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Já Não Há Heróis ?...

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eandre
02-05-2003, 09:38
Cali, eu acho que está muito bem aqui.
Acho que fizeste aqui um bom trabalho e quanto ao que escreveste, eu não podia estar mais de acordo.
Muitas pessoas rejeitam à partida esta música "pesada", classificando-a como ruído. Porém, eu já tive a experiência em que na faculdade consegui que uma colega minha, que dizia detestar heavy metal, gostassa de tal forma do álbum "Seventh son of a seventh son" que ela resolveu numa das cadeiras apresentar um trabalho ao som de uma das suas músicas. Se a memória não me falha, terá sido "Can I play with madness".

Cali
02-05-2003, 19:35
epá ! afinal parece que não estou assim tão só na minha demanda, ehehehe !

Parece que terei perdido o Vedder, mas ainda temos o eandré !

ACES HIGH !

e para ti um Eddie-smiley !

http://www.ironmaiden.com/ironmaiden/smiley_ed.gif

Cali
03-05-2003, 01:06
RUI VELOSO



Não sei como começar isto. Quero falar bem de um musico, mas só em parte. Ou seja, quero falar de parte do trabalho de um musico, mas para isso vou ter que dizer bem dele, apesar de eu não gostar daquilo que ele é, mas apenas do que foi. Tentemos, então:

Há 23 anos, com o Chico Fininho, nasceu, diz-se, o rock português. Na verdade não nasceu. Digamos que .... emergiu ! E nasceu uma nova era ! É claro que alguns não repararam que estava a nascer uma nova era, e assim, por exemplo, a Rádio Renascença recusou-se a fazer parte da história da musica portuguesa, ao censurar o Chico Fininho na sua antena, por causa da “merda na algibeira”. Erros históricos...!

Entre 1980 e 1983, Rui Veloso e Carlos Tê fizeram 3 discos : “Ar de Rock” , “Fora de Moda” e “Guardador de Margens”. O primeiro, puro, primário, visceral. O segundo, intenso, inspirado, lapidado. O terceiro, limpinho, adulto, perfeito. E foi o principio do fim ... para mim. Heresia ? Talvez...mas eu vou tentar explicar.

Em 1979 ajudado pelo impacto do Julio Isidro e o seu mitico “Febre de sábado de manhã” , e pela sua mãezinha (ai, quanto não valem as mães...!), que pegou em duas bobines de gravações do filho e as enviou para a Valentim de Carvalho, o Rui arranja um contrato e começa a preparar o seu primeiro album.

Http://www.ruiveloso.net/imagem/capas/g01ArDeRock300x299.jpg


Em 1980, com alguns dos musicos que se viriam a tornar referenciais no nosso meio musical (Zé Nabo, Ramon Galarza), ele grava “Ar de Rock”, a pedrada no charco. As letras, claro, já eram do Carlos Tê, que ele conhecera anos antes. 23 anos depois, este disco continua a dar-me um gozo tremendo, pela sua aspereza pura, pelo timbre de voz rouco e pouco trabalhado, pelo som ainda tão primário. Mas tudo isso junto e mais umas pérolas como “Sei de uma camponesa”, “Saiu para a rua” ou “Bairro do Oriente” , assim como as rockalhadas entranhantes “Rapariguinha do Shopping”, “Donzela Diesel” e o inevitável “Chico Fininho”, fazem deste um trabalho intemporal, que traz consigo, passados todos estes anos, por acréscimo, o perfume de sons e tempos que já não há.


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Dois anos depois, mais magro que nunca, depois de passar por uma fase tramada de graves problemas vocais, com 25 anos de idade, e uma pequena Joana (coincidencia, heim?) nos braços, volta ao estudio, sem a sua “Banda Sonora” para gravar “Fora de Moda” o segundo album. Que delicia de disco, carago ! Ele é Rock, ele é Blues, ele é Folk, ele é tudo e é nosso ! Grande Rui ! Grande gozo ! Grandes canções !

“Não tenho jeito para estrela do Rock’n’Roll”, dizia ele.... O tanas é que não tinhas ! Agora é que já não tens...

Mais pérolas ? Claro ! Das melhores canções que ele fez na sua vida, e com um Carlos Tê cada vez mais refinado. Querem Blues ? Temos “Sayago Blues”, de caras, e depois descobrimos ainda “Esta mulher é minha ruina” e “Sexta-feira nem que chova”. Para derreter de prazer, “A balada da fiandeira” e o hino “A gente não lê”, que tem um dos mais belos poemas que o Tê escreveu até hoje... e por aí fora, um desfilar de diferentes estilos, mas todos os temas contagiantes. E a mesma voz, claro. Tom cavo, grave, belo.


http://www.ruiveloso.net/imagem/capas/g03Guardador300x302.jpg


E avançamos um ano, para vir conhecer o terceiro disco, o da maioridade, o da perfeição, repleto de bons musicos e de muitos instrumentos mas... a começar, já de leve, a perder o encanto das coisas simples, aquele encanto que não se explica, apenas se sente. Aquele que nos leva a preferir a simplicidade da papoila á sofisticação da orquidea. Chamou-se “Guardador de Margens”.

Primeiro sintoma : a capa do disco mudou. É a cores! Segundo sintoma : o gajo tá mais gordo, cortou o bigode, arranjou uns óculos fatelas. Terceiro sintoma : a voz começou a subir de tom, e a perder o seu corpo grave e aspero. Quarto sintoma: tem um som demasiado produzido. Mas ainda um excelente disco, apenas um pouco abaixo do anterior. Ressaltam deste disco mais duas pérolas : “A ilha” e “Guardador de Margens”, mas o resto do disco é apenas simpático. As influencias Blues esbatem-se e perdem-se agora no meio do briho da produção. É tudo muito limpinho e a ‘alma’ começa a perder-se. Na altura não era ainda visivel, mas a distancia e os discos seguintes vieram fazer avivar estas caracteristicas.

Para mim, o grande Rui Veloso, o Saudoso, acabou por aqui, 3 anos depois de ter começado. Desde então tem tido, a espaços, alguns bons momentos, mas a sua musica deixou de me fazer cantar alto e bater o pé. Quando isso acontece, é porque acabou a magia.

Para mim, o Rui Veloso não representa neste momento mais do que qualquer outro musico ligeiro sério: é profissional, é perfeito, é limpinho, está cheio de “papel”, gordo e instalado na vida, e está um chato do caraças.
Do lote de bons musicos que envelheceram mal, sobressai este. Do outro lote, estilo “vinho do porto”, sobressai o Sérgio Godinho, que um dia destes tambem não me escapa a uma homenagem !

Ventor
03-05-2003, 15:13
O Rui é um senhor. Teve a sua época. Mas continuou muitos anos a ser um senhor da música portuguesa. Eu redescubri-o nos anos 90, penso que em 1997, no Europarque.

Ele tinha uma missão! Entreter pela calada da noite, o pessoal da Portugal Telecom, naquele belo Europarque.
O jantar era ali, e para animar, após três valiosos dias de trabalho, o Rui ia ser o nosso "enterteinement". Mas ele já não era o querido que todos(as) saberiam aguardar com vontade de ouvi-lo.

http://www.terravista.pt/guincho/7375/Catia/Image74.gif

A malta começa a desarmar e a vontade era ir para as noites do Porto! Eu estava preso aos cinco magníficos da Marconi que se mantinham por ali eivados de trsiteza pela hipótese de desaparecimento da sua querida empresa! O desmoronamento era quase total. O Murteira Nabo muito infeliz, e discretamente, faz um apelo à estabilidade em volta do Rui. A malta debanda, e eu, um pouco sem interesse, mas aborrecido pela falta de tacto das pessoas que nunca estão satisfeitas, faço apelos circunstanciais e "caço" gente em debandada serena e umas colegas apercebem-se disso e tentam agarrar-me para dançar aos primeiros acórdãos do Rui. Peço-lhe para se manterem firmes, e dançarem e eu vou até à porta, e por respeito ou sei lá porquê, a malta deixa a música "tocata e fuga" e deliciam-se com "uma laranja na falésia"!

Porto Côvo

Roendo uma laranja na falésia,
Olhando o mundo azul à minha frente.
Ouvindo um rouxinol nas redondezas,
No calmo improviso do poente.

Em baixo fogos trémulos nas tendas.
Ao largo as águas brilham como prata.
E a brisa vai contando velhas lendas,
De portos e baías de piratas.

Havia um pessegueiro na ilha,
Plantado por um Vizir de Odemira.
Que dizem que por amor se matou novo,
Aqui, no lugar de Porto Côvo.

A lua já desceu sobre esta paz,
E brilha sobre todo este luzeiro.
Á volta toda a vida se compraz,
Enquanto um sargo assa no brazeiro.

Ao longe a cidadela de um navio,
Acende-se no mar como um desejo.
Por trás de mim o bafo do destino,
Devolve-me à lembrança do Alentejo.

Havia um pessegueiro na ilha,
Plantado por um Vizir de Odemira.
Que dizem que por amor se matou novo,
Aqui, no lugar de Porto Côvo.

Roendo uma laranja na falésia,
Olhando à minha frente o azul escuro.
Podia ser um peixe na maré,
Nadando sem passado nem futuro.

