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Secretário-geral da ONU terá sido espiado pela secreta britânica

Óscar
28-02-2004, 14:41
Annan ficará "desiludido" se informações sobre escutas se confirmarem

AFP, PUBLICO.PT
O secretário-geral das Nações Unidas ficará "desiludido" se se confirmarem as afirmações da ex-ministra britânica Clare Short, segundo as quais Kofi Annan terá sido espiado pela secreta britânica antes da guerra com o Iraque.

"Isso é claramente ilegal", afirmou Fred Eckhard, porta-voz de Annan, durante uma conferência de imprensa, esta tarde, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Tivémos hoje conhecimento de notícias que garantiam que conversas telefónicas do secretário-geral foram gravadas pelos serviços secretos britânicos", declarou o porta-voz, acrescentando que a organização ficaria "desiludida se isso fosse verdade, pois tais actividades violam a integridade e a natureza confidencial das relações diplomáticas".

"O secretário-geral deseja que tais práticas cessem de imediato se realmente existem", acrescentou Eckhard.

Questionado pelos jornalistas, o porta-voz explicou que a ONU efectua buscas periódicas para se assegurar que as suas instalações e serviços não são alvo de escutas e garantiu que essa rotina vai ser reforçada.

"Aproveitamos para reafirmar o princípio, à luz do direito internacional, segundo o qual as instalações da ONU devem ser invioláveis e esperamos que todos os Estados-membros respeitem esta obrigação", acrescentou, numa referência ao facto de a sede da ONU em Nova Iorque ser considerada território internacional.

Em entrevista ao programa "Today" da BBC, a ex-ministra da Cooperação Internacional Clare Short garantiu ter lido transcrições de escutas telefónicas efectuadas pela secreta britânica a conversas telefónicas de Kofi Annan, realizadas antes da guerra no Iraque, em Março do ano passado.

Short demitiu-se em Maio de 2003 do Governo trabalhista do primeiro-ministro Tony Blair, em protesto contra a intervenção anglo-americana no Iraque sem autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Reagindo às declarações da sua antiga ministra, Tony Blair afirmou hoje ter "um imenso respeito" pelo secretário-geral da ONU e chamou "irresponsável" a Short. Sem nunca desmentir directamente as informações de Clare Short, disse ter a certeza de que os seus serviços secretos agiram "em conformidade com a leis nacionais e internacionais e de acordo com os interesses do Reino Unido".

Helena
28-02-2004, 18:33
politicos...........:confused: :confused: :confused:

E nos nao sabemos nem metade do que por ai vai..........somos uns anjinhos......ao sabor da corrente

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