Mohandas
08-04-2003, 01:48
A desaparecida (???) – alguns comentários...
Frase chave do filme: Esse dia ainda está para chegar! (argh!)
Como se esperaria, laivos de xenofobia e sentimentos de inferioridade espalham-se pelo início (e continuam). Desde a relação com o suposto sobrinho mestiço até ao cão que, nas primeiras imagens, ladrava ao “herói”, rapidamente se torna amigo.
Ela casou com o irmão errado, mas o pregador/xerife/ranger também anda de olho nela.
Desde quando é que os Comanches usavam trompas de chifre?
Depois do ataque do índios, o “herói” chama primeiro pela cunhada. Sintomático... Já agora, Ethan não é um nome bíblico? Pois...
É claro que o “herói”, principalmente americano e sulista, tem sempre razão.
As tintas dos índios seriam Robbialac?
Um aparte: o batedor (com o chapéu com uma pena) era parecido com o aseven.
E eis que o “herói” parte sozinho atrás dos 4 maus. E trás as más notícias, para acicatar ainda mais os ânimos contra os índios. Lucy está morta!
A expressão: “queres que te faça um desenho” terá nascido aqui?
E, o infeliz no amor, parte ao encontro da morte, que o unirá, no além, com a amada.
Chegou o primeiro Inverno, e a primeira Primavera (sabe-se pela música), e a busca continua. E o Marty cresceu! No reencontro com a família do Brady, Laurie descontrola-se e mostra como as mulheres são fúteis (opinião do filme, claro!). Até entra no local onde ele toma banho, atiçando-o sexualmente. São umas depravadas, aquelas mulheres!
«Um dia, o Texas será um bom local para se viver»
Seria um prenúncio do último presidente eleito? Por curioso que seja, são as mulheres que o dizem (a mãe de Brady).
A carta! Será a chave?
E a depravada continua a assediar Marty!
O “herói” continua a tentar afastar o “mestiço” da sua busca. Paralepse do actual americanismo?
Tcharam! O beijo! A declaração (da mulher), e o receio do homem. Nada prende um homem quando ele vai numa busca, nem que ele seja analfabeto, ou pouco mais...
E a mulher desfaz-se de tudo para ajudar aquele que ama (mesmo que faça chantagem com ele: «não estarei aqui quando voltares».
Uma nova etapa na busca: uma tasca!
Mais uma vez: no money, no talk! Até para salvar uma branca das mãos dos malditos índios, os brancos cobram! É claro que tinha de ser um dos maus. Os (maus) americanos só pensam em dinheiro...
E o outro vai arrastando a asa à Laurie, mesmo com cartas (2 num ano!) do Marty!
Scar (cicatriz)! É o mau, claro! E os parvos dos índios continuam a ser parvos! E o Marty continua estúpido! A chamada pedra no sapato, com uma índia apaixonada...
E o idiota com o violão faz, mesmo, o papel de idiota.
A índia é a escrava dos dois toleirões, e ele (Marty) é que quer que ela o perceba, sem se preocupar em, percebê-la. Por fim, a violência doméstica, a agressão a uma mulher, é motivo de risota. E dá razão a tortura sobre ela. Que, num rebate de consciência (são sempre culpados, não?) indica o caminho dos ainda mais maus.
Mais um Inverno, desta vez com bisontes... Matem-se todos. Para salvação dos americanos!
Mas eis que chega a cavalaria. Para salvar os bisontes? A ver vamos...
Parece que não. A “ex-mulher” de Marty era tão culpada como os inocents que morreram com ela. Mas os militares nem sequer sabiam de Debbie.
Mais um acampamento. De novo, os militares a controlar o local e os refugiados. E os outros a olharem, com faíscas de ódio a derreterem a relva.
Encontraram desequilibradas – muito desequilibradas – pelo mal que os índios lhes fizeram. E mudaram de “raça”, só por terem sido raptadas pelos Comanches, e por serem mulheres, claro!
Mais um Natal sem ele! Oh, miséria! Oh, desgraça! O Martin (Marty) não volta neste Natal! E o violão idiota continua a tocar. Pega-se! Ninguém reparou que aquele tipo era demasiado asqueroso?