Havia um pessegueiro na ilha,
Plantado por um Vizir de Odemira.
Que dizem que por amor se matou novo,
Aqui, no lugar de Porto Côvo.

http://planeta.clix.pt/portocovo/Fich.P.Covo/Baia.jpg

http://www.mun-sines.pt/turista/imagens/pcovo2.jpg

Imagens de Porto Covo

Quando dei pela fé não dei o tempo por perdido. Tudo dançava pelos corredores e pelas laterais da grande sala, e já não era para fazer jeito! O Rui levava o barco a seu porto e remávamos todos no mesmo sentido. Aquilo que seria uma noite a desmoronar-se, tornou-se numa noite de festa e de alegria! Eu nunca mais esquecerei o Rui velosso!

http://www.freguesiadeportocovo.com/images/brasao.gif

Cali
06-05-2003, 00:24
O ESCRITOR DE CANÇÕES


http://www.instituto-camoes.pt/bases/godinho/sergio_5a.jpg

No principio era o Verbo, e o Sérgio estava com ele, e o Sérgio era ele.
O Verbo, feito gente, no Sérgio, sinónimo maisculo da arte de escrever sobre as simplicidades da vida em abençoada comunhão com a música.



“A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”.



No principio da década de 80, com menos de 13 anos de idade, foram estas palavras, primeiras de uma canção intitulada “Primeiro dia”, do album “Pano Cru” de 1978, que me despertaram para a a arte de Sérgio Godinho. Eu, que pouco ligava a palavras escritas, de repente era invadido pela fluência do poema no embalo da melodia. Num ápice, decorei todo o poema, apaixonei-me pela canção, e logo após, por este escritor de canções.

http://www.instituto-camoes.pt/bases/godinho/god_11a.jpg


O Sérgio pertence aquele grupo de individuos que mereciam ser milionário pelo que de bom a sua arte trouxe a este povo. Estranhamente, passados 30 anos de carreira, nenhum dos seus albuns de originais vendeu por aí alem (parece que o melhor que conseguiu até agora foi um disco de prata...). Apesar de toda a gente saber quem ele é, muitos lhe fazerem a devida vénia, e a critica aclamar quase todos os seus trabalhos, ele parece continuar a funcionar para este povo assim como uma especie de Cristo Rei : todos sabem que existe, mas poucos lá foram visitá-lo. Acham-no bonito, como simbolo, mas só lhe conhecem a fachada.

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Não é que de facto o Sérgio se importe muito com o facto de não ter conseguido viver faustosamente á custa da sua musica. Ele é o tipo de individuo que, mesmo com os seus 58 anos de idade, mantem gostos simples e perfil humilde, e a sua maior riqueza continua a ser a sua exper

Cali
06-05-2003, 00:29
Biografia (até 1997)
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http://www.instituto-camoes.pt/bases/godinho/foto00.jpg

1945 - Sérgio Godinho nasce no Porto.


1963 - Para evitar cumprir o serviço militar obrigatório e ser enviado para a guerra colonial, parte para o estrangeiro. Começa por viver na Suíça, onde estuda Psicologia, em Genebra, durante dois anos com Jean Piaget, antes de passar para França, onde vive o Maio de 68.

1969 - Actua, durante dois anos, na produção francesa do musical «Hair» onde conhece Shila. Em Paris toma contacto com outros músicos exilados, como Luís Cília e José Mário Branco. Embora já compusesse música, fazia-o em francês, e será o contacto com os seus conterrâneos exilados que o desperta para a língua portuguesa.

1971 - Participa no álbum de estreia a solo de José Mário Branco, Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades, para o qual escreve quatro letras e participa como músico acompanhante. Grava o seu primeiro álbum, em Strawberry Studio do Chateau d'Hérouville, em França, com músicos locais, para a companhia Sassetti, mas a sua edição é adiada para 1972.
Nov. (26) - O seu EP de estreia, Romance de Um Dia na Estrada, é editado pela Sassetti e apresentado à imprensa numa sessão realizada no cinema Roma, em Lisboa, onde é igualmente lançado o álbum de José Mário Branco.
Parte para o Brasil com Shila, e a companhia de teatro Living Theater. É preso e expulso do Brasil. Vai viver para Amsterdão, onde passa seis meses a preparar o novo disco.

1972 - É editado Os Sobreviventes, álbum de estreia, que é muito bem recebido pela crítica e pelo público. O álbum receberá o Prémio da Casa da Imprensa para Melhor Disco Português do Ano, mas é interditado três dias depois da edição, sendo sucessivamente autorizado e novamente proibido.
Regista o seu segundo álbum Pré-Histórias, também gravado em França, e colabora com duas letras para Margem de Certa Maneira, de José Mário Branco.
Out. - Casa-se com Shila, em Montreal.

1973 - Junta-se à companhia de teatro Genesis. Estabelece-se em Vancouver, numa comunidade hippie. Em Portugal, a Sassetti edita Pré-Histórias, do qual se destaca imediatamente um dos grandes hinos da carreira do cantor e compositor, «A Noite Passada». É no Canadá que o 25 de Abril o apanha, regressando a Portugal pouco depois da Revolução.

1974 – Já de regresso a Portugal, edita À Queima-Roupa, um novo álbum de material original muito influenciado pela situação política nacional. Expressivo sucesso comercial, o álbum recebe o Prémio de Melhor Disco Português do Ano atribuído pela revista Música & Som. Durante quase todo o ano, actua por esse Portugal fora apoiando organizações populares.
Jul. (18) - Nasce Jwana, sua filha e de Shila. O casal decide escolher este nome para que, no Canadá, o nome possa ser pronunciado Joana, à portuguesa.

1975 - Participa, ao lado de José Mário Branco e de Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Teles A Confederação, que apenas virá, contudo, a ser estreado em 1978.
Convida Carlos Cavalheiro a participar no Festival RTP da Canção com um tema seu, «Na Boca do Lobo», que fica no segundo lugar.

1976 - Escreve a canção-tema do filme de José Fonseca e Costa Os Demónios de Alcácer Quibir, uma fantasia alegórica onde participa igualmente como actor. O tema é incluído no seu álbum desse ano, De Pequenino Se Torce o Destino que conta com arranjos de Fausto e que inclui igualmente um dos seus temas mais populares, «O Namoro». Ironicamente, trata-se de uma raridade - o único êxito que não escreveu nem compôs, sendo uma música de Fausto sobre uma letra do poeta angolano Viriato da Cruz.

1977 Abr. (10) - Estreia de Demónios de Alcácer Quibir, mal recebido pela crítica e pelo público.
Compõe dois temas para a banda sonora do filme de Fernando Lopes Nós por Cá Todos Bem, «Coro das Criadas de Servir», sobre um poema de Alexandre O'Neill, e o tema-título «Nós por Cá Todos Bem»

1978 Mar. (3) - Estreia comercial de Nós por Cá Todos Bem, acompanhada pela edição comercial do single com os temas da banda sonora, publicado ainda pela Sassetti num momento em que Godinho assinara já pela Arnaldo Trindade. O seu primeiro álbum para a Arnaldo Trindade é Pano-Cru, que traz mais um clássico instantâneo: «O Primeiro Dia». Sérgio Godinho continua a ser um favorito da crítica e do público, embora as vendas não sejam extraordinárias.

1979 - Publica um novo álbum de originais, Campolide, que é acompanhado por uma digressão nacional intitulada «Sete Anos de Canções», que culmina com cinco concertos no Teatro Maria Matos.

1980 - Termina a sua ligação à Arnaldo Trindade, assinando pela multinacional PolyGram.
Reencontra o realizador José Fonseca e Costa, que o convida para escrever a música do seu novo filme, Kilas, o Mau da Fita, uma comédia de costumes com Mário Viegas no papel principal.

1981 Fev. - Kilas, o Mau da Fita estreia em Lisboa, tornando-se num grande sucesso comercial, ultrapassando inclusive os cem mil espectadores durante a sua carreira. Simultaneamente, é editado pela PolyGram o álbum com a banda sonora do filme, da qual se destaca desde logo a «Balada da Rita» interpretada pela actriz Lia Gama.
Canto da Boca, o seu primeiro álbum de material original para a PolyGram, torna-se num surpreendente êxito comercial, tanto mais surpreendente quanto estamos em pleno «boom do rock português», atingindo o Disco de Prata por 15 mil exemplares vendidos. «Com um Brilhozinho nos Olhos», «É Terça-Feira», «Espalhem a Notícia» e «O Porto Aqui Tão Perto» são alguns dos temas-chave do álbum, que receberá o Prémio de Melhor Disco Português do Ano atribuído pela Casa da Imprensa e ainda o Se7e de Ouro para Melhor Cantor Português do Ano.

1982 - O Prémio de Teatro Infantil da Secretaria de Estado da Cultura é atribuído pela primeira vez, cabendo a honra à peça Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles, de sua autoria.
Numa viagem ao Brasil é detido pela polícia e condenado por posse de droga, recebendo uma sentença excessivamente pesada para o delito cometido. Apesar do apoio da comunidade artística brasileira e dos esforços da diplomacia portuguesa, o compositor ficará alguns meses detido no Brasil.

1983 Set. - Edita Coincidências, um álbum nitidamente marcado pela sua estada forçada no Brasil, que inclui material composto em parceria com nomes grandes da música brasileira como Ivan Lins («Que Há-de Ser de Nós?») ou Milton Nascimento («A Barca dos Amantes»). Coincidências é recebido com algumas reticências pela crítica e não consegue repetir o êxito de Canto da Boca.

1984 - Participa na peça teatral Um Jeep em Segunda Mão, que é filmada pela RTP. Nov. (19) - Publica Salão de Festas, que inclui «Quimera do Ouro» e «Coro das Velhas».

1985 Jul. - Apresenta nos Coliseus de Lisboa e Porto um concerto com o genérico «Era Uma Vez Um Rapaz», recuperando muitas canções dos seus 14 anos de carreira como cantor e compositor, coincidindo com a edição pela PolyGram do duplo álbum retrospectivo Era Uma Vez Um Rapaz, que reúne 19 temas gravados entre 1971 e 1984 e ainda um inédito «Guerra e Paz», escolhido como single da compilação.

