissecular, bissexual). Ver Hífen.
BILIÃO – O mesmo que bilhão: um milhão de milhões, e não um “milhar de milhões” como é usado noutros países, como EUA, Brasil e Inglaterra.
BIOPSIA ... e não “biópsia” (a pronúncia correcta é: /biopsía/).
BURBURINHO ... e não “borborinho”.
"CARTOON" – Em inglês. Forma aportuguesada: cartune (cartunista). Ver Neologismos.
CACHA – (material informativo em primeira mão ... e não “caxa” (moeda indiana), dif. de CAIXA.
CAEM ... e não “caiem”.
CALVÍCIE ...e não “calvíce” Ver Grafia.
CAMPEÃO ... e não “campião” Ver Grafia.
(Outras palavras com e, susceptíveis de erro: aldeão, ameaça, apear, areeiro, côdea, denegrir, mercearia, privilegiado, refreado, viseense).
CARÁCTER ... e não “caracter”. No sentido de índole, temperamento; mas, também, tipo de imprensa, marca. Plural: CARACTERES (pronúncia : /caractéres/).
CARTÃO-DE-VISITA – É assim que se escreve aquele cartãozinho que usamos em contactos sociais ou profissionais.
CENTENAS DE MILHARES* ... e não “centenas de milhar”.
COABITAÇÃO ... e não “co-habitação” nem “cohabitação”.
COM CERTEZA ... e não “concerteza”. Ver Barbarismos.
COMBOIO ... e não “combóio”.
COMPOR ... e não “compôr”. Ver Pôr.
COMUMMENTE ... e não “comumente”.
CONCERTAR – Diferente de CONSERTAR.
CONCLUIR – Concluir que nem tudo é perfeito; mas: Chegar à conclusão de que nem tudo é perfeito.
CONSTITUÍA ... e não “constituia”.
CONSTITUIU ... e não “constituíu”.
CONTROLO – Forma já aportuguesada, em vez do galicismo “controle”/ “contrôle”. Ver Neologismos.
COR ... e não “côr”.
COSER – Diferente de COZER. Ver Homófonas.
CRÂNIO ... e não “crâneo”.
CRÍQUETE – Forma aportuguesada de “cricket”. Ver Neologismos.
(DES)PRETENSIOSO ... e não “(des)pretencioso”.
DE QUE – Regência normalmente mal utilizada. Ver Regências.
certo/errado:
Informo-o de que chego amanhã.../“Informo-o que chego amanhã...”
Posso provar que.../“Posso provar de que...”
DECAIR – Diferente de DESCAIR. Conjugam-se como cair. Ver Flexão.
DECERTO – Diferente de DE CERTO.
DÉFICE ... aportuguesamento do latim “deficit” (e nunca o barbarismo “deficite”).
DEFINIÇÃO ... e não “defenição”.
DEFINIR ... e não “defenir”. Ver barbarismos.
DEMARCAR – Dif. de desmarcar.
DEMOS – Diferente de DÊMOS. Ver Verbos.
DESCRIMINAR – Diferente discriminar. Ver Grafia.
DESDE – Não se escreve “desde Moscovo” mas de Moscovo, nem “desde a Bairrada até ao Algarve” mas da Bairrada ao Algarve.
DESEQUILÍBRIO ...e não “desiquilíbrio”. Ver Barbarismos.
DESPENDER ... e não “dispender”, mas dispêndio.
DESPENSA – Diferente de dispensa. Ver Homófonas.
DESPOLETAR – Erro crasso, utilizado no sentido exactamente inverso ao da ideia original. Não se despoleta uma granada para deflagrá-la: descavilha-se. Quando se despoleta ela fica sem efeito. No sentido da deflagração, prefira-se, por exemplo, a imagem detonar, rebentar, activar.
DIGNITÁRIOS ... e não “dignatários”.
DILAÇÃO – Diferente de delação.
(Outras palavras de expressão/conteúdo diferentes começadas por de/di: deferente/diferente, delatório/dilatório).
DISPÊNDIO ... e não “dispendio”.
DISPLICENTE ... utilizado desadequadamente.
DIZER – Não sendo sinónimos de dizer, os verbos acentuar, afirmar, confessar, declarar, esclarecer, observar, precisar, referir, rematar são muitas vezes empregados como se o fossem. Importa, assim, cuidar do seu uso adequado e preciso. Ver Verbos.
"EX AEQUO" ...e não "ex-aequo". Ver latinismos.