CANTINA! Ainda bem que estava escrito, senão ninguém percebia que aquilo era uma tasca...
Moose, Mouse, como se chama o tipo parecido com o aseven?
Bom! Já é uma evolução. O próximo a saber alguma coisa é espanhol (ou mexicano, ou cubano, com aqueles charutos!?) Mas também quer dinheiro!...
E agora é uma hispânica a atirar-se ao Marty. Elas gostam é do mestiço, não é do “herói”...
Aí está! Cicatriz é Scar... em romano. Mais uma viúva antes do tempo.
Hummm! O velho mexicano fala índio (Comanche?).
Eis o Cicatriz! Ombros Grandes e Aquele que Segue confrontam-no. E ele deixad e saber inglês... Nada que um cavalo não resolva. Volta a falar inglês!
Está explicada a acção do Scar. Por cada filho morto pelos brancos, um escalpe é retirado e uma jovem é raptada. Aí está ela. A portadora da lança com escalpes. Mas eles disfarçam e adiam o confronto.
O mexicano acobarda-se e vai-se embora. Eles ficam, 5 anos de perseguição encostados na beira de um riacho.
E eis que Debbie aparece, mas não fala inglês (ou fala?), e dá-lhes indicações, sempre ressalvando que os índios são o seu povo. Eis que os índios chegam. E eles fogem, deixando Debbie para trás. E que rica Debbie...
Scar é de novo o mau da fita e cerca-os nas grutas. É derrubado do cavalo mas não desiste. A grande persistência dos heróis dá-lhes uns momentos de pausa. O herói principal, Ethan, está ferido e precisa de uma intervenção cirúrgica artesanal (medicinas alternativas, estão a ver?...).
Mesmo assim, lá vai fazendo o testamento, mas o outro, analfabeto – ou quase – tem grandes dificuldades em ler que ele lhe deixa tudo. Afronta-se quando o “des-herói” deserda Debbie. E volta a frase chave!
... (interrupção. Não para anúncios, mas porque não cabe.)
Frase chave do filme: Esse dia ainda está para chegar! (argh!)
Como se esperaria, laivos de xenofobia e sentimentos de inferioridade espalham-se pelo início (e continuam). Desde a relação com o suposto sobrinho mestiço até ao cão que, nas primeiras imagens, ladrava ao “herói”, rapidamente se torna amigo.
Ela casou com o irmão errado, mas o pregador/xerife/ranger também anda de olho nela.
Desde quando é que os Comanches usavam trompas de chifre?
Depois do ataque do índios, o “herói” chama primeiro pela cunhada. Sintomático... Já agora, Ethan não é um nome bíblico? Pois...
É claro que o “herói”, principalmente americano e sulista, tem sempre razão.
As tintas dos índios seriam Robbialac?
Um aparte: o batedor (com o chapéu com uma pena) era parecido com o aseven.
E eis que o “herói” parte sozinho atrás dos 4 maus. E trás as más notícias, para acicatar ainda mais os ânimos contra os índios. Lucy está morta!
A expressão: “queres que te faça um desenho” terá nascido aqui?
E, o infeliz no amor, parte ao encontro da morte, que o unirá, no além, com a amada.
Chegou o primeiro Inverno, e a primeira Primavera (sabe-se pela música), e a busca continua. E o Marty cresceu! No reencontro com a família do Brady, Laurie descontrola-se e mostra como as mulheres são fúteis (opinião do filme, claro!). Até entra no local onde ele toma banho, atiçando-o sexualmente. São umas depravadas, aquelas mulheres!
«Um dia, o Texas será um bom local para se viver»
Seria um prenúncio do último presidente eleito? Por curioso que seja, são as mulheres que o dizem (a mãe de Brady).
A carta! Será a chave?
E a depravada continua a assediar Marty!
O “herói” continua a tentar afastar o “mestiço” da sua busca. Paralepse do actual americanismo?
Tcharam! O beijo! A declaração (da mulher), e o receio do homem. Nada prende um homem quando ele vai numa busca, nem que ele seja analfabeto, ou pouco mais...
