O título parece meio parvinho, mas não sabia como chamar a um post onde espero falar da novidades que me vão passando pelas mãos.
Apenas falarei aqui de novidades musicais que adquiro ou ouço, e tentarei fazer uma análise 'fundamental' minha da obra em causa.
Como sempre, este posts é aberto a todos.
Por favor usem e abusem e mais que isso, digam qq. coisa.
E a vossa opinião sobre os trabalhos que vão sendo apresentados é fundamental, aliás porque os gostos são mesmo diferentes.
E isso é bom.
thks.
g.
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Aqui, o começo é simples, se não gosta de Lou não vai gostar deste Lou.
Ainda nada li sobre este album, e assim estou mesmo 'virgem' de ideias, o que é óptimo.
Começando pelo início, este trabalho é ao vivo, duplo CD, e comprei mal vi porque ao ler o alinhamento das músicas percebi era muito próxima da do espectáculo de Coimbra, primeiro da digressão mundial de Reed.
E é igual em quase tudo. Apenas em Coimbra tenho de memória que tivemos Sweet Jane no inicio e Perfect Day para penúltima, já que a última é a mesma : Heroin.
Mas voltemos ao principio outra vez.
Este trabalho ao vivo é feito com Lou Reed em voz e guitarra, Antony em voz, Fernando Saunders (sempre ele) em baixo, Mike Rathke em guitarra e Jane Zcarpantoni em violoncelo (esta mulher é um portento ao violoncelo).
E prontos, apenas temos Ren Guang Yi a 'dançar', mas isto vi eu em Coimbra e aqui sabemos que está num momento ou outro (ouvem-se os seus pés nos inicio de The Raven).
Reparem que a banda não tem teclas nem baterias... hã?
Pois, mas tem um dos pianos mais perfeitos que alguma vez ouvi, tocados numa guitarra. E Saunders tem num determinado momento uma bateria electrica que parece daquelas dos putos ( em Dirty Boulevard).
E até agora falei, falei e não disse nada.
E quase não precisaria dizer, porque Lou inicia o concerto ao som de Sweet Jane (os famosos acordes iniciais) e pergunta - atira ao publica a provocação: como alguém pode ter feito tpoda a sua carrreira só com três acordes? mas depois afinal são quatro (e para mim cinco)...
Ou seja Lou é sempre muito mais que Lou, tem camadas sobre camadas, tem profundidade.
Musicalmente?
Deve ser isso que esperam que diga alguma coisa.
No fim do século passado escolheram-se muitas coisas, e uma delas foi : os albuns mais depressivos do seculo - em 1º ficou Leonard Cohen com os seus Greatest Hits e em segundo Lou Reed com Berlin.
Pois chegou o trabalho que destrona este dois. Este Animal Serenade.
O album perfeito para ouvir antes do suicídio. Sem tirar nem pôr.
Será música ou um longo momento de poesia dita por Lou?
É tudo ao mesmo tempo.
E tem a ambiencia dos The Doors em tantos momentos que até doi.
A música é sempre minimalista, e o homem não tem vergonha de mostrar - demonstrar que cada música são apenas alguns acordes simples.
O alinhamento vai de Velvet (muitas) ao The Raven. Passa por músicas quase desconhecidas dos não adoradores de Lou, mas este álbum é simplesmente uma obra prima. E temos Berlim em força com mais que uma tune.
É fantástico.
Ele não canta quase (em Coimbra cantou, muito mais que aqui que quase apenas 'fala') e assim mais parece um hapenning tão ao geito da sua mulher Laurie Anderson... mas ouvir aquele violoncelo enlouquecer em Sunday Morning ou ouvir a tonalidade maravilhosa da voz de Lou em Ectasy ou Street Hassle faz desta obra um obra maior. Mas só para aqueles que gostam mesmo de Lou. Os outros ainda ficarão mais perdidos.
E não é Jim Morrison mas parece, lá isso parece.
Eu gosto.
Mas aconselho a ouvir longe de janelas e navalhas, pois é deprimente.
Maravilhosamente deprimente.
Um bom começo de 2004 como The Raven foi um bom começo de 2003.
O 'Grand Finalle' para uma época : o Underground.
Cinco Estrelas.
será interessante comparar este 'live' com outro que saiu mas ainda não ouvi : LIve dos Velvet em Paris, em 1972 acho eu, ainda com Nico.
quando alguém ouvir pode dixzer de sua justiça?
adoraria.
g.
