Se as memórias de 2003 não foram muitas ao fim do tempo do ano já quase terminado, proponho construirmos a memória do ano de 2004, em tempo real.
Este post mantido durante o ano, com os bons e maus momentos, os eventos e as catástrofes, as lágrimas e os sorrisos, nos permitirão ter no fim deste 2004 uma memória completa do que ele foi e como foi sentido momento a momento, dia a dia, sempre que cada um o desejasse. Com uma filosofia muito semelhante ao do post sobre 2003, este sim seria em tempo real e para reler com alegria no fim de um ano que ser grande, bom e feliz. Esses relatos dessas felicidades ou dessas tragédias mostrar-nos-ão no fim do seu tempo se ele foi para recordar como bom. Porque para recordar será sempre.
Um vosso amigo,
Gatsby
http://www.photoeye.com/_cache/8f0d2647cd862586512f9e2ac00f64e1.jpg
Já estou a pensar que raio farei para marcar um ponto ou outro, aqui, na "esquina da tasca".
Para já venho só dizer que aposto nessa. Contarei aqui algumas trovas deste ano, se a saúde mo permitir porque, para já, seria a única coisa que tenho para falar nos últimos 15 dias. Por isso, enquanto pensarei o que sacar deste 2004, além de umas fotos, e uns bons copos, que substituirão os remédios quase sempre, sento-me aqui nesta esquina, na reservada Mesa do Ventor, onde irei emborcando uns tragos de martini, comendo uns arroz-doces, e umas fatias douradas, sem abuso, porque a coisa está preta, e empurrando os meus cafèzinhos, um a um, como os goles de um pasarinho, porque já descobri que a cafeína faz muito mal à massa óssea!
Assim, começo já a pensar se deveria acabar um certo 2003! Afinal esta malta é pouco amiga de começar e menos ainda de acabar as coisas começadas!
Comecei uma viagem que nunca acabei e parece-me que não fui eu sòzinho. Havia por aqui uma viagem desencadeada sobre o rio Mekong e outra sobre as Montanhas incas, caminhando ao lado dos picos gelados dos Andes cobertos por um céu azul que descambou numa grande tempestade. O Gatsby deve ter-se perdido nas serpentes do Taj Mahal, a Blue, se calhar foi nas cheias do Mekong e eu ainda tenho os dedos gelados só de imagiar a aproximação das montanhas brancas e geladas (embora lhe chamassem as Montanhas Negras) onde os meus amigos incas de Machu Pichu tentavam descortinar o berço dos seus deuses!
Por isso, aceito o desafio, e para abrir o apetite, começo, como não podia deixar de ser, por abrir um aperitivo com um Martini.
São servidos?
http://ventorfox.no.sapo.pt/martini.jpg
Ventor à mesa!
Querem sentar-se? Vamos lá fazendo as nossas trovas retrospectivas de 2004. Tudo em cima!
Eheheh, e pensar que um outro qualquer viria substituir o nosso Gatsby. ;)
Este homem é imparável ... põe os nossos neurónios a mexer. :)
Devido aos meus orelhames ... 2003 foi um dos piores anos que me lembra. 2004 está a começar melhor e tambem espero botar aqui alguns excertos dessa esperânça materializada em eventos que vale a pena recordar.
Inté
Um ano que começa com mais uma barreira ultrapassada. Chegamos a Marte, afinal não é Marte que ataca mas sim nós que vamos fazer um passeio nem que seja mais ou menos virtual.
É o grande Hapenning de um ano que conhecer novas fronteiras, e começa por definir uma muito longuinqua: Marte.
http://us.news2.yimg.com/us.yimg.com/p/afp/20040115/capt.sge.bhd35.150104171357.photo00.default-372x274.jpg
http://us.news2.yimg.com/us.yimg.com/p/ap/20040115/capt.carf10101151451.topix_mars_rover_carf101.jpg
Há momentos que valem uma vida, este valeu para estes cientistas, aventureiros de um novo milénio. Glória aos heróis.
http://us.news2.yimg.com/us.yimg.com/p/afp/20040116/capt.sge.bru28.160104232452.photo00.default-300x300.jpg
Mars - the planet ice ?