E a mulher desfaz-se de tudo para ajudar aquele que ama (mesmo que faça chantagem com ele: «não estarei aqui quando voltares».
Uma nova etapa na busca: uma tasca!
Mais uma vez: no money, no talk! Até para salvar uma branca das mãos dos malditos índios, os brancos cobram! É claro que tinha de ser um dos maus. Os (maus) americanos só pensam em dinheiro...
E o outro vai arrastando a asa à Laurie, mesmo com cartas (2 num ano!) do Marty!
Scar (cicatriz)! É o mau, claro! E os parvos dos índios continuam a ser parvos! E o Marty continua estúpido! A chamada pedra no sapato, com uma índia apaixonada...
E o idiota com o violão faz, mesmo, o papel de idiota.
A índia é a escrava dos dois toleirões, e ele (Marty) é que quer que ela o perceba, sem se preocupar em, percebê-la. Por fim, a violência doméstica, a agressão a uma mulher, é motivo de risota. E dá razão a tortura sobre ela. Que, num rebate de consciência (são sempre culpados, não?) indica o caminho dos ainda mais maus.
Mais um Inverno, desta vez com bisontes... Matem-se todos. Para salvação dos americanos!
Mas eis que chega a cavalaria. Para salvar os bisontes? A ver vamos...
Parece que não. A “ex-mulher” de Marty era tão culpada como os inocents que morreram com ela. Mas os militares nem sequer sabiam de Debbie.
Mais um acampamento. De novo, os militares a controlar o local e os refugiados. E os outros a olharem, com faíscas de ódio a derreterem a relva.
Encontraram desequilibradas – muito desequilibradas – pelo mal que os índios lhes fizeram. E mudaram de “raça”, só por terem sido raptadas pelos Comanches, e por serem mulheres, claro!
Mais um Natal sem ele! Oh, miséria! Oh, desgraça! O Martin (Marty) não volta neste Natal! E o violão idiota continua a tocar. Pega-se! Ninguém reparou que aquele tipo era demasiado asqueroso?
CANTINA! Ainda bem que estava escrito, senão ninguém percebia que aquilo era uma tasca...
Moose, Mouse, como se chama o tipo parecido com o aseven?
Bom! Já é uma evolução. O próximo a saber alguma coisa é espanhol (ou mexicano, ou cubano, com aqueles charutos!?) Mas também quer dinheiro!...
E agora é uma hispânica a atirar-se ao Marty. Elas gostam é do mestiço, não é do “herói”...
Aí está! Cicatriz é Scar... em romano. Mais uma viúva antes do tempo.
Hummm! O velho mexicano fala índio (Comanche?).
Eis o Cicatriz! Ombros Grandes e Aquele que Segue confrontam-no. E ele deixad e saber inglês... Nada que um cavalo não resolva. Volta a falar inglês!
Está explicada a acção do Scar. Por cada filho morto pelos brancos, um escalpe é retirado e uma jovem é raptada. Aí está ela. A portadora da lança com escalpes. Mas eles disfarçam e adiam o confronto.
O mexicano acobarda-se e vai-se embora. Eles ficam, 5 anos de perseguição encostados na beira de um riacho.
E eis que Debbie aparece, mas não fala inglês (ou fala?), e dá-lhes indicações, sempre ressalvando que os índios são o seu povo. Eis que os índios chegam. E eles fogem, deixando Debbie para trás. E que rica Debbie...
Scar é de novo o mau da fita e cerca-os nas grutas. É derrubado do cavalo mas não desiste. A grande persistência dos heróis dá-lhes uns momentos de pausa. O herói principal, Ethan, está ferido e precisa de uma intervenção cirúrgica artesanal (medicinas alternativas, estão a ver?...).
Mesmo assim, lá vai fazendo o testamento, mas o outro, analfabeto – ou quase – tem grandes dificuldades em ler que ele lhe deixa tudo. Afronta-se quando o “des-herói” deserda Debbie. E volta a frase chave!
... (interrupção. Não para anúncios, mas porque não cabe.)
