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Pedrada no charco da "esquerda radical"...

Patacôncio
16-09-2003, 16:01
(...) Pinochets, Allendes, Castros, Ialas e outros quejandos.

No 11 de Setembro, a esquerda não assobiou para o ar. Cantou Allende. Na blogosfera, os canhotos multiplicarm os posts sobre o Chile e vituperaram os blogues que fizeram coisas tão horríveis como comparar Kumba a Allende ou que, na sua opinião, se preocupam mais com os 3000 mortos do WTC do que com os 3000 mortos pelo regime militar de Pinochet.

Para o Cruzes e outros blogues de esquerda, há assuntos que são vistos como sacrilégios. Estes dois factos históricos assustam-nos em particular: 1. Allende foi um péssimo primeiro-ministro; 2. A economia chilena recuperou do descalabro de Allende;

Evidentemente, isto não significa que Allende tenha sido um ditador e Pinochet um democrata. A verdade é que Allende foi legitimamente eleito e Pinochet foi um ditador sanguinário. E não é por dizer que Allende foi mau que se coloca um 'mas' em Pinochet. Não há 'mas' para ditadores assim como não há 'mas' para terroristas.

Reconheça-se que em 1973, no Chile, grande parte da população ansiava pelo fim do regime de Salvador Allende e por isso tanta gente aplaudiu o general e venerou-o como a um verdadeiro 'Salvador'. Quando Pinochet esteva retido em Inglaterra, as sondagens no Chile ainda apresentavam níveis de apoio à ditadura de 40%, quando já eram sobejamente conhecida a extensão dos crimes e das execuções em massa ocorridas no pós 11 de Setembro. Sem espanto, os maiores níveis de suporte vinham dos mais idosos, porque eram também os que se lembravam e não perdoavam os anos de Allende. Segundo este artigo da BBC na mesma altura, "a recent opinion poll showed most Chileans agree that General Pinochet should be returned to Chile on compassionate grounds". . Pol Pot não teria igual compaixão.

Então afinal, o que fez Allende de tão mau que provoca todas estas reacções negativas? Não recorrendo a sites de opinião política e usando apenas informações tão neutras quanto possíveis, os problemas foram os que se podem esperar quando se tomam medidas tão anti-económicas como as que Allende tomou.

Por exemplo, na wikipedia


In 1970, Salvador Allende, a Marxist and member of Chile's Socialist Party, who headed the "Popular Unity" (UP) coalition of socialists, communists, radicals, and dissident Christian Democrats, was elected by a narrow margin. His program included the nationalization of most remaining private industries and banks, massive land expropriation, and collectivization. Allende's proposal also included the nationalization of U.S. interests in Chile's major copper mines. Elected with only 36% of the vote and by a plurality of only 36,000 votes, Allende never enjoyed majority support in the Chilean Congress or broad popular support. Domestic production declined; severe shortages of consumer goods, food, and manufactured products were widespread; and inflation reached 1,000% per annum. Mass demonstrations, recurring strikes, violence by both government supporters and opponents, and widespread rural unrest ensued in response to the general deterioration of the economy. The MIR evolved during this period, being a violent leftist organization which carried out armed bank robberies to "benefit the poor." Allende did little, if anything, to stop the movement. During this period artistic and social movments flourished.

By 1973, Chilean society had split into two hostile camps. A military coup overthrew Allende on September 11, 1973. As the armed forces bombarded the presidential palace, Allende died. Reports are divided as to whether he committed suicide with a machine gun given to him by his friend Fidel Castro or was assasinated.


Ou aqui:

The situation grew still more critical in 1973, when skyrocketing prices, food shortages (caused by the reduction of foreign credits), strikes, and political violence brought Chile to the brink of chaos.

Ou mesmo no cruzes... (retirado daqui)

During the second and third years of the UP, demand outstripped supply, the economy shrank, deficit spending snowballed, new investments and foreign exchange became scarce, the value of copper sales dropped, shortages appeared, and inflation skyrocketed, eroding the previous gains for the working class. A thriving black market sprang up. (...) The strapped government could not keep the economy from going into free fall because it could not impose austerity measures on its supporters in the working class, get new taxes approved by Congress, or borrow enough money abroad to cover the deficit.

E claro, Allende, fazia um pouco como o actual presidente venezuelano, Hugo Chavez: governa na margem da legalidade e muitas vezes por cima das leis. A esquerda faz os possíveis por esquecer que Allende cometeu inúmeras ilegalidades, abusos de poder e que ignorava sistematicamente os orgãos do regime democrático chileno. Há até ignore que o parlamento chileno pediu aos militares que repusessem a legalidade. O exército fez pior, trocou uma ilegalidade por outra, do ponto de vista humanitário bem mais negra do que a de Allende.

Resumindo:

Pinochet foi um ditador. Tal como Fidel Castro, Salazar, Kadhaffi, Franco, Machel, Mussolini, Estaline, Saddam Hussein e outros quejandos.

Allende não foi um ditador. Allende foi tão só um muito mau governante que, para lá de estoirar com a economia de um país, cometeu diversas ilegalidades e abusos de poder, tal como Kumba Iala, Hugo Chavez ou Péron.

E sim, podemos comparar Pinochet com Fidel. É muito fácil a comparação: Pinochet matou menos e foi-se embora pelos seus pés. Fidel matou mais, levou os cubanos à miséria e alapou-se ao lugar com Supercola 3.

Quando houver tempo, virá outro post. Falta discutir a evolução da economia chilena.(...)

In http://jaquinzinhos.blogspot.com/

Karl Marx
16-09-2003, 16:11
Sempre em forma, hein?
Essa de branquear o Pinochet enlameando o Allende ainda não tinha visto.
Mas nos dias que correm, vale tudo. Qualquer dia até culpam os judeus dos campos de concentração pela morte de Hitler.
Tem juízo, man!