(E)LUCUBRAÇÃO ... e não “(e)locubração”.
ECONOMÊS – Tal como o FUTEBOLÊS, está carregada de tecnicismos complicados e quase sempre mal (ou escusadamente) formados do ponto de vista do português. Alguns exemplos: contextualizar, implementação, problematizar, “paradigmizar”, “sponsorizar” (em vez de patrocinar), “standardização” (quando já temos os substantivos normalização ou padronização). Ou estrangeirismos puros como “budget”, “cash-flow”, “factoring”, formato “flatebed”, “layout”, “management”, “partnership”, “performance” etc etc...
ECRÃ ... e não “ecran” nem “écran” nem “écrã”.
EFEITO DE ESTUFA ... e não “efeito-estufa”; sempre sem aspas.
EM – É frequente o uso incorrecto da preposição em. Ver Regências e Verbos.
(Nunca: "reafirmou a sua disposição em...", mas sim disposição para/disposição de. E não: "dispõe-se a", mas sim tende a).
EMIRADOS ... e não “emiratos”. Ver Barbarismos.
ENQUANTO – Diferente de em quanto. E evitar “enquanto que”.
ES/EX – As palavras com som es/ex prestam-se a inúmeros erros de ortografia. Ver Prontuário.
(Alguns exemplos mais comuns: esplêndido, estrato/extracto, estático/extáctico, estasiado/êxtase, extorquir, exangue, extracção, extrínseco, exequível, elixir, esotérico/exotérico, estipulado/extipulado, estore, estónio, estremado/ /extremado/Estremadura, estrair/extrair, estreme/extremo, espectador/expectador/expectativa/ expectante/ /expectável, espedido/expedito/expedido, espécime/“espécimen”, esperto/experto, excursão, “establishment”, “Essen”/“Essex”, “ex aequo”, estratego, espesso/espeço/expeço etc. etc.).
ESDRÚXULO ... e não “exdrúxulo”.
ESQUISITO ... e não “esquesito”.
(Outras palavras incorrectamente escritas com e ou com i, como reflexo da oralidade: definição (e não “defenição”), definido (e não “defenido”), indispensável (e não “indespensável”), privilégio (e não “previlégio”) etc.).
ESTADA – Diferente de ESTADIA.
ESTÓNIO – Natural da Estónia. Ver Gentílicos.
ESTRATEGO ... e não “estratega”.
EVACUAR – Evacuam-se lugares e não pessoas.
EVOCAR – Diferente de INVOCAR.
EXPO- – Pronuncia-se tal e qual como na palavra exposição (/espu/). Porquê a moda da “ecspô”?
FAC-SÍMILE ... aportuguesamento da expressão latina “fac simile”, portanto sem aspas. Ver Latinismos.
FEBRE-AMARELA ... e não “febre amarela”.
FEMININO ... e não “femenino”.
(A formação errada dos femininos leva também a muitos disparates e tropeções na gramática: hóspede/hóspeda; ilhéu/ilhoa; gigante/giganta; juíz/juíza; monge/monja; primeiro-ministro/primeira-ministra (e não “a primeiro-ministro” nem “primeira-ministro”); embaixadora (mulher que exerce o cargo de embaixador) “embaixatriz” (mulher do embaixador); cônsul/consulesa; presidente/presidenta.
Outras recomendações: personagem, SIDA e síndroma são palavras do género feminino; idem quanto à diabetes. Mas: clã e grama, por exemplo, são masculino. O Opus Dei (e não: a Opus Dei). E há os casos em que o significado da palavra varia com o género: o cabeça diferente de a cabeça; o caixa diferente de a caixa; o moral diferente de a moral; etc.)
FEMINISMO ... e não “femininismo”.
FERRO-VELHO pl.: ferros-velhos. Ver Plurais.
FIM-DE-SEMANA – Com hífenes, quando nos referimos àquele período em que geralmente não trabalhamos.
FLEXÃO – Algumas particularidades da flexão dos verbos compostos aconselham a consulta regular do Dicionário de Verbos Portugueses Conjugados.
FOGO-DE-ARTIFÍCIO – Com hífenes.
FOGO-FÁTUO ... e não “fogo fátuo”.
FOLHA-DE-FLANDRES ... e não “folha de flandres”.
FOR ... e não “fôr”.
FORA ... e não “fôra”, diferente do advérbio FORA.
FORO ... e não “fôro”.
