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Livro de Estilos

Mohandas
11-08-2003, 16:31
Alguns erros, em que as palavras erradas estão entre “” e os desenvolvimentos representados por um *

ACERCA ... e não “àcerca”.

ACERVO – Diferente de espólio (que se refere aos bens pós-morte).

AÇORIANO ... e não “açoreano”. Ver Gentílicos
(Outras palavras com o i normalmente trocado pelo e: ameixial, artífice, cabo-verdiano, camoniano, definido, lampião, oficina, suficiente).

ADERÊNCIA – Diferente de adesão.

ADN ... de ácido desoxirribonucleico, e não DNA (que é à inglesa).

AERO – Prefixo que nunca se emprega com hífen
(aeroporto, aeroplano, aerotransportado). Ver Hífen

AFIM – Diferente de a fim.

ALCOOLEMIA ... e não “alcoolémia”, tal como dizemos LEUCEMIA e não “leucémia”.

ALÉM-/AQUÉM- – Prefixos acentuados, sujeitos sempre ao emprego do hífen.
(além-fronteiras, aquém-Pirenéus). Ver Hífen.

ANTEPOR ...e não “antepôr”. Assim como todos os derivados do verbo pôr. Ver Pôr.

ANTI- – Ver Hífen.

APARTE – Sem acento. Diferente de à parte.

APELAR – Apelar para e não “apelar a”. Mas: fazer apelo a.

ÁRCTICO E ANTÁRCTICO ... e não “Artico” nem “Antártico”. Do mesmo modo a região Antártica e não Antárdita.

ARGELINO ... e não “algerino”, nem “algeriano”.

ARQUI- – Ver Hífen.

ASSESSOR ...e não “acessor”; diferente de acesso.

AUTO- – Prefixo sujeito ao emprego do hífen, quando o segundo elemento possui vida própria e começa por vogal, h, r ou s. Ver Hífen
(auto-estrada, auto-hemoterapia, auto-retrato, auto-sugestão – mas: autonomeado, autocrítica).

AVE MARIA ... e não Avé Maria.

AZO ... e não “aso”.

AZERBAIJANÊS ... e não “Azeri” (embora o Dicionário Houaiss já ateste o barbarismo, mas preferindo azerbaidjano). Ver Gentílicos.

BAINHA ... e não “baínha”, assim como rainha.

BANCARROTA ... e não “banca-rota”.

BARBARISMOS – Erros de expressão e de grafia (mal) entrados no Português.

BATE-PAPO ... e não “batepapo”.

BÁTEGA – Aguaceiro, chuvada. A expressão bátega de água é um pleonasmo vicioso.

BÊ-Á-BÁ ... e não “b-a-ba”.

BEBÉ ... e não “bébé”.

BEGE ... e não “beige” nem “beje”.

BEM-VINDO ... e não Benvindo (nome próprio).

BÊNÇÃO ... e não “benção”.

BENEFICÊNCIA ... e não “beneficiência”.

BI- – Prefixo que dispensa o emprego do hífen (bianual, bimotor, bissecular, bissexual). Ver Hífen.

BILIÃO – O mesmo que bilhão: um milhão de milhões, e não um “milhar de milhões” como é usado noutros países, como EUA, Brasil e Inglaterra.

BIOPSIA ... e não “biópsia” (a pronúncia correcta é: /biopsía/).

BURBURINHO ... e não “borborinho”.

"CARTOON" – Em inglês. Forma aportuguesada: cartune (cartunista). Ver Neologismos.

CACHA – (material informativo em primeira mão ... e não “caxa” (moeda indiana), dif. de CAIXA.

CAEM ... e não “caiem”.

CALVÍCIE ...e não “calvíce” Ver Grafia.

CAMPEÃO ... e não “campião” Ver Grafia.
(Outras palavras com e, susceptíveis de erro: aldeão, ameaça, apear, areeiro, côdea, denegrir, mercearia, privilegiado, refreado, viseense).

CARÁCTER ... e não “caracter”. No sentido de índole, temperamento; mas, também, tipo de imprensa, marca. Plural: CARACTERES (pronúncia : /caractéres/).

CARTÃO-DE-VISITA – É assim que se escreve aquele cartãozinho que usamos em contactos sociais ou profissionais.

CENTENAS DE MILHARES* ... e não “centenas de milhar”.

COABITAÇÃO ... e não “co-habitação” nem “cohabitação”.

COM CERTEZA ... e não “concerteza”. Ver Barbarismos.

COMBOIO ... e não “combóio”.

COMPOR ... e não “compôr”. Ver Pôr.

COMUMMENTE ... e não “comumente”.

CONCERTAR – Diferente de CONSERTAR.

CONCLUIR – Concluir que nem tudo é perfeito; mas: Chegar à conclusão de que nem tudo é perfeito.

CONSTITUÍA ... e não “constituia”.

CONSTITUIU ... e não “constituíu”.

CONTROLO – Forma já aportuguesada, em vez do galicismo “controle”/ “contrôle”. Ver Neologismos.

COR ... e não “côr”.

COSER – Diferente de COZER. Ver Homófonas.

CRÂNIO ... e não “crâneo”.

CRÍQUETE – Forma aportuguesada de “cricket”. Ver Neologismos.

(DES)PRETENSIOSO ... e não “(des)pretencioso”.

DE QUE – Regência normalmente mal utilizada. Ver Regências.
certo/errado:
Informo-o de que chego amanhã.../“Informo-o que chego amanhã...”
Posso provar que.../“Posso provar de que...”

DECAIR – Diferente de DESCAIR. Conjugam-se como cair. Ver Flexão.

DECERTO – Diferente de DE CERTO.

DÉFICE ... aportuguesamento do latim “deficit” (e nunca o barbarismo “deficite”).

DEFINIÇÃO ... e não “defenição”.

DEFINIR ... e não “defenir”. Ver barbarismos.

DEMARCAR – Dif. de desmarcar.

DEMOS – Diferente de DÊMOS. Ver Verbos.

DESCRIMINAR – Diferente discriminar. Ver Grafia.

DESDE – Não se escreve “desde Moscovo” mas de Moscovo, nem “desde a Bairrada até ao Algarve” mas da Bairrada ao Algarve.

DESEQUILÍBRIO ...e não “desiquilíbrio”. Ver Barbarismos.

DESPENDER ... e não “dispender”, mas dispêndio.