1986 - Compõe o tema «Dor d'Alma» para o filme de José Nascimento Repórter X, com direcção musical de António Emiliano e Joaquim de Almeida no papel principal. No filme, o tema é interpretado por Anamar.
Nov. (12) - E editado Na Vida Real, o primeiro álbum de originais em dois anos, produzido por António Emiliano. Aclamado pela crítica como o melhor álbum de Godinho desde Canto da Boca, com uma sonoridade moderna a que não é alheio o núcleo de músicos - quase todos ligados ao rock ou à música alternativa - escolhido pelo produtor, Na Vida Real volta a falhar os objectivos comerciais da editora, embora dele saiam clássicos como «Lisboa Que Amanhece», «Isto Anda Tudo Ligado», «Emboscadas» e «Definição do Amor». O LP inclui ainda uma nova versão para «Pode Alguém Ser Quem Não É?».

1988 - Escreve uma série de canções destinadas à série infantil da RTP «Os Amigos de Gaspar», muito bem recebida pela crítica e pelo público.
Dez. - Edita, através da PolyGram, as canções que compôs para a série «Os Amigos de Gaspar», sob o título Sérgio Godinho Canta com os Amigos de Gaspar. O álbum conclui o contrato com aquela multinacional.

1989 - Desliga-se da PolyGram e assina pela EMI-Valentim de Carvalho, uma velha aspiração do presidente da companhia, David Ferreira, grande fã de Sérgio.
Jun. - Edita o seu primeiro LP para a EMI-VC, Aos Amores, que procura prosseguir na veia de Na Vida Real. Muito bem recebido pela crítica, Aos Amores é contudo um modesto sucesso comercial, sem que nenhum dos singles escolhidos - «Alice no País dos Matraquilhos», «Aos Amores» e «Não Me Beijes por Engano» - se imponham como clássicos.

1990 Mar. - Aos Amores vence o Prémio José Afonso, atribuído pela Câmara Municipal da Amadora.
Abr. (27) - Inicia, no Auditório Philippe Frydman do Instituto Franco-Português, em Lisboa, a apresentação de uma invulgar série de concertos sob a designação «Escritor de Canções». Dirigida por Ricardo Pais e com direcção musical de Manuel Faria, dos Trovante, «Escritor de Canções» estará em cena durante 20 concertos com grande sucesso crítico e público. Os espectáculos serão gravados para posterior edição em disco.

1991 Fev. - Apresenta Escritor de Canções em Macau, Bombaim e Goa. Durante o Verão, a RTP-2 exibe a série «Luz na Sombra», seis programas de meia hora sobre as profissões escondidas do mundo da música, com autoria e apresentação de Godinho.

1992 Jan. - Dirige, escreve e compõe a música para três curtas-metragens de meia hora cada, sob a designação geral «Ultimactos», produzidos para a RTP-2 mas que são atirados para a prateleira da estação, para apenas serem exibidos um ano mais tarde sem publicidade de espécie nenhuma.

1993 Maio - Edita Tinta Permanente, com arranjos de João Paulo Esteves da Silva, com a participação de Teresa Salgueiro, dos Madredeus, Filipa Pais, da Lua Extravagante, Dora e Sandra Fidalgo, dos Delfins. Bem recebido pela crítica, o álbum é um sucesso comercial apenas modesto, sem que «O Elixir da Eterna Juventude» e «A Face Visível da Lua» se transformem em êxitos de rádio.
Nov. - Apresenta o concerto «A Face Visível» no teatro Rivoli, no Porto, a 20, e no Teatro Municipal de São Luís, de 24 a 27. Os concertos, registados para posterior edição em disco, são autênticos triunfos críticos e de público.

1994 - Tinta Permanente recebe o Prémio José Afonso atribuído pela Câmara Municipal da Amadora ao melhor álbum de música portuguesa do ano. Compõe «O Passado é Um País Distante» para o genérico do programa televisivo de Miguel Sousa Tavares «Vinte Anos, Vinte Nomes».
Jun. (30) - Participa no Festival Filhos da Madrugada, de homenagem a José Afonso, que se realiza no Estádio de Alvalade, em Lisboa.
Nov. (25) - Actua no Coliseu de Lisboa no âmbito do projecto Coliseu's, de Lisboa-94, Capital Europeia da Cultura, com carta branca para escolher os convidados e montar o concerto da sua escolha. No concerto, com direcção musical de João Paulo Esteves da Silva, participam os Sitiados, Jorge Palma e Filipa Pais. Filipa Pais edita o seu álbum de estreia a solo, L 'Amar, produzido por Vitorino e Paulo Pulido Valente e que conta com temas originais de Sérgio Godinho.

1995 Fev. - O segundo álbum dos Diva, Deserto Azul, inclui um tema com letra de Sérgio Godinho, «Flor do Beijo».
Abr. - Os Sitiados gravam «Lá Isso É», de Godinho, no seu terceiro álbum O Triunfo dos Electrodomésticos.
Nov. - Participa no projecto de Natal da editora Dínamo, Espanta Espíritos, com «Apenas Um Irmão», um tema rap em dueto com Pacman, cantor dos Da Weasel, e o rapper Boss AC.
Dez. - A EMI-VC edita Noites Passadas - o Melhor de Sérgio Godinho ao Vivo, álbum registado ao vivo nos concertos do Teatro São Luís em 1993 e do Coliseu em 1994, onde se recuperam 16 dos grandes clássicos da carreira do cantor/compositor e ainda se apresentam dois inéditos: «Fado Gago», composto para o espectáculo de Ricardo Pais, «Fados», onde era interpretado pelo actor José Pedro Gomes, e «O Passado é Um País Distante», genérico do programa de televisão «Vinte Anos, Vinte Nomes».

1996 Mar. - Actua em trio no Ritz Club, com Manuel Faria no piano e Ricardo Rocha na guitarra portuguesa.
Abr. - O segundo álbum a solo de Luís Represas, Cumplicidades, inclui «Chave dos Sonhos» com letra de Godinho, que será o segundo single escolhido para divulgação radiofónica. Vence o Prémio Carreira Blitz 95, atribuído pelo semanário Blitz num espectáculo realizado no Coliseu de Lisboa. Compõe o genérico do magazine televisivo literário de Francisco José Viegas «Escrita em Dia».
Maio (12) - Actua no Coliseu do Porto.
Jun. - O novo álbum dos Despe & Siga Os Primos inclui um tema com letra de Godinho, «Tou Bom».
Out. - Participa no programa televisivo da Television de Galicia «A Cantar con Xabarin» com o inédito «Pois É a Vida», que regista posteriormente em estúdio.
Nov. - As três curtas-metragens que realizou para a RTP sob o genérico «Ultimactos» - «S.O.S. Stress», «A Reconstrução» e «Entre Mortos e Vivos» - são reexibidas pela RTP-2.
(20) - Colabora no espectáculo multimedia «Os Filhos de Rimbaud», que tem lugar no Coliseu de Lisboa no âmbito do Festival Monumental 96 e para o qual compõe temas originais baseados em poemas do escritor francês Arthur Rimbaud.

1997 - Edita um novo álbum, Domingo no Mundo produzido por Manuel Faria, onde inclui «Lamento de Rimbaud», escrito para «Os Filhos de Rimbaud», e «Mesa», um inédito em disco sobre um poema de Alexandre O'Neill. Participa com «Lá No Xepangara», de José Afonso, no álbum contra o racismo Sons de Todas as Cores. Faz parte do júri de «Chuva de Estrelas», da SIC.

Cali
06-05-2003, 00:49
prontos...lá voltemos ao mesmo.

Este posts musicais são sobre os meus herois, os tipos importantes pra mim. Eu não me importo que eles possam coexistir no post do "rock em stock" , mas de facto para mim, e pelo tipo de escrita, acho que fazem mais sentido aqui, tás a ver ?
Mas basta que tu digas, e eles vão lá parar, ok ? :D

S111or
26-05-2003, 16:18
Carissimos, estava por aqui a passear, já que nada se passa na bolsita, e eis que dou de caras com este tópico.
Acontece, coincidência das coincidências, que este é o mote do próximo concerto de uma banda do meu bairro (Olivais - LX), que há já uns anos andava desaparecida: IN LOCO.

Pois, então é assim, cá vai, preparem-se, listen carefuly 'cause I shell say this only once:

QUINTA FEIRA - 05-Junho de 2003, IN LOCO ao vivo - Já não há heróis, no ComVento Club ( Santos - Lisboa):


Help não consigo postar uma imagem...
:( :eek: :mad:

Descendo a Av D Carlos I, da Ass.Rep. para a 24 Julho, antes da rua à direita do McDonalds há a R Marques Abrantes. Virem para lá. Depois, ao fim de uns 70 metros, têm o nº 38-A.
É aí...

Cali
27-05-2003, 00:31
pois, caro cento-e-onze, eu sou o feliz proprietário do single de estreia dos teus vizinhos "In loco", agora já com mais de 10 anos, seguramente. É curioso, não é ?
Quando eles apareceram, com esta 'orelhuda' canção, achei-lhes muita piada, e até tiveram bastante sucesso. Mas depois ...sumiram. Nem album chegaram a gravar. E não é que reaparecem agora, 10 anos mais tarde, com o tal disco gravado, incluindo o "Já não há herois", mas completamente fora de timing ??? Agora já ninguem os conhece, e vai ser muito dificil voltarem a ter o "momentum" que conquistaram então.


"Já não há herois
Herois que consigam
Levantar a moral
dos imperios caidos !
"

S111or
29-05-2003, 14:32
mas pode sempre ser um espectáculo interessante.
No tempo do 'rock rendez-vouz' havia bandas sem projecção nenhuma mas com grande sespectáculos em palco.
Das que mais gostei foram:
Taxi ( um bocada mais antigo)
Mlerif Dada ( seria assim que se escreve...?)
Tequilla Mal
Mão morta
Lacrau
Bizarra Locomotiva
E outro que não me lembro do nome: mas o vocalista 'aguarela' tinha a mania de se 'chinar' em palco com uma lâmina de barbear, chegando a dar para o torto...