Mohandas
16-09-2003, 16:12
Não há 'mas' para ditadores assim como não há 'mas' para terroristas.

... eu vou pôr aqui um mas...

Porque aquilo que andas aqui a fazer, nos últimos tempos, está muito próximo do que se pode considerar terrorismo.

Pegas nos factos, nas palavras, nos actos, interpreta-los à tua maneira, distorce-los a maior parte das vezes e vens para aqui arrotar postas de pescada contra os copinhos-de-leite, que te aterrorizam tanto, mesmo sendo tão poucos...

A coberto do anonimato tens criado celeuma, com falsidades ou coisas não provadas, e acho que isso não está correcto.

Mas, cada um sabe de si... só não gosto é de te ver agir desse modo... :(

Mas...

jleandro
16-09-2003, 16:13
mau caro Patacôncio

é escusado lembrar-te que um regime democrático é mau, mas é o menos mau que existe

não vou discutir contigo a bondade ou não das politicas do Allende, acho que isso agora não interessa nada (já fez 30 anos), até porque a teoria política e as realidades sociais eram na altura bem diferentes do que temos hoje.

por outro lado a informação era muito mais vigiada que hoje, etão manobrada quanto hoje

por isso, antes de se "colarem" textos devemos ter muito cuidado com as fontes: quem são, história, posição perante as coisas de hoje, o que fizeram antes, quem lhes paga, etc, etc, etc

e acima de tudo não te esqueças que o própio Allende pretendia fazer um referendo, e só não o anunciou porque a pedido do Pinochet mudou a data da "Comunicação ao País" para o dia do golpe.

confesso que não li os textos em Inglês, por falta de tempo, mas vou ler logo e se tiver que mudar alguma coisa no que digo, mudo

Óscar
16-09-2003, 16:17
... andado a tentar branquear o Mussolini...

Parece que esta direita anda com saudades de outros tempos...

gatsby
16-09-2003, 16:27
só escrevo aqui a dizer que esta conversa não é comigo.
mas ele há cada coisa e cada rebuscamento...

ah, eu sou de direita.
droite
right

ou se calhar não, e a direita foi-se embora para um sítio em parte incerta e deixou-me sabe-se lá onde?

Óscar
16-09-2003, 16:31
... é que escrevi «esta direita» e não « a direita»...

Queria referir-me a uma direita muito específica e não à direita em particular...

Fiz-me compreender? :D

Patacôncio
16-09-2003, 17:21
De facto, lentamente, a manipulação faz os seus efeitos.

Vejamos.

(...) Essa de branquear o Pinochet enlameando o Allende ainda não tinha visto. (...)

Karl, ninguém branqueou o Pinochet. Quem tenta braquear o Allende é que julga que não se deve discutir as actividades do Allende.

Foi eleito sob a Democracia ( também o Hitler ) mas não faz dele um democrata.

(...) A esquerda faz os possíveis por esquecer que Allende cometeu inúmeras ilegalidades, abusos de poder e que ignorava sistematicamente os orgãos do regime democrático chileno. Há até ignore que o parlamento chileno pediu aos militares que repusessem a legalidade. (...)

Qualquer dia em Portugal ainda nos vamos admirar do que lemos neste parágrafo.

(...) Porque aquilo que andas aqui a fazer, nos últimos tempos, está muito próximo do que se pode considerar terrorismo. (...)

Ok. A Liberdade de opinião é dura. Uma chatice !

(...) por outro lado a informação era muito mais vigiada que hoje, etão manobrada quanto hoje (...)

Pois tens toda a razão, JL. Mas há o politicamente correcto, para limar ideias e arestas.

Enquauto que uns continuavam a se indignar com o 11 de Setembro, mas o de 2001, outros relembram o de 1973, para passar por cima do de 2001. Como se relembrar Allende fosse muito mais importante que relembrar o de 2001.

Mas há outros 11 de Setembros, que até se podem dizer actuais mas que uma certa esquerda faz os possíveis por ignorar.

Eu até me lembro do nome de um grupo terrorista : Setembro Negro.

Espero que entendas onde quero chegar.

Mussolini ??? hehehheheheheh

Era tanto de Direita como eu de Esquerda. Porque não falas no Allende e no Pinochet ???

Ou é melhor falar do 11 do 9 de 73 e passar por cima do de 2001 ???

Foi o que muitos fizeram.

Gatsby, és de Direita e se o és, podes discutir todos os assuntos.

O facto do Pinochet ter sido um saddam justifica que se branqueie as actividades políticas do Allende ? Ou não será que o Allende é mais um Che Guevara, na iconologia actual ???

Da mesma forma, o facto do 11 de Setembro de 73 ter sido uma data vergonhosa para a Democracia ( não esqueçamos que foi o Nixon quem apoiou o golpe militar ) faz esquecer as datas vergonhosas do terrorismo e das ditaduras, como bem se justifica em 2001 ???

A tua Direita está bem viva. Pena é que seja politicamente incorrecto chamar os nomes aos bois.

Mas talvez seja uma Direita diferente. Quem sabe ?

Concluindo. Leiam outra vez o artigo e leiam com olhos de ler.

O facto do Pinochet ser um assassino justica outro assassino ? Bin Laden ?

O facto do Pinochet ser um assassino justifica esquecer o que fez o Allende ?

O facto de Pinochet ser um assassino não justifica condenar um outro, mil vezes pior, que era o saddam ???

São os rituais políticos e simbológicos que nos devem fazer pensar.

Qualquer dia somos dominados pelo "pensamento único" do politicamente correcto.