DESPENSA – Diferente de dispensa. Ver Homófonas.

DESPOLETAR – Erro crasso, utilizado no sentido exactamente inverso ao da ideia original. Não se despoleta uma granada para deflagrá-la: descavilha-se. Quando se despoleta ela fica sem efeito. No sentido da deflagração, prefira-se, por exemplo, a imagem detonar, rebentar, activar.

DIGNITÁRIOS ... e não “dignatários”.

DILAÇÃO – Diferente de delação.
(Outras palavras de expressão/conteúdo diferentes começadas por de/di: deferente/diferente, delatório/dilatório).

DISPÊNDIO ... e não “dispendio”.

DISPLICENTE ... utilizado desadequadamente.

DIZER – Não sendo sinónimos de dizer, os verbos acentuar, afirmar, confessar, declarar, esclarecer, observar, precisar, referir, rematar são muitas vezes empregados como se o fossem. Importa, assim, cuidar do seu uso adequado e preciso. Ver Verbos.

"EX AEQUO" ...e não "ex-aequo". Ver latinismos.

(E)LUCUBRAÇÃO ... e não “(e)locubração”.

ECONOMÊS – Tal como o FUTEBOLÊS, está carregada de tecnicismos complicados e quase sempre mal (ou escusadamente) formados do ponto de vista do português. Alguns exemplos: contextualizar, implementação, problematizar, “paradigmizar”, “sponsorizar” (em vez de patrocinar), “standardização” (quando já temos os substantivos normalização ou padronização). Ou estrangeirismos puros como “budget”, “cash-flow”, “factoring”, formato “flatebed”, “layout”, “management”, “partnership”, “performance” etc etc...

ECRÃ ... e não “ecran” nem “écran” nem “écrã”.

EFEITO DE ESTUFA ... e não “efeito-estufa”; sempre sem aspas.

EM – É frequente o uso incorrecto da preposição em. Ver Regências e Verbos.
(Nunca: "reafirmou a sua disposição em...", mas sim disposição para/disposição de. E não: "dispõe-se a", mas sim tende a).

EMIRADOS ... e não “emiratos”. Ver Barbarismos.

ENQUANTO – Diferente de em quanto. E evitar “enquanto que”.

ES/EX – As palavras com som es/ex prestam-se a inúmeros erros de ortografia. Ver Prontuário.
(Alguns exemplos mais comuns: esplêndido, estrato/extracto, estático/extáctico, estasiado/êxtase, extorquir, exangue, extracção, extrínseco, exequível, elixir, esotérico/exotérico, estipulado/extipulado, estore, estónio, estremado/ /extremado/Estremadura, estrair/extrair, estreme/extremo, espectador/expectador/expectativa/ expectante/ /expectável, espedido/expedito/expedido, espécime/“espécimen”, esperto/experto, excursão, “establishment”, “Essen”/“Essex”, “ex aequo”, estratego, espesso/espeço/expeço etc. etc.).

ESDRÚXULO ... e não “exdrúxulo”.

ESQUISITO ... e não “esquesito”.
(Outras palavras incorrectamente escritas com e ou com i, como reflexo da oralidade: definição (e não “defenição”), definido (e não “defenido”), indispensável (e não “indespensável”), privilégio (e não “previlégio”) etc.).

ESTADA – Diferente de ESTADIA.

ESTÓNIO – Natural da Estónia. Ver Gentílicos.

ESTRATEGO ... e não “estratega”.

EVACUAR – Evacuam-se lugares e não pessoas.

EVOCAR – Diferente de INVOCAR.

EXPO- – Pronuncia-se tal e qual como na palavra exposição (/espu/). Porquê a moda da “ecspô”?

FAC-SÍMILE ... aportuguesamento da expressão latina “fac simile”, portanto sem aspas. Ver Latinismos.

FEBRE-AMARELA ... e não “febre amarela”.

FEMININO ... e não “femenino”.
(A formação errada dos femininos leva também a muitos disparates e tropeções na gramática: hóspede/hóspeda; ilhéu/ilhoa; gigante/giganta; juíz/juíza; monge/monja; primeiro-ministro/primeira-ministra (e não “a primeiro-ministro” nem “primeira-ministro”); embaixadora (mulher que exerce o cargo de embaixador) “embaixatriz” (mulher do embaixador); cônsul/consulesa; presidente/presidenta.

Outras recomendações: personagem, SIDA e síndroma são palavras do género feminino; idem quanto à diabetes. Mas: clã e grama, por exemplo, são masculino. O Opus Dei (e não: a Opus Dei). E há os casos em que o significado da palavra varia com o género: o cabeça diferente de a cabeça; o caixa diferente de a caixa; o moral diferente de a moral; etc.)

FEMINISMO ... e não “femininismo”.

FERRO-VELHO pl.: ferros-velhos. Ver Plurais.

FIM-DE-SEMANA – Com hífenes, quando nos referimos àquele período em que geralmente não trabalhamos.

FLEXÃO – Algumas particularidades da flexão dos verbos compostos aconselham a consulta regular do Dicionário de Verbos Portugueses Conjugados.

FOGO-DE-ARTIFÍCIO – Com hífenes.

FOGO-FÁTUO ... e não “fogo fátuo”.

FOLHA-DE-FLANDRES ... e não “folha de flandres”.

FOR ... e não “fôr”.

FORA ... e não “fôra”, diferente do advérbio FORA.

FORO ... e não “fôro”.

FOTO- – Todas as palavras compostas com o prefixo foto não levam hífen (fotocomposição, fotonotícia, fotossíntese). Ver Hífen.

FUTEBOLÊS – Linguagem estereotipada muito utilizada no meio futebolístico, à base de frases feitas ou imagens desgastadas de todo. Algumas são autênticos disparates, outras, apenas, ridículas. Alguns exemplos desta gíria muito própria: “Apostado em ganhar”, “averbar uma clamorosa derrota”, “contra-ataque venenoso”, “denunciar fome de bola”, “denotar sentido de baliza”, “direccionar (a bola)”, “faltou objectividade atacante”, “impedido de penetrar na área adversária”, “incidência(s) do jogo”, “intenção de flanco”, “ir atrás do prejuízo”, “milita nos escalões cimeiros”, “moldura humana” , “muita ofensividade”, “posicionamento”, “postura em campo”, “prestação” (em vez de actuação, exibição, ou desempenho), “recepcionar” (em vez de receber: “o Sporting vai recepcionar em Alvalade o Benfica”...), “retenção da posse de bola” (ou “ficar com posse da bola”), “trabalho ao nível do entrosamento” etc etc.