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Le Bataclan 72
Lou Reed, John Cale & Nico
Já tinha falado deste cd antes de o ouvir, e falei dele no post sobre o ultimo cd 'live' de Lou Reed.
Falemos agora deste.
É estranho, muito.
Primeiro de tudo temos de fazer um esforço para aceitar o som terrivel que ele tem.
Uma gravação quase 'bootleg'.
Depois, quando lemos os nomes presentes (e foi a ultima vez que tocaram os 3 juntos) logo pensamos num Album Velvet, e este não o é de todo.
É um album que tem como cenário o primeiro album dos Velvet mas com a maioria das 'tunes' sendo de cada um dos intervenientes.
E assim, temos a alegria de ouvir Berlin cantada por Lou ao som de Cale e... apresentada com uma canção nova, hehe.
Bem, voltemos ao som e album.
Se é bom? Muito bom?
Díficil de dizer.
E dificil porque por momentos é sublime e por momentos é doentio.
Realmente os Velvet já não existiam, cada um seguia o seu caminho e esses eram bem diferentes.
Mas momentos há, e muitos, que Lou na voz e Cale no violino elevam a fasquia da qualidade para limites quase inultrapassaveis, e ouvir Nico uma outra vez é sempre e sempre será uma viagem por caminhos perdidos e de onde não queremos voltar.
A reter 'Feme Fatale' e 'All tomorrow parties' e 'I'll be your mirror'(esta última parece que cantada por uma Nico além Túmulo).
E claro que 'Heroin' é esplendorosa.
E tão explendida que nos transporta automáticamente para o último album de Lou (acima falado) pelas suas enormes e assustadoras parecenças.
Se Animal Serenade é 'gloomy' este Bataclan 72 é 'scary'.
Uma obra de arte que estava guradada numa qq. cave.
Se vale a pena? muito. Mas só para aqueles a quem o Underground sound disse algo.
A mim disse e diz muito.
Ah, o albúm é acustico, basicamente guitarras e violino e uma coisa estranha tocada por Nico. É, e foi gravado assim em 1972, e ainda mais, foi gravado ao vivo.
Sabem quem plana neste trabalho... O Cohen de 'song froim a room'... Lou parece Cohen.
Só por isso vale a pena.
Dífici de encontrar este bichinho. Edição de coleccionador numerada.
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Me and Mr. Johnson
Eric Clapton
Mas um trabalho limpo e bem feito não significa muitas vezes um trabalho acima da média.
Este album é bem feito, bem gravado, bem cantado, bem tocado, tudo é bem... menos a 'alma' blues que não está lá de todo.
Eric está lá mas Robert Johnson não. Estão as músicas mas não o 'blues'.
Muito audivel, este album é uma boa companhia para o dia a dia, é muito melhor que música de elevador, mas não tem génio, não se ultrapassa.
De ouvir muitas vezes e nunca se lembrar do que se ouviu, tão a ver a coisa?
A anos luz de 'Riding with the King' com B.B.king, este album seria fantástico se fosse em formato duplo: a versão Clapton e o original Robert Johnson.
Ou melhor ainda só o Robert, que Clapton assume ser o seu gúru.
Não se faz uma coisas desta a um gúru.
Para quem gosta de um som clean e agradavel: Imperdivel.
Para quem gosta de 'blues': fujam, mas ouçam antes.
Para quem gosta de Clapton: É mais um não igual a outros bem melhores, como o eterno 'from the cradle'.
a ideia deste post era que, qd. desejassem, falassem de um disco que tinham comprado - recebido - palmado, etc. nos últimos tempos, e o fizessem de um modo mais que telegráfico...
e também que qd. alguém tivesse ouvido com atenção um disco aqui falado dissesse de sua justça - gosto- desgosto.
a ideia é ajudarmo-nos uns aos outros, como o fazemos em tantas outras coisas.
Um vez Cali perguntou como eu e Houdini (redini, hehe) conheciamos tantas coisas, e na altura as respostas de vários compinchas levaram-me sempre a pensar como poderia eu também ajudar de alguma maneira. Pois aqui está uma maneira. Mas também devemos todos de nos ajudar e se com opiniões diferentes, melhor ainda. Eu prometo falar de minha justiça por cada album que aqui apareça colocado por vcs. e depois de o ter ouvido.
e deve tar tudo surdo...
hehehe:(
Mohandas 13-04-2004, 18:59 Já não tenho música nova há uns meses largos. Vai tudo ($$$) para fraldas e papas... e dos que puseste não conheço nenhum, por isso não posso ajudar... :(
MrChance 13-04-2004, 19:45 Tens razão, pá, mas eu sou duro de ouvido e eu fazer críticas de música são como zurros p'rá lua.