Saudades de um bom som, bom espectáculo, ambiente engraçado e grandes noites

:o

jleandro
29-05-2003, 17:24
S111or

nos "Mler if dada" tocou durante uns tempos (agora não faça ideia) um "puto" que viveu durante muitos anos nos Olivais, junto ao lugar onde está hoje o Shopping.

Chama-se Bruno e hoje deve andar pelos 32/35 anos.

Cali
29-05-2003, 18:52
Pois as noites do RRV nunca cheguei a frequentar, embora fossem famosas. Entretanto, só por alturas do RRV fechar em comecei a sério a dar umas voltas á noite (já trabalhava, já tinha dinheiro, já tinha outra idade), mas nunca me deixei encantar pela maioria das bandas desconhecidas que fui ouvindo.

Havia uns moços da linha de Cascais, no entanto, que conheci na altura em que fiz um programa de divulgação de musica moderna portuguesa no Rádio Clube de Sintra, e que me surprenderam muito agradávelmente. Infelizmente não foram longe, mas ainda assisti a um festival de novas bandas que eles venceram, e ainda tive a sua maquete como 'power play' durante uma semana. Chamavam-se "Somos Pontifices" (é mesmo "somos" , não "sumos") e foram a primeira banda nova que eu conheci a conseguir integrar com sucesso a guitarra portuguesa no Pop/Rock. Aquilo soava muito bem ! Precisavam era de uma produção a sério, já que o som era muito artesanal. Penso que um ponto que jogava (infelizmente) muito a desfavor deles, era o facto de terem um vocalista paraplégico. Infelizmente a imagem tem muita importancia, e ter um front-man em cadeira de rodas é meio caminho andado para o insucesso.

Perdi-os de vista, com o passar do tempo. Ainda tenho a maquete...

Foi giro relembrar este episódio ! Só por isto já valeu a pena, ehehehe.

S111or
06-06-2003, 09:49
Yellow Submarine, perto do jardim central, muito escondidinho.

A única vez ue fui lá tocar já aquilo estava prestes a fechar, e com pouca gente a assistir. Ainda assim foi muito divertido...

Mohandas
14-06-2003, 17:38
Michael Jordan

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O aro do cesto está a 3,05 metros do chão.

(Ele participou em 1.072 jogos, estando em campo 41.011 minutos e acabou a sua carreira com 32.292 pontos, 5.633 assistências e 6.672 ressaltos.)

Nome: Michael Jeffrey Jordan
Altura e peso: 1,98 cm e 89 kg
Estado Civil: casado
Filhos: 2
Equipas: Chicago Bulls e Washington Wizards
Universidade: Carolina do Norte

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Algumas datas e alguns factos

1963 – Nasce em Brooklyn (Nova Iorque). Sofre de hemorragias
nasais até aos 5 anos.
1976 – Joga na escola de basebol Mickey Owen
1978 – Não é admitido na equipa de basquetebol de Laney
High School de Wilmington
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1982 – Joga na Universidade da Carolina do Norte
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1984 – Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.
Assina pelos Chicago Bulls após não ser escolhido pelos Portland.
1988 – Melhor jogador e marcador da NBA com uma média de 37,1
pontos por jogo.
1991 – Os Chicago Bulls ganham o primeiro título na NBA
1992 – Segunda medalha olímpica nos Jogos Olímpicos de Barcelona.
1993 – O pai é assassinado na Carolina do Norte. Anuncia a sua
retirada do basquetebol.
1994 – Assina pela equipa de basebol Birmingham Barons.
1995 – Em Março regressa ao basquetebol e a Chicago.
1996 – Eleito jogador mais valioso da NBA pela quarta vez.
1998 – Consegue o seu sexto anel de campeão por Chicago.
1999 – Anuncia o seu abandono do basquetebol.
2001 – Regressa como jogador e empresário dos Washington Wizards.
2003 – Abandona definitivamente o basquetebol como jogador.

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Títulos
– 6 títulos da NBA com os Chicago Bulls.
– 2 medalhas de ouro olímpicas em Los Angeles (1984) e Barcelona (1992).
– 1 título universitário pela universidade da Carolina do Norte (1982)

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Recordes:
– Jogador mais bem pago da história (33,5 milhões de dólares no último ano nos Chicago Bulls – 1999).
– Terceiro melhor marcador da história da NBA com 32.292 pontos.
– Recorde de pontuação numa partida de play-off (63 pontos em 1986).
– No início da época de 2002/2003 tinha a melhor média de pontos na carreira desportiva com 31 pontos, era 2º em roubos de bola (2.391), 4º em pontos (30.652) e em lançamentos de campo concretizados (11.513), 5º em lançamentos livres concretizados (7.061), 6º em lançamentos de campo tentados (23.010) e 8º em lançamentos livres tentados (8.448).

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Outros galardões:
– 5 vezes jogador mais valioso da NBA (1987-88, 90-91, 91-92, 95-96 e 97-98).
– 3 vezes melhor marcador (1996, 97, 98).
– 6 vezes melhor marcador das finais da NBA (1991, 92, 93, 96, 97 e 98).
– 1 vez melhor jogador defensivo (1998)
– 10 vezes eleito para a equipa ideal da NBA (1987, 88, 89,
90, 91, 92, 93, 96, 97, 98).
– Seleccionado em 1996 como um dos 50 Melhores Jogadores da História da NBA.

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Resumo da Carreira
Afirmar que Michael Jordan é o melhor basquetebolista de todos os tempos é um exercício subjectivo. Seria preciso comparar eras diferentes, maneiras distintas de jogar e mostrar o basquetebol pelo Mundo e a própria visibilidade a que Jordan esteve sujeito, superior a qualquer outro jogador antes dele. O que é notável é que, apesar de todas essas variáveis, ele consiga reunir a unanimidade.
Mais do que a qualidade do jogador, o factor decisivo para esse reconhecimento será a sua influência na NBA, e Michael Jordan é o basquetebolista que, por si próprio, maior domínio exerceu na Liga.

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George Mikan fê-lo no início da competição mas não durante tanto tempo e numa altura em que a concorrência era quase inexistente;
Bill Russell ganhou 12 campeonatos com os Celtics como figura central mas era sobretudo um pilar defensivo e um jogador de equipa;
Wilt Chamberlain não conseguiu traduzir em títulos a sua superioridade brutal sobre os restantes jogadores;
Larry Bird e Magic Johnson dividiram uma época que teria sido só de um deles... caso o outro não existisse;
e Shaquille O’Neal, a última grande força dominadora da NBA e o único jogador, hoje por hoje, a conseguir quase garantir um campeonato à partida ainda só vai em dois campeonatos com os Lakers.
O feito de Jordan é tão mais notável quanto o facto de ser um jogador exterior, um base atirador com menos de dois metros, num jogo em que, geralmente, são os gigantes quem desequilibra.

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Foi confiando nesse facto histórico (Mikan, Russell, Chamberlain, Abdul-Jabbar, Reed, Unseld, Moses Malone, Walton, todos eles postes, todos eles decisivos ao longo dos tempos) que os Houston Rockets usaram a sua primeira escolha no “draft” de 1984 para escolher Akeem Olajuwon, e que os Portland Trail Blazers – pelo seu general manager Jack Ramsay, naquele que é considerado o maior equívoco na história do basquetebol – seleccionaram outro center, Sam Bowie, que nunca seria ninguém na Liga.
Jordan, o melhor jogador universitário de 1983/84, foi escolhido para os Bulls não pelo agora director-geral Jerry Krause, como é normal pensar-se, mas por Ron Thorpe, o homem que construiu a actual equipa dos New Jersey Nets e que na altura exercia essas funções em Chicago.

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A eleição para “rookie” do ano foi pouco mais que uma formalidade. O seu impacto na Liga foi tremendo: numa altura em que o basquetebol ainda se jogava com os fundamentos, ele introduziu, de facto, o jogo aéreo, elevando-se acima do cesto graças a capacidades atléticas excepcionais e implementando uma revolução cujas repercussões são hoje evidentes. Foi nessa altura que ganhou o apelido de Air Jordan, um epíteto jornalístico que se tornaria marca comercial, responsável, entre outras coisas, pela transformação da Nike na maior empresa planetária de equipamentos desportivos.

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Nos primeiros anos da sua carreira, Jordan era visto como um jogador espectacular, e pouco mais do que isso. Ninguém poderia adivinhar a dimensão que ganharia com os anos, pois ninguém poderia supor que, maior que o seu talento, fosse a sua obsessiva sede de glória e de marcar uma época.

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Talvez o primeiro indício desse assombroso espírito competitivo tenha sido a 20 de Maio de 1986, no famoso jogo 2 do “play-off” de 1985/86, a sua segunda época como profissional, frente aos Celtics no Boston Garden, em que, recusando-se a aceitar uma derrota inevitável, marcou 63 pontos (o que ainda hoje é recorde da NBA num play-off), levando a partida a prolongamento antes de os Celtics a resolverem. Premonitório, Larry Bird afirmou, no final: «Hoje, Deus jogou basquetebol disfarçado de Michael Jordan».

