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Um desfile de mundos

Ventor
18-04-2003, 00:54
Antes de uma boa discussão um bom copo. Pode ser cerveja
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Vamos começar o desfile com umas canecas!

Uma boa cervejinha para animar e depois desfilem imagens durante a Páscoa! Como estas

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Durante o dia os heróicos guerreiros georgianos defendiam-se contra invasores estrangeiros, como o Gengis Cão que dirigia as hordas mongólicas no séc. XIII. À noite, festejavam e bebiam de cornos como estes, altamente pulidos.

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Il'ya Muromets, Dobrynia Nikitich e Alyosha Popovich, três famsos heróis populares russos parados na estepe para descansarem as suas montadas.

Durmam bem, depois dessa cervejinhas,

Ventor
23-04-2003, 18:34
Quando o meu amigo Alexandre venceu os Persas, e chegou à capital do, até então, mais poderoso império do Mundo, o que ele quis foi descansar e relaxar! Habituado a dormir ao relento nos quase desertos gélidos da Anatólia e infernais do Médio Oriente, atirou com o corpo para cima de uma tarimba e disse: "contas só amanhã"!

Como vocês devem calcular, a guerra sempre foi feita de pilhagens e Alexandre, era um grande homem, bastante evoluído para a época, mas fazia parte da praxe da guerra, aquela famigerada leviandade dos homens de quererem pilhar. Pilhar tudo! Fosse o que fosse, mesmo que, de seguida, tivessem que atirar com as matérias pilhadas para o lado, devido ao estorbo em que se tornavam.
Para tristeza das gentes ainda há dias assistimos a esse exemplo em Bagdad.
Mas Alexandre, fazía-o e, ao mesmo tempo, duía-lhe no seu interior, esta maneira de estar na malfadada guerra!

No entanto voltou-se para mim e disse: "Ventor, acho que vou ficar com estes instrumentos! Estão-me a fazer cá uma cobiça! Só em lembrar-me que esse sacana do Dario se deleitava ao som desses instrumentos põe-me raivoso"!

"Acho que vou levar estas bujigangas comigo até ao fim do mundo"!

Mas os persas quiseram ser presenteiros e logo imaginaram inventar um grupo de músicos com os melhores instrumentos musicais e partituras que havia à época! Alexandre ao ouvir estes instrumentos sentiu que estava realmente no paraíso e que a sua mania de ser um "deus" tornava-se cada vez mais uma certeza, pois só os deuses poderiam ouvir aquelas melodias!

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Uma cítara, com quatro cordas. Ao lado uma espécie de pandeireta e os livros da sabedoria. Serão os livros do nosso Eremita?

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Um Santur com 72 cordas arrumadas em grupos de quatro.

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O Tar tem 6 cordas, 5 de aço, e uma de latão

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O Kamanche tem 4 cordas metálicas e a caixa de madeira em forma de hemisfério é coberta por uma membrana de pele de carneiro.

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Uma Nay, uma espécie de flauta com, normalmente, seis boracos à frente e um atrás. Este é um dos meus instrumentos musicais favoritos, quando é bem tocado. Normalmente o som que sai de uma flauta é motivado pela tristeza contida no espírito de quem a usa.

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O Dombak é o "chefe" dos instrumentos de percursão da música clássica pérsica. É um bombo cravado numa peça de madeira forrado com pele de carneiro por cima e com abertura por baixo.

Estes são alguns dos instrumentos musicais que fizeram as delícias de Alexandre por terras da Ásia ajudando assim a mitigar a vontade que se fazia sentir no seu espírito e no seio dos seus homens, de voltarem aos vales e às montanhas da Macedónia.

Ventor
24-04-2003, 00:25
Como sabem o meu amigo Alexandre, andou pela Pérsia e pelo Egipto. Aqui, no oásis e santuário faraónico de Siuwa, foi aclamado como Faraó do Egipto. A caminho de Siuwa, encontrou uns nómadas beduínos e na mão de um deles, viu um instrumento musical a que chamavam Rababa.

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A Rababa

Alexandre gostou do som e pagou uma quinhenta de cobre ao Beduíno para lho tocar enquanto ele descansava o seu espírito a pensar como resolver, a contento de todos, os problemas do império já conquistado e no que haveria ainda para além das dunas.
O Beduíno tocou até Alexandre adormecer e depois, pé ante pé, levantou-se e ia tratar do seu próprio descanso, pois passara uma tarde inteira a tocar para Alexandre e também estava com sono. Alexandre sorrateiramente diz: “onde pensas que vais”? Ainda não estou cansado de te ouvir, estou apenas com os olhos fechados”. O Beduíno atrapalhado pediu-lhe para o deixar descansar e já lhe dava a Rababa!