Parece que existem vestigios de glaciares recentes no planeta ... e a comunicade cientifica está ao rubro.
jleandro 17-01-2004, 00:09 li algures que a temperatura média em Marte é 100 negativos, fiquei surpreso porque não me lembro de alguma vez ter ouvido falar disto.
e pelo título que dsete ao tópico, quero mais uma vez lembrar que em 2003 foi editado um disco que devia ser obrigatório em todas as casas portuguesas,
estou a falar da Ronda dos Quatro Caminhos, e do seu último disco "Terra de Abrigo"
hoje comprei o último do Fausto, ams ainda não tive tempo de ouvir, talvez amanhã.
Pois, Marte!
Nunca me dei bem com esse gaijo. Já foi colónia de outros planetas mais lonjíncuos, daqueles que se desfizeram em guerrilhas sem fim que levou à destruição de alguns. Marte não foi por acaso chamado de Deus da Guerra. Foi passando através dos milénios, de boca em boca, a sua fama de guerreiros que amedrontou muitos dos povos que vieram encostar aqui no planeta Terra.
Por isso, ainda hoje ouvimos falar do potencial perigo de virem aí os marcianos (os tais verdes, em forma de bactráquios)!
Também não é por acaso que, essas imaginárias Guerras das Estrelas inventadas por um tal George Lukas, descendente de portugueses, que até mandou fazer as fardas a um conterrâneo da terra de seus avós, para o Império Contra-Ataca e não só, andam por aqui a avivar os nossos sentidos perscrutadores do choque de velhas civilizações!
Só que outras ditas Guerras das Estrelas, mas reais, deixaram o Mundo no caos e o Planeta Terra transformou-se apenas numa área de refugiados que migraram para este dito Planeta Azul, entre eles, os macacos!
Sumérios, egípcios, amarelos, vermelhos, pretos, brancos, etç., são refugiados de confrontos, entre anjos diabólicos e os ditos anjos do Senhor.
Todo este Maralhal ficou tipo espírito tábua rasa, que se viu obrigado a recomeçar tudo de novo e nesse recomeço, uns desenvolveram-se mais do que outros. Pelo passa palavra, estas raças sabem que as coisas são mais ou menos assim e agora têm mesmo de tentar tirar a dúvida da sua mente detentora de um géne que tem por fim alcançar "para além do limite" e que se chama géne da verdade!
Esse limite terá de ser conquistado palmo a palmo e levar o nosso espírito muito para lá do além e isso só vai ser possível desde que se deu a invenção do computador.
Por isso, um grupo de homens que se destacam pela capacidade científica adquirida e pela vontade de atingir o "limite", apoiado por homens de espírito aberto e aventureirarista que conseguem auferir de um certo destaque económico, se lançam nesse poço negro da nossa existência procurando cada vez mais luz. Tal como na nossa velha glória chamada de - "Descobrimentos"
Com esse espírito indomável de "vergar" cada vez mais conhecimento e espaço para futuras necessidades da humanidade que ainda aí vem, uns poucos se têm empenhado como podem, procurando não hipotecar as geraçõs futuras, as quais dependerão do empenho das nossas. Por isso, eu penso que devemos tributar um apoio ilimitado dentro das capacidades de que dispomos aos actuais e futuros pioneiros de Marte.
Também pessoalmente, pelo menos em espírito, partilho da alegria tão expressamente exuberante desses dois compinchas da ciência que o gatsby teve por bem a ideia de nos mostrar. Claro que eu vivi intensamente o êxisto americano na busca de Marte e o fracasso europeu que procurava alcançar o mesmo objectivo.
E viva Marte!
Em tempos conheci o elemento feminino da "Ronda dos Quatro Caminhos", que gravou pelo menos os LPs iniciais. Hoje não a vejo ou reconheço nas fotos do grupo.
Perdi o contacto com ela e não sei se continua, se está noutro projecto ou se simplesmente deixou a música tradicional. Era professora de Educação Musical, e decerto continuará.
Tens alguma informação sobre isso? Gostava de saber.
jleandro 18-01-2004, 20:20 de facto nos últimos discos ela deixou de participar
mas não faço ideia do que lhe aconteceu.
Num inicio de ano que não deixa qualquer memória, devemos realçar para o livro que se vai escrevendo um dia após outro : José Mourinho considerado o melhor treinador Europeu. Não está em questão a nossa opinião e gosto mas sim um prémio a um português numa área de negócio onde conta muito o mérito. Conta também a organização. E aì - e de novo - o F.C.Porto demonstra neste inicio de ano a sua apetencia pelo passo à frente, já que o seu site tinha todas as condições para a votação. É assim também que se criam as lendas e os sucessos.