Depois disso... bom, depois disso a história de Jordan confunde-se com a história dos Bulls com a da própria NBA.
Os seus feitos dentro de um campo de basquetebol não são quantificáveis – mas quase: foi eleito para a lista dos 50 melhores jogadores de sempre em 1996, por ocasião do cinquentenário da Liga; integrou o Dream Team de 1992, em Barcelona, apesar de já ter ganho a medalha de ouro olímpica, ainda como universitário, em 1984, nos Jogos de Los Angeles; em seis Finais da NBA, correspondentes a outros tantos títulos de campeão, foi sempre eleito MVP da série; integrou dez vezes o cinco ideal da Liga, tantas quantas as épocas completas que jogou entre 1986/87 e 1997/98, sendo por cinco vezes eleito MVP da época regular; detém o recorde de nove selecções para o cinco defensivo ideal, também aí nas nove temporadas completas que fez pelos Bulls entre 1987/88 e 1997/98, conseguindo o troféu de defensor do ano na primeira dessas épocas; detém a melhor média de marcação de pontos de carreira (31,2 pontos à entrada de 2001/02), nos jogos All-Star (21,3), em jogos de play-off (33,4) e numa série dos Finals (41,0, em 1993, frente aos Phoenix Suns), assim como o número de épocas (10) e épocas consecutivas (7, com Wilt Chamberlain) como melhor marcador da Liga; é líder histórico da NBA em jogos consecutivos com mais de 10 pontos marcados (840); entrou para a época 2001/02 como quarto melhor jogador de sempre da NBA em marcação de pontos (29.227, tendo entretanto atingido os 30.000), terceiro em roubos de bola (2.306), quinto em lançamentos de campo concretizados (10.962), sexto em tentados (21.686) e sétimo em lances livres marcados (6.798), tudo isto apesar de ter perdido quase cinco temporadas nos dois abandonos e de, na segunda época na Liga, apenas ter jogado 18 partidas em 82 possíveis; nas 11 épocas em que jogou livre de contingências só perdeu sete partidas em 902 possíveis, sendo escolhido, em todas elas, para o All Star Game, do qual foi MVP em 1988, 96 e 98, ganhando também os concursos de afundanços em 1987 e 88; encerrou a temporada de 1997/98 como líder históricos dos Bulls em pontos, ressaltos (5.836), assistências (5.012), roubos de bola, jogos (930), lançamentos de campo e lances livres tentados e concretizados; a 28 de Março, frente aos Cavaliers, estabeleceu o seu recorde pessoal de marcação de pontos em 69; foi campeão universitário com North Carolina, com um lançamento seu, no último minuto, a decidir o campeonato em 1982.

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Em 2001/02, ano do seu segundo regresso, com a camisola dos Wizards, quase conseguia um feito tão notável como ganhar um campeonato em Chicago: levar uma equipa medíocre ao “play-off”. Só não o conseguiu porque uma lesão num joelho o obrigou a ser operado e a parar duas semanas na altura decisiva da época.

Tudo isto, e muito mais, é Jordan.

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Percurso na NBA: Chicago Bulls (1984/85 a 1992/93 e 1994/95 a 1997/98), Washington Wizards (2001/02-...)

Mohandas
14-06-2003, 17:49
Nome: Chicago Bulls
Sedeados em: Chicago, estado do Ilinóis
Divisão: Central
Na NBA desde: 1966/67
Pavilhão: United Center (1994), 21.711 espectadores
Proprietário: Jerry Reinsdorf
Director-Geral: Jerry Krause

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O “Messias” que veio do ar

Chicago viveu a história de Cinderela que qualquer equipa sonha viver. Depois de uns primeiros anos de existência prometedores mas na prática inofensivos, que atingiram o ponto culminante quando a equipa chegou às finais da Conferência, os Bulls receberam a benção de poder escolher, apenas na terceira posição do “draft”, aquele que se tornaria o melhor jogador do Mundo. À volta dele, Michael Jordan, se construiria a mais dominante hierarquia da moderna NBA.

As primeiras estrelas dos Bulls foram Guy Rodgers, Bob Love, Norm Van Lier, Jerry Sloan, Tom Boerwinkle ou Artis Gilmore. Chicago, contudo, apesar de se afirmar como uma equipa muito competitiva – tão competitiva que ganhou fama de violenta e se tornou temida pelas restantes –, apenas conseguiu chegar a duas finais de Conferência antes dos anos 80. A sorte dos Bulls começou a mudar quando realizou a segunda pior época da sua história, em 1982/83, e dispensou Reggie Theus a Kansas City Kings, abrindo lugar para um base atirador no seu pobre plantel.

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Air Force 23

Michael Jordan, o jogador universitário do ano em North Carolina, só não foi escolhido em primeiro lugar no “draft” de 1984 por ser... baixo. Quer dizer, por não ser poste.
Procurando presenças dominantes no centro, Houston Rockets e Portland Trail Blazers gastaram as suas escolhas respectivamente em Hakeem Olajuwon e Sam Bowie, um desconhecido gigante que viu a promissora carreira minada por lesões. Rod Thorn, na altura general manager dos Bulls, não hesitou nem um pouco com tamanha oportunidade e optou por aquele que viria a mudar radicalmente a história do clube, da cidade, da própria NBA e até do basquetebol ao nível mundial.

Com o domínio total do adversário, do corpo e do próprio jogo, Air Jordan teve impacto imediato na Liga e rapidamente se tornou fenómeno de popularidade, sendo o único jogador a conseguir tirar algum protagonismo a Larry Bird ou Magic Johnson numa altura em que a NBA vivia o seu período de maior expansão, exactamente à custa da rivalidade entre as grandes estrelas dos Celtics e Lakers. Depressa Jordan se tornou ainda mais influente do que esses dois gigantes.

Da primeira participação no “play-off”, logo em 1984/85, à primeira final de Conferência, passaram apenas quatro anos. Nessa altura, em 1988/89, Bird entrara em decadência e Magic atingia a veterania. Chicago Bulls e Detroit Pistons eram as equipas em ascensão no Este, e foi nas suas batalhas com os Pistons, superando a dureza quase lendária dos Bad Boys, que Jordan e os Bulls viriam a atingir a maioridade.

O segundo momento de crescimento dos Bulls ocorrera em 1987, quando Jerry Krause conseguiu assegurar os concursos de Scottie Pippen e Horace Grant.

A terceira e igualmente decisiva circunstância que transformou os Bulls na melhor equipa do mundo foi a promoção de Phil Jakcson, ex-jogador campeão pelos New York Knicks na década de 70, de adjunto de Doug Collins a seu substituto como treinador principal.

Elaborando um sistema de jogo mais colectivo, em que Jordan teria quase tanta importância a passar a bola como a marcar pontos, conseguindo convencer a sua estrela que a única forma de alguma vez alcançar o anel de campeão seria prescindindo de protagonismo, Jackson, uma das figuras mais carismáticas na história da modalidade e actualmente o treinador com maior percentagem de vitórias da Liga, foi uma espécie de guru do culto Bull, que arrecadaria seis campeonatos em oito anos, duas séries de três títulos cada, só interrompidas devido à auto-suspensão temporária da carreira de Michael Jordan entre 1993 e 95.

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Início de uma dinastia

No primeiro campeonato da primeira fase da dinastia os Bulls superaram, sucessivamente, os campeões em título e grandes rivais no Este, Detroit Pistons, nas finais de Conferência, e os Lakers de Magic Johnson na final, perdendo nessas duas séries apenas um único jogo, o primeiro dos Finals, graças a um triplo de Sam Perkins no último segundo.

Na época seguinte bateram os Trail Blazers, tornando-se apenas na quarta equipa a conseguir repetir o título em dois anos seguidos depois dos Lakers, Celtics e Pistons.

O terceiro título consecutivo – algo apenas alcançado pelos Lakers de George Mikan e pelos Celtics de Bill Russell –, chegaria ante os Phoenix Suns, selado com um memorável triplo de John Paxson, a 4 segundos do final do jogo 6 e depois de a bola ter percorrido todos os cinco jogadores de Chicago, que colocou o resultado em 99-98.

Jordan, três vezes MVP dos Finals, batia o recorde da média de pontos no “play-off” decisivo: 41,0 por jogo. Já antes, durante a “regular season”, Michael Jordan havia deixado a sua marca ao sagrar-se melhor marcador do campeonato pela sétima vez consecutiva, com média de 32,6 pontos. Com esse feito igualou o registo de Wilt Chamberlain.

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A segunda vaga

Por cansaço ou desilusão, Jordan, que nesse Verão perdeu o pai, assassinado a tiro na Carolina do Norte a 23 de Julho, retirou-se, tentando uma nova carreira no basebol.

Longe de ser bem sucedido e acabando por actuar num clube de uma Liga secundária, Birmingham Barons, voltaria menos de dois anos depois aos Bulls.

Já não a tempo de conseguir roubar o título de 1994/95 aos Rockets, mas muito a tempo de preparar a segunda vaga conquistadora.

Três novos títulos, frente aos Seattle Supersonics e Utah Jazz (duas vezes), a melhor marca de sempre na época regular em 1995/96, com 72 vitórias e apenas 10 derrotas (no ano seguinte só três desaires nos últimos cinco jogos impediram que esse registo fosse superado, ficando-se em 69 vitórias) e um inovador e consumado estilo colectivo de jogo, alicerçado nos famosos triângulos ofensivos do adjunto Tex Winter, garantiram a Jordan e aos Bulls o seu lugar entre as maiores – senão mesmo a maior, dado o nível da competição – equipas de sempre.

Épicos, acima de todos, dois momentos. O primeiro quando, no quinto jogo da final de 1997/98, depois de os Jazz recuperarem de uma desvantagem de duas derrotas, Jordan jogou com febre, afectado por um vírus estomacal que quase o fazia desfalecer já no fim do encontro e que levava Phil Jackson a pedir sucessivos descontos de tempo para que pudesse recuperar forças. Nessa noite Jordan marcou 38 pontos, incluindo um triplo, o último cesto da partida, que deu a Chicago a vitória por 90-88. Na partida seguinte marcaria mais 39 pontos e daria assistência com que Steve Kerr selaria a conquista do campeonato, a 5 segundos do fim.

O segundo no sexto jogo da final de 97/98, no último minuto, em Salt Lake City, quando, a perder por um ponto, rouba a bola a Karl Malone, joga um contra um com Bryon Russell e concretiza o cesto da vitória com 5,2 segundos para jogar.