Gosto, e muito, de música, de todos os géneros e feitios, mas para criticar, sugerir ou, quiçá, recomendar, é sempre complicado.
Lá vou pondo o que vou ouvindo, e mesmo aí estou em falta. Mas não perdes pelo que escreves, tu, o Red (perdão, Houdini), o Cali, et tutti quanti.
Sou sempre leitor atento, atrasado, mas sempre atento.
Eu também não sei o que dizer (por enquanto ...).
Ainda não comprei o CD, sobre o qual hei-de falar aqui neste post ... ;)
Em relação aos que colocaste, conheço as personagens, não conheço essas obras em concreto.
Mas gostei da crítica ao Eric Claptn. Um dos senhores que teve tudo nas mãos e que se deixou levar pelo facilitismo.
Para chegar à alma do Sr. Johnson, seria preciso renascer ... quiçá com uma alma negra.
Originally posted by Cali
Pois é meus amigos, hoje alguem me emprestou discos destes dois projectos para ouvir enquanto trabalho.
GOTAN PROJECT - "La revancha del tango"
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JAZZAMOR - "lazy sunday afternoon"
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O primeiro, por demais conhecido (excepto por mim...) e elogiado, muito do gosto dos nossos compinchas Houdini e Gatsby, é uma reinvenção do tango em ritmo electro-pop.
O segundo, que nem de nome conhecia, trata-se de um duo alemão (com uma senhora com excelente aspecto, mas de voz fininha e sem corpo - a voz, claro), que tambem em maré de reinvenções criou assim uma especie de bossa-nova jazzistica, e tentam inclusivamente cantar em português (tentam, pobres coitados...).
Terminada a audição, tanto num caso como no outro ressalta a seguinte impressão :
Soam muito bem ao final da primeira faixa do disco.
A meio do disco já deixem de escutar para passar a ouvir ao longe, abstraindo do ritmo e da sonoridade monocórdica e repetitiva que vão passando do tema anterior para o seguinte.
Quase no final de cada um dos discos, e após mais de meia hora de "viró o disco e tocó mesmo" acaba-se a pachorra. Que me desculpem os apreciadores, mas de facto, tanto num caso como noutro, o que é na sua essencia uma ideia gira, acaba por ser levada ao exagero e á exaustão do ouvinte desta forma. São portanto, e para mim, daqueles discos ideais para gravar dois ou três temas dos mais interessantes, e misturá-los com outros sonoridades numa colectanea "relax", resultando assim plenamente. Agora, ouvir isto de uma ponta á outra dá um sono do caraças...
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Este trabalho é um mais conhecidos em termos de fusão de estilo tradicional e o 'beat'.
Sem atingir o nivel dos melhores trabalhos de D&B que estão neste momento a definir a vanguarda da música, e fazendo ao mesmo tempo mais uma concatenação da música popular e do jazz (volta e meia voltamos a este caminho nas voltas da música) só que desta vez com o aditivo da música tradicional (ou world music como se soa chamar agora), este La revancha del Tango é um bom exemplo do que hoje é musica de 'dança' de qualidade.
Como 'beat' é repetitivo já que a ligação base do estilo é exactamente isso, a repetição. Os caminhos novos da música são menos melódicos e mais 'criadores de standards' que vão desenvolvendo ao longo dos trabalhos.
Para 'dance music' ou 'relax music' é um belo disco, mas não poderemos esperar dele aquilo a que estamos treinados desde miúdos: o pop.
Não é Pop music. Não quer ser, quer ser outra via.
Ser esta via vai ter futuro? considerando o exemplo de La Revancha del Tango eu diria que não. Mas, felizmente outros se alevantam nesta saga.
Electro-tango, como eu já ouvi ...
Se esta via vai ter futuro ? Isso acaba por não ser muito relevante. O que é engraçado é que agora existem várias vias.
O Cali dizia que não surgiu nada de novo, para mim, e hoje em dia, tudo é novo, seja reinventado, concatenado ( ;) linguagem de informáticos), remisturado etc. ...