Mourinho, o primeiro galardoado do ano.
http://pt.uefa.com/MultimediaFiles/Photo/competitions/UCL/128844_600X400.jpg
Mourinho = Mouro pequenino :rolleyes:
o que demonstra blue cas gentes do nuorte inté num tenhem nada contra a mourama, desde que num seijam munta grande, só um cadinho mouros, isso mesmo : MOURINHOS.
:)
Mas ele já pensou me mudar de nome para José... Tripeirinho. :rolleyes: :D
Nascido a 20 de Julho de 1979, na cidade húngara de Gyor, Miklos Fehér iniciou a sua carreira no Gyori Eto, ao serviço do qual cumpriu três temporadas como sénior, apontando um total de 23 golos, em 62 encontros no campeonato húngaro.
Tinha apenas 19 anos quando foi descoberto pelo FC Porto, clube em que ingressou em 1998/99, sagrando-se, campeão nacional.
Na época seguinte, continuou nas Antas, mas, a meio da temporada, acabou por ser emprestado ao Salgueiros, onde pôde, finalmente, mostrar o seu valor: conseguiu cinco golos, em 14 jogos, ajudando o clube a manter-se entre os "grandes".
O futuro voltou a não passar, no entanto, pelo FC Porto em 2000/2001: voltou a ser emprestado, desta vez ao Sporting de Braga, onde cumpriu a sua melhor época em solo luso. Foi um dos melhores marcadores do campeonato, com 14 tentos, em 26 jogos.
Em 2002/2003, já livre do compromisso com a formação "azul e branca", rumou ao Benfica. Marcou quatro golos a época passada e esta época somava três, em 13 encontros da SuperLiga, o último, hoje, em Guimarães, onde ofereceu o golo de uma vitória muito amarga.
No total, Miklos Fehér, 18 vezes internacional "AA" pela Hungria (três golos), cumpriu 80 encontros na principal divisão do futebol português - na qual se estreou a 22 de Agosto de 1998, na goleada imposta pelo FC Porto ao Rio Ave (4-0) - e marcou 27 golos.
_____________
E numa noite triste de domingo foi embora.
Um moço ainda...
Que esteja em paz e que o último sorriso que todos lhe vimos tenha sido a última sensação. Partir a sorrir suaviza...
http://tsf.sapo.pt/imagens/2004/01/noticias/imgs/25/grande/feher.jpg
Se alguém pensa que estes meninos têm uma vida fácil, que se desengane ...
Para o Féher foram 24 anos muito breves, uma boa parte deles passados longe da pátria, da família, saltando de uma cidade para outra, ouvindo críticas, apupos, passando de mão em mão ...
Não sei se estes jogadores têm apoio psicológico, mas deveriam. É toda uma vida sob pressão, a sofrer experiências que marcam mas que têm de calar, por vezes em nome da fama e glória, por vezes em nome do dinheiro.
Não são donos do seu corpo, não são donos do seu tempo, a juventude passa-lhes a correr ...
O Féher não teve consciência da sua morte, mas os familiares e amigos tiveram, e o sofrimento marcará o resto das suas vidas ... A minha simpatia vai para eles.
jleandro 26-01-2004, 11:24 por razões familiares, tenho acompanhado desde há uins anos a carreira de um jogador de futebol, e agora treinador em ínicio de carreira
se alguém pensa que a vida deles é fácil, está redondamente enganado, pois só é MAIS fácil para meia dúzia de vedetas que ganham largos milhares, que lhes permite ultrapassar com mais facilidade as grandes dificuldades de viver hoje aqui e amanhã ali.
porque a grande maioria não essas grandes vedetas, muitos são obrigados a viverem em condições quase básicas de qualidade de vida, em casas temporárias com o mínimo de conforto, quase sempre a raiar o desconforto quase total.
e quando casam e há filhos, os problemas agudizam-se por causa das escolas e o desenraimento que provoca nas crianças.
nesta altura, por exemplo, é altura de inscrever os garotos nas escolas para o próximo ano lectivo, e depois se no fim da época houver uma mudança de terra???
e não esquecer que a função do treinador lhe ocupa o dia inteiro, para depois terem um dia de descanso por semana, que acaba por nunca ser de verdadeiro descanso pois há sempre pormenores e PORmaiores a acertar.