Alexandre reparou nas olheiras do Beduíno e não via nenhum sinal de cansaço. Pergunta para os deuses porque raio deviam de fazer aquela gente diferente, pois assim não conseguia ver se estavam a mentir. Depois pensou que se fosse um macedónio não se deixava enganar mas como era Beduíno e não dava para ver as olheiras devido à sua pele escura, achou que seria injusto se o homem estava a falar verdade. Por isso, fez-lhe uma proposta, quando viu o braço esticado do Beduíno a entregar-lhe a Rababa. Está bem, fico com ela, mas tenho de ficar contigo também! Pago-te bem para tocares para mim e acompanhares-me para onde eu for. O Beduíno disse: “sim senhor, mas agora só quero dormir”.

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Um Beja
Este indivíduo, simboliza um povo nómada, chamado Bejas, que vive a Noroeste do Sudão, há pelo menos 4.000 anos, pois já eram conhecidos desde os tempos que os exércitos faraónicos comandados por Moisés, conquistaram a Núbia. Ele transporta às costas a sua Rababa. Têm por chão o Sael africano e por tecto as estrelas, e as suas riquezas são as cabeças de cabras e de camelos. As suas canções, quase todas, só falam dos camelos.

Alexandre adormeceu e o Beduíno ficou, deitado no chão, encostado à tarimba de Alexandre e agarrado à sua Rababa. No dia seguinte, quando Alexandre acordou, reparou no instrumento e comprou-o ao Beduíno por 10 talentos de ouro. Levou a Rababa e deixou o Beduíno acompanhar a sua família e o seu Clã, na amanha das suas cabras e dos seus camelos.
Encontramo-nos no caminho do Santuário e disse-me:
“ Ventor ele arranja outra e eu não estraguei o seu grupo”!
Alexandre pensava ser um instrumento único mas, ao chegar a terras de Babilónia, encontrou outro igual. Ainda hoje não se sabe se a Rababa é de origem Egípcia ou Persa.

Sabe-se sim, que ela foi o ser caminhante que tem trilhado as dunas dos desérticos arábicos e africanos, todo o Sael e continua caminhando por todas as terras pisadas pelas gentes do Islão, e como eles foi saltitando de ilha em ilha, pelo Índico e pelo Pacífico e até o Louco da Malásia, por terras de Malaca, gostava de ouvir os seus acordes. A Rababa é parente da Rabeca europeia medieval, podendo ser mesmo a sua progenitora! É constituída por uma, duas ou três cordas. São feitas de madeira e tem uma barriga de madeira ou de pele de carneiro e podem ser rectangulares, trapezoidais ou redondas e é um belíssimo instrumento musical usado pelos beduínos e pelos povos árabes, fundamentalmente os egípcios e os marroquinos.

As músicas arábicas-andaluzes foram introduzidas por Abu Hassan Ali Bem Nafi, conhecido como Ziriab. Este famoso cantor e compositor, imigrou de Bagdad para a Espanha mourisca no séc. IX. Foi ele o fundador da música clássica marroquina, música essencialmente andaluz, entre os séc. X e XV.

Principais instrumentos musicais egípcios, além da Rababa:

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Os címbalos são instrumentos de percussão com origem no antigo Egipto. São conhecidos na Europa desde a Idade Média.

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Mizmar. Estas espécies de flautas foram encontradas pintadas em túmulos egípcios e descobriram, pelo menos uma, em escavações arqueológicas.

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O Alaoud é um instrumento, segundo se julga de origem persa. Sei que Alexandre já os encontrou no Egipto e na Persia, mas nãos se sabe se foram de onde para onde. Sabe-se, isso sim, que foram profundamente refinados durante a idade de ouro dos Árabes.

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Chamam-lhe Tabla ou Darabuka e é de origem egípcia ou indiana.

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Tamborine ou Pandeireta egípcia, também conhecido como Riqq. Teve origem no Médio Oriente.

Ventor
26-04-2003, 20:12
Tambores especiais

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Um bombo Navajo

Dizem que tem um ligeiro som de trovão.

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Rainbringer

Os braços de Rainbow, é uma espécie de totem que providencia o transporte de águas para os rios, os mares, a terra.

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Baquetas

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Baquetas ou Drum Beaters

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Um bombo pintado à mão

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Bombos (ou djembe) do Ghana, África Ocidental

São feitos de madeira resistente twenboa, gravados à mão e pele de chango, uma espécie de veado. São bombos muito especiais.

Ventor
26-04-2003, 20:32
Alguns instrumentos musicais

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Um bandolim acústico

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Banjo acústico

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Instrumentos musicais da Bolívia

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A gaita Asturiana!