Por fim, e para que não se esqueçam todos :



(...) Evidentemente, isto não significa que Allende tenha sido um ditador e Pinochet um democrata. A verdade é que Allende foi legitimamente eleito e Pinochet foi um ditador sanguinário. E não é por dizer que Allende foi mau que se coloca um 'mas' em Pinochet. Não há 'mas' para ditadores assim como não há 'mas' para terroristas. (...)

(...) E claro, Allende, fazia um pouco como o actual presidente venezuelano, Hugo Chavez: governa na margem da legalidade e muitas vezes por cima das leis. A esquerda faz os possíveis por esquecer que Allende cometeu inúmeras ilegalidades, abusos de poder e que ignorava sistematicamente os orgãos do regime democrático chileno. Há até ignore que o parlamento chileno pediu aos militares que repusessem a legalidade. O exército fez pior, trocou uma ilegalidade por outra, do ponto de vista humanitário bem mais negra do que a de Allende. (...)

PS Onde é que já li isto ???

Ah ! Quanto eu vir o Manuel Alegre de cabrunheira às costas... Para o novo PREC, o PREC II.

Karl Marx
16-09-2003, 17:51
"Karl, ninguém branqueou o Pinochet"
Pois não.

"Quando Pinochet esteva retido em Inglaterra, as sondagens no Chile ainda apresentavam níveis de apoio à ditadura de 40%, quando já eram sobejamente conhecida a extensão dos crimes e das execuções em massa ocorridas no pós 11 de Setembro".

Não seria assim uma espécie de "quem bate no meu filho sou eu", como dizem aqueles pais que maltratam os filhotes, em nome da educação, mas se escandalizam (como eu me escandalizo) se o professor lhes dá um puxão de orelhas?

"Sem espanto, os maiores níveis de suporte vinham dos mais idosos, porque eram também os que se lembravam e não perdoavam os anos de Allende".

Claro. Tens razão. Nem precisas provar essa profunda e indisputavel afirmação sobre o perdão impossível a Allende...

"Reconheça-se que em 1973, no Chile, grande parte da população ansiava pelo fim do regime de Salvador Allende e por isso tanta gente aplaudiu o general e venerou-o como a um verdadeiro 'Salvador'"

Grande parte ansiava... Quão grande? 90%? 50%? 10%?...
E tanta gente aplaudiu... Tanta quanto? 10, 50, 90%?

"E claro, Allende, fazia um pouco como o actual presidente venezuelano, Hugo Chavez: governa na margem da legalidade e muitas vezes por cima das leis. A esquerda faz os possíveis por esquecer que Allende cometeu inúmeras ilegalidades, abusos de poder e que ignorava sistematicamente os orgãos do regime democrático chileno. Há até ignore que o parlamento chileno pediu aos militares que repusessem a legalidade".

Tá visto! Quem duvida? Para quê provar uma simples afirmação deste tratado?

Mas isto nada tem a ver com denegrir a imagem de um homem que morreu a combater pela liberdade. Literalmente.

Mohandas
16-09-2003, 17:55
... estás a gastar cera com ruins defuntos.

Não adianta nada. Pela minha parte, a partir de agora fica a falar sozinho... :rolleyes:

Karl Marx
16-09-2003, 18:11
Só quando eu me fartar de rebater as "charges" "engagées" de morcão que até é meu amigo!
Nem que fosse só por isso!

Patacôncio
16-09-2003, 18:20
Limitemo-nos aos factos.

Comecemos pelo presente.

O facto dos "velhos" chilenos terem apoiado ( como ainda há muitos cá que apoiam o salazarismo ) pode querer dizer o quê ??? Só saudosimo ? Não o creio.

O que devemos tentar perceber ( embora fora do Chile, talvez mais frios e independentes ) é que o Pinochet foi um sacana. Mas o Allende terá sido um grande homem ?

Ok. Circunstâncias, como refere o Gatsby. Mas será só isso ???

Repara no seguinte. Se o tipo era Democrata porque é que na altura o Parlamento chileno pediu a intervenção dos militares ? Não era o Allende uma espécie de Kumba Iala ?

Vejamos. Tinha a maioria no Parlamento chileno ? Então se não tinha como explicas toda a política dele ? A forma como manipulou os pderes de Estado, numa confusão entre poder político, militar e judicial ???

Vais dizer que a Democracia naqueles tempos eram assim ???

Era como se o Guterres, sem maioria no Parlamento, decidisse, contra o resto da maioria, fazer alterações políticas importantes. Contra tudo e todos ???

O problema é que ele era socialista ( e para muitos isso é garantia de qualidade ehhehhheheh ) e foi derrubado por uma ditadura cruel.

Ou seja. O Allende, por muito heroi que nos pareça, não foi heroi. Porque enquanto uns tomaram o poder pelas armas, ele tentou-o com legislação e pressão popular ( da minoria que o apoiava ).

Isso, se na altura poderia ter condicionado muita gente, hoje sabemos que é uma pouca-vergonha. Venha ele de onde vier.

Repara o Berlusconi. O tipo não está a transformar a Democracia italiana numa espécie de "ditadura soft" ??? Quer dizer. Como posso eu admitir que alguém critique o Berlusconi ( este gajo também foi eleito por uma minoria ) e elogie o Allende ??? Só porque se matou pelas suas ideias ???

O que não devemos admitir é que existam dois pesos e duas medidas. Não podemos elogiar um tipo só porque era socialista e condenar um outro dito de Direita.

E é por isso que muitos velhos chilenos não perdoam ao Allende e até devem beijar as mãos ao Pinochet.