Teria sido o último da sua carreira, o final perfeito do jogador perfeito, se não decidisse regressar, novamente, passados dois anos.

Com esse cesto acabou uma era dourada em Chicago. A equipa desfez-se rapidamente e quase do dia para a noite tornou-se a mais fraca da NBA. A reconstrução começa, mas dificilmente se repetirão os tempos de glória. A menos que, de repente, outro “Messias” apareça caído do céu.

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1990/91
Chicago Bulls (4) vs. Los Angeles Lakers (1)

Época Regular
Com Jordan no seu auge, Scottie Pippen afirmando-se como um dos melhores jogadores da Liga, uma linha de segundas figuras compacta, um treinador carismático e bom condutor de homens e um sistema de jogo inovador, baseado nos triângulos ofensivos do adjunto Tex Winter, os Chicago Bulls tornaram-se, subitamente, uma força dominadora. Os Pistons, já em fase de descompressão, sentiram na pele a humilhação de um 4-0 nas finais de Este.
Os Lakers, agora orientados por Mike Dunleavy depois da saída de Pat Riley no final da época anterior, perdiam o título de campeões da Divisão Pacífico, ao fim de nove anos de domínio, para os Portland Trail Blazers, mas acabariam por representar o Oeste na final da liga. Para o seu capitão Magic Johnson essa seria a última final da carreira: a 7 de Novembro de 1991 anunciaria que estava infectado com o vírus HIV, e que deixaria de jogar basquetebol.

Prémios

MVP: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Defensor do Ano: Dennis Rodman (Detroit Pistons)
Treinador do Ano: Don Chaney (Houston Rockets)
Melhor Sexto Jogador: Detlef Schrempf (Indiana Pacers)
Prémio IBM: David Robinson (San Antonio Spurs) Finais

Michael Jordan esperara seis anos pela sua primeira final, tendo de suportar não só a frustração pessoal como os castigos físicos dos Bad Boys. Quando, finalmente, chegou onde sempre desejara, não estava disposto a deixar fugir a oportunidade.
Um triplo de Sam Perkins no último segundo do primeiro jogo, no Chicago Stadium, deu a vantagem aos Lakers, mas essa seria a sua única vitória. Nas quatro partidas seguintes (as últimas três em Los Angeles) Jordan elevou o seu jogo a um nível quase perfeito e conduziu os Bulls ao primeiro título. Como uma criança chorou abraçado ao troféu de campeão. Ganhou, naturalmente, o prémio de MVP das Finais, o que lhe era perfeitamente secundário. Em cinco finais ganharia mais cinco de cada...

MVP das Finais: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Treinadores: Phil Jackson (Chicago Bulls) / Mike Dunleavy (Los Angeles Lakers)

Jogos das Finais
Jogo 1: Chicago Bulls, 91 – Los Angeles Lakers, 93
Jogo 2: Chicago Bulls, 107 – Los Angeles Lakers, 86
Jogo 3: Los Angeles Lakers, 96 – Chicago Bulls, 104 (a.p.)
Jogo 4: Los Angeles Lakers, 82 – Chicago Bulls, 97
Jogo 5: Los Angeles Lakers, 101 – Chicago Bulls, 108

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1991/92
Chicago Bulls* (4) vs. Portland Trail Blazers (2)

Época Regular
Apesar do falhanço da época anterior, os Portland Trail Blazers confirmaram-se como melhor equipa do Oeste, alcançando a final pela segunda vez em três anos. Os Blazers eram a primeira de uma série de equipas que, ao longo da década de 90, representariam o Oeste nas Finais. Utah, Phoenix, Houston, Seattle e San Antonio discutiriam entre si a liderança da conferência nos anos seguintes, ao contrário das épocas anteriores, em que o domínio dos Lakers era praticamente incontestado. À excepção dos Rockets, vencedores em 1994 e 95, e de San Antonio, em 1999, todas cairiam às mãos dos Bulls e de Jordan. Estes, no Este, não encontravam rival, apesar da melhoria dos Knicks.
*Equipa com melhor registo de vitórias na regular season

Prémios

MVP: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Defensor do Ano: David Robinson (San Antonio Spurs)
Treinador do Ano: Don Nelson (Golden State Warriors)
Rookie do Ano: Larry Johnson (Charlotte Hornets)
Melhor Sexto Jogador: Detlef Schrempf (Indiana Pacers)
Prémio IBM: Dennis Rodman (Detroit Pistons) Finais

33 pontos de vantagem no primeiro jogo fizeram antever facilidades, para os Bulls, que os Blazers se encarregaram de rejeitar na segunda partida, impondo-se no Chicago Stadium após prolongamento. Após mais uma vitória para cada lado, uma vitória clara dos Bulls no quinto e geralmente decisivo encontro abriu caminho para o repeat. Os Bulls tornavam-se a quarta equipa a consegui-lo depois de Lakers, Celtics e Pistons.

MVP das Finais: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Treinadores: Phil Jackson (Chicago Bulls) / Mike Dunleavy (Portland Trail Blazers)

Jogos das Finais
Jogo 1: Chicago Bulls, 122 – Portland Trail Blazers, 89
Jogo 2: Chicago Bulls, 104 – Portland Trail Blazers, 115 (a.p.)
Jogo 3: Portland Trail Blazers, 84 – Chicago Bulls, 94
Jogo 4: Portland Trail Blazers, 93 – Chicago Bulls, 88
Jogo 5: Portland Trail Blazers, 106 – Chicago Bulls, 119
Jogo 6: Chicago Bulls, 97 – Portland Trail Blazers, 93

http://utenti.lycos.it/michaeljordan/88.jpg

Mohandas
14-06-2003, 17:50
1992/93
Chicago Bulls (4) vs. Phoenix Suns* (2)

Época Regular
No Este, mais do que qualquer outra coisa, era a estreia do fenomenal novato dos Orlando Magic, Shaquille O’Neal, que chamava as atenções. Ganhando a distinção de “rookie” do mês durante toda a época regular, Shaq rapidamente se tornou um fenómeno de popularidade na Liga apenas superado pelo próprio Michael Jordan. Quanto à competição propriamente dita, o domínio dos Bulls era absoluto e claro, ao contrário do Oeste, onde não havia uma força predominante.
As espectaculares contratações de Charles Barkley e de Danny Ainge pelos Phoenix Suns vieram desequilibrar o fiel da balança, ainda que apenas ligeiramente. Os Suns tornaram-se na primeira equipa a virar uma desvantagem de 0-2 na primeira ronda do “play-off” ao baterem os Lakers por 3-2, depois eliminaram os Spurs e conquistaram o título de conferência ao vencerem Seattle no sétimo jogo. A força evidenciada por Phoenix, que acabava a época regular com o melhor registo de vitórias na Liga, permitia prever a mais apertada das três finais de Chicago, até porque seria, também, a primeira em que o factor casa não beneficiava os Bulls.
*Equipa com melhor registo de vitórias na “regular season”

Prémios

MVP: Charles Barkley (Phoenix Suns)
Defensor do Ano: Hakeem Olajuwon (Houston Rockets)
Treinador do Ano: Pat Riley (New York Knicks)
Rookie do Ano: Shaquille O'Neal (Orlando Magic)
Melhor Sexto Jogador: Clifford Robinson (Portland Trail Blazers)
Prémio IBM: Hakeem Olajuwon (Houston Rockets) Finais

Duas vitórias em Phoenix rapidamente colocaram os Bulls na posição de vantagem. Impulsionados pela quase obsessão de Charles Barkley, contudo, os Suns jogaram tudo por tudo no terceiro jogo e, após partida tremenda, decidida apenas no terceiro prolongamento, conseguiram recuperar uma vitória. Os Suns reconquistariam a vantagem casa no quinto jogo, com uma clara vitória por dez pontos, mas seria precisamente em Phoenix que Chicago conquistaria o título, na célebre jogada em que Jordan, atraindo as atenções, proporcionou o lançamento decisivo a John Paxson, um triplo convertido no último minuto.
Apenas os Lakers de George Mikan e os Celtics de Bill Russel tinham conseguido três títulos consecutivos. Michael Jordan estabelecia o recorde da NBA de marcação de pontos numa final, com uma estonteante média de 41 por jogo.

MVP das Finais: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Treinadores: Phil Jackson (Chicago Bulls) / Paul Westphal (Phoenix Suns)

Jogos das Finais
Jogo 1: Phoenix Suns, 92 – Chicago Bulls, 100
Jogo 2: Phoenix Suns, 108 – Chicago Bulls, 111
Jogo 3: Chicago Bulls, 121 – Phoenix Suns, 129 (a.3.p.)
Jogo 4: Chicago Bulls, 111 – Phoenix Suns, 105
Jogo 4: Chicago Bulls, 98 – Phoenix Suns, 108
Jogo 6: Phoenix Suns, 98 – Chicago Bulls, 99

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1993/94
Houston Rockets (4) vs. New York Knicks (3)

Época Regular
O desfecho da época de 1993-94 começou a ficar decidido dois meses antes do seu início, quando James Jordan, pai de Michael Jordan, foi roubado e assassinado por dois adolescentes quando regressava do funeral de um amigo na Carolina do Norte.
Ao anunciar a sua retirada, antes do início da temporada, Michael não quis apontar a morte do pai como causa da sua decisão, antes o cansaço de competição e a falta de objectivos. O facto é que a NBA arrancava sem o seu jogador mais dominante pela primeira vez em 10 anos. Isso alterou a correlação de forças dentro da Liga e, apesar de os Bulls terem conseguido atingir o “play-off”, a sua superioridade estava perdida. Foi a oportunidade por que os New York Knicks esperavam, e aproveitaram-na, conseguindo superar os Indiana Pacers, que entretanto se tornavam numa das forças do Este.
O equilíbrio entre as equipas de topo da Liga era generalizado, tanto numa conferência como na outra. No Oeste os Denver Nuggets tornaram-se o primeiro oitavo classificado de conferência a vencer o primeiro numa série de “play-off”, batendo os Supersonics, tão-só a melhor equipa da época regular. Pelo menos oito equipas podiam aspirar ao título mas, quando os Houston Rockets recuperaram de uma desvantagem de 0-2 na final de Oeste frente aos Suns mostraram que, no momento decisivo da competição, a vantagem anímica estava do seu lado.