“GHETTO” – Forma aportuguesada: GUETO. Pode ter significação pejorativa: ghetto homossexual, ghetto intelectual.

GALICISMOS – Evitáveis, sobretudo se há a palavra correspondente em português vernáculo.

GÁS ... e não “gaz”.

GENTÍLICOS – Os nomes que exprimam proveniência ou naturalidade grafam-se com caixa baixa e, no caso dos compostos onomásticos, levam sempre hífen.
(Exemplos correctos de casos normalmente mal empregues: afegão, albicastrense, azerbaijanês, baamense, calipolense (de Vila Viçosa), cingalês, corso, famalicense, fijiano (e não "fidjiano"), gibraltino, lituano, milfontense, moldovo (e não moldávio ou moldavo) nicaraguano, panamense, paranaense, penafidelense, picuense, ponta-delgadense, são-luisense, são-tomense, sariano, tangerino, turinês, vila-franquense, viseense, zimbabuense).

GINECEU ... e não “geneceu”. Ver Grafia.

GORJETA ... e não “gorgeta”.

GRAFIA – (1 – Algumas palavras de grafia difícil: abcesso (ou abscesso), acessível, ascensão, burburinho, calidoscópio, calvície, cassetete, circuncisão, digladiar, dirimir, displicência, dissensão, estultice, estupro, excepção, extemporâneo, fratricídio, lentejoula (e não “lantejoula”), feiticismo (e não “fetichismo”), idiossincrasia, pantomima (e não “pantomina”), pexote (e não “pixote”), privilégio, réstia (e não “réstea”), susceptível, surripiar, zulo (e não “zulu”) etc. Ver Prontuário.

GRAMA – O grama e não “a grama”, masculino e não feminino, de resto, como todas as unidades de medida do sistema métrico usado em Portugal...

GRANJEAR ... e não “grangear”.

GUISAR ... e não “guizar”.

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Mohandas
11-08-2003, 16:32
HALTERE – Diferente de ALTERE.

HAVER – 1. No sentido de existir, é impessoal e grafa-se na 3ª pessoa do singular
(Há muitas pessoas aqui).

2. Nas formas compostas, o verbo haver transmite a sua impessoalidade ao verbo acompanhante (Deve haver problemas). Ver Verbos.

HECTARE ... e não “hectar”. Ver Barbarismos.

HESITAR ... e não “exitar”.

HÍFEN – As regras do emprego do hífen são numerosas e das mais complexas da língua portuguesa (por analogia, servem igualmente para formar novas palavras: pluriemprego, neomodernistas). Indispensável o recurso constante a um prontuário ortográfico.

HILARIDADE ... e não “hilariedade”. Ver Barbarismos.

HIROXIMA ... e não “Hiroshima”.

HOMO- – Nunca precede hífen
(homossexual, homotáxia). Ver Hífen.

HOMÓFONAS – (Erros mais comuns com palavras com grafia parecida e sentido diferente: aço (liga de metal), asso (verbo assar); acento (sinal ortográfico), assento (lugar para sentar; verbo assentar); bucho (estômago de certos animais), buxo (planta); cegar (perder a vista), segar (ceifar); era (verbo ser), hera (planta); cervo (animal), servo (criado, escravo)).

HUMANITÁRIO – Relativo à humanidade, em prol da humanidade. Por exemplo: Ajuda humanitária, missão humanitária. Por isso, é erro crasso trocar o adjectivo HUMANITÁRIO pelo adjectivo HUMANO em frases como miséria humana (e não “humanitária”) ou tragédia humana (e não “humanitária”).

-IZAR/-(IS)AR / (-iz) + ar – Trata-se de dois sufixos distintos. formal + izar = formalizar; suav(e) + izar = suavizar; rubor + izar = ruborizar; anális(e) + ar = analisar; avis(o) + ar = avisar; paralis(ia) + ar = paralisar; a + juízo + ar = ajuizar.

IDEIA ... e não o brasileiro “idéia”.

ILAÇÃO ... e não “ilacção”.

ÍMAN – E não o brasileiro “ímã”.

IMEDIATO ... e não “de imediato”. Talvez melhor: imediatamente.
(Tornou-se um modismo e pode ser substituído com vantagem por outras expressões de sentido equivalente: desde logo, logo, a seguir etc.)

IMÉRITO – Diferente de EMÉRITO.

IMERSÃO – Diferente de EMERSÃO.

IMIGRAÇÃO – Diferente de EMIGRAÇÃO.

IMINENTE – Diferente de EMINENTE
(Um perigo iminente; um cientista eminente).

IMPLEMENTAR – É um anglicismo mal-formado e sem sentido específico em Português. Pode significar tudo: adoptar, desenvolver, executar, completar, começar, tomar, vigorar, etc.

INCLUSIVE ... e não “inclusivé”. De preferência inclusivamente.

INDISPENSÁVEL ... e não “indespensável”.

INFLAÇÃO ... e não “inflacção”.

INFRA- – As palavras compostas com este prefixo levam hífen, quando o segundo elemento começa por vogal, h, r ou s:
(infra-som, infra-estrutura; infravermelhos). Ver Hífen.

INSOSSO ... preferível a “insonso”.

INTER- – As palavras compostas com este prefixo levam hífen, quando o segundo elemento começa por h, r ou s
(interempresas; inter-resistente). Ver Hífen.

INTERCEPÇÃO – Diferente de INTERCESSÃO.

INTERVEIO ... e não “interviu”; INTERVINDO e não “intervido”.
(Intervir conjuga-se como vir: intervenho, intervéns, intervém; intervim, intervieste; interveio, intervindo. São também compostos de vir: advir, avir, convir, desavir, desconvir, entrevir, sobrevir).

INTRA- – (intra-uterino; intramuros). Ver Hífen.

INVEROSÍMIL – pl: INVEROSÍMEIS.

INVOCAR ... e não “evocar”.

IOGA ... e não "yoga".

ÍPSILON ... e não “ipslon”.

IRISAR ... e não IRIZAR (relativo à doença do cafezeiro).

IRRUPÇÃO ... e não “irupção”.

ISOTÉRICO – Diferente de ESOTÉRICO e de EXOTÉRICO.