FOTO- – Todas as palavras compostas com o prefixo foto não levam hífen (fotocomposição, fotonotícia, fotossíntese). Ver Hífen.
FUTEBOLÊS – Linguagem estereotipada muito utilizada no meio futebolístico, à base de frases feitas ou imagens desgastadas de todo. Algumas são autênticos disparates, outras, apenas, ridículas. Alguns exemplos desta gíria muito própria: “Apostado em ganhar”, “averbar uma clamorosa derrota”, “contra-ataque venenoso”, “denunciar fome de bola”, “denotar sentido de baliza”, “direccionar (a bola)”, “faltou objectividade atacante”, “impedido de penetrar na área adversária”, “incidência(s) do jogo”, “intenção de flanco”, “ir atrás do prejuízo”, “milita nos escalões cimeiros”, “moldura humana” , “muita ofensividade”, “posicionamento”, “postura em campo”, “prestação” (em vez de actuação, exibição, ou desempenho), “recepcionar” (em vez de receber: “o Sporting vai recepcionar em Alvalade o Benfica”...), “retenção da posse de bola” (ou “ficar com posse da bola”), “trabalho ao nível do entrosamento” etc etc.
“GHETTO” – Forma aportuguesada: GUETO. Pode ter significação pejorativa: ghetto homossexual, ghetto intelectual.
GALICISMOS – Evitáveis, sobretudo se há a palavra correspondente em português vernáculo.
GÁS ... e não “gaz”.
GENTÍLICOS – Os nomes que exprimam proveniência ou naturalidade grafam-se com caixa baixa e, no caso dos compostos onomásticos, levam sempre hífen.
(Exemplos correctos de casos normalmente mal empregues: afegão, albicastrense, azerbaijanês, baamense, calipolense (de Vila Viçosa), cingalês, corso, famalicense, fijiano (e não "fidjiano"), gibraltino, lituano, milfontense, moldovo (e não moldávio ou moldavo) nicaraguano, panamense, paranaense, penafidelense, picuense, ponta-delgadense, são-luisense, são-tomense, sariano, tangerino, turinês, vila-franquense, viseense, zimbabuense).
GINECEU ... e não “geneceu”. Ver Grafia.
GORJETA ... e não “gorgeta”.
GRAFIA – (1 – Algumas palavras de grafia difícil: abcesso (ou abscesso), acessível, ascensão, burburinho, calidoscópio, calvície, cassetete, circuncisão, digladiar, dirimir, displicência, dissensão, estultice, estupro, excepção, extemporâneo, fratricídio, lentejoula (e não “lantejoula”), feiticismo (e não “fetichismo”), idiossincrasia, pantomima (e não “pantomina”), pexote (e não “pixote”), privilégio, réstia (e não “réstea”), susceptível, surripiar, zulo (e não “zulu”) etc. Ver Prontuário.
GRAMA – O grama e não “a grama”, masculino e não feminino, de resto, como todas as unidades de medida do sistema métrico usado em Portugal...
GRANJEAR ... e não “grangear”.
GUISAR ... e não “guizar”.
...
ACERCA ... e não “àcerca”.
ACERVO – Diferente de espólio (que se refere aos bens pós-morte).
AÇORIANO ... e não “açoreano”. Ver Gentílicos
(Outras palavras com o i normalmente trocado pelo e: ameixial, artífice, cabo-verdiano, camoniano, definido, lampião, oficina, suficiente).
ADERÊNCIA – Diferente de adesão.
ADN ... de ácido desoxirribonucleico, e não DNA (que é à inglesa).
AERO – Prefixo que nunca se emprega com hífen
(aeroporto, aeroplano, aerotransportado). Ver Hífen
AFIM – Diferente de a fim.
ALCOOLEMIA ... e não “alcoolémia”, tal como dizemos LEUCEMIA e não “leucémia”.
ALÉM-/AQUÉM- – Prefixos acentuados, sujeitos sempre ao emprego do hífen.
(além-fronteiras, aquém-Pirenéus). Ver Hífen.
ANTEPOR ...e não “antepôr”. Assim como todos os derivados do verbo pôr. Ver Pôr.
ANTI- – Ver Hífen.
APARTE – Sem acento. Diferente de à parte.
APELAR – Apelar para e não “apelar a”. Mas: fazer apelo a.
ÁRCTICO E ANTÁRCTICO ... e não “Artico” nem “Antártico”. Do mesmo modo a região Antártica e não Antárdita.
ARGELINO ... e não “algerino”, nem “algeriano”.