é uma miragem aquilo que muitos pensam do mundo do futebol, porque a seguir temos os contactos com directores, muitos deles sem a mínima preparação para lidar com pessoas, e muitas prontos a aldrabarem os profissionais `*a mais pequena oportunidade.
Um dia ouvi o seu nome.
Chamava-se Miklos Fehér. Apenas sabia que era húngaro e que a sua terra ficava nas margens do Danúbio algures nas vertentes desse rio, entre Viena e Budapeste. O seu Danúbio ainda era azul e ele sabia que se ia chegar a outro rio famoso pelas suas paisagens e pelos seus vinhos que o Miklos já conhecia.
Também sabia que o Miklos era, para mim, apenas mais um húngaro. Mas um dia vi esse puto atirar-se à bola e concluí que ele iria longe. Iria longe por duas razões: primeiro porque sabia mexer na bola e depois porque o meu Porto acreditou nele e isso era meio caminho andado para ele não falhar. O outro meio dependeria da sorte!
Mas a sorte não quis nada com Fehér. Abandonou-o. Pior! Abandonou-o à cobiça da “gadanha”! Aquela cara branca que aparece envolvida num manto negro com uma gadanha ao ombro! Para além da sorte não querer nada com ele, aqueles que o desafiaram para se chegar a este mundo novo para ele, por uma razão ou por outra, abandonaram-no à sua sorte. Emprestaram-no ao Salgueiros e depois ao Braga. Quando vi o Fehér regressar às Antas, pensei que tinha chegado a sua hora, porque ele sabia mesmo mexer na bola. Muitas vezes o que dá cabo destes rapazes são as tácticas aplicadas aos jogos e isso só acontece porque o futebol já não é um desporto que se pratica por gosto e se esperam resultados. O Futebol é uma indústria cada vez mais terrível!
A desilusão bateu-me à porta. Quiseram meter o Fehér na equipa B das Antas e o Fehér fez o que eu faria, fez o que fez o Maniche! Fugir para onde nos queiram! Mas o Fehér teve asar. Os clubes grandes por onde passou, tinham muita gente para o seu lugar. Só poderia fazer uma coisa. Partir para um clube médio onde fosse mesmo imprescindível, onde a sua presença fosse mesmo necessária. Mas o Fehér foi apanhado na teia! A aranha é poderosa e rapazes como o Fehér deixam-se cair nessa rede mortífera!
http://p.vtourist.com/676759.jpg
Gyor- Igreja das Carmelitas
As opções são sempre muito difíceis! As lesões no Benfica evitaram que ele fosse emprestado mas ele tinha sempre um cutelo em cima da cabeça e tinha de aprender a viver com isso. O cutelo terá feito o seu estrago e o Fehér deixou-me suspenso da minha certeza. Ele seria, eu acredito que sim, um grande jogador, um grande avançado que o futebol acabou por desperdiçar!
Um dia sentei-me numa secretária e ao meu lado estava um rapaz louro como o Fehér. Perguntei-lhe como se chamava e ele disse-me “ sou Janos”! “De onde és, Janos”? “Sou húngaro”! “Húngaro”? “Olha pá, nasci na Hungria e vim cá parar”!
“Como vieste cá parar, Janos”? “Olha, o meu pai trouxe-me para Portugal quando eu tinha dois anos. Foi no tempo das lutas e guerras da Hungria contra o poder soviético. Hoje ando por cá e sinto-me português como tu, como todos estes”! Convivi com o Janos pouco tempo. Mas sei o que o Janos tanto queria. Queria ver a terra onde nasceu. Queria ver a capital do seu país, queria ver o seu Danúbio, queria ver as flores lindas que espreitavam soerguidas nos seus pedúnculos nas encostas e margens do Danúbio as águas que escorregavam vale abaixo!
“Ventor, é o que mais quero na vida”!
