Já não há heróis...
A sociedade actual sucumbiu ao encantos malévolos de interesses egoistas, fechou-se sobre si mesma qual molusco e vivemos agora, orgulhosos cidadãos independentes e bem sucedidos, a ilusão da competência feita competição, a vertigem da busca da perfeição, almejando sempre mais que o nosso quinhão, e a quimera de dias com o dobro da duração, porque nem tempo sobra para ir ao pão... e depois ? Depois...
Já não há heróis.
Porque não há tempo, nem disponibilidade, nem altruismo para eles. Os nossos heróis. Aqueles que foram ou que ainda são referencia para nós, mas que nem de tal nos apercebemos, tão atrofiados andamos na insignificância da nossa luta por um lugar ao sol, ou pelo menos, fora da chuva. Ou, se eles ocasionalmente ocuparem o seu merecido lugar no nosso espirito, será numa fracção de segundo, logo de lá varridos por qualquer dos alucinogeneos que nos trazem embriagados ao longo dos nossos dias.
Este tópico pretende demonstrar ao mundo e a quem nele quiser participar, que ainda há lugar para os nossos heróis. Este é o seu espaço de homenagem: olá mãe, olá pai, olá filho, amigo, cantor, actor, personagem, HERÓI ! Esta é a nossa homenagem, a TI !
CHARLTON HESTON
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Falar deste homem é para mim um prazer imenso. Basta dizer que foi o primeiro actor que eu aprendi a reconhecer, ainda era eu garoto. Sim, um dos primeiros filmes de que guardo memória foi “Os Dez mandamentos”. Este, juntamente com “Ben-Hur”, que lhe valeu o unico Óscar da sua carreira, vieram a marcar pra sempre a imagem do herói, conforme, desde então, eu sempre o concebi : aquele porte altivo, o corpo naturalmente forte e másculo (nada que se compare com evidente artificialismo dos Stallones e Scharwzneggers da nossa era), o rosto angular de olhar profundo, a voz poderosa, a pose de um super-herói, o carisma de um eleito !
Enfim, o homem enchia-me os meus sonhos de criança, fosse a fazer de Moisés, de Judah Ben-Hur, de Marco António (em “Cleopatra”) ou de Coronel George Taylor (em “Planeta dos macacos”). Eu sonhava-me dentro dos filmes, na pele dele, sempre o lider, o herói, o desejado pelas mais belas mulheres, portanto e resumindo, um principe ! E todos sabemos como os putos gostam de referencias deste tipo, não é ? É verdade que actualmente as referencias são outras, mais subvertidas, menos humanas, mais do genero Action Man, mas as nossas, que agora temos 30, 40 ou 50 anos, eram outras, bem mais próximas e reais.
Foi ele que marcou a época dos grandes filmes épicos em Hollywood, nas décadas de 50 e 60, e justamente muitos dizem que não houve outro como ele : o grande Charlton Heston. Participou em 98 filmes como actor ou narrador, entre 1941 (“Peer Gynt”) e 1999 (“Any Given Sunday”), numa carreira que atravessou 5 décadas !
Nasceu em 4 de Outubro de 1924 , de seu nome John Charles (que adaptou para Charlton) Carter. Do seu padrasto viria a herdar o nome Heston, mas todos os amigos e fãs o tratam por Chuck . Dedicou toda a sua vida ao cinema e será lembrado como poucos. Para um homem que guardo como um dos meus mais preciosos heróis, e o actor entre os actores durante 2 décadas de cinema grandioso (50 e 60), deixo esta justa homenagem. Só lamento, caro Chuck, que sejas um tão acérrimo defensor do direito ao porte de arma na América, através da National Riffle Associaton, mas enfim, até os deuses podem ter pés de barro...
No inicio deste ano de 2002, aos 78 anos de idade, Charlton Heston declarou aos sues fãs, ao seu publico, e ao mundo, que padece da doença de Alzheimer. Numa declaração sentida mas ainda assim pejada de sentido de humor, da qual transcrevo uma pequena parte, Chuck disse :
My Dear Friends, Colleagues and Fans:
"My physicians have recently told me I may have a neurological
disorder whose symptoms are consistent with Alzheimer's disease.
So... I wanted to prepare a few words for you now, because when the
time comes, I may not be able to.
I've lived my whole life on the stage and screen before you. I've
found purpose and meaning in your response. For an actor there's no
greater loss than the loss of his audience. I can part the Red Sea,
but I can't part with you, which is why I won't exclude you from this
stage in my life.
For now, I'm not changing anything. I'll insist on work when I can;
the doctors will insist on rest when I must. If you see a little less
spring in my step, if your name fails to leap to my lips, you'll know
why. And if I tell you a funny story for the second time, please
laugh anyway.
Felizmente existem ainda muitos filmes teus que ainda não vi, caro Chuck, e que, apesar de estarem fora do circuito comercial, sejam possiveis de descobrir na TV, num qualquer ciclo de cinema, um dia. Serão a minha compensação, de alguma forma, pelo desgosto de não te voltar a ver no écran, agora uma sombra do jovem que já foste, mas do qual ainda conservas esse porte, esse olhar, esse carisma. See you, Chuck !
MÁRIO VIEGAS
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Eu até nem gostava muito de