ARQUI- – Ver Hífen.
ASSESSOR ...e não “acessor”; diferente de acesso.
AUTO- – Prefixo sujeito ao emprego do hífen, quando o segundo elemento possui vida própria e começa por vogal, h, r ou s. Ver Hífen
(auto-estrada, auto-hemoterapia, auto-retrato, auto-sugestão – mas: autonomeado, autocrítica).
AVE MARIA ... e não Avé Maria.
AZO ... e não “aso”.
AZERBAIJANÊS ... e não “Azeri” (embora o Dicionário Houaiss já ateste o barbarismo, mas preferindo azerbaidjano). Ver Gentílicos.
BAINHA ... e não “baínha”, assim como rainha.
BANCARROTA ... e não “banca-rota”.
BARBARISMOS – Erros de expressão e de grafia (mal) entrados no Português.
BATE-PAPO ... e não “batepapo”.
BÁTEGA – Aguaceiro, chuvada. A expressão bátega de água é um pleonasmo vicioso.
BÊ-Á-BÁ ... e não “b-a-ba”.
BEBÉ ... e não “bébé”.
BEGE ... e não “beige” nem “beje”.
BEM-VINDO ... e não Benvindo (nome próprio).
BÊNÇÃO ... e não “benção”.
BENEFICÊNCIA ... e não “beneficiência”.
BI- – Prefixo que dispensa o emprego do hífen (bianual, bimotor, bissecular, bissexual). Ver Hífen.
BILIÃO – O mesmo que bilhão: um milhão de milhões, e não um “milhar de milhões” como é usado noutros países, como EUA, Brasil e Inglaterra.
BIOPSIA ... e não “biópsia” (a pronúncia correcta é: /biopsía/).
BURBURINHO ... e não “borborinho”.
"CARTOON" – Em inglês. Forma aportuguesada: cartune (cartunista). Ver Neologismos.
CACHA – (material informativo em primeira mão ... e não “caxa” (moeda indiana), dif. de CAIXA.
CAEM ... e não “caiem”.
CALVÍCIE ...e não “calvíce” Ver Grafia.
CAMPEÃO ... e não “campião” Ver Grafia.
(Outras palavras com e, susceptíveis de erro: aldeão, ameaça, apear, areeiro, côdea, denegrir, mercearia, privilegiado, refreado, viseense).
CARÁCTER ... e não “caracter”. No sentido de índole, temperamento; mas, também, tipo de imprensa, marca. Plural: CARACTERES (pronúncia : /caractéres/).
CARTÃO-DE-VISITA – É assim que se escreve aquele cartãozinho que usamos em contactos sociais ou profissionais.
CENTENAS DE MILHARES* ... e não “centenas de milhar”.
COABITAÇÃO ... e não “co-habitação” nem “cohabitação”.
COM CERTEZA ... e não “concerteza”. Ver Barbarismos.
COMBOIO ... e não “combóio”.
COMPOR ... e não “compôr”. Ver Pôr.
COMUMMENTE ... e não “comumente”.
CONCERTAR – Diferente de CONSERTAR.
CONCLUIR – Concluir que nem tudo é perfeito; mas: Chegar à conclusão de que nem tudo é perfeito.
CONSTITUÍA ... e não “constituia”.
CONSTITUIU ... e não “constituíu”.
CONTROLO – Forma já aportuguesada, em vez do galicismo “controle”/ “contrôle”. Ver Neologismos.
COR ... e não “côr”.
COSER – Diferente de COZER. Ver Homófonas.
CRÂNIO ... e não “crâneo”.
CRÍQUETE – Forma aportuguesada de “cricket”. Ver Neologismos.
(DES)PRETENSIOSO ... e não “(des)pretencioso”.
DE QUE – Regência normalmente mal utilizada. Ver Regências.
certo/errado:
Informo-o de que chego amanhã.../“Informo-o que chego amanhã...”
Posso provar que.../“Posso provar de que...”
DECAIR – Diferente de DESCAIR. Conjugam-se como cair. Ver Flexão.
DECERTO – Diferente de DE CERTO.
DÉFICE ... aportuguesamento do latim “deficit” (e nunca o barbarismo “deficite”).
DEFINIÇÃO ... e não “defenição”.
DEFINIR ... e não “defenir”. Ver barbarismos.
DEMARCAR – Dif. de desmarcar.
DEMOS – Diferente de DÊMOS. Ver Verbos.