Deixou de haver 2 ou 3 estilos bem definidos e rotulados como havia antigamente.
And I like it ... :)
Esta jovem e eu temos algo pendente.
E esse algo pendente é a hipótese de eu ver e ouvir um bom espectáculo de Diana. Sonoramente bom e visualmente ao nivel. Ou seja, ela tem de tocar e cantar e não aparecer de calças de ganga.
Mas este assunto pendente é do conhecimento de muitos de vcs.
Hoje venho aqui perorar um pouquinho sobre:
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The Girl in the other room
o novo albúm de Diana Krall.
E é meio complicado de opinar. E porquê?
Porque os fans de Diana vão sentir-se traídos e perdidos.
A menina deixou, ou tenta deixar de ser a entertainer 'agarrada' a velhos e seguros standards do jazz, que são sempre meio caminho andado para vender uma catrefada de discos para quem tenha uma vozinha laroca.
Neste não há old hits!
No entanto mantém-se a base dos acompanhantes de Krall, o que significa que o som está lá todo, e que bom que é esse som.
Mas afinal, o que é diferente?
Quase tudo.
Diana canta originais dela com letra de MacManus (seu marido e de nome artístico Elvis Costello) e a jovem criatura tem momentos explendidos ao piano.
Mas é jazz? É sim senhor, mas não é um oldie recriado, é mais assim uma coisa que vai buscar raízes ao pop e a Tom Waits (a versão da sua música é o top do cartaz) e ao blues e a Joni Mitchell e por aì afora e... depois temos a bela sonoridade da 'banda' à sua volta, e a voz sussurrada de Diana.
É bom afinal, ou uma boa salgalhada?
Para mim é bom.
Aliás, é o seu melhor.
Mas o mais facil?
Não é não.
Diana Krall ganha novos fans e vai perder muitos. Mas para esses há sempre uma Norah ao virar da esquina.
Um bom trabalho, e mais ainda, um album de uma menina que cresce e que pode florescer radiante já no próximo.
Este fica, e faz fome para o próximo.
Falar de Trampin', novo trabalho de Patti Smith, é meio complexo.
Quando peguei no albúm pela primeira vez, fiquei admirado com a falta de pequenas prendas, seja portfólio, letras, etc.. O 'cover' é em papel (como cada vez mais aparece, e eu pessoalmente gosto), com a foto desfocada de um pé sujo na capa, e com dois pés quando se abre a capa. Finalmente uma foto do grupo, onde se destaca (ou não) um velha: essa velha é Patti Smith.
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Começando a ouvir, logo surge uma voz que é, para mim e muitos, a melhor voz do punk e a 'voz' americana do explêndido fim da década de 70.
Toda a voz está lá, e as músicas são quase todas elegias, tão ao gosto de Patti, tornando este trabalho muito próximo de 'Easter' por exemplo.
Só que este album vai mais longe, ou melhor dizendo, vai mais atrás, apresentando-nos repentimanemte sonoridades tão próximas de 'horses' que até arrepia.
Patti canta, clama, sussurra, fala e a banda soa perfeita tantas vezes num som que é não destes tempos.
É assim uma pequena pérola, arranhada como deve ser por esta senhora, velha mas só no aspecto.
Ah, temos neste trabalho, o já falado punk e pós-punk, as elegias tão ao gosto de Patti, mas temos sonoridades country e uma ultima musica, que dá nome ao album - trampin' - só com a voz de Patti e o som de um piano. É algo de belo esta canção quase de embalar com som gospel. Só por esta vaçe a pena ouvir o disco.
Se não chegar ouçam Radio Bhagdad, aleija mais que mil notícias.
Para mim é imperdivel, mas também é uma maneira que eu voltar atrás, porque este disco é da minha juventude, saiu fora de tempo, só isso. Considerar este albúm o melhor depois de 'Horses' será um exagero (um ou outro tema são menos conseguidos, como gandhi - que é uma enorme e longa seca) mas um dos melhores, ah, isso sem qualquer dúvida.
I'm trampin', trampin'
Try'n-a make heaven my home
http://www.pattismith.net/i/info/vinyl.jpg
"Nós estávamos habituados à Diana Krall cantora, mas não à Diana Krall escritora de canções. O que é que lhe aconteceu ?