Ventor
29-04-2003, 13:28
A Homage to the Mystical, Magical, most Famous
and Oldest City of the American Continent.

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Machupicchu, one of the Wonders in the World was a power nucleus under rule of Qosqo

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A magia do Condor

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Veio do fim do mundo!

Ventor
13-05-2003, 21:07
O último Estado Feudal da Europa, morreu em 1993 - Andorra.

Parece que não tem importância, mas tem e muita! Pelo menos para mim. Andorra passou a ser um estado democrático, com uma Assembleia eleita democraticamente e foi reconhecida como membro de pleno direito das Nações Unidas.

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Mapa de Andorra

Lá, no Arinsal, montei o meu Estado Maior, por uma semana. Pela primeira vez, faz em Julho 25 anos, e nunca mais vou ver nada igual! Deitar-me, uma noite, vindo de um longo dia de verão, correndo essas montanhas todas, aqui e acolá, integrando-me na neve velha, molhando as mãos em lagoas eternas, e acordar no dia seguinte, em pleno dia de inverno, com um gigantesco manto de neve, por todo o vale!

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Andorra, terra magnífica, para quem passar por lá, não com o sentido nas lojas, nas aparelhagens, em todas essas coisas banais, mas para quem for lá com o objectivo bem determinado de ver coisas diferentes. As suas pistas de sky, claro, mas fundamentalmente as suas montanhas com neves perpétuas ou neve caída há bocado, espreitar os seus magníficos vales e desfiladeiros, olhar o desabrochar de flores em montanhas geladas, ouvir cantarolar as suas águas de penhasco em penhasco e as quedas de água branca nos píncaros das montanhas onde as lagoas são companhia perfeita para quem admira a natureza!

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Montanhas de neve

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Uma lagoa


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Por uma destas janelas vi eu o grande nevão em pleno verão

Foram dias de grandes caminhadas de automóvel e a pé, petiscando aqui e acolá, e à noite, cansados grandes pratadas de trutas fresquinhas tiradas do Rio Arinsal.

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Uma truta no Arinsal - Andorra

Ventor
19-05-2003, 00:43
Um dia na cidade de Pau

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Algures nas montanhas dos Pirenéus

Quando vou passear, normalmente inclino-me sempre para as partes naturais da região. Excepcionalmente perco tempo com palácios, casarios, catedrais, e outros tipos de monumentos, a não ser que tenham uma ou várias histórias importantes para me contar! Tem sido sempre assim e acho que, enquanto me mexer, será assim!

Um dia em Pau, encontrei um mundo lindo e uma história! Atravessávamos a cidade pela manhã e avistei dois varredores todos embonecados com as suas fardas de trabalho, e disse: “aposto como aqueles são portugueses”! Aproximámo-nos calmamente com o carro em movimento sem grande tráfego e mal nos chegámos ouvimos: “bom dia”! Nós que já tínhamos apanhado umas bátegas de água pelos Pireneus franceses, olhamos o céu limpo e dissemos “já está bom dia! De qualquer maneira não gostei nada que a França nos recebesse com chuva em pleno verão”!

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Um piquenique numa terra de sonho, chamada Pirenéus

“Eu já apostava que vocês eram portugueses”! E diz um: “e eu já tinha reparado na matrícula do carro e vi que vocês eram portugueses. Sempre que passam portugueses vindos da santa terrinha, fazemos-lhe uma festa!” Estivemos uns minutos na conversa, para conhecer as histórias das nossas gentes e prosseguimos com a sempre, boa viagem e ..., o deus vos ajude.

Partimos rumo a Lurdes! Escusado será dizer que se vos contar a nossa estadia em Lurdes, é sempre a mesma coisa, para quem conhece, para quem não conhece digo-vos que vale a pena. Mas a pena vale é arregalar os olhos para aquelas montanhas dos Pirenéus! À medida que circulamos de Pau para Biarritz, ver aqueles picos à nossa esquerda, cercados de nuvens altas a princípio e que foram desaparecendo à medida que o dia avançava, é estonteante!

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Um vale de sonho

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Perseverança na luta por Apolo

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Uma solidão amarela

É linda a França pirenáica! Todas aquelas montanhas e vales descem para nós num sorriso permanente. As florestas de carvalhos são a minha paixão natural. Ao entrar em França, foi um carvalho que abracei. Ainda chovia e achei-me em casa! À medida que os carvalhos desfilavam sentia que aquele mundo, o mundo que tinha sido de Rolando, também era meu!
Os Pirenéus são uma fronteira natural entre a França e a Espanha e estendem-se desde o Mediterrâneo até ao Atlântico por cerca de 400 Kms. São 400 Kms que não cansam!