DESCRIMINAR – Diferente discriminar. Ver Grafia.
DESDE – Não se escreve “desde Moscovo” mas de Moscovo, nem “desde a Bairrada até ao Algarve” mas da Bairrada ao Algarve.
DESEQUILÍBRIO ...e não “desiquilíbrio”. Ver Barbarismos.
DESPENDER ... e não “dispender”, mas dispêndio.
DESPENSA – Diferente de dispensa. Ver Homófonas.
DESPOLETAR – Erro crasso, utilizado no sentido exactamente inverso ao da ideia original. Não se despoleta uma granada para deflagrá-la: descavilha-se. Quando se despoleta ela fica sem efeito. No sentido da deflagração, prefira-se, por exemplo, a imagem detonar, rebentar, activar.
DIGNITÁRIOS ... e não “dignatários”.
DILAÇÃO – Diferente de delação.
(Outras palavras de expressão/conteúdo diferentes começadas por de/di: deferente/diferente, delatório/dilatório).
DISPÊNDIO ... e não “dispendio”.
DISPLICENTE ... utilizado desadequadamente.
DIZER – Não sendo sinónimos de dizer, os verbos acentuar, afirmar, confessar, declarar, esclarecer, observar, precisar, referir, rematar são muitas vezes empregados como se o fossem. Importa, assim, cuidar do seu uso adequado e preciso. Ver Verbos.
"EX AEQUO" ...e não "ex-aequo". Ver latinismos.
(E)LUCUBRAÇÃO ... e não “(e)locubração”.
ECONOMÊS – Tal como o FUTEBOLÊS, está carregada de tecnicismos complicados e quase sempre mal (ou escusadamente) formados do ponto de vista do português. Alguns exemplos: contextualizar, implementação, problematizar, “paradigmizar”, “sponsorizar” (em vez de patrocinar), “standardização” (quando já temos os substantivos normalização ou padronização). Ou estrangeirismos puros como “budget”, “cash-flow”, “factoring”, formato “flatebed”, “layout”, “management”, “partnership”, “performance” etc etc...
ECRÃ ... e não “ecran” nem “écran” nem “écrã”.
EFEITO DE ESTUFA ... e não “efeito-estufa”; sempre sem aspas.
EM – É frequente o uso incorrecto da preposição em. Ver Regências e Verbos.
(Nunca: "reafirmou a sua disposição em...", mas sim disposição para/disposição de. E não: "dispõe-se a", mas sim tende a).
EMIRADOS ... e não “emiratos”. Ver Barbarismos.
ENQUANTO – Diferente de em quanto. E evitar “enquanto que”.
ES/EX – As palavras com som es/ex prestam-se a inúmeros erros de ortografia. Ver Prontuário.
(Alguns exemplos mais comuns: esplêndido, estrato/extracto, estático/extáctico, estasiado/êxtase, extorquir, exangue, extracção, extrínseco, exequível, elixir, esotérico/exotérico, estipulado/extipulado, estore, estónio, estremado/ /extremado/Estremadura, estrair/extrair, estreme/extremo, espectador/expectador/expectativa/ expectante/ /expectável, espedido/expedito/expedido, espécime/“espécimen”, esperto/experto, excursão, “establishment”, “Essen”/“Essex”, “ex aequo”, estratego, espesso/espeço/expeço etc. etc.).
ESDRÚXULO ... e não “exdrúxulo”.
ESQUISITO ... e não “esquesito”.
(Outras palavras incorrectamente escritas com e ou com i, como reflexo da oralidade: definição (e não “defenição”), definido (e não “defenido”), indispensável (e não “indespensável”), privilégio (e não “previlégio”) etc.).
ESTADA – Diferente de ESTADIA.
ESTÓNIO – Natural da Estónia. Ver Gentílicos.
ESTRATEGO ... e não “estratega”.
EVACUAR – Evacuam-se lugares e não pessoas.
EVOCAR – Diferente de INVOCAR.
EXPO- – Pronuncia-se tal e qual como na palavra exposição (/espu/). Porquê a moda da “ecspô”?
FAC-SÍMILE ... aportuguesamento da expressão latina “fac simile”, portanto sem aspas. Ver Latinismos.
FEBRE-AMARELA ... e não “febre amarela”.
FEMININO ... e não “femenino”.
