Ventor
20-02-2004, 22:42
Hoje estou numa de plagiar. Não, não plagio nada. Isto é de todos! Por isso mais esta do Paulo Ferreira, com a qual eu estou em linha. E porquê? Muito simples! Depois de analisar o crescimento económico da China e da Índia e aperceber-me que os motores do 3º mundo continuam a sua relativa cavalgada, mais aquilo que já sabemos e de que este homem nos fala, tenho de estar de acordo que o mundo, caso não apareçam contratempos imprevisíveis, está com a máquina oleada e vai acelerar a marcha!
Da China sabemos que o seu crescimento económico continua de pedra e cal. A sua abertura a ocidente tem sido um sucesso e vai de vento em popa.
Da Índia, sabemos que o seu governo está a tentar fazer muito para se modernizar política e economicamente e, o seu crescimento económico, embora mais embrionário que o chinês, já há anos que tem um crescimento médio de 6%, é também devido à abertura ao mundo ocidental de onde têm recebido fábricas e capitais que lhe permitem olhar o futuro com algum desafogo! Além disso é de destacar a sua maior integração no mundo da língua inglesa e tem tendência para crescer imenso económica e populacionalmente (neste caso talvez demais).
Não fosse o problema com o Paquistão, por causa de Caxemira, e tudo seria diferente!
__________________________________________________ __
Paulo Ferreira
A retoma está aí...
pferreira@mediafin.pt
As aquisições de ontem, a possibilidade de ida da Google para a bolsa, mais as ofertas públicas que estão anunciadas nos Estados Unidos anunciam que o pior já passou.
Os nostálgicos dos anos loucos que marcaram o final da década passada puderam ontem matar algumas saudades. Em apenas um par de horas foram anunciadas nos Estados Unidos três aquisições: uma bancária e duas no sector dos seguros de saúde. A primeira é uma daquelas mega-operações que salta para os primeiros lugares do “ranking” mundial, rivalizando com as maiores que marcaram a cavalgada da concentração bancária dos anos 90.
Ao comprar o FleetBoston, o Bank of America transforma-se no segundo maior banco norte-americano, com activos de 933 mil milhões de dólares, quase três vezes mais do que todo o sistema bancário português.
Mas as semelhanças momentâneas com as grandes aquisições que fecharam o século não passam daqui: grandes operações e várias no mesmo dia. Tudo o resto é hoje diferente. Ou mesmo oposto.
Há cinco anos, a escalada de fusões e aquisições perdeu quase toda a racionalidade e tornou-se uma moda perigosa. Muitas empresas foram compradas demasiado caras, queimando as mãos a quem deixou que fosse a concorrência a inspirar a sua estratégia.
Hoje compra-se porque os activos estão a preços muito aceitáveis, têm um bom potencial de criação de valor e adivinham-se tempos de maior prosperidade. Há cinco anos, Alan Greenspan olhava para o frenesim de fusões, aquisições e ofertas públicas iniciais e chamava-lhes “exuberância irracional”, anunciando o princípio do fim da festa.
Hoje, o mercado olha para estas movimentações como um sinal de que a festa ameaça recomeçar brevemente.
As aquisições de ontem, a possibilidade de ida da Google para a bolsa (e logo uma tecnológica...), mais as ofertas públicas que estão anunciadas nos Estados Unidos para o último trimestre, são isso mesmo. Anunciam que o pior já passou. Quem quer comprar empresas sente que os preços não vão cair e que adiar significa pagar mais. E quem quer levar empresas para o mercado acredita que a vaga compradora já venceu a vendedora.
Para já, podemos dormir descansados. O guião da retoma está a ser cumprido à risca e não há ameaças perceptíveis.
As bolsas estão a subir com saudável contenção desde Março. A confiança dos agentes económicos, ainda negativa, recupera de níveis depressivos. Faltavam as empresas. Agora em forma, depois de fortes curas de emagrecimento, voltam a preocupar-se com o futuro e partem à procura de parceiros que lhes garantam relações estáveis e duradouras.