Quer mesmo saber o que me aconteceu ? A minha vida ficou de pernas para o ar. Sou a mesma pessoa, tenho os mesmos valores, a mesma paixão acerca das coisas, mas a minha vida mudou muito e eu ganhei coragem para escrever. Conhecer o Elvis foi uma grande sorte, ele encorajou-me imenso.
Não quer ser classificada como aquela cantora doce, suave, que as pessoas gostam de ouvir enquanto namoram.
Eu quero ser quem me apetece ser a cada momento. Quero poder vestir o meu vestido de noite; e quero poder usar a t-shirt com que acordo. Trata-se de ser verdadeiro, e neste momento eu não me sinto essa cantora romântica - sinto-me mais agressiva.
Diante das suas vendas, há uma tendência para os críticos de jazz a atirarem para fora da área . Ela vende tanto ...
... que não pode ser verdadeiro jazz.
Exactamente. O que pensa disso ?
Estou-me nas tintas (literalmente: “I don’t give a shit”). Basta-me saber que aquilo que eu tenho feito é honesto. Tanto mais que muitas vezes fui mais criticada com os olhos – por causa das capas dos meus discos – do que com os ouvidos. (...) Não vou dizer que não me preocupo com o que as pessoas pensam, mas a única coisa que posso fazer é avançar e esperar que acabem por me ver de forma tridimensional, que é como eu sou.”
Este é um excerto da entrevista dada pela Diana Krall ao jornalista do DNa. Não admira que ela se sinta ... the girl in the other room ...
http://www.ctijazz.com/photogallery/dianakrall/krall.gif
Eu conheço a discografia da Diana de trás para a frente e neste disco reconheço perfeitamente a Diana. Não nasceu uma nova estrela, o que ela mostra aqui está já presente nos outros discos, talvez mais camuflado nos últimos dois discos pelas orquestrações envolventes.
É definitivamente um som mais maduro, as letras são mais sentidas porque baseadas nas próprias experiências vividas.
Para mim, sua fã desde o inicio, a Diana continua a significar swing e este disco é excelente para apreciar numa mood Almost Blue ...
:cool:
oopss, isto se calhar não deveria ser aqui, pq no fundo não é novidade...perdoem-me
Aqui à dias fui aos saldos e comprei praí uns 15/20 CD's, entre os quais esta pérola, que não conhecia pq nunca cheguei a ver o filme, mas que vos recomendo vivamente a banda sonora :
http://www.fnac.pt/images/catalogo/discos/g/724381079027.jpg
Amelie from Montmartre
A movie by Jean-Pierre Jeunet
Music by Yann Tiersen
Gosto. Não, adoro. Por várias razões. Porque tem uma ambiencia que me faz lembrar os meus velhos tempos em que habitei Paris, os cafés e ruas de Montmartre, tem uma sonoridade tipica de acordeão, violino e piano, este ultimo que faz mesmo lembrar Nyman em algumas passagens mais elaboradas, tem melodias lindissimas, variadas, tristes, alegres, compassadas, ritmadas, enfim, uma das melhores descobertas dos ultimos tempos, para mim, é claro.
Atrevo-me a recomendar a quem não conheça e que goste de ambientes musicais intimistas e diferentes.
Vai ser o meu próximo filme a ver em DVD, visto que (falha grave!!!), ainda não o vi.
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No "Fabuloso Destino de Amélie" tudo se transforma para melhor quando Jeunet, o realizador, descobre a música de Yann Tiersen e o convida a compor a banda-sonora deste filme.
O efeito "blockbuster" de Amélie acaba por universalizar este compositor bretão de 32 anos. Tiersen havia já feito o mesmo para os filmes "Dreamlife Of Angels" de Eric Zonca e "Alice And Martin" de André Téchiné.
Com formação clássica e capaz de tocar qualquer coisa que lhe venha parar às mãos, de mandolim a acordeão, no que parece ser um plano providencial da própria Amélie, Tiersen é o compositor adequado para movimentar os espelhos musicais reflectores do universo criado por Jean-Pierre Jeunet.
Romantismo e aventura, sonho e humor, tudo nos 20 temas que fazem a trilha sonora do filme, uma música que nos arrasta para o mundo popolarucho dos músicos itinerantes, das festas bretãs, do circo, recriado no entanto com muito mais delicadeza, como se Erik Satie andasse por ali.