(A formação errada dos femininos leva também a muitos disparates e tropeções na gramática: hóspede/hóspeda; ilhéu/ilhoa; gigante/giganta; juíz/juíza; monge/monja; primeiro-ministro/primeira-ministra (e não “a primeiro-ministro” nem “primeira-ministro”); embaixadora (mulher que exerce o cargo de embaixador) “embaixatriz” (mulher do embaixador); cônsul/consulesa; presidente/presidenta.
Outras recomendações: personagem, SIDA e síndroma são palavras do género feminino; idem quanto à diabetes. Mas: clã e grama, por exemplo, são masculino. O Opus Dei (e não: a Opus Dei). E há os casos em que o significado da palavra varia com o género: o cabeça diferente de a cabeça; o caixa diferente de a caixa; o moral diferente de a moral; etc.)
FEMINISMO ... e não “femininismo”.
FERRO-VELHO pl.: ferros-velhos. Ver Plurais.
FIM-DE-SEMANA – Com hífenes, quando nos referimos àquele período em que geralmente não trabalhamos.
FLEXÃO – Algumas particularidades da flexão dos verbos compostos aconselham a consulta regular do Dicionário de Verbos Portugueses Conjugados.
FOGO-DE-ARTIFÍCIO – Com hífenes.
FOGO-FÁTUO ... e não “fogo fátuo”.
FOLHA-DE-FLANDRES ... e não “folha de flandres”.
FOR ... e não “fôr”.
FORA ... e não “fôra”, diferente do advérbio FORA.
FORO ... e não “fôro”.
FOTO- – Todas as palavras compostas com o prefixo foto não levam hífen (fotocomposição, fotonotícia, fotossíntese). Ver Hífen.
FUTEBOLÊS – Linguagem estereotipada muito utilizada no meio futebolístico, à base de frases feitas ou imagens desgastadas de todo. Algumas são autênticos disparates, outras, apenas, ridículas. Alguns exemplos desta gíria muito própria: “Apostado em ganhar”, “averbar uma clamorosa derrota”, “contra-ataque venenoso”, “denunciar fome de bola”, “denotar sentido de baliza”, “direccionar (a bola)”, “faltou objectividade atacante”, “impedido de penetrar na área adversária”, “incidência(s) do jogo”, “intenção de flanco”, “ir atrás do prejuízo”, “milita nos escalões cimeiros”, “moldura humana” , “muita ofensividade”, “posicionamento”, “postura em campo”, “prestação” (em vez de actuação, exibição, ou desempenho), “recepcionar” (em vez de receber: “o Sporting vai recepcionar em Alvalade o Benfica”...), “retenção da posse de bola” (ou “ficar com posse da bola”), “trabalho ao nível do entrosamento” etc etc.
“GHETTO” – Forma aportuguesada: GUETO. Pode ter significação pejorativa: ghetto homossexual, ghetto intelectual.
GALICISMOS – Evitáveis, sobretudo se há a palavra correspondente em português vernáculo.
GÁS ... e não “gaz”.
GENTÍLICOS – Os nomes que exprimam proveniência ou naturalidade grafam-se com caixa baixa e, no caso dos compostos onomásticos, levam sempre hífen.
(Exemplos correctos de casos normalmente mal empregues: afegão, albicastrense, azerbaijanês, baamense, calipolense (de Vila Viçosa), cingalês, corso, famalicense, fijiano (e não "fidjiano"), gibraltino, lituano, milfontense, moldovo (e não moldávio ou moldavo) nicaraguano, panamense, paranaense, penafidelense, picuense, ponta-delgadense, são-luisense, são-tomense, sariano, tangerino, turinês, vila-franquense, viseense, zimbabuense).
GINECEU ... e não “geneceu”. Ver Grafia.
GORJETA ... e não “gorgeta”.
GRAFIA – (1 – Algumas palavras de grafia difícil: abcesso (ou abscesso), acessível, ascensão, burburinho, calidoscópio, calvície, cassetete, circuncisão, digladiar, dirimir, displicência, dissensão, estultice, estupro, excepção, extemporâneo, fratricídio, lentejoula (e não “lantejoula”), feiticismo (e não “fetichismo”), idiossincrasia, pantomima (e não “pantomina”), pexote (e não “pixote”), privilégio, réstia (e não “réstea”), susceptível, surripiar, zulo (e não “zulu”) etc. Ver Prontuário.
GRAMA – O grama e não “a grama”, masculino e não feminino, de resto, como todas as unidades de medida do sistema métrico usado em Portugal...
GRANJEAR ... e não “grangear”.
GUISAR ... e não “guizar”.
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