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No meio das nuvens, junto ao céu

Segundo dizem os especialistas a formação dos Pirenéus terá começado há cerca de 500 milhões de anos, e não admira nada ter sido necessário tanto tempo para criar tal obra de arte! O trabalho com afinco para esta obra desenrolou-se durante a Era Terciária, há 40 milhões de anos. Esta cadeia de montanhas, onde o Mitonde (não quer saber de nós) se fartou de trabalhar, conta mais de 200 picos com mais de 3.000 metros de altura. É fabulosa! Nas proximidades de Pau, os vales de Aspe e de Ossau, fazem-nos descobrir o país dos pastores e dos montanheses das legendas e das histórias e possuem uma fauna e uma flora particularmente bem protegidas.


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Descanso de olho na lagoa

Aqui existe o Parque Nacional dos Pirenéus um dos sete parques nacionais de França, com um imenso território central de 45.700 hectares, que se situa nos Pirenéus Atlânticos e nos Altos Pirenéus e um outro periférico, mais liberalizado, com 206.300 hectares! Este parque contribui para preservar a biodiversidade deste ambiente magnífico acolhe o público e participa no desenvolvimento local. Aqui contemplamos uma fauna e uma flora excepcionais e o prazer de passeios inesquecíveis. Infelizmente os meus passeios foram de carro e dar olhada!

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Uma pausa paradisíaca junto do céu

Aqui existem 350 Kms de sentinelas balisadas, 118 lagos, 80 espécies endémicas de plantas, 64 espécies de mamíferos, como o urso e uma espécie de cabra montesa, múltiplas aves de rapina, como o falcão peregrino, a águia real (cerca de 17 pares) e o abutre vulture, que também aparece por cá!
A França tem mais seis parques naturais como la Vanoise, Port-Cros, le Mercantour, les Cévennes, les Écrins e la Guadeloupe, que se inscrevem num total mundial de 2013, dos quais 200 se situam na Europa.

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Altas pastagens

É um encanto de paisagens grandiosas. Um mosaico de rochas cristalinas e sedimentares modeladas por glaciações e pela erosão que fizeram nascer paisagens fabulosas com lagos, gargantas impenetráveis, imensas falésias e cascatas vertiginosas. Em Aure existem as mais altas florestas de pinho, e no pico mais alto dos Pirenéus franceses, onde abundam as cascatas, o Vignmale (3.298m). Em Ossau fica o lugar mais alto da pastorícia. Em Aspe, com as suas vastas florestas existe o verdadeiro refúgio do urso, onde parece existirem segundo os especialistas apenas cinco animais.

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Floretas lindas

O Parque possui uma fronteira comum com o Parque Nacional espanhol de Ordesa e do Monte Perdu (3.355m). Assegura a leste, a gestão da reserva natural de Néouvielle. Os Pirenéus são uma natural fronteira climática. A influência atlântica dá, às vertentes norte francesas, um tempo doce e húmido ao contrário das vertentes sul espanholas mais quentes e áridas. Os ventos dominantes do lado francês produzem fortes precipitações e explicam a incrível paisagem luxuriante e a profusão de torrentes, de lagos e de cascatas.

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Montanha, água e gente

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Lá em baixo tudo é mais certo

Ventor
06-06-2003, 20:50
Ora aí vai um autêntico mundo, negro e vermelho, como só no mundo Massai. São cerca de 500.000 pesoas deste Planeta Terra que têm imagem a perder de vista, nos confins do Ngorongoro e toda a planície do Serengeti.

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Será que vale a pena ir mais longe?

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Pelo menos que haja cor!

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Aqui, nestas planície do fim do mundo, corre o Massai Mara

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Fomos nós que inventamos a sesta - não os alentejanos!

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Juntinhos é que é bom - a nossa Lápide é a Savana! Agora vamos ao lado de lá!

Gostava de saber o que guerreiam, os guerreiros Massai, mas seja o que for, é assim que eles são. Sabemos que deram uma boa ajuda aos ingleses na primeira guerra mundial contra os alemães. Normalmente, a luta deles é contra os leões!

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Um arranha-céus Massai

Se o Massai se deitar no chão, verá que para além do tecto do seu arranha-céus, existe apenas o céu. Em volta é apenas savana, o mesmo que dizer - paisagem!

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Guerreiro Massai e "minina" branca - é assim que deve ser!

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Hoje é dia de festa na aldeia. Vamos ver o Rali!

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Será que vale a pena sair daqui?

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Para fechar este abraço do meu amigo Apolo!

Ventor
17-06-2003, 23:27
Sobre Dilúvios

Eu poderia ter errado um ano e 11 dias na Arca do meu amigo Noé e com ele encalhar no Monte Ararat! Mas o meu cavalo alado arrebatou-me para outra Galáxia e ainda hoje estou para saber o que se passou neste Planeta Terra!