O Janos era filho de um treinador de futebol que veio para Portugal. Penso que foi treinador do Sporting e que se chamava Janos também, mas as enxurradas dos anos varrem tudo para as sarjetas do tempo! Nunca mais vi o Janos, foi trabalhar para outra empresa que foi morta pelos exageros do 25 de Abril! Depois assisti a folclores húngaros de Budapeste que andaram cá por Lisboa juntamente com outros de Leste e que eu assisti àquelas belezas diferentes das nossas. As mulheres húngaras eram as mais bonitas que desceram a Avenida da Liberdade. Ainda hoje vejo essas fisionomias belas a dançar para nós. Mas ninguém me garante que nessas mulheres não tenha estado a mãe, a tia a amiga mais velha do Miklos Fehér! Sei isso sim que o Miklos esteve entre nós e não vai poder avaliar a diferença entre os nosso rios e os da sua terra, a Hungria. Não vai saber discernir a diferença entre o nosso Douro, o nosso Tejo e o seu Danúbio!
Esta foi a única morte, até hoje, que assisti em directo, na nossa TV. Talvez por isso seja a que mais me custou, por isso, por ficar com as minhas expectativas defraudadas e sobretudo, por aquele puto Fehér! Doeu tanto vê-lo morrer a rir!
Janeiro não deixa memória boa. Morreu em directo um jovem, e mataram-no milhares de vezes até à nausea. Os 'média' quizeram de novo ser a noticia e não só e apenas noticiar. Foi pena que tentassem vulgarizar algo tão duro.
Janeiro fica na memória por um Estado que não paga para cumprir um qq. número que ninguém se preocupa já. O preço será devastador.
Janeiro foi o mês do primeiro almoço do pessoal daqui com a companhia de Blue, e fica isso como memória boa, quase única.
Janeiro foi o mês... de quê afinal? realmente de muito pouco.
E de bom apenas uma, e essa muito particular ao grupo de gente que aqui se aquece, nas palavras de Ventor.
É, para mim Janeiro é o mês onde morreu uma vez um jovem e o mataram milhares de vezes. Tristeza na primeira e vergonha na outra.
http://www.magnumphotos.com/LowRes/par/TR3/RIO/PLZPFVG/PAR111609.jpg
jleandro 02-02-2004, 23:01 e lamentavelmente Fevereiro não começou melhor:
aquilo que aconteceu ontem em Guimarães é absolutamente inaceitável, e espero que dali saiam punições severas para alguém.
Já em Alvalade o Janeiro não tinha deixado saudades...
e voltando a Fevereiro: fez hoje 25 anos sobre a morte do Sid Vicious.
O que teria sido a música com ele vivo?
O mês vai pobrezito de notícias.
Acho que esta não chega ao fim do ano. Perde-se nas enormes memórias dos disparates.
Mas não devia perder-se, porque assim podíamo-nos rir mais vezes de um povo fantástico como o Norte Americano que - tantas vezes - e fantásticamente bronco.
A notícia : Janet Jackson looks down as Justin Timberlake looks on during the 'Nipplegate' incident. Timberlake said he was 'shocked,' 'appalled' and 'embarrassed' when he ripped off part of Jackson's bodice on stage revealing her breast
esta vai em 'americanês' porque ainda fica com mais sumo...
http://us.news2.yimg.com/us.yimg.com/p/afp/20040205/capt.sge.hjp46.050204041136.photo00.default-244x384.jpg
e realmente acho que o nome que arranjaram é 'the top'...
Originally posted by Houdini
Sou um fã incondicional do ciclismo. Por isso não podia deixar passar em claro o falecimento de Marco Pantani. :(
Um ciclista que deu cartas muito em especial nos picos das montanhas. É este género de ciclistas que trazem adeptos para esta modalidade. Pantani, pujante de elegância e paixão nas suas "arrancadas" pelas montanhas acima... partiu ontem para outro tipo de escalada...
http://www.sport1.at/coremedia/generator/property=original/id=2114782.jpg
Tinha 34 anos
Ciclista italiano Marco Pantani encontrado morto
O ciclista italiano Marco Pantani, antigo vencedor do Tour de França e do Giro de Itália, foi hoje encontrado morto em Rimini, Itália.
Segundo a comunicação social italiana, que cita a polícia local, Marco Pantani, de 34 anos de idade, foi encontrado morto num quarto de hotel em Rimini, desconhecendo-se, para já, as causas da morte do ciclista.
De acordo com as mesmas informações avançadas pelos media italianos, o corpo de Pantani não apresentava sinais de violência.