Prémios

MVP: Hakeem Olajuwon (Houston Rockets)
Defensor do Ano: Hakeem Olajuwon (Houston Rockets)
Treinador do Ano: Lenny Wilkens (Atlanta Hawks)
Rookie do Ano: Chris Webber (Golden State Warriors)
Melhor Sexto Jogador: Dell Curry (Charlotte Hornets)
Prémio IBM: David Robinson (San Antonio Spurs)

Finais
Uma das mais disputadas e defensivas finais da Liga acabou decidida ao sétimo jogo, depois de os Rockets anularem, na sexta partida, por dois pontos, a vantagem dos Knicks. Numa série em que se enfrentaram dois dos melhores postes na história da NBA, Hakeem Olajuwon materializou a sua superioridade sobre Pat Ewing, enfim, na sétima partida. Foi a única final de sempre em que nenhuma das duas equipas atingiu os cem pontos, apesar de se ter disputado a série completa.

MVP das Finais: Hakeem Olajuwon (Houston Rockets)
Treinadores: Rudy Tomjanovich (Houston Rockets) / Pat Riley (New York Knicks)

Jogos das Finais
Jogo 1: Houston Rockets, 85 – New York Knicks, 78
Jogo 2: Houston Rockets, 83 – New York Knicks, 91
Jogo 3: New York Knicks, 89 – Houston Rockets, 93
Jogo 4: New York Knicks, 91 – Houston Rockets, 82
Jogo 5: New York Knicks, 91 – Houston Rockets, 84
Jogo 6: Houston Rockets, 86 – New York Knicks, 84
Jogo 7: Houston Rockets, 90 – New York Knicks, 84

http://myhero.com/images/sports/jordan/jordan.jpg

1994/95
Houston Rockets (4) vs. Orlando Magic (0)

Época Regular
Já na segunda metade da época regular, Michael Jordan anunciou o regresso à NBA e aos Chicago Bulls depois de ano e meio de ausência e uma experiência frustrada no basebol. Jordan não voltou a tempo de levar os Bulls além das meias-finais de conferência, mas os verdadeiros efeitos do seu regresso ficariam à mostra nas três épocas seguintes.
Knicks, Pacers e Magic eram as formações mais fortes do Este, e seria Orlando, com Shaquille O’Neal em explosão e o jovem base Anfernee Hardaway a tornar-se num dos melhores valores da Liga, a conquistar a passagem à final, apenas seis anos após a criação da equipa.
No Oeste o equilíbrio mantinha-se, e da competição renhida sobreviviam, novamente, os campeões Houston Rockets, discretos na época regular mas mortíferos no “play-off”. Para conquistarem o direito de defesa do título tiveram de vencer o sétimo jogo das meias-finais de conferência em Phoenix e derrotar os San Antonio Spurs de David Robinson. Lakers, Blazers, Supersonics, Jazz e Nuggets e outros tornavam a competição ocidental numa autêntica decisão de campeonato. Essa ideia confirmou-se plenamente na final.


Prémios

MVP: David Robinson (San Antonio Spurs)
Defensor do Ano: Dikembe Mutombo (Denver Nuggets)
Treinador do Ano: Del Harris (Los Angeles Lakers)
Rookie do Ano: Grant Hill (Detroit Pistons) / Jason Kidd (Dallas Mavericks)
Melhor Sexto Jogador: Anthony Mason (New York Knicks)
Prémio IBM: David Robinson (San Antonio Spurs)

Finais
Dois lances livres falhados por Nick Anderson a poucos segundos do fim acabaram por ser a pedra de toque da derrota dos Magic, uma equipa inexperiente, ainda que talentosa, e que viu todas as suas hipóteses de vitória desaparecerem com o domínio total de Hakeem Olajuwon sobre Shaquille O’Neal, na área perto do cesto. Chegaria uma altura em que Shaquille se tornaria na força mais imparável dentro da Liga, mas por enquanto ele era ainda apenas um colosso em construção.
Foi a última vez, até hoje, que a final da NBA acabou com um resultado de 4-0.

MVP das Finais: Hakeem Olajuwon (Houston Rockets)
Treinadores: Rudy Tomjanovich (Houston Rockets) / Brian Hill (Orlando Magic)

Jogos das Finais
Jogo 1: Orlando Magic, 118 – Houston Rockets, 120
Jogo 2: Orlando Magic, 106 – Houston Rockets, 117
Jogo 3: Houston Rockets, 106 – Orlando Magic, 103
Jogo 4: Houston Rockets, 113 – Orlando Magic, 101

http://www.takegreatpictures.com/content/images/tip1_668.jpg

Mohandas
14-06-2003, 17:53
1995/96
Chicago Bulls* (4) vs. Seattle Supersonics (2)

Época Regular
Com Jordan de regresso à forma plena, mais experiente do que nunca, com a filosofia colectiva aprimorada e a contratação de Dennis Rodman, o melhor especialista em ressaltos e jogo sujo na história da Liga, os Bulls começaram cedo a mostrar quem seria o campeão de 1996. No seu caminho para o título Chicago conseguiu a melhor marca de sempre na época regular, atingindo pela primeira as 70 vitórias e batendo a marca de 69 dos Lakers em 1972.
No Oeste os Supersonics conseguiam, enfim, superar uma série de eliminações na primeira ronda e atingiam a final da NBA 17 anos depois de terem conquistado o seu único título. Shaquille O’Neal era a nova estrela da conferência depois de assinar por Los Angeles como agente livre, mas a escassez de sentido colectivo no jogo dos Lakers impediu-o de repetir a presença nas Finais.
*Equipa com melhor registo de vitórias na “regular season”

Prémios

MVP: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Defensor do Ano: Gary Payton (Seattle Supersonics)
Treinador do Ano: Phil Jackson (Chicago Bulls)
Rookie do Ano: Damon Stoudamire (Toronto Raptors)
Melhor Sexto Jogador: Toni Kukoc (Chicago Bulls)
Prémio IBM: David Robinson (San Antonio Spurs)

Finais
Numa série marcada pelas constantes exibições de excentricidade de Dennis Rodman e pelo domínio de Jordan, conseguindo uma vantagem de 3-0, os Bulls tornaram-se a equipa com mais títulos conquistados (quatro) depois dos Celtics e Lakers.

MVP das Finais: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Treinadores: Phil Jackson (Chicago Bulls) / George Karl (Seattle Supersonics)

Jogos das Finais
Jogo 1: Chicago Bulls, 107 – Seattle Supersonics, 90
Jogo 2: Chicago Bulls, 92 – Seattle Supersonics, 88
Jogo 3: Seattle Supersonics, 86 – Chicago Bulls, 108
Jogo 4: Seattle Supersonics, 107 – Chicago Bulls, 86
Jogo 5: Seattle Supersonics, 89 – Chicago Bulls, 78
Jogo 6: Chicago Bulls, 87 – Seattle Supersonics, 75

http://www.pdnonline.com/20years/sports/images/18_fernando_medina.jpg

1996/97
Chicago Bulls* (4) vs. Utah Jazz (2)

Época Regular
Três surpreendentes derrotas nos cinco últimos jogos impediram os Chicago Bulls de superarem o seu próprio recorde de vitórias na época regular, ficando-se pelas 69. Mesmo assim igualaram a segunda melhor marca de sempre, alcançada pelos Lakers em 1972.
No Oeste, os Jazz de Karl Malone e John Stockton iniciavam um período de supremacia que lhes permitiria jogar duas finais em duas épocas. Contra qualquer outra equipa os Jazz, provavelmente, teriam ganho os devidos anéis, mas os Bulls estavam em pleno processo de afirmação daquela que vários analistas consideraram a melhor equipa de sempre da NBA.
*Equipa com melhor registo de vitórias na “regular season”

Prémios

MVP: Karl Malone (Utah Jazz)
Defensor do Ano: Dikembe Mutombo (Atlanta Hawks)
Treinador do Ano: Pat Riley (Miami Heat)
Rookie do Ano: Allen Iverson (Philadelphia 76'ers)
Melhor Sexto Jogador: John Starks (New York Knicks)
Prémio IBM: Grant Hill (Detroit Pistons)

Finais
Com o resultado em 2-2, Jordan fez uma das mais espantosas demonstrações de classe na história da Liga, jogando afectado por um vírus intestinal, com febre, e obrigando Phil Jackson a pedir sucessivos descontos de tempo apenas para que a sua estrela conseguisse respirar e continuar a correr. Jordan marcou 38 pontos, incluindo um triplo decisivo no último minuto, após o qual teve de ser amparado por Scottie Pippen para não cair, exausto, e se poder arrastar até ao banco. O sexto jogo foi quase uma formalidade, ante a demonstração de ambição incontrolável do líder dos Bulls.