JEITO ... e não “geito”.

JEROPIGA ... e não “geropiga”.

JUIZ ... e não “juíz”; feminino: juíza; plural: juízes.

JÚNIOR – Com acento; pl.: JUNIORES, sem acento. E também sénior/seniores.

JUS ... e não “juz”.

“LEITMOTIV” – O plural é “leitmotive”.

LAÇADA/LAÇO – Diferente de LASSADA/LASSO.

LATINISMOS (Algumas expressões latinas mais utilizadas: “ad hoc” – para isso, para tal fim, de propósito; “a posteriori” – pelas razões que vêm depois; “a priori” – pelas razões anteriores; “deficit” – falta; défice; saldo negativo num orçamento; “ex aequo” – com igual mérito; “facies” – aspecto, semblante, expressão; “grosso modo” – de modo grosseiro, por alto, pouco mais ou menos; “honoris causa” – a título de honra; “ibidem” – aí mesmo (quando se faz uma citação de um documento já citado); “idem” – o mesmo; “in loco” – no lugar, no mesmo lugar; "ipsis verbis" – pelas mesmas palavras; “lapsus linguae” – lapso de língua (para justificar uma falta); “lato sensu” – em sentido lato; “motu proprio” – espontaneamente; “per capita” – por cabeça; “sine die” – sem dia, sem data fixa; “sine qua non” – condição (sem a qual, não) indispensável; “statu quo” – o estado em que as coisas estão; “stricto sensu” – em sentido estrito; “superavit” – saldo positivo, excesso; “urbi et orbi” – por toda a parte (à cidade e ao Mundo); “numerus clausus” (número fechado, limitado) etc.

LAZER ... e não “laser”. Diferente de “laser” (no original inglês: “light amplification by stimulated emission of radiation”).

LÊEM ... e não “lêm”.

LIÇA – Diferente de LISSA.

LINGUISTA ... e não “linguísta”.

LISONJEAR ... e não "lisongear".

LOGÓTIPO ... e não “logotipo”.

LOJISTA ... e não “logista”.

“MEDIA” – Plural da palavra latina “MEDIUM” (e não o “media”/os “medias”). Inaportuguesável (órgão de comunicação social), ao contrário do derivado MEDIÁTICO. Que se pronuncia /média/ – e não "mídia", à inglesa.

M – Consoante que, entre outras particularidades, se dobra nos advérbios de modo formados a partir de adjectivos terminados em m
(comummente, ruimmente).

MACARTISMO ... aportuguesamento de "McCarthysm".

MACRO- – Os compostos de macro nunca levam hífen, excepto se a palavra seguinte começar por r ou h. (Macroeconomia, macro-região; macro-história). Ver Hífen.

MAGNATA ... o mesmo que MAGNATE. Ver Neologismos.

MAIS BEM/MAIS MAL 1. Antes de adjectivos-particípios, utilizam-se, de preferência, estas formas dos advérbios bem e mal
(Mais bem alimentado; Estas paredes estão mais bem pintadas do que as outras).

2. Em caso de posposição, porém, só se empregam as formas sintéticas dos respectivos comparativos
(As paredes das salas estão pintadas melhor do que as do quarto.)

MAIS-VALIA – Aumento de valor adquirido por uma mercadoria ou por um bem patrimonial por influência de factores estranhos ao proprietário. Adaptado pela gíria do futebol (ver. Futebolês), no sentido de reforço, craque, valioso, etc. Diferente de mais valia estar calado. Demasiadamente usada.

MAJESTADE ... e não “magestade”.

MAL- – Prefixo que obriga ao emprego do hífen apenas antes de vogal e h (mal-afamado, mal-entendido, mal-estar (e não “mau estar”), mal-humorado (e não “mau-humorado”); mas: malcheiroso, maldisposto). Ver Hífen.

MANDADO ... de captura.

MANDATO ... eleitoral/judicial.

MANJERICO ... e não “mangerico”.

MANJERONA ... e não “mangerona”.

MANTÉM-SE ... e não “mantem-se”, pl: mantêm-se (e não “manteem-se”).

MAQUETA ... e não “maquete”. Ver Neologismos.

MASSIVA – As armas de destruição em massa; as armas de destruição massiva.

MAXI- ... sem hífen [maxissaia]. Ver Hífen.

MEGA- ... também sem hífen (megahertz, megalómano, megatonelada, megapolis). Ver Hífen.

META- – Prefixo que nunca precede hífen excepto antes de h (metafísica, metalinguagem, metapsíquico). Ver Hífen.

METEORO/METEOROLOGIA ... e não “metereologia”.

MICRO- – Prefixo que nunca emprega hífen (microempresa, microcirurgia, microonda e não micronda, microrregião). Ver Hífen.

MINERALOGIA – Diferente de MINERALURGIA.

MISCIGENAÇÃO ... e não “miscegenação”.

MISOGINIA/MISÓGINO ... e não “misogenia”/“misógeno”.

MORFO- ... sem hífen (morfomania, morfossintaxe). Ver Hífen.

MOTO- ... sem hífen (motobomba, motociclismo, motonáutica, motorreactor). Ver Hífen.

MULTI- ... também sempre sem hífen no caso de conceitos autónomos (multissecular, multirracial). Ver Hífen.

NA MEDIDA EM QUE – Modismo dispensável.

NECROTÉRIO – Preferível a morgue.

NEO- – Prefixo que conserva o hífen quando o segundo elemento da palavra tem vida à parte e começa por h, r, s ou vogal (neo-escolástica, neo-helénico, neo-republicano, neo-socialista; mas: neobarroco, neogótico, neofascista, neologismo e neomoderno). Ver Hífen.

NEOLOGISMOS (avalancha e não “avalanche”; avioneta e não “avionete”; bicicleta e não “biciclete”; bobina e não “bobine”; equipa e não “equipe”; gabardina e não “gabardine”; excepção: cassete e não “casseta”).

NONAGÉSIMO ... e não “nonagéssimo”.

NONGENTÉSIMO ou NONINGENTÉSIMO– Ordinal de 900.

NOVA IORQUE ... e não “"Nova-York”
(logo: nova-iorquino).

NOVEL ... e não “nóvel”. Do mesmo modo, Nobel e não “Nóbel”.