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Mesopotâmia

E depois de milénios, continuo a encalhar permanentemente! É esta a condição humana! Claro que isto é colocado em termos de milagre divino porque, na prática, isso seria impossível e nem na Ásia das Monções tal aconteceria! A Atmosfera terrestre não teria água suficiente par o fazer numa grande região e menos ainda para o Mundo inteiro!
Agora imaginem, encher toda a terra até às mais altas montanhas e ainda por cima mais 15 côvados!

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Este Leonard da Vinci, tinha a mania de emitar o meu amigo Noé

Cada côvado, no meu tempo tinha cerca de 66 cm de hoje, e 15X66=cerca de 9,90 m! Não há dúvida que esta altura de água dará para afogar tudo!

Ora todos nós sabemos que sempre houve dilúvios pelo mundo, mesmo que locais e não sei se as estatísticas apresentadas têm alguma razão para justificar o Dilúvio Universal. Não sei se já se aperceberam, mas descontando os Árabes, talvez porque vivem em terras secas, os cafres e negros excepto os Massai, encontram-se por toda a parte, tradições muito antigas relativas a uma inundação imensa e até, no tempo do meu amigo Nemrod, isso aconteceu!
Atendendo aos meios de comunicação da época, eu penso que cada grupo teria o seu mundo, tal como hoje temos as nossas Lápides espalhadas pela Net e se cada um contar a história da sua Lápide, todas as histórias serão diferentes!

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Uma Assembleia de Povos

Eu lembrei a Noé para não se esquecer dos bichinhos de conta, e eles hoje agradecem-me, mas ao mesmo tempo montei o meu cavalo branco e partimos para outros azimutes e desconheço hoje se esta história dos homens tem alguma justificação que não seja cada grupo contar a história da sua Lápide devido a enxurradas!

Tudo isto porque a Ásia nos oferece 13 narrações diferentes do Dilúvio, a Europa 4, a África 5, a Austrália e a Oceânia 9 e o Novo Mundo 37, das quais 16 na América do Norte, 7 na América Central e 14 na América do Sul, cujas durações variam entre 5 dias e 52 anos (entre os Aztecas)! Todas estas inundações ou foram provocadas por aguaceiros, ou por avalanches de neve, fusão de glaciares, ciclones, trovoadas ou ainda por tremores de terra originados debaixo do mar!

Há quem diga que devido à precessão dos equinócios, os fenómenos diluvianos se repetirão de 10.500 em 10.500 anos! Haverá um balanço dos oceanos entre os hemisférios norte e sul, dentro desse período! Mas, não devemos de esquecer o achado de peixes e moluscos fossilizados em regiões montanhosas, a grande altitude, poderia ser um argumento de peso e verdadeiramente decisivo a favor da universalidade do Dilúvio.
A narrativa bíblica fará referência apenas e só à área da Mesopotâmia! Afinal aquela que eu tive a oportunidade de acompanhar como um acontecimento natural a que hoje chamaríamos de uma catástrofe provocada por inundações, um pouco maiores do que as que estamos habituados a assistir últimamente!

Enfim, mais uma teoria imaginativa de um dos muitos cientistas que se dedicam ao estudo desta catástrofe, diz-nos que existiam diques no rio Eufrates e que devido às ameaças das chuvas Noé não acreditava na sua segurança tendo por isso, por precaução, construído a célebre arca onde eu lhe pedi para não se esquecer dos bichinhos de conta! Com essa arca, Noé pode abandonar a região da actual Kerbela, onde o Eufrates e o Tigre se aproximam mais e onde a arca terá encalhado quando as águas baixaram.

O meu amigo Gilgamesh faz referência ao seu avô Utnapishti, o mesmo que o Noé da Bíblia, mas é exactamente esta confusão de línguas que permite haver muitas versões do Dilúvio. Por exemplo, logo a seguir, temos a versão assíria, em que o Gilgamesh ali se chama Izdubar e o construtor da arca o Noé da Bíblia, Utnapishti o avô de Gilgamesh chama-se Hasis-Adra ou Xisuthros. Na narrativa assíria a cólera divina apenas pretende aniquilar a cidade de Churupak, situada a meio caminho entre Hilleh e Bagdad perto da actual colina de Abu-Habba. Enfim, esquecendo a narrativa bíblica, esta catástrofe terá atingido as terras baixas do Eufrates e do Tigre!

No entanto, o mais provável terá sido um cismo submarino na zona do Golfo Pérsico que terá submergido todas as terras baixas da Mesopotâmia e arrasado os diques.

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A azáfama na Arca!

Muito se pode dizer sobre o barquinho do meu amigo Noé, mas vou ficar por aqui!