Mas se o Pinochet era um sanguinário ( foi a pior propaganda ao Liberalismo económico e foi este que o derrubou ), o Allende, tirando as mortes, pouco diferente foi. O golpe dele foi constitucional.

E foi por isso que muitos parlamentares chilenos ( a maioria ) pediu a "reposição democrática". Isto não diz nada a um democrata ??? Por amor de Deus. Isto diz muito.

Depois pões em causa se o povo na altura ansiava pelo fim do regime do Allende. Queres a resposta ? A maioria dos parlamentares chilenos, legítimos representantes do povo chileno.

Ó Karl, por muito que nos custe, o Ribeiro Cristovão ( ehehhehehh ) tem a mesma legitimidade popular que o Carlos Carvalhas. Essa é a essência da Democracia.

Por isso...

Provar as ilegalidades do Allende ??? Ó Karl, vai procurando por informação isenta e não politizada e verás que têm razão aqueles que criticam o Allende. Só que ele foi vítima de uma ditadura e passou a "mártir".

Faz-me lembrar aquele filme do Bertollucci ehehhhhhhehhhhe

Para concluir, ó Karl, eu é que não acredito nesta tua afirmação. Literalmente :

(...) Mas isto nada tem a ver com denegrir a imagem de um homem que morreu a combater pela liberdade. (...)

E o Cunhal ? Também lutou pela Liberdade ? Ou pela liberdade comunista ???

Temos conceitos diferentes de Liberdade, então.

Lembraste do PREC ??? E do 25 de Novembro ???

Karl Marx
16-09-2003, 18:29
PREC? 25 Novembro?
Falas de tudo o que houve de bom houve nisso ou nas golpadas?

E comparado com quê?
Com PIDE, Caxias, Tarrafal?

Vou jantar. Em Liberdade. Oferta do 25 de Abril (não, não é o jantar... ou é também o jantar?).
Por mais que te custe.

Patacôncio
16-09-2003, 18:36
Ás minhas objecções.

Ou seja. Comparando o Allende ao Cunhal, este também lutou pela Liberdade.

Mas depois foi preciso o 25 de Novembro para que a legalidade democrático viesse a acontecer.

O que não podes negar é que um Parlamento eleito democraticamente foi "silenciado" pelo Allende.

Ou seja. O Allende foi vítima do Pinochet.

Mas a Democracia chilena foi vítima do Allende ( assim como este foi vítima de democracias que poderiam o ter defendido ).

É Karl. Os "mártirs" nem sempre são o que parecem.

Para terminar ( e deviamos estar a discutir o 11 de Setembro de 2001, mas foi para isso que muitos relembraram o de 1973 ), continuas convencido que o Allende foi um heroi ???

Talvez. Mas eu, pessoalmente, não o considero, assim como ao Cunhal.

Tinham conceitos estranhos de Democracia. A Democracia Socialista. Como o Vasco Gonçalves... hehehhehhhh

Mas se me provarem o contrário... :D :D :D

Patacôncio
16-09-2003, 19:50
Só peço aos que admiram Allende que se informem sobre a personalidade de Pinochet, as relações entre os dois e quem traiu quem.

Talvez não saibam, mas Pinochet foi colocado como Chefe de Estado Maior do Exército ( ou lá como se chamava ) precisamente por Allende, julgando ser este leal.

Depois do golpe, e mudando de agulhas, passou a odiar socialistas e comunistas...

No dia do ataque que provocou o suicídio de Allende, ele, Allende, pensou que o Pinochet tinha sido vítima das forças revoltosas ( apoiadas pelos americanos, que passavam a vida a instigar rebeliões contra Allende ) e até referiu isso mesmo, julgo que no último discurso ao país.

Triste a traição que foi perpetrada pelo seu "camarada".



PS Mas enfim. Há "verdades oficiais" e outras verdades...

Blue
16-09-2003, 20:08
Também "compraste" a versão do suicídio ??? Assim, como verdade absoluta ? :confused:
Pensava que essa versão era só para menores de 18 ...

Patacôncio
16-09-2003, 20:39
Deixou de ser vítima do golpe de estado ???

Ou será que fica melhor na iconologia dizer que foi um mártir ???

À boa maneira trotskista ???

Isso não muda em nada a tentativa de impor o socialismo/comunismo ( aqui as opiniões dividem-se ) no Chile, contra a vontade da maioria parlamentar.

Mas isso é coisa que não convém que se diga do homem, não é ???

PS Ao fim ao cabo, a iconologia serve precisamente para fins propagandisticos. Tal como na religião.

PS II Ó Blue, todo aquele que não busca por si só a informação é que cai nas esparrelas todas que lhes apregoam.

Se é para crianças ? Não. É para seres humanos, livres e independentes, que buscam a verdade. Mesmo que se possam enganar.

Mas não há "mitos" nem "mártires" políticos. Isso é a pura realidade. Mas cada um faz como cada qual...

PS III Conheces aquele filme do Bertolucci...

Patacôncio
16-09-2003, 20:47
Que ele se suicidou.

( Já agora, a arrogância intelectual não é boa conselheira, mas não faz mal que eu ainda sou uma criança e espero o ser toda a vida... )



(...) - Suicídio ou assassinato? -



Durante anos circulou a versão de que Salvador Allende tinha morrido assassinado pelos militares. Agora, passados 30 anos, sua filha Isabel e um dos médicos que esteve com o presidente confirmaram a tese do suicídio.

"Vi o buraco que produziu o tiro. Não tinha crânio. Tinha sumido. Me sentei ao lado dele e fiquei pensando que, se não fui capaz de honrá-lo em vida, pelo menos o acompanharia agora que estava morto", disse mais tarde Patricio Guijón, seu médico pessoal.