Depois são as associações habituais que trazem à colação os mesmos jeitos de Nino Rota e Michael Nyman, embora, Pascal Comelade, seja o que mais se assemelha a Tiersen se vincularmos somente as duas sonoridades, já que noutro plano a irritação é evidente e o bretão tem sempre recusado a comparação assumindo-se como um compositor em pleno, contrapondo o carácter lúdico de Comelade, um simples parodiante.
Já com seis discos no activo e três bandas sonoras em sete anos de carreira, podemos esperar para ver o fabuloso destino de Yann Tiersen.
"Amelie From Montmartre" de Yann Tiersen: editado em Dezembro de 2001, pela EMI-Valentim de Carvalho.
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O novo filme do realizador de " Delicatessen "- Jean-Pierre Jeunet - cedo se tornou um verdadeiro sucesso de popularidade na Europa.
A personagem de Amelie Poulain, delicada e expontânea - encantou primeiro os franceses e à medida que o filme vai estreando pela Europa todos se rendem aos seus encantos, sempre ao som da música de Yann Tiersen, elemento fundamental no filme.
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i
o novo album de The Magnetic Fields.
que singinifca i?
significa simplesmente que todas as canções tem um título que começa pela letra i.
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e agora que posso mais dizer sobre este novo trabalho de Steve Marriot?
posso dizer que é o cd 4 de 69 love songs.
posso dizer que é igual ao 69 love songs.
posso dizer assim que é bom.
mas não posso dizer que tenha alguma qualquer inovação.
mas não posso dizer que apaixone como o 69 love songs.
o problema de i chama-se 69 love songs, esse album charneira e já mítico.
i é um belíssimo albúm sem dúvida, mas acabando fica o desejo de algo que ele não tem, o passo em frente, o inesperado.
não é.
inesperado.
é igual.
então, para quê ouvi-lo?
sinceramente não sei responder a esta questão. Porque considero 69 love songs um enooooorme trabalho, com uma frescura que sempre me espanta, i acaba por ser um trabalho reaquecido.
não requentado.
apenas e só repetido.
e acabo por falar de 69 love songs e não de i.
porque deste não há nada a dizer a não ser que é igual ao anterior.
estou a repetir-me? nota-se?
espero bem que sim, porque é a sensação mais forte que i me transmitiu: repetição. Mas uma boa repetição.
ah, já agora o 69 love songs é este:
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Um disco inspirado.
Um Dj-Set baseado em Gotan Project, um esplendido disco.
Corre todo o panorama da música desde o tango ao jazz (com chet baker...) ao tribal, ao drum'n'bass,
um disco vital para o que são as novas tendencias, que afinal não são tão novas assim já.
é fundamental para quem tem ouvidos.
Em minha opinião um trabalhoi muito melhorque 'La Revancha del Tango'.
Este até o Cali vai gostar
Quando em Maio um homem já algo gordo, com um fato que estava um número abaixo, meio pró-careca e assim com um aspecto de vendedor à moda antiga, entrou no palco do Coliseu do Porto, algo em todos os presentes 'mexeu': já estamos assim velhos?
O palco não era minimalista, era inexistente: uma viola num suporte e um piano.
E uma luz branca.
E um senhor com outra viola, o tal do casaco apertado na barriga e de óculos castanhos que já não usam e nem imagino onde se possam comprar.
Esse senhor é Elvis Costello.
Para os que me conhecem, não preciso de dizer o que penso deste músico.
Para os que não me conhecem ou não o conhecem, será um bom indicador dizer que ele é o marido de Diana Krall. Também será uma informação importante para a cultura geral dos que isto leem escrever - preto no branco para que nunca se perca - que Elvis Costello é o maior musico Pop vivo, e um dos maiores músicos vivos em todos os estilos. Sempre deve ser um pouco mais importante que ser marido de Diana 'legs' Krall.
Bem, nesse concerto único, Elvis a determinado momento tocou uma música que afirmou ser do seu próximo album... a mim ficou-me no ouvido o refrão e a boa noticia.
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The Delivery man
Elvis Costello / 2004
Após o intimista North, Elvis aparece agora com um disco que me faz voltar atrás muitos anos até outro trabçho fundamental na música popular - King of America (claro que também de Elvis Costello).
O que mais impressiona neste novo trabalho é a raiva, a rudeza, - 'guts' com que este trabalho é feito.
É dos grandes discos de Costello.