Marco Pantani — especialista em montanha — conseguiu vencer no mesmo ano (1998) o Tour de França e o Giro de Itália.
O ciclista estava actualmente suspenso da actividade desportiva devido a problemas relacionados com "doping". Segundo a BBC, o trepador esteve internado, em Junho, numa clínica especializada em tratamento de depressões e de consumo de estupefacientes.
Mais um de que temos pena de não vê-lo a trepar outras escaladas das belezas de França e Itália, entre outras.
Mas é uma pena que esta malta não consiga viver com os dotes que Deus lhe dá. Querem sempre mais e mais e mais e para isso investem tudo até na estupidez dos estupefacientes!
É pena morrer-se assim. Mais vale morrer de um tombo na pista de uma vida íntegra!
Originally posted by Karl Marx
Morreu na madrugada de sábado Emanuel Félix, poeta terceirense de que já vos falei aqui vagamente. O meu amigo Emanuel Félix, hipocondríaco desde sempre, depressivo há muito, foi-se, em sua casa, depois de acordar "mal disposto" e de se sentar no sofá a ver se passava... Aos 67 anos.
Traduzido em mais de 10 línguas, é um dos maiores poetas portugueses dos últimos 50 anos. Reconhecidamente, em muitos fóruns, não apenas no fórum da minha amizade. Considerado mesmo o expoente da poesia concreta em Portugal. Publicara há meses uma antologia pessoalíssima - cada poema escolhido, foi-o minuciosamente. Não sei se deixa inéditos, não quis falar nisso à família, mas deve tê-los, abundantes, à espera de um retoque indispensável para serem, no seu critério apertadíssimo, dignos de publicação.
Começou a sua carreira literária em 1952 com a obra "O Vendedor de Bichos", apresentando o seu último livro "121 poemas escolhidos" no ano passado para comemorar os "Cinquenta anos de palavras".
Além de poeta salientou-se como crítico literário, tendo fundado, em 1958, com o pintor Rogério Silva e o poeta Almeida Firmino, a revista "Gávea" que teve efeitos sobre a geração literária da década seguinte.
Especialista em restauro de obras de arte, Emanuel Félix estudou em Paris, Anderlecht e Lovaina e estagiou em Ruão, Bruxelas, Liége, Roma, Londres e Florença, tendo tido um papel de relevo na fundação do Centro de Estudos e Restauro de Obras de Arte dos Açores.
Foi também professor do curso superior de Conservação e Restauro em Tomar.
Sobre ele escreveu Álamo Oliveira, outro importante poeta terceirense:
" ... Emanuel Félix é, na verdade, o poeta da perfeição. Cada poema contém uma ideia singular que se estruturaliza e levanta como obra independente e rara, deixando apenas a mão desenluvada que se une ao poema seguinte e que transforma as parcelas num todo indestrutível. Cada poema possui a sábia contenção das palavras, o mesmo rigor matemático das ciências concretas. Na sua poesia nada falta e nada se exclui.
Redigo: Poeta perfeito ! - Heresia perfeita para quem não crê que estas ilhas do Atlântico são a casa de um dos mais significativos criadores da Poesia Portuguesa contemporânea."
http://www.magnumphotos.com/LowRes/nyc/TR3/HAP/L3CHIC/NYC30953.jpg
Um homem pode amar uma pedra
uma pedra amada por um homem não é uma pedra
mas uma pedra amada por um homem
O amor não pode modificar uma pedra
uma pedra é um objecto duro e inanimado
uma pedra é uma pedra e pronto
Um homem pode amar o espaço sagrado que vai de um homem a uma pedra
uma pedra onde comece qualquer coisa ou acabe
onde pouse a cabeça por uma noite
ou sobre a qual edifique uma escada para o alto
Uma pedra é uma pedra
(não pode o amor modificá-la nem o ódio)
Mas se a um homem lhe der para amar uma pedra
não seja uma pedra e mais nada
mas uma pedra amada por um homem
Ame o homem a pedra
e pronto
será que eu vou entender porque cada um não coloca aqui os momenrtos marcantes do ano que vai passando?
porque não o fazem aqui ao mesmo tempo que no forum, o que me levou a ir 'buscar' hoje os posts de Houdini e de Karl?
ou será que o ano é só meu?
tou triste tou...
:(
|