A tese do suicídio foi confirmada por Isabel Allende, a mais nova das três filhas de Allende e hoje presidente da Câmara de Deputados.

Ao longo de 17 anos, viveu convencida de que seu pai tinha morrido sob as balas dos militares golpistas. E não acreditou em suicídio até que voltou ao Chile de seu exílio no México, em 1990.

Nesse 11 de setembro de 1973, pouco depois do meio-dia, aqueles que desciam pela escada do La Moneda não perceberam o significado dessa detonação isolada, que soou com estridência em meio a um fugaz silêncio das armas: o líder socialista de 65 anos, primeiro marxista que chegou ao poder pelo voto popular, tinha se suicidado com um tiro no queixo com o fuzil automático AK-47 que ganhou de presente de seu amigo Fidel Castro.

O céu se nublou e caíram algumas gotas sobre o centro da cidade.

Às duas da tarde sobreveio o ataque final e a infantaria irrompeu no palácio. Os soldados avançaram para a parte de cima e no Salão Independência, caído sobre um sofá, acharam o cadáver de Salvador Allende.

Quando confirmaram a Pinochet o suicídio do presidente, o futuro ditador, segundo testemunhas, fez um ácido comentário:

- "Este cara até pra morrer teve problemas!"


In http://noticias.uol.com.br/inter/afp/2003/09/05/ult34u75003.jhtm


PS Se as pessoas usassem o cérebro em vez de acreditarem em tudo o que alguns lhes dizem, evitavam comentários pouco felizes.

Blue
16-09-2003, 22:19
Não sei onde viste a arrogância intelectual ... e como eu não acredito em tudo o que me dizem, também não me convenceste ...

:D

Patacôncio
16-09-2003, 22:31
(...) Também "compraste" a versão do suicídio ??? Assim, como verdade absoluta ?

Pensava que essa versão era só para menores de 18 ... (...)

Esta última frase diz tudo.

Da próxima vez que negares uma afirmação minha podias ao menos contra-argumentar e tentar demonstrar que eu acredito em "estórias da carochinha".

Pior. Não te custava nada dizer : talvez tenhas razão e retiro o que disse.

Em vez disso fazes como aqueles que se recusam a ver a verdade por motivos políticos ou vaidade pessoal, o que é pior.

Mas enfim, cada qual fica com as suas "verdades". Mas olha que a Terra gira á volta do sol.

Por fim, é o problema daqueles que acreditam em tudo que as "verdades oficiais" lhes ditam. E tantas vezes são ditas as mentiras que passam à verdade popular...

E blá, blá, blá... ( julgo que já conheces a cassete ).

Patacôncio
16-09-2003, 22:48
In http://www.holahoy.com/lunes/internet.nsf/All/pg004494.htm


(...) ANIVERSARIO
"El suicidio de Allende es incuestionable"
Agencias


José Luis Vásquez, el médico que certificó el 11 de septiembre de 1973 la muerte del socialista Salvador Allende, señala tras 30 años de silencio que el suicidio del ex presidente (1970-1973) es "incuestionable".

En una entrevista que publica hoy el diario chileno "Las Ultimas Noticias", el facultativo afirmó que tampoco tiene dudas de que el cadáver al que le practicó la autopsia en el Hospital Militar de Santiago horas después del golpe liderado por Augusto Pinochet era el de Allende.

Durante años circuló en Chile la versión de que el gobernante había combatido hasta el final en el Palacio de La Moneda y que había sido asesinado por los militares, versión que Fidel Castro difundió en un discurso en La Habana el 28 de septiembre de 1973.

Al respecto, Vásquez es categórico al afirmar que Allende se suicidó de un tiro en la cabeza, y agregó que cualquier duda sobre ello se despeja al revisar los detalles del procedimiento forense practicado al mandatario.

"Si he decidido hablar, es porque casi todos los detalles del procedimiento forense practicado a Allende hoy son de público conocimiento", afirmó el médico, que recuerda que se estremeció cuando vio por primera vez el cadáver del político.

"(Su) rostro estaba muy desfigurado a causa del politraumatismo que le produjo la salida del proyectil, ya que destrozó la bóveda craneana", destacó.

El médico recuerda que la autopsia realizada a Allende fue en condiciones de extrema precariedad, pues, asegura, ni siquiera pudo tomar las huellas digitales del presidente, porque no tenía cómo hacerlo.

Consultado acerca de si recibió presiones por parte de los militares al realizar su labor, señaló que no, aunque comentó que cuando supo que sería el encargado de hacerle la autopsia al cadáver de Allende sintió "todo el peso de la historia" sobre sus hombros. (...)


PS Sabem que foi que lançou o boato, a tal "verdade oficial" ???

Fidel Castro. ( Só podia vir de um ditador que ainda por cima foi quem deu a arma com que o Allende se suicidou.

Patacôncio
16-09-2003, 22:54
In http://espanol.news.yahoo.com/030817/1/lj4o.html



(...) 17 de agosto de 2003, 11:56 AM

Hija de Salvador Allende admite suicidio de su padre

SANTIAGO DE CHILE Copyright 2003 The Associated Press. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten or redistributed. - La diputada Isabel Allende creyó por 17 años, al igual que miles de chilenos, que su padre, el presidente Salvador Allende, fue asesinado por los militares que lo derrocaron en 1973.

Sólo tras su exhumación admitió que se suicidó.

Según una entrevista que publica el domingo el diario El Mercurio, Allende, presidenta de la Cámara de Diputados, dijo que cuando fue informada de la muerte de su padre, "en ese momento y durante años estuve convencida de que lo habían matado"

"Confieso que hasta el año 90 no estuve segura", afirmó.