A reter - The Delevery Man - tema 6 de CD, e também o último tema que se aproxima tanto da ultima música do The King of America que impressiona.
Um dos discos deste ano.
Mas também, de Costello no mínimo será isso que se espera.
Como curiosidade: na mesma data de saída deste trabalho, Costello lançou um outro trabalho: Il Sogno. Uma partitura clássica para o bailado ' Sonho de uma noite de Verão'.
Sobre este escreverei mais tarde.
Aliás, sobre música dita erudita (em contraponto à palavra - popular) sempre pouco se falou aqui no forum.
Eu já comprei o Inspiration-Remix.
E aquela faixa com o remix de Chet Baker ? DIVINAL !!! :)
nem de propósito, ehehe
esta semana tenho andado a ouvir Gotan Project e o seu La Revancha del Tango
gostei bastante, sou como que um habitué destas sonoridades, por isso tenho algumas colecções de electro-por e afins (não o acho muito afastado da colectanea Cafe des Prés..., tem o tango lá ao fundo como diferença)
vou tentar ouvir brevemente este novo Inspiration-Remix e depois digo a minha opinião
:rolleyes:
Tanto tempo depois de dizer que logo a seguir falaria de um disco, venho agora redimir-me e pedir-vos desculpa.
O disco de que venho falar tem de seu nome IL SOGNO e é de autoria de Elvis Costello.
A novidade de este disco, é que o mesmo é de música chamada de clássica, ou erudita se assim acharem melhor já que o CD é novo.
É um trabalho específico efectuado para o bailado 'Sonho de uma noite de Verão', bailado esse baseado na peça de teatro ho´mónima de William Shakesare.
E esta tudo dito.
Ou seja nada.
Comecemos pelo meu problema: eu não sou apreciador de bailado clássico (quem caiu pode levantar-se). Na realidade penso mesmo ser o único estilo de arte que não aprecio em conjunção com a música 'concreta' (outra música (?) erudita).
Assim, perorar sobre um trabalho que é para um bailado torna-se um pouco mais complexo. Mesmo o 'Quebra Nozes' não vai 'à minha missa' retirando o fantástico trecho do 'bailado chinês'.
Bom, voltemos ao CD que aqui me traz. O que faz algo ser clássico 'contra' ser popular? Esta discussão é velha e não terá nunca fim. E não é pelo número de violinos que se vai lá ou pelos pratos que tocam forte no fim de cada parte da obra para acordar os espectadores e assim estes batam palmas.
E agora dizem estes meus amigos que o homem não vai à cara com a música clássica.
O grande problema é que vou, e muito. Adoro o barroco alemão de Bach a Mozart, o Romântico francês de Debussy ou alemão de Shubert, a loucura de Bhrams e principalmente o visionário Stravinsky.
E de repente entro pela América fora e chego a Gershwin (será clássico?)
É aqui que normalmente se faz a separação. E em algo que tentarei explicar em palavras (o que penso não ser nada facil). Tentemos.
Toda a música se baseia num tema e variações a esse mesmo tema. Na popular poderemos chamar a esse tema o refrão, na clássica poderá ser algo mais complexo descobri-lo (tentem em algumas sonatas de Mozart e verão o exercicio necessário, mas que vos lava os ouvidos lá isso lava...).
Até ao século XX, a música clássica baseava neste principio (e muitíssimas mais coisas, acreditem...) e numa coisa fundamental... não era sincopada. Escorria nota após nota sem o que agora não consigo transmitir por palavras mas que é visivel até que e Gershwin e principalmente na sua rapsódia em blue tornou-a sincopada, cortada nota a nota, frase musical a frase musical... e prontos de onde vem isto? do jazz, ou das raízes do jazz.
e agora? então que música clássica se pode escrever hoje, para hoje, sem ser assim?
pode, claro que pode.
e Elvis Costello, sem qq. formação clássica conhecida meteu mãos à obra e fez uma peça (ou conjunto de peças) que vão desde o estilo romântico de Debussy ao americanismo do Bernstein.
Não é um sonho. Bem, na realidade não é um pesadelo. Nem faz sono. Mas é académico o trabalho, como se cada vez que algo se ouve seja logo retratado o original 'painter'.
Como é óbvio apenas se pode analisar um obra no seu todo, e esta necessitaria de ser analisada com a coreografia do bailado.
Mas como não gosto de ballet, pois, não será facil.