Ventor
30-06-2003, 15:41
Quando os lugares contam histórias
Vou falar-vos de Sintra ou como eu costumo chamar-lhe, de Sintra - a Linda! Porquê Sintra? Simples! É uma das minhas terras preferidas, embora como costumo dizer, eu goste de todas, mas há umas que serão sempre mais que outras! Vocês já conhecem a minha grande estima pelos seus travesseiros, embora as queijadas, tenham sido para mim, a primeira doçaria de Sintra. Muitos anos atrás compunham as minhas preferências, as queijadas de Sintra, as trouxas da Malveira e o pão-de-ló de Alfazeirão!

Mas quando estava em Moçambique, Nova Freixo, tive o privilégio de que alguém não se esquecesse de mim e me levassem pastéis de nata da Pastelaria Suissa, no Rossio! Talvez já a caminho da deterioração, embora a embalagem fosse especial, foi o melhor manjar que alguma vez comi! Saidinhos da Suissa para o Aeroporto, do Aeroporto para Luanda, de Luanda para Lourenço Marques, daqui para a Beira, da Beira para Nampula e de Nampula para Nova Freixo. Só nas mudanças de avião seria o suficiente para se deteriorarem, mas eu sou o Ventor e os Deuses estavam connosco. Ali, então, o toque de clarim. ACORDA!!!

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Vila Velha de Sintra

Mas voltemos a Sintra! Sintra é para mim um dos locais mais privilegiados de Portugal! A sua serra esplendorosa debruçada sobre a veiga de Colares, sobre o Cabo da Roca até beijar as espumas do Mar e sobre a ala de Cascais e como não podia deixar de ser sobre a Artéria cheia de nódolos poluidores, o IC19. Mas não deixa de ser um local aprazível para todos que a visitam. Até o meu amigo Mikel, vem pela 2ª vez e pelo segundo ano cosecutivo a Portugal, daquela floresta de betão novaiorquina, para me dizer que nós fomos bafejados pelos deuses, não só por Sintra, mas por toda a sua envolvência! Partiu com vontade de voltar já pelo Outono!

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Judiaria

Quer comprar uma casa pela zona de Sintra-Cascais e, para não meter água, encomendei-lhe a leitura de um livro escrito por um americano: Uma casa em Portugal! Um projecto de vida para viver a metades entre Sintra e Boston, mas a casa em Portugal queria ser ele a fazê-la. Já fez a segunda!

Sintra é um jardim no Paraíso! Segundo Byron, já no seu tempo, Sintra era a mais aprazível vila da Europa. Para além da serra, temos os característicos aglomerados de construção saloia! Sintra, pelas suas características especiais, sempre exerceu uma atracção especial sobre artistas nacionais e estrangeiros que enriqueceram um património com contornos de âmbito mundial.

Podemos admirar o Paço da Vila de Sintra, um belo exemplar de arquitectura realenga com um trabalho de séculos, cujas grandes chaminés geminadas constituem um autêntico “ex-libris” de Sintra.

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O Paço de Sintra

O palácio da Pena ou castelo da Pena constitui o mais completo e notável exemplar da arquitectura portuguesa do Romantismo que se integra perfeitamente no seu tecido natural de verdura e penedia.

Temos a Ermida da Peninha fundada por Frei Pedro da Conceição, nos finais do séc. XVII e com notáveis cenas de azulejos azuis e brancos com cenas da vida da Virgem.

O Palácio de Monserrate, sugestivo palacete romântico, projecto da autoria do arquitecto James Knowles Jr., 1858, construído por iniciativa de Francis Cook, visconde de Monserrate, constitui um dos mais interessantes espécimes do Romantismo sintrense.

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Palácio Hotel de Seteais

Palácio de Seteais do último quartel do séc. XVIII, construído por Daniel Gildemeester, na altura consulado da Holanda em Portugal, recebeu o seu traçado actual após obras de ampliação nos primeiros anos do séc. XIX, então na posse de um tal Marquês de Marialva. Mas para este palácio, hoje o Hotel Seteais, tenho reservada uma história, para mim muito mais importante e que um dia contarei!

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Palácio da Pena

Mas Sintra só mesmo Sintra! As suas encostas da serra são quase imperceptíveis por quem por ali passa, pois limitasse a ver o verde, os muros e as árvores cobertas de heras e, possìvelmente, alguns telhados e atrevo-me mesmo a dizer que ninguém conhece Sintra! Eu nunca chegarei a conhecer a Sintra que eu quero, pois estou sempre sem tempo e as suas aldeolas pela serra fora, precisam de muito tempo! Eu acho que ainda não conheço sequer as fontes da serra de Sintra! Mas conheço o essencial do todo, e esse é majestático!