Este é o filme que já está em exibição nos Estados Unidos e que, se a história nos ensina alguma coisa, chegará dentro de meses às salas da Velha Europa. Assim os défices gémeos de George W. Bush ajudem e as políticas económicas da zona euro permitam.
Da China sabemos que o seu crescimento económico continua de pedra e cal. A sua abertura a ocidente tem sido um sucesso e vai de vento em popa.
Da Índia, sabemos que o seu governo está a tentar fazer muito para se modernizar política e economicamente e, o seu crescimento económico, embora mais embrionário que o chinês, já há anos que tem um crescimento médio de 6%, é também devido à abertura ao mundo ocidental de onde têm recebido fábricas e capitais que lhe permitem olhar o futuro com algum desafogo! Além disso é de destacar a sua maior integração no mundo da língua inglesa e tem tendência para crescer imenso económica e populacionalmente (neste caso talvez demais).
Não fosse o problema com o Paquistão, por causa de Caxemira, e tudo seria diferente!
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Paulo Ferreira
A retoma está aí...
pferreira@mediafin.pt
As aquisições de ontem, a possibilidade de ida da Google para a bolsa, mais as ofertas públicas que estão anunciadas nos Estados Unidos anunciam que o pior já passou.
Os nostálgicos dos anos loucos que marcaram o final da década passada puderam ontem matar algumas saudades. Em apenas um par de horas foram anunciadas nos Estados Unidos três aquisições: uma bancária e duas no sector dos seguros de saúde. A primeira é uma daquelas mega-operações que salta para os primeiros lugares do “ranking” mundial, rivalizando com as maiores que marcaram a cavalgada da concentração bancária dos anos 90.
Ao comprar o FleetBoston, o Bank of America transforma-se no segundo maior banco norte-americano, com activos de 933 mil milhões de dólares, quase três vezes mais do que todo o sistema bancário português.
Mas as semelhanças momentâneas com as grandes aquisições que fecharam o século não passam daqui: grandes operações e várias no mesmo dia. Tudo o resto é hoje diferente. Ou mesmo oposto.
Há cinco anos, a escalada de fusões e aquisições perdeu quase toda a racionalidade e tornou-se uma moda perigosa. Muitas empresas foram compradas demasiado caras, queimando as mãos a quem deixou que fosse a concorrência a inspirar a sua estratégia.
Hoje compra-se porque os activos estão a preços muito aceitáveis, têm um bom potencial de criação de valor e adivinham-se tempos de maior prosperidade. Há cinco anos, Alan Greenspan olhava para o frenesim de fusões, aquisições e ofertas públicas iniciais e chamava-lhes “exuberância irracional”, anunciando o princípio do fim da festa.
Hoje, o mercado olha para estas movimentações como um sinal de que a festa ameaça recomeçar brevemente.
As aquisições de ontem, a possibilidade de ida da Google para a bolsa (e logo uma tecnológica...), mais as ofertas públicas que estão anunciadas nos Estados Unidos para o último trimestre, são isso mesmo. Anunciam que o pior já passou. Quem quer comprar empresas sente que os preços não vão cair e que adiar significa pagar mais. E quem quer levar empresas para o mercado acredita que a vaga compradora já venceu a vendedora.
Para já, podemos dormir descansados. O guião da retoma está a ser cumprido à risca e não há ameaças perceptíveis.
As bolsas estão a subir com saudável contenção desde Março. A confiança dos agentes económicos, ainda negativa, recupera de níveis depressivos. Faltavam as empresas. Agora em forma, depois de fortes curas de emagrecimento, voltam a preocupar-se com o futuro e partem à procura de parceiros que lhes garantam relações estáveis e duradouras.
Este é o filme que já está em exibição nos Estados Unidos e que, se a história nos ensina alguma coisa, chegará dentro de meses às salas da Velha Europa. Assim os défices gémeos de George W. Bush ajudem e as políticas económicas da zona euro permitam.