Se querem ouvir algo no género aconselho : 'L'aprés midi d'une faune' de Debussy e 'An american in Paris' de Gershwin.
O dinheiro é melhor gasto.
Desculpa lá Elvis, mas desta vez apenas me fizeste bocejar...
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para me redimir de Elvis, vejam o filme sobre Cole Porter e ouçam o 'amazing Costello' em Wonderfull. Já agora o filme está entre momentos sublimes e muitos outros muita chatos...
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Este disquinho só está 37 anos atrasado.
É, é neste que vem Good Vibrations, é neste que sempre se pensou que Brian Wilson iria mais que ele ainda o tinha o sido em 'Pet Sounds'.
Está o mundo artístico em geral, e principalmente o musical 'marcado' por abandonos não compreensiveis pelos seus melhores.
Em 1967 o primeiro a enlouquecer é Brian Wilson, porque acha que não conesegue ser melhor que The Beatles. É o primeiro numa série de gente que se perdeu... logo a seguir vai Brian Jones, enlouquece também Syd Barret, parte Jim Morrison, Janis Joplin e Jimmi Hendrix.
Mas Wilson que ficou completamente 'lulu da cuca' porque - segundo diz a lenda - ouviu o take de 'She's leaving Home' de McCartney e chegou à conclusão que nunca conseguiria ali chegar (e eu também tenho as minhas dúvidas) decidiu mandar os The Beach Boys à fava e ficava o mundo a saber que um 'SMILE' não ficava completo, não sem sabermos que desse Smile faria parte o clássico extraordinário 'Good Vibrations'.
Quis o destino que Wilson decidisse refazer todo o Smile e apresentá-lo agora ao mundo.
Que mundo é este que recebe smile?
não é o mesmo. apenas tem de igual ser redondo, e de ter ainda muitos viventes do psicadelismo alegre dos The Beach Boys.
O que é Smile? Na verdade é um retorno a algo que não existiu mesmo.
Um bom album? sem duvida.
Mas Wilson soube na altura que apenas seria mais um... não é definitivamente o 'smile forever' que sempre se pensou ser.
good
good
good
good vibrations...
Ben Harper é um músico tão 'sui generis' quão 'sui generis' é Portugal musical.
Ele é um nome grande em Portugal tanto quão o é 'average' no resto da Europa e nos States.
O seu novo trabalho There will be a light efectuado em conjunto com os Blind boys of Alabama teria logo à partida um trunfo fortíssimo: um grupo vocal espantoso.
O CD anda pelos caminhos do Gospel, dos Blues, do R'n'B, do Funky, soa por vezes como se se tivesse descoberto algo dos finais dos anos 50 principios de 60 da motown e que estivesse perdido.
É na sua simplicidade e alegria que este trabalho cimenta Ben Harper como um bom músico e um músico profissional.
Sem rasgos também não tem rasgões, as 'tunes' são fluidas, o alinhamento agradavel, um disco feliz.
É num trabalho pouco acima da mediania que no entanto Ben Harper se assume (e já não era sem tempo) como um músico qeu existe, e não só como um tipo que tocava umas coisas boas e outras muita beras.
Só por isso, Harper ganhou o ano.
E ele agradece aos Blind boys a passagem no exame.
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Bjork passou-se de vez.
Após Selma Songs e Vespertine, dois explendidos trabalhos, ela tenta ir mais além no uso da voz e nas misturas da sua voz (que é bela, graças a Deus).
O resultado é que não o é.
Bjork tenta ser algo que eu não consegui entender muito bem, a não ser que o CD seja uma gravação de misturas de exercícios de voz.
Cada voz ouvida 'de per si' é boa, por vezes muito boa mesmo, mas a mistura é caótica, sem linha melódica entendivel, uma salgalhada.
Um trabalho perdido.
Pena.
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Medúlia
o defeito é meu, só meu, e de ninguem mais. Porque passo semanas sem vos ler , a ti Gatsby, e ao Houdini, e a alguns outros que mantem acesa a chama que eu deixei extinguir em mim. E eu sem escrever, e sem ouvir musica nova, e sem espaço ou inspiração ou paciencia e por vezes tudo isso junto, para te absorver, e aos teus escritos, e á nossa musica, e assim gerar a energia que antes me levava a escrever, e responder e reagir. Perdi-me, e ainda não sei como nem onde. Estou um chato e não sei bem desde quando. Ora bolas para mim... :mad:
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