Ventor
28-07-2003, 22:59
Granada, terra que já foi um Reino

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Alhambra, Granada

Reviver mundos que nos antecederam é, eu penso poder ser, uma forma de homenagearmos aqueles que connosco partilharam o futuro do nosso planeta.
Eu conversei um pouco com as muralhas do Alhambra, em Granada, com as suas portas, as suas janelas, as suas colunas, os seus tectos, e com todos aqueles rendilhados de mármore que, mãos abençoadas pelas divindades que superintendem o Mundo, com tanto afinco, nos legaram aquela belíssima obra!

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Alhambra - Granada

Das Muralhas do Alhambra, os meus olhos viram o que os Mouros viram, num dia de sol. As casas serão outras, as ruas, as estradas, as gentes, com a mesma ou outra figura, continuam por ali. O rio Genil continua a correr serra abaixo, os picos da Sierra Nevada continuam a guardar a retaguarda da cidade e a proteger as suas muralhas. Pela frente, para leste, as planícies de Granada, sob a protecção de Apolo, continuam a puxar pelos “mouros” de trabalho, todos os dias.

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A Torre Quebrada, em Alhambra - Granada

O tempo foi pouco, mas eu tinha de ver o Alhambra e penso que estava quase a gorar-se essa hipótese perante as bichas organizadas, e o tempo de espera. Ainda fiz marcha atrás, mas ao ver as mulheres sentadas à sombra, ganhei coragem e permaneci no meu posto. Valeu a pena! Na ida, perdi a floresta de colunas de Córdoba, já observadas há anos. Não sabia que as colunas de Córdoba fechavam para almoço! Tal como nos velos tempos, fizemos um RVIS sobre Granada, a Sierra e o Alhambra. Adoro montanhas e senti-me num alto pedestal, na Sierra Nevada.
Apetecia-me gritar tão alto que os últimos mouros do Alhambra comandados por Boabdil, me ouvissem!

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Uma Imagem do Alhambra, Granada

Mas não! Eu fui só cheirar o Alhambra, Granada e a Sierra. Agora vem aí o planeamento estratégico! Eu vou voltar a Granada!

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Granada, Alhambra

Das muralhas do Alhambra, um reino continuará a vigiar a serra e as planícies, e todos que por lá pasarem prestarão vassalagem aos reis já desaparecidos, que permanecerão eternamente dentro daquelas Muralhas!!

Ventor
12-08-2003, 18:00
Vejam que lindo!
Como me faz recordar os meus tempos de criança! As montanhas, os caminhos, as ervas para os gados, as ovelhas, as vaquinhas e até uma escola. Não vivia em tão grandes alturas, só via a neve no Inverno, bebia em fontes límpidas e, tal como os Incas, adoro a natureza! Vejam este Mundo!

O Pai Montanha e a Mãe Terra

O povo Inca oferece dádivas à apreciação de Apus (Pai Montanha) e Pacha Mama (Mãe Terra). As ofertas são muitas vezes embrulhadas em tecidos de cerimónia.

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A cerca de 3.600 mts do nível do mar, Chinchero situa-se demasiado alto para a produção de milho, alface ou frutas, que crescem nos vales, mas é uma área boa para o crescimento de batatas e cereais.

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Montanhas e Vales Férteis
Os membros da família divertem-se caminhando longas distâncias e apreciando as belezas das suas redondezas, como os cabeços das montanhas nevadas, os vales profundos, os rios, as correntes, a formação das nuvens, as fontes escondidas e as dramáticas mudanças do tempo.
Como os seus antepassados, as modernas famílias Incas ainda mantêm uma reverência pela natureza e pelas formações naturais e ainda consideram as montanhas nevadas como sagradas!

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Acima e em volta de Chinchero
Os membros da comunidade Chinchero caminham por carreiros e veredas entre os campos, declives íngremes, muros e terraços.
Não é surpreendente que o Imperador Tupa Inca escolhesse Chinchero para construir o seu estado de campo. Chinchero está cheia de surpresas e contrastes – declives íngremes, afloramentos escarpados, águas emergindo de fontes escondidas e relances de montanhas com as neves sagradas, visíveis todo o ano em dias límpidos.

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Homens com arados
Agricultores retornam a casa depois de um dia de trabalho juntos nos campos e transportam arados a pé tal como os seus antepassados

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Pastoreio
Desde os tempos Incas, Chinchero tem sido conhecida por produzir batatas e cereais de alta qualidade. Também cria animais especialmente carneiros que fornecem lã para fazer tecelagem.