MVP das Finais: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Treinadores: Phil Jackson (Chicago Bulls) / Jerry Sloan (Utah Jazz)

Jogos das Finais
Jogo 1: Chicago Bulls, 84 – Utah Jazz, 82
Jogo 2: Chicago Bulls, 97 – Utah Jazz, 85
Jogo 3: Utah Jazz, 104 – Chicago Bulls, 93
Jogo 4: Utah Jazz, 78 – Chicago Bulls, 73
Jogo 5: Utah Jazz, 88 – Chicago Bulls, 90
Jogo 6: Chicago Bulls, 90 – Utah Jazz, 86

http://www.pe.com/imagesdaily/2002/11-09/lakers2.jpg

1997/98
Chicago Bulls (4) vs. Utah Jazz* (2)

Época Regular
Não tão convincentes como nas temporadas anteriores, os Bulls conseguiram, mesmo assim, garantir a presença na sexta final em oito épocas, todas as que Jordan jogou de princípio a fim. Em 1997-98 Michael Jordan estabeleceu um novo recorde da NBA ao fazer-se pagar 30 milhões de dólares pela renovação do seu contrato por apenas uma época. Era o preço que os Bulls tinham de pagar por mais um título, e ninguém lhes dava mais segurança disso que Jordan.
No Oeste, os Jazz consolidaram o seu estilo de jogo colectivo, assente no duo Malone-Stockton, e alcançaram o melhor registo da época regular. Ao contrário do ano anterior, as Finais começariam a serem jogadas em Utah.
*Equipa com melhor registo de vitórias na regular season

Prémios

MVP: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Defensor do Ano: Dikembe Mutombo (Atlanta Hawks)
Treinador do Ano: Larry Bird (Indiana Pacers)
Rookie do Ano: Tim Duncan (San Antonio Spurs)
Melhor Sexto Jogador: Danny Manning (Phoenix Suns)
Prémio IBM: Karl Malone (Utah Jazz)

Finais
Seria precisamente em Utah que Michael Jordan concretizaria a conquista do seu sexto título em seis finais. A 40 segundos do termo do sexto jogo os Jazz venciam por três pontos. Jordan marca dois e, na jogada seguinte, rouba a bola a Karl Malone. Leva a bola para o ataque, afasta os colegas e joga um contra um com Bryon Russell. Mete-o no chão, sobe e marca o cesto da vitória dos Bulls, a 6 segundos do fim. Chamaram-lhe The Shot, O Cesto.

http://www.1celebritysearch.com/photos/micheal_jordan.jpg

MVP das Finais: Michael Jordan (Chicago Bulls)
Treinadores: Phil Jackson (Chicago Bulls) / Jerry Sloan (Utah Jazz)

Jogos das Finais
Jogo 1: Utah Jazz, 88 – Chicago Bulls, 85 (a.p.)
Jogo 2: Utah Jazz, 88 – Chicago Bulls, 93
Jogo 3: Chicago Bulls, 96 – Utah Jazz, 54
Jogo 4: Chicago Bulls, 86 – Utah Jazz, 82
Jogo 5: Chicago Bulls, 81 – Utah Jazz, 83
Jogo 6: Utah Jazz, 86 – Chicago Bulls, 87

http://basket.mega.com.pl/jordan03.jpg

2001/02
Los Angeles Lakers (4) vs. New Jersey Nets (0)

Época Regular
A época ficou indelevelmente marcada pelo regresso de Michael Jordan à competição, interrompendo o seu mandato de presidente dos Wizards para voltar a vestir o equipamento de jogo. Jordan quase conseguia o milagre de levar Washington ao “play-off”, mas problemas no joelho direito obrigaram-no a parar e a ser operado na altura decisiva da temporada.
Tim Duncan foi eleito MVP da época regular mas a grande estrela da temporada foi Jason Kidd, que, vindo dos Suns no Verão anterior, revolucionou os Nets, conduzindo-os aos primeiros títulos de campeão de divisão e conferência na sua história e às Finais da NBA. Isso seria o máximo a que poderiam aspirar, contudo, ante a tão evidente desproporção de talento entre as equipas de Este e do Oeste.
A verdadeira final da Liga foi disputada a sete jogos entre os Kings e os Lakers. Depois de superarem os campeões do Pacífico, a consagração dos já bicampeões, como se provaria, era uma mera formalidade.

Prémios

MVP: Tim Duncan (San Antonio Spurs)
Defensor do Ano: Ben Wallace (Detroit Pistons)
Treinador do Ano: Rick Carlisle (Detroit Pistons)
Rookie do Ano: Pau Gasol (Memphis Grizzlies)
Melhor Sexto Jogador: Corliss Williamson (Detroit Pistons)
Prémio IBM: Tim Duncan (San Antonio Spurs)

Finais
Depois de uma final de Conferência dramática, decidida apenas no último cesto frente aos Kings, as Finais foram uma espécie de anticlímax para os Lakers e para a própria NBA.
Logo no primeiro jogo a supremacia de Shaquille O'Neal sobre toda a equipa adversária foi evidente, levando a uma série monótona. O mais emocionante desse Lakers-Nets foi o regresso a casa de Shaq, que nasceu em Newark. O'Neal conseguiu o terceiro troféu de MVP das Finais consecutivo.

MVP das Finais: Shaquille O'Neal (Los Angeles Lakers)
Treinadores: Phil Jackson (Los Angeles Lakers) / Byron Scott (New Jersey Nets)

Jogos das Finais
Jogo 1: Los Angeles Lakers, 99 - New Jersey Nets, 94
Jogo 2 Los Angeles Lakers, 106 - New Jersey Nets, 83
Jogo 3 New Jersey Nets, 103 - Los Angeles Lakers, 106
Jogo 4 New Jersey Nets, 107 - Los Angeles Lakers, 113

http://cbs.sportsline.com/u/jordan/images/smile.jpg

Salário de Michael Jordan (2001/02/03) – Wizards, $1.030.000

Jordan é, ao mesmo tempo, patrão e jogador. Só recebeu o salário mínimo para veteranos com a sua experiência porque a NBA não permite que se jogue de borla – e mesmo assim os simbólicos dois milhões de dólares que recebeu nestes dois anos foram todos para o fundo de apoio às vitimas do World Trade Center. Apesar de actuar como sexto jogador e de as suas estatísticas terem sido impróprias da sua condição de maior jogador de todos os tempos, a valorização desportiva que proporcionou aos Wizards foi incomensurável, e os benefícios financeiros tremendos. Só pelo aumento de mais de 30 por cento nas receitas dos jogos em casa, a equipa de Abe Pollin ganhou mais 18 milhões de dólares do que estava à espera na época passada.
http://www.softcom.net/users/billw/mjdunk.gif

Cali
07-04-2008, 18:02
(Recuperado das catacumbas, assinalando o falecimento de Charlton Heston)

paulo26
07-04-2008, 18:12
Belo Thread este.

O meu ídolo foi sempre o mesmo: Magic Johnson, o melhor jogador de sempre da NBA. E se havia dúvidas qt a isso, ficaram dissipadas qd no último jogo que ele fez do All Star Game desafiou um contra um, o Isaiah Thomas, Larry Bird, e Michael Jordan...e ganhou a todos :)
Grande Jogador.

Ainda hoje sou viciado pelos LA LAKERS, e todos os dias a 1a coisa que faço qd entro na net é ver os resultados.

Pena foi ter dormido com mais de 2000 mulheres e ter apanhado sida. :(

Cali
07-04-2008, 18:17
Belo Thread este.

O meu ídolo foi sempre o mesmo: Magic Johnson, o melhor jogador de sempre da NBA. E se havia dúvidas qt a isso, ficaram dissipadas qd no último jogo que ele fez do All Star Game desafiou um contra um, o Isaiah Thomas, Larry Bird, e Michael Jordan...e ganhou a todos :)
Grande Jogador.

Ainda hoje sou viciado pelos LA LAKERS, e todos os dias a 1a coisa que faço qd entro na net é ver os resultados.

Pena foi ter dormido com mais de 2000 mulheres e ter apanhado sida. :(

Pena foi ter apanhado SIDA, pois o resto .... duvido! :rolleyes: ;)

paulo26
07-04-2008, 18:36
Parece que só dormiu. Apanhou a sida pelo ar.

Robalinho
07-04-2008, 22:40
Trrrrrrrrrrrrrrrr.......

E o prémio desenterro do ano vai para....

Trrrrrrrrrrrrrrr.... TCHAN!!!!!!!

Cali !!!!!!!!!!

Foste buscar isto ao fundo do saco!!!

É muito engraçado falar de Heróis,

Os meus Heróis eram quase todos do meio musical, e graças a eles hoje faço o que faço.

Graças ao que faço hoje, conheci quase todos os meus heróis pessoalmente, e graças a isso eles deixaram de ser os meus Heróis.

Portanto, graças aos meus Heróis, não tenho Heróis. :confused::confused:

A este respeito aconselho a ver um programa da BBC em que um dos apresentadores do Top Gear (o Richard Hammond) vai conhecer o seu grande Herói de infância, o Evil Knievel.
"Richard Hammond Meets Evel Knievel" - BBC
Se não conseguirem encontrar o programa com melhor qualidade, ele está em 7 partes no Youtube. A primeira está AQUI (http://www.youtube.com/watch?v=JWEvIXTVorY&feature=related)

A conclusão é que nunca se devem procurar, nem conhecer os nossos Heróis!!

Posto isto, o meu Herói terá que ser o Rato Mickey, aquele rato de quem li centenas de estórias, e cujo equilibrio e constante procura do bem me influenciou em criança! :)

Esse rato nunca me deixou ficar mal....:rolleyes:

Abraços

paulo26
07-04-2008, 23:19
Os meus Heróis eram quase todos do meio musical, e graças a eles hoje faço o que faço.



E como foi conheceres esse grande ídolo do meio musical, Zé Cabra ?

Robalinho
08-04-2008, 00:31
eheheheh...

esse foi tão efémero que nem deu tempo....:D

Mohandas
09-04-2008, 19:44
Posto isto, o meu Herói terá que ser o Rato Mickey, aquele rato de quem li centenas de estórias, e cujo equilibrio e constante procura do bem me influenciou em criança! :)

Esse rato nunca me deixou ficar mal....:rolleyes:

Abraços


Talvez devesses arranjar um herói mais... português?:rolleyes:

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