OBSESSÃO ... e não “obcessão”; diferente de OBCECAÇÃO. (Outras palavras com s ou ss (nas terminações -são ou -ssão) erradamente mais vezes confundidas: aversão, contraversão, dissuasão, distensão, emersão, extensão, persuasão, pretensão, repercussão).

OCEÂNIA ... e não “Oceania”.

ONTEM... e não “no dia de ontem”. Do mesmo modo é errado escrever “no dia de hoje” e “no dia de amanhã”.

OÓ ... e não “ó-ó”.

OPRÓBRIO ... e não “opróbio”.

ORGANOGRAMA ... e não “organigrama”. Ver Barbarismos.

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Mohandas
11-08-2003, 16:33
a PERSONAGEM ... e não “o personagem”.

P – As palavras iniciadas por per/pre e pre/pro, semelhantes na expressão oral, mas diferentes no significado, levam a inúmeros erros de escrita
(percursor/precursor/percussor, perfeito/prefeito, perseverar/preservar, prenome/pronome, prerrogativa/prorrogativa, prescrever/proscrever, previdente/providente).

PAJEM ... e não “pagem”.

PARA COM – Completamente inútil, e muitas vezes errada, a utilização das duas preposições.

PARALISAR ...e não “paralizar”. Ver Barbarismos.

PARÊNTESES/IS

PARTICÍPIOS ... passados duplos. Princípio geral: a conjugação da forma regular é com os auxiliares ter e haver; e a irregular com os verbos ser e estar. É uma regra com várias excepções que aconselham o recurso a uma gramática. (Particípios duplos mais usados: absorvido/absorto, aceitado/aceite, acendido/aceso, afligido/aflito, assente/assentado, atento/atendido, cativado/cativo, cegado/cego, completado/completo, convencido/convicto, corrigido/correcto, cultivado/culto, descalçado/descalço, dirigido/directo, dissolvido/dissoluto, distinguido/distinto, elegido/eleito, entregado/entregue, envolvido/envolto, escurecido/escuro, expulsado/expulso, ganhado/ganho, gastado/gasto, imprimido/impresso, inquietado/inquieto, juntado/junto, libertado/liberto, limpado/limpo, manifestado/manifesto, matado/morto, morrido/morto, nascido/nado/nato, ocultado/oculto, pagado/pago, prendido/preso, rompido/roto, salvado/salvo, secado/seco, soltado/solto, tingido/tinto).

N.B.: Embora os verbos apresentar, empregar e encarregar tenham apenas o particípio regular (apresentado, empregado e encarregado, respectivamente), na linguagem corrente essas formas são frequentemente substituídas por pretensos particípios irregulares: presente, empregue, entregue, cujo uso deve ser evitado.

PAUL ... e não “paúl”: pl.: pauis.

PÊLO – Diferente de PELO (POR + O).

PERCURSOR – Diferente de PERCUSSÃO/PRECURSOR. Ver P.

PERSEVERANÇA ... e não “preserverança”.

PERSUASÃO ... e não “persuação”, nem “presuasão”.

PIQUENIQUE – Aportuguesamento do francês “pique-nique

PIRENÉUS ... e não “Pirinéus”.

PLEONASMO – “Sair para fora”, “monopólio exclusivo”, “principal protagonista”.

PLURAIS – Aconselha-se a consulta regular da gramática ou do prontuário, para os casos mais complexos (papéis, móbiles, escolas-modelo, capitães-mores, guarda-portões, pores-do-sol, chupa-chupas, histórico-geográficos, vice-presidentes, pedreiros-livres, quebra-luzes etc. etc.).

PÔDE – Diferente de PODE. Erro comum: “poude”. Ver Verbos.

POLI- – Prefixo que dispensa o emprego do hífen
(policromático, poliopia, polissilábico). Ver Hífen.

PÔR – Diferente da preposição POR. (Os compostos de pôr não levam acento circunflexo nas formas do infinito impessoal e nas 1ª e 3ª do infinito pessoal: antepor, apor, compor, contrapor, depor, dispor, expor, impor, pospor, prepor, propor, repor, supor).

POR QUE – Diferente de PORQUE (Por que – sempre no sentido de a razão pela qual (por que meio atinjo um fim?; por que é que...?); porque – nas restantes situações).

PORQUANTO – Diferente de POR QUANTO. Ver Homófonas.

PÓS-/PRÉ- – Prefixos sujeitos ao emprego do hífen por terem acento gráfico (pós-escrito, pré-romano, pró-francófono). Ver Hífen.

PRAZO ... no mais curto prazo e não (a redundância) "no mais curto espaço de tempo". Prazo é já um espaço de tempo dentro do qual se há-de fazer isto ou aquilo.

PRIMEIRA-MINISTRA ... feminino de primeiro-ministro e não “a primeiro-ministro” pl: primeiros-ministros. Ver Feminino e Plural.

PRIVILÉGIO ... e não “previlégio”.

PROEMINÊNCIA – Dif. PREEMINÊNCIA. Ver Homófonas.

PROTAGONISTA PRINCIPAL – Pleonasmo que se deve evitar.

PROVIDÊNCIAS – Tomar as providências necessárias e não “tomar as previdências necessárias”.

(RE)QUER-SE ... e não “(re)quere-se”.

(RE)QUERE-O ... e não “(re)quer-o”. Ver Flexões.

QUADRICROMIA ... e não “quadricomia”.

QUADRILHA – Errado usar “quadrilha de ladrões”.

QUADRUPLICADO ... e não “quadriplicado”. Ver Barbarismos.

QUASÍMODO ... e não “quasimodo”.

QUE/DO QUE – De utilização diferente: “... muito mais importante do que se pensava” diferente de: “... muito mais importante que se pensava”. Ver Regências.

QUEBRA-CABEÇA ... pl.: quebra-cabeças. Ver Plurais.

QUEBRA-GELO ... pl.: quebra-gelos. Ver Plurais.

QUEM/QUE – Pronomes de emprego distinto: quem – só para pessoas; que – sempre para organismos.

QUESITO ...e não “quisito”. Ver Esquisito.

QUEZÍLIA ... e não “quisília” nem “quesília”.

QUILO ... e não “kilo”.

QUILOGRAMA ... e não “kilograma” (símbolo: kg).

QUILÓMETRO ... e não “kilómetro”. (símbolo: km).

QUIS ... e não “quiz”.

QUOTA – Diferente de COTA.

QUOTA-PARTE ... e não “cota-parte”.

RAINHA ... e não “raínha”.

RAIZ ... e não “raíz”. Pl.: raízes.

RASAR – Nivelar; tocar ao de leve (... e não “razar”).

RATIFICAR – diferente de RECTIFICAR.

RAUL ... e não “Raúl”.

REAVER – Se bem que composto de haver, só se conjuga nas formas em que haver tem v. Ver Flexão

REBULIÇO (substantivo: grande bulício; grande desordem e vozeraria; balbúrdia; confusão; motim) ... diferente de REBOLIÇO (adjectivo: que tem forma de rebolo; arredondado; que rebola).

RECÉM- – Prefixo sujeito sempre ao emprego do hífen (recém-casado, recém-nomeado, recém-promovido). Ver Hífen.

RECORDE – Forma aportuguesada de “record”; pl.: recordes. Ver Neologismos.

RÉDEA ... e não “rédia”.

REGÊNCIA 1. Com verbos: aspirar (o, a); assistir (a, o); abdicar (de, em, a favor de); abstrair (de); aludir (a); arrepender-se (de); aspirar (a, à); assegurar-se (de); assistir (um, ao); cansar-se (de); certificar (de); chamar (de, o, para, por, pela); chorar (de); convencer (de); deparar (com); deparar-se (a); dispor (de); duvidar (de); dizer que (e não “para”); esquecer (a)/esquecer-se (de); falar (a, com, de, por); fugir (de); gostar (de); induzir (alguém a); informar (de, sobre, acerca de, a respeito de, de que, a alguém que); interessar-se/interessar-se (por, em); lembrar-se (de); pedir a; persuadir (de); propor (alguma coisa a); privar-se (de); pugnar (por); recordar-se (de); responder (a, por); reunir-se (com); rir-se (de). (Os chamados verbos recorrentes – afirmar, anunciar, comunicar, confessar, declarar, dizer, expor, manifestar, noticiar, ordenar, pretextar, proferir, publicitar, saber – regem um complemento, mas nunca a preposição de. Ver De que e Verbos

2. Com substantivos: amor (de); admiração (de); ambição (de, por); analogia (com); gosto (de); prece (a, por).; repugnância (de); respeito (de); veneração (de);

3. Com adjectivos: alheio (a); anexo (a); ansioso (por, de); apto (a, para); ávido (de); extrínseco (a); inerente (a). Ver verbos.

REGURGITAR ... e não “regurjitar”.

REJEITAR ... e não “regeitar”.

REMÓI/REMOO ... do verbo remoer.

REQUEIRO ... e não “requero”.

RÉSTIA ... e não “réstea”.

RESVÉS – Diferente de REVESAR.

RETAGUARDA ... e não “rectaguarda”.

RETRACTAR – Diferente de RETRATAR.

RETRO- – Prefixo que nunca antecede hífen (retroinjector, retroprojector, retrovisor). Ver Hífen.

RICTO – Diferente de RITO.

RUBRICA ... e nunca “rúbrica”.

“STATU QUO” ... e não “status quo”, nem “statuo quo”.

SAEM ... e não “saiem”.

SALOIICE ... e não “saloice”.

SALVE-RAINHA ... e não “salvé-rainha”.

SANDUÍCHE – Aportuguesamento de “sandwich”; admitem-se também as palavras sande e sandes.

SÃO MARINHO ... e não “São Marino” (ou então “San Marino”, no original).

SARJETA ... e não “sargeta”.

SEMEAR ... e não “semiar”.

SEMI- – Ver Hífen.

SENÃO – Diferente de SE NÃO. Ver Homófonas.
(trabalha bem, senão cortam-te no prémio; ... se não considerarmos...).

SIDA – Feminino e não masculino. De (a) síndrome da imunodeficiência adquirida. Termo já substantivado na língua portuguesa: portanto, com minúscula (a sida). No Brasil optou-se pela sigla AIDS, da palavra em inglês: "Acquired ImmunoDeficiency Syndrome". Ver Barbarismos.

SÍNDROMA ... ou a SÍNDROME (no feminino) ... e não “o sindroma”.

SOB- – Ver Hífen.

SOBRE- – Ver Hífen.

SOLARENGO – Respeitante a solar ou com aspecto/aspeto de solar (casa ou herdade nobre) – e não no sentido de SOALHEIRO (exposto ao sol, banhado pelo sol), como erradamente se escreve e se diz por aí...

SOLIDARIEDADE COM ... e não “solidariedade por” nem “solidariedade para com”.

SUB- – Prefixo sujeito ao hífen antes de b, h (só se o segundo elemento não tiver vida autónoma – subastar e não “sub-hastar”) ou r (sub-reptício) Ver Hífen.

SUÍÇA ... e não “Suiça” nem “Suissa”. De igual modo, temos SUÍÇOS.

SUPER- – Prefixo sujeito ao hífen antes de h ou r
(super-homem, super-requintado; mas: superelegante, supermoderna) Ver Hífen.

SUPOR ... e não “supôr”. Ver Pôr.

SUPRA- – Sujeito ao hífen antes de vogal, h, r ou s
(supra-axilar, supra-renal; mas: suprapartidário). Ver Hífen.

"TROUPE" – A grafia portuguesa é trupe.

TABLETE – Aportuguesamento de “tablette”.

TRÂNSFUGA ... e não “transfuga”.

TRANSPOR ... e não “transpôr”. Ver Pôr

TRÁS – Diferente de traz. Ver Homófonas.

TRATA-SE ... No seu uso impessoal, a forma trata-se, na construção trata-se de, não é flexionada e, por definição, não admite sujeito. Assim, são desaconselháveis frases como as seguintes: “tratam-se de histórias policiais”; “este texto trata-se de erros de gramática”.

TRICÔ – Aportuguesamento de “tricot”.

ÚLTIMA HORA ... e não “última da hora”, que se ouve na linguagem popular.

ULTRA- – Prefixo que antecede o hífen antes de vogal, h, r ou s (ultra-avarenta, ultra-radical, ultra-sensível; mas: ultracontrariado). Ver Hífen.

ÚRANO ... e não “Urano”.

VAIVÉM ... e não “vai-vem”.

VENTOINHA ... e não “ventoínha”.

VERBOS – Indispensável um dicionário de verbos por causa das regências e não só.

VEROSÍMIL ... e não “verosímel”.

VEZ – Dif. de VÊS.

VICE- – Prefixo sujeito sempre ao emprego do hífen, salvo se o segundo elemento não possui vida autónoma (vicedómino, mas vice-primeiro-ministro, vice-almirante, vice-reitor). Ver hífen.

VIGILANTE ... e não “vegilante”.

VIH ... de vírus da imunodeficiência humana, preferível a HIV (que é a sigla da palavra em inglês: "human immunodeficiency virus"). Ver Sida.

VÍRGULA – Erro crasso: a vírgula entre o sujeito e o verbo da oração.

VÍTIMA – Não significa que seja vítima mortal. Assim, é errado escrever que “o acidente causou duas vítimas”, querendo com isso significar que causou duas mortes.

VOLUNTARIOSA – Diferente de VOLUNTARISTA.

VOO ... e não “vôo”.

VULTOSO ... e não “vultuoso”.

W – Todas as palavras iniciadas pelo W são de origem estrangeira ou, quase sempre, de entrada recente no Português. Casos de wagneriano, walkman, washingtoniano, wellingtoniano, western, whisky (já com a variante aporteguesada de UÍSQUE), workshop, etc. Ou em substantivos formados de nomes estrangeiros como darwinismo/darwinista. O W também é utilizado no vocabulário geográfico de origem estrangeira, como Wellington ou Washington. Passa-se o mesmo com as palavras começadas com K e Y.

XÁCARA ... dif. de “chácara”.

XADREZ ... e não “xadrês”.

XAILE – O mesmo que xale.

XAMÃ ... e não “chamã”. O mesmo que xamane.

XANFUTA ... e não “chanfuta”.

XAPUTA ... preferível a chaputa.

XECADO ... o mesmo que xeicado e diferente de “checado”.

XELIM ... e não “shilling”.

XELINDRÓ ... e não “xilindró”.

XEQUE – Diferente de cheque.

XEREZ ... e não “Jerez”.

XEXÉ ... e não “xéxé”.

XÍCARA ... e não “chícara”.

XIITA ... e não “chiita”. Ver gentílicos.

"YANKEE" – IANQUE é o vocábulo já aportuguesado.

Y – Mantém-se nos vocábulos derivados de nomes próprios estrangeiros que se escrevam com essa letra: byroniano, taylorista, etc.; símbolo químico do ítrio.

ZAIRE – Diz-se Zaire e não o afrancesado “Zaíre”.

ZAIRENSE ... e não "zairota". Ver Gentílicos.

ZÂNGÃO ... e não “zangão”.

ZÉ-NINGUÉM – Plural zés-ninguém. Grafar sempre zé em caixa baixa.

ZEFIR ... o mesmo que “zéfiro”.

ZEPELIM ... e não “zeppelin”. Grafar sempre em caixa baixa.

ZIGUEZAGUE ... e não “zig-zag”.

ZOO ... e não "zoô". Diz-se como em zoológico.

ZOOM – Palavra inglesa sem equivalente em Português, do domínio universal. Dispensa as aspas.

ZUNZUNS ... e não "zum-zuns".

Iatros
12-08-2003, 01:19
Trabalho notável que vou guardar como referência.

Acho que não deve ficar neste sítio esta apreciação para não estragar o encadeamento, os moderadores depois que a mudem ou a apaguem, mas não posso deixar de realçar este trabalho.

Há muitas dúvidas que te vou querer por mas fá-lo-ei ao longo do tempo.
Há uma que tinha muito gosto de ver esclarecida e é a velha história das palavras médicas com o sufixo -hemia (não é só um regionalismo o pronunciar-se -hemia ou -hemia ?)

Fiquei surpreendido com a palavra biopsia. Nunca a tinha visto escrita ou pronunciada assim.

Algumas curiosidades que me poderás confirmar ou não:

Cacha inicialmente refere-se ao tamanho do tipo empregue pelos tipógrafos e, como as notícias sensacionais eram escritas em cacha alta, passou a usar-se o termo para referir essas notícias.

Apelar a e Apelar para não poderão ser usadas em frases diferentes?
ex "apelar para que se resolva a contenda" ou "apelar ao juiz para que resolva a contenda" . É correcto dizer-se neste caso - consoante o complemento directo seja indefinido ou não ?

Hei-de por-te mais questões ao longo dos dias.
Um abraço

Blue
12-08-2003, 10:37
Há mais ??? É só isto ??? Por 2.000 Euros ???
;)

Just kidding ...

Espero que ninguém apague este trabalho, vai servir de prontuário e de tira-teimas. É que às vezes apanhamos cabeçudos que precisam de provas escritas ... principalmente sobre o género da Personagem ... acho que apanharam a mania dos actores brasileiros.

GOSTEI ! Pronto !

Mohandas
12-08-2003, 20:14
... isto é aquilo que acho interessante para o "nosso" pessoal. Mas posso pôr mais, se quiserem.

Iatros: as notícias eram escritas em CAIXA ALTA; assim, em letras grandes. Caixa alta vem da forma da caixa de madeira que se tinha de fazer para compor os caracteres em chumbo. Tinha de ser mais alta que as "normais" para caberem os títulos.

O substantivo cacha chegou ao português antes da época em que os jornais começaram a concorrer uns com os outros na busca de notícias. Trazia os seguintes significados: o que se pratica às ocultas; dissimulação; ardil. O dicionário da Porto Editora diz que é derivação regressiva do verbo cachar. Este, por sua vez, vem do provençal "cachar" ou do francês "cacher", com os significados de ocultar, tapar, armar ciladas.

Cacha e cachar adequam-se ao sigilo observado nos jornais para proteger da concorrência as informações que se obtêm "em primeira mão" e ainda necessitam de horas ou dias de pesquisa. O que não exclui, em situações extremas, alguns ardis.

No apelar, é como lá está: apela-se para alguma instituição...; faz-se apelo a alguém... e vou acrescentar apelar da sentença... por exemplo

De acordo com o Dicionário dos Verbos Portugueses da Porto Editora as únicas preposições passíveis de ocorrer com o verbo “apelar” são “de” (apelar da sentença) e “para” (apelar para o Supremo Tribunal). Deste modo, e embora se verifique o uso de “apelar a”, não se poderá assumir este como um uso correcto. Quando muito "fazer apelo a", em que, neste caso, já não é verbo mas substantivo. O Dicionário de verbos e regimes de Francisco Fernandes confirma a informação dada relativamente à regência do verbo e acrescenta: “Apelar a alguém ou a alguma coisa é regência condenada pelos mestres.”.

Quanto ao sufixo -emia, tem origem grega e exprime a ideia de sangue.

Em português, os compostos em "-emia" são graves. Logo é erro fazê-los esdrúxulos, como fazem tantos médicos e não só. Apenas em anemia é que não há pronúncia errada!
Portanto alcoolemia, hipercalcemia, hiperemia, leucemia, etc. é que são as formas correctas.

Ok? ;)

Iatros
13-08-2003, 02:09
Obrigado Moh

Aproveito para te cravar mais um esclarecimento

Outro tipo de palavra da área médica e da bioquímica em que há diferença regional na pronúncia e na grafia é o dos enzimas que terminam com o sufixo -ase.
No norte pronunciam-se esdrúxulos (transamínase, fosfatase, catalase) e no Sul pronunciam-se graves (transaminase, fosfatase, catalase).

Tal como os termos terminados em -emia, mesmo depois de esclarecido, é muito difícil mudar a dicção. São termos que se utilizam diariamente com muita frequência e que, quando os ouvimos pronunciados por colegas de outra região, nos soam como estrangeiros e temos sempre que fazer um esforço racional para perceber o seu significado. A percepção do significado deixa de ser automática, se entendes o que quero dizer.

Mohandas
13-08-2003, 11:43
Sempre graves, Iatros, sempre graves...

S111or
14-08-2003, 15:16
Existem para diversos verbos, adjectivos ( e por vezes, substantivos) verbais ( passo o pleonasmo) duplos.
O regular e o irregular.

O que eu consulto nos livros bons (gramáticas) é:
exemplo MATAR
Matado ( conjuga-se com verbo ter, haver, existir)
Morto ( conjuga-se com os verbos ser, estar, permanecer, manter, e outros)

Nesse caso há inúmeras situações. Passo a descrever as mais comummente utilizadas, e que não estarão correctas à luz deste conceito, da seguinte forma
VERBO (infinitivo) PARTICÍPIO PASSADO (REG) IRREGULAR
abrir abrido aberto
absorver absorvido absorto
surpreender surpeendido surpreso
morrer morrido morto
pagar pagado pago
fritar fritado frito
e muitas outras.

Poderás esclarecer-me quanto`a este facto, sendo que certas palavras terão desaparecido ( pintar pintado pinto) mas muitas outras continuam nas gramáticas, apesar de as utilizarmos com frequência de forma incorrecta.

Outra é: ' a maioria das pessoas SÃO'.
Ora bolas, se o sujeito é ' a maioria' singular, então o verbo será conjugado para a terceira pessoa do singular: É.

Obrigado antecipadamente

Mohandas
14-08-2003, 16:05
... mas não percebi bem qual é a tua dúvida, relativamente aos particípios regulares e irregulares...

Quanto à maioria é (são)...

Quando o sujeito é uma expressão partitiva (uma parte de, metade de, o resto de, uma porção de) acompanhada de um nome ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou ir para plural, dependendo daquilo que se quer destacar, o conjunto, no singular, ou os vários elementos do conjunto, no plural...

Quando o sujeito é uma expressão designativa de quantidade aproximada formada por um número plural precedido de uma expressão de aproximação,cerca de, mais de, menos de, o verbo costuma ir para plural...

Helena
14-08-2003, 16:12
Tudo isto "pro bono"?:confused: Es uma maquina Moh!;)

Helena
14-08-2003, 16:14
...apelar ...tambem existem pessoas que estao sempre a "apelar" qualquer coisa.....just a joke Moh! mas usa-se!:D :D

Mohandas
14-08-2003, 16:28
... (tenho uma irmã Helena, na Holanda), se se fosse a ligar a tudo o que se usa, erradamente, estávamos bem arranjados... :rolleyes:

S111or
14-08-2003, 16:34
É correcto o que se lê e ouve, pois então as gramáticas estão erradas:

exemplos críticos:

O sujeito A tinha morto o B.

O presidente da República foi distinguido com o prémio...

A folha está imprimida .

O tipo já tinha pago a cerveja.

Porque eu entendo assim: se o tinha matado, então está morto.
Se lhe deram o prémio, foi distinto, ou então, tinham-no distinguido com...
A folha está impressa por ter sido imprimida na impressora.
Se tinha pagado, está agora pago.
É importante para mim esclarecer, dado que a Edite Estrela já não 'bota faladura' (eh,eh) e não confio em pessoas que me dizem ' tu dissestes male a palavré'. É que no meu dia-a-dia falo com muita gente e quero fazê-lo com rigor.

Não tenhas urgência em responder. Provavlemente só na segunda feira conseguirei aceder de novo ao Bt.
Abraços grandes e votos de um bom fds.

Mohandas
14-08-2003, 16:43
Vou ler de novo as tuas dúvidas e tentar dar-te uma resposta tão completa quanto possível...

Cali
14-08-2003, 20:24
amigo , ainda não li isto tudo. não tem dado tempo. Quem vai gostar é a minha Maria ! O teu trabalho ? Está excelente !
:D

Abraços !

Helena
25-08-2003, 16:18
Ja me tinhas dito da tua irma que tem o mesmo nome que eu! Assim nunca te esqueces da Helena que existe nesta parte do mundo.....;) Bem, mas tenho uma pergunta....

Diferenca entre "aonde" e "Onde".....please!

Obrigada!:)

Mohandas
27-08-2003, 15:51
... passou-me...

aonde, advérbio: a que lugar; para onde (e.g.: a Veneza é aonde eu vou nas férias).

onde, advérbio relativo: no lugar em que; no qual lugar. (e.g.: em Veneza é onde está o João).
Advérbio interrogativo: em que lugar?. (e.g.: onde é que está o João?).

Espero ter sido claro... :D

Helena
29-08-2003, 17:14
:) :) :) :) :)

Sherlock
05-10-2003, 03:30
Mais um excelente post e mais uma questão: existe uma academia de língua portuguesa activa e a "ditar leis". Se sim, emitem pareceres, "doutrina" ou algo ssim e onde se pode encontrar.

Obrigado.

Mohandas
05-10-2003, 12:39
Existe qualquer coisa, ligada ao Instituto Camões, salvo erro, mas que não faz nada nem tem qualquer poder.

Em França, sim. Até há multas para quem der erros em cartazes publicitários, p.e.

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