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Pastorícia
A s crianças, nos Andes desde os seis sete anos, começam a tomar conta das ovelhas da família. Muitas vezes levam os animais para as altas montanhas, nos Andes, à procura de ervas verde e crescidas, uma vez que as ervas perto da povoação estão comidas. Mas em Abril, o fim da estação das chuvas, estes pequenos pastores encontram as ervas e a água, para os seus animais junto à comunidade.

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Crianças observando os animais

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A Montanha Negra
Quando Nilda tinha sete anos levava as 25 ovelhas da família para a Montanha todos os dias para encontrar áreas com ervas frescas. Algumas vezes ela e os outros miúdos levavam as ovelhas para a Montanha Negra.
Enquanto as ovelhas comiam as crianças brincavam com jogos e aprendiam tecelagem. Um dia encontraram peças de cerâmica e outros objectos feitos pelos seus antepassados, com cerca de 500 anos
Apesar do desafio de proteger os seus animais dos predadores e tomar conta dos cordeiros nascidos longe de casa, Nilda considera os seus tempos de pastorícia como um dos melhores tempos da sua vida.

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A Escola da Aldeia
A primeira escola da aldeia foi construída acerca de 60 anos com o esforço conjunto da comunidade e do Governo. O governo forneceu os materiais de construção e os membros da aldeia forneceram a mão de obra.
Os vidros para as janelas foram pagos pelos tecelões que fizeram cintos e venderam-nos para pagar as vidraças das janelas, mantendo assim os seus filhos quentes e secos enquanto estudavam.
As crianças vão para a escola a falar Quechua, a língua dos seus antepassados, mas na escola os professores começam a ensiná-los espanhol, e assim, cerca de 8 a 10 milhões falam as duas línguas.

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Uma mensagem da Nilda

Queridos amigos,

Vocês irão ver fotografias da minha família e da aldeia onde eu cresci – Chinchero, Peru. Nós nas montanhas dos Andes vivemos a uma longa distância de muitos de vós. Mas o Mundo está a mudar e as nossas vidas estão a tornar-se mais ligadas.

Quando eu era jovem, pastoreando nas montanhas dos Andes, nunca imaginei que algum dia eu iria receber uma graduação na Universidade de Cusco, fazer viagens para os Estados Unidos e outros países, ter amigos pelas diferentes partes do Mundo e comunicar a longa distância por fax, internet ou e-mail. Nunca imaginei que iria criar um centro para ajudar a minha comunidade e outras comunidades de tecelões para continuar a nossa arte.

Penso que nunca saberão o que será o vosso futuro, especialmente se vindes de um pequeno lugar. Mas são as relações que fazem a diferença. Não interessa a linguagem que falamos, o nível de educação que temos, a sociedade em que crescemos, ou a parte do mundo na qual vivemos. Nós podemos fazer coisas surpreendentes se partilharmos uns com os outros.
Isso é a razão porque vos convido a descobrir a minha cultura e família, as nossas vidas e actividades.

Talvez algum dia viajareis pelo Peru e nós vos veremos no edifício que estamos a planear para o Centro dos Têxteis Tradicionais de Cusco.

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Saudações,
Nilda Callañaupa


Nilda Callañaupa é uma tecelã especialista que viajou para os Estados Unidos e outros lugares em várias ocasiões para ensinar e dar apresentações em Harvard, Cornell, a Universidde de Vermont, Brown, no Museu do Têxtil em Washington DC e outras instituições. A sua peritagem é reconhecida por especialistas internacionais dos têxteis e da cultura Inca.
Ela tem aparecido em comentários televisivos falando de cultura e as suas tecelagens têm sido exibidas no Peru, nos Estados Unidos e outros locais. Nilda vive em Cusco Peru.

Ventor
30-09-2003, 00:14
Os Navajos!
Vou mostrar aqui exemplos da sua joalharia! Como podemos ver, até nas planícies, nas montanhas, nas grandes pradarias das extensões da américa do norte, as mulheres, se arranjavam para se tornarem belas e agradáveis aos homens. Todos os povos sem excepção, mas sempre limitados pelas suas possibilidades, se enfeitam e se embelezam para se agradarem mutuamente.
Este exemplo do povo navajo é a amostra perfeita de que assim foi, assim é, e assim será!

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Dragão voador

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Anjo

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Cruz

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brincos

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Pendente

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Vejam esta flor!

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Mais um pendente

Agora mais um exemplo do trabalho dos "cacos"!

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Jarras com râs!

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Saleiros

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Mulhere

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Até a nossa velha corujinha transformada!

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Uma boneca navajo

Enfim um mundo tão grande e tão pequeno. Afinal, ali ao lado, com os mesmos ingredientes, fazem os mesmos utensílios com as formas diferentes com que as representamos e as apreendemos!
Todos diferentes todos iguais!

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