Ante la proximidad del los 30 años del golpe, toda la prensa dedica amplios espacios a recordar hechos conocidos o a revelar sucesos inéditos del golpe del 11 de septiembre de 1973.

La figura de Allende se convirtió para millones de personas en un mito, al que contribuyó su ideal de alcanzar el socialismo por la vía democrática, como también haber muerto dentro del Palacio de la Moneda, sede el gobierno, que ardía en llamas, bombardeado por aviones de guerra.

Isabel, que permaneció hasta los últimos momentos junto a su padre, dijo que no creyó la versión de Patricio Gijón, uno de los médicos de Allende, quien declaró que vio al gobernante cuando se sentó en un sillón, y se disparó en la boca con un fusil ametralladora sujetado entre sus piernas.

La diputada señaló que como el doctor no salió al exilio, ni fue detenido, ni enviado a una remota prisión en una isla austral "admito que desconfié de él". Dijo que, además, lo conocía poco.

"Pero ya tuve la oportunidad de pedirle perdón por haber pensado así", enfatizó.

En Chile y en el mundo se creyó por años que Allende fue asesinado. Sus restos fueron enterrados en una urna sellada y a su viuda, Hortensia Bussi, se le impidió ver el cadáver cuando fue enterrado en un anónima tumba en el cementerio Santa Inés, en un barrio de Viña del Mar, 120 kilómetros al noroeste de Santiago.

Sólo en 1990, apenas concluida la dictadura del general Augusto Pinochet, los restos de Allende fueron exhumados, confirmándose la versión del suicidio, y que no había sido asesinado por las tropas rebeldes.

La diputada coincide con los que dicen que lo más grande de Allende fue su muerte: "El siempre decía que 'yo no seré jamás como esos presidentes que salen al exilio arrancando, poco menos que en pijama...'".

Califica de "vergonzosos" los diálogos de Pinochet con uno de sus generales al que decía que le ofreciera a Allende rendirse y que fuera sacado del país en avión "y que el avión se caiga cuando va volando". (...)

Patacôncio
16-09-2003, 23:04
In http://www.puntofinal.cl/010915/nactxt.html



(...) 15 de septiembre de 2001

"Páginas en blanco. El 11 de septiembre en La Moneda"

La muerte de Allende

Salvador Allende muere en La Moneda el 11 de septiembre de 1973, alrededor de las 14 horas. Solo, en el Salón Independencia, en medio de las llamas y el humo que avanzan por el viejo edificio. Una bala de fusil destroza su cabeza. Ha ocupado sus últimos minutos en asegurar que los defensores del palacio de gobierno puedan abandonarlo, especialmente las mujeres. Antes ha hablado al país, entregando su último mensaje por los micrófonos de radio Magallanes. En medio de disparos, acosado por tanques y artillería ha encabezado la defensa del principal símbolo de la institucionalidad democrática. Los aviones Hawker Hunter de la Fach ya han bombardeado el palacio penetrando con sus rockets las murallas y techos de La Moneda, lo que provoca un incendio incontenible. Allende está muerto. El impacto de su muerte es instantáneo al saberse la noticia por los soldados que invaden el recinto. Desde el Ministerio de Defensa, el almirante Patricio Carvajal, uno de los jefes del golpe, informa a Pinochet -en Peñalolén- y a Leigh -en la Academia de Guerra de la Fach-. Lo hace en inglés, para eludir -ingenuamente- oídos indiscretos. Comunica: "ellos (los oficiales de ejército) dicen que Allende se suicidó y está muerto". La noticia corre por el mundo. La mayoría piensa que Allende ha muerto asesinado por los golpistas en medio de las ruinas de La Moneda. Unos pocos creen en el suicidio. Son los que mejor lo conocen y saben de sus rígidas pautas de dignidad y honor. Como Balmaceda, Allende ha muerto por mano propia como acusación perpetua contra sus enemigos, antipatriotas y traidores. Ha sellado con su sangre -además- su mensaje final de esperanza. El tiempo se encarga de confirmar el suicidio, que hoy se considera establecido históricamente. Sin embargo, aún no todos los chilenos se convencen. En los sectores populares un alto porcentaje de hombres y mujeres -la mayoría jóvenes- cree que Allende fue ejecutado por los militares. Una encuesta encargada por el Instituto de Psicología de la Universidad Católica este año, señaló que el 49,1% de la población creía que lo mataron. Entre las personas que se identificaron como de Izquierda apenas un 35,5% pensaba que se suicidó.

En un libro que acaba de aparecer: "Páginas en blanco. El 11 de septiembre en La Moneda", escrito por un equipo de investigadores encabezado por la Dra. Paz Rojas (Ediciones B) hay una interesante reflexión en torno al suicidio del presidente Salvador Allende, como acto deliberado de ejemplaridad histórica y sentido trascendente, que incluimos en forma resumida, con subtítulos de PF. Junto con Paz Rojas en este libro trabajaron Viviana Uribe, María Eugenia Rojas, Iris Largo, Isabel Ropert y Víctor Espinoza.


Suicidio en La Moneda


Durante años la Izquierda chilena no ha sabido interpretar el gesto simbólico de Allende y le fue más fácil negar la posibilidad de su suicidio y constituirlo en la primera víctima de la dictadura militar. Esto, seguramente, porque el suicidio, en general, tiene una connotación negativa ligada a la concepción que de él tiene el discurso cristiano-occidental. No obstante, se olvida que en otras culturas y concepciones de mundo, esto no es así. En muchos casos el suicidio es un acto de máximo valor y honor, al que acceden muy pocos hombres.

Sin duda, Allende cometió suicidio, acción definida por la psiquiatría ya sea como un acto racional ejecutado en función de consideraciones morales, sociales, religiosas, filosóficas, personales o bien por el contrario, como un acto patológico.

El significado y trascendencia de este acto, de Salvador Allende con su inmolación reflexiva, no precisa de especulaciones, sino de directas constataciones de lo que fue su vida y su propia muerte. Eligió la muerte de sí mismo, por sí mismo. Acto considerado por médicos y algunos filósofos, como un acto supremo de libertad humana "es el acto de matarse, de una manera, habitualmente consciente, tomando la muerte como un fin". A lo largo de la historia las personas han deseado siempre, tener el derecho a elegir su vida, y también su muerte. El derecho a morir con dignidad.

Fue especial sin duda, en la historia política de Chile y tal vez, porque ese acto siempre catalogado como anormal e históricamente condenado, se transformó en un acto ejemplar, de gran trascendencia ética, pues si la muerte ella misma, es un absurdo es irrepresentable durante la vida, Allende planteándola como un futuro, le confirió enorme significado.

La Comisión Verdad y Reconciliación se refirió en estos términos al suicidio de Allende. "La Comisión no ha juzgado pertinente ni posible intentar calificar la muerte del Presidente Allende con arreglo a los criterios que debió elaborar para el estudio de los demás casos. Al afirmar esto, no está la Comisión eludiendo su responsabilidad".

La Comisión al no considerar al presidente Salvador Allende víctima de las violaciones a los derechos humanos cometidas por la dictadura, le está reconociendo una especial significación al acto de suicidio del presidente. Pero, evita interpretarlo directamente, con el objeto de no dignificar su figura, lo que a su vez resaltaría más aún el acto de traición y cobardía de los golpistas. Con ello, el Informe pretende ponerse nuevamente en un falso plano de objetividad.

Al tomar esta posición, la Comisión no se pronuncia sobre la justificación ética del suicidio mismo, sino sobre "la ilicitud de las causas que lo hacen explicable". Es evidente que desde estos criterios el caso Allende está excluido. A pesar que la Comisión podría haberse pronunciado respecto a la ilicitud del acto que lo hace explicable: el golpe militar. No lo hace. Porque, como se deduce de su análisis, la profunda crisis que vivía el país lo justificaba.

Pero más adelante, establece una diferencia especial. "Es cierto que el caso de Salvador Allende no es distinto, en un sentido muy hondo, de tantos otros que ha visto esta Comisión. Su vida como toda vida, es insustituible en su esencial individualidad. El dolor de sus familiares merece todo respeto".

Da el pésame y basta. Pero continúa: "Sin embargo, es de toda evidencia que la investidura que detentaba, las circunstancias históricas de su deceso y las innegables connotaciones de su última determinación, confieren a su muerte una significación que escapa a las posibilidades y a los deberes que esta Comisión intenta elucidar". Este último le está confiriendo un claro reconocimiento al acto que lleva a la muerte del presidente de La República, pero algo hace que el gesto de reparación mínimo que se le debe al Presidente se detenga, se silencie, se omita. Y se concluye con un curioso y críptico juicio: "Su caso es singular, sin duda alguna". ¿Qué significa esto? ¿Qué quiere decir? Todo y nada, que es único, que es particular, pero, ¿en qué y por qué?

El suicidio de Allende aunque está directamente relacionado con la situación extrema vivida el 11 de septiembre de 1973, no es un acto de un hombre desesperado. Para comprender su significado hay que remitirse también a las últimas palabras que el Presidente le dirige al país.


Decisión Meditada


En este sentido, representa la decisión consciente y libre de la máxima autoridad política del país, que no evade su responsabilidad sino que la asume con su vida. Por eso, se está frente a un acto político, no existencial, respecto al cual cabe indicar que Allende no se da muerte a sí mismo sino que mata su representatividad: al presidente de la República.

La Comisión, según ella, no podía interpretar el significado del suicidio de Allende, y sin embargo, habían transcurrido diecisiete años desde su muerte hasta el momento en que ella dio estas explicaciones. Pensamos que es un deber ante el país, poner en evidencia la intencionalidad de ese acto de suicidio, que a diferencia de otros, no fue sólo encontrar la muerte, sino, dejar un mensaje con la magnitud de su gesto. Un mensaje para la historia de Chile, para el mundo, con su inmolación.

¿No debía la Comisión, haber hecho al menos, un simple recuerdo, aunque fuera de sus últimas palabras, para entender el significado de esta pérdida histórica, para comprender la conducta de Allende frente al acoso y la destrucción? No lo hizo. Intentaremos brevemente reconstruir esos momentos y recordar nosotros.

Ya momentos antes del bombardeo de La Moneda, emite sentencias que señalan claramente cuál es su intención, su decisión. Había contestado al comandante Roberto Sánchez, edecán aéreo, quien hacía de intermediario del general Van Schouwen que ofrece al presidente un avión, de esta manera: "Comandante, dígale al general Van Shouwen, que el presidente de Chile no arranca en avión; que él sepa comportarse como soldado, que yo sabré cumplir como presidente de la República".

La dignificación del cargo. Un presidente de Chile no huye ni se esconde. En esta frase resalta, no sólo, su autoridad política, sino también, su enorme autoridad moral.

Más tarde, cuando desde un punto de vista militar, ha sido derrocado, Allende recibe la visita de sus edecanes, portadores de un mensaje de la Junta Militar, para que entregue el cargo y salve su vida. Su respuesta es categórica y enérgica: "Las Fuerzas Armadas han roto su tradición. No me rendiré, ni renunciaré. Quedan ustedes en libertad de acción, para reintegrarse a sus instituciones".

Lo dicho es una acusación de ruptura, de traición a la historia para los militares y una afirmación de sus valores. No hay vacilación, ni menos hay duda de lo que hará.


sacrificio consciente


Finalmente, en su último discurso, dice: "Seguramente esta sea la última oportunidad que pueda dirigirme a ustedes... Mis palabras no tienen amargura, sino decepción". Al decir esto, está resaltando ese sentimiento profundo que aparece frente a la mentira, frente al engaño, frente a conductas mal intencionadas o aún perversas del otro. Ese otro, en el cual había depositado toda su confianza, toda su credibilidad y que ahora, no sólo lo decepciona por el engaño, sino por lo indigno de su comportamiento.

"...Serán ellas el castigo moral para los que han traicionado el juramento que hicieron". Su comportamiento de autodesignarse, de haber simulado ante él, amistad y más que ello, sumisión, de ahí las palabras que pronuncia, lentas, claras y ofensivamente: "general rastrero". Sus palabras son un castigo moral, no tiene otra forma de castigar y usa uno de sus dones más preciados, su capacidad de hablar, de trasmitir, de comunicar ideas y sentimientos.

"Ante estos hechos sólo me cabe decirles a los trabajadores: yo no voy a renunciar. Colocado en un trance histórico, pagaré con mi vida la lealtad del pueblo". Lo dice, lo proclama. Es un anuncio. Usará su vida, o más bien su muerte, como una ofrenda, para saldar el amor, el cariño, la lealtad de su pueblo. Pagar, no en el sentido de lo material, sino, en el dar, en el entregar, en el devolver al otro, todo lo que él le ha dado y casi, al final de su discurso, enumera a quién debe retribuir, con lo más preciado: su vida.

"Me dirijo sobre todo a la modesta mujer de nuestra tierra, a la campesina que creyó en nosotros, a la obrera que trabajó más, a la madre que supo de nuestra preocupación por los niños. Me dirijo a los profesionales de la patria, a los profesionales patriotas, a los que hace días estuvieron trabajando contra la sedición auspiciada por los Colegios Profesionales... Me dirijo a la juventud, a aquellos que cantaron, que entregaron su alegría y su espíritu de lucha. Me dirijo al hombre de Chile, al obrero, al campesino, al intelectual, a aquellos que serán perseguidos..."

Patacôncio
16-09-2003, 23:05
Lo sabe, lo presiente y para salvarles a muchos la vida de la persecución y la muerte, obliga, suplica abandonar La Moneda, como lo hiciera con sus hijas y demás mujeres que lo acompañaban. Envía a parlamentar, parlamento que él sabía ya no tendría resultados posibles. Su suicidio sería más tarde, un mensaje. Pues el objetivo del suicida, no es sólo enfrentar la situación vital, psicológica o social en que él se encuentra, sino transformar su acto, en un mensaje hacia el "otro". Un mensaje deliberado y consciente, que le muestre al tercero, su abandono, su falta de amor, y en este caso, más que nada, la traición.

"Estas son mis últimas palabras. Tengo la certeza, de que mi sacrificio no será en vano; tengo la certeza de que, por lo menos, será una lección moral que castigará la felonía, la cobardía y la traición". Fue su mensaje final. Su suicidio cumpliría lo esperado por él, un llamado no sólo a los que lo habían traicionado y que no sólo deseaban terminar con él, sino también destruir todo lo que lo representaba, lo que lo simbolizaba.

Su acto no sólo quiere decir, yo me mato, porque ustedes me han traicionado, sino que más allá de ellos, que difícilmente entenderán jamás su significado, deja con su acción una tarea, no sólo para los militares sino para todos los chilenos. "Y les digo que tengo la certeza que la semilla que entregáramos a la conciencia digna de miles y miles de chilenos, no podrá ser segada definitivamente".

Además, en sus últimas palabras, da una lección histórica de una enorme trascendencia política, que el tiempo revelará, como verdaderas e indiscutibles: "En este momento definitivo, el último, en que yo pueda dirigirme a ustedes; quiero que aprovechen la lección: el capital foráneo, el imperialismo unido a la reacción, creó el clima, para que las Fuerzas Armadas rompieran su tradición, la que les señalara Schneider y que reafirmara el comandante Araya, víctima del mismo sector social, que hoy estará en sus casas, esperando reconquistar el poder, por mano ajena, para seguir defendiendo sus granjerías y sus privilegios". Fue así y sigue siendo así. El sintetizó en siete líneas el origen y el futuro.

Momentos antes había dicho: "Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales, ni con el crimen, ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos", y luego advirtió: "El pueblo debe defenderse, pero no sacrificarse; el pueblo no debe dejarse arrasar ni acribillar, pero tampoco puede humillarse". No quería para su pueblo esa conducta, ese sometimiento, ni el ruego ni la humillación, conducta que él nunca tuvo. Muy por el contrario, trasmitió ese día varios mensajes, pero especialmente, el del orgullo de su vida y de su cargo.

El suicidio de Allende no tuvo, ni tendrá jamás, "la función de huida" que cumplen con ese acto muchos de los que ponen por ellos mismos, fin a su vida. Muy por el contrario. Habló y actuó para quedarse. (...)

PS Concordo com a tese defendida. Allende morreu acreditando estar certo. Infelizmente não estava.

Prefiro pensar ( por muitas culpas que tenha no cartório ) que foi vítima do golpe de estado.

PS I" Hoje as pessoas deviam voltar a ler e a reler a história trágica de um líder político que perdeu a cabeça e não soube controlar os seus aliados. Incuindo o Pinochet.

E que não se repita no futuro esta história trágica. Que o Mário Soares tão bem terá defendido uma vez, durante o Verão Quente, quando diziam que ele iria ser o "Kaminsky" português e ele disse que não seria o kamisnky português ou tão pouco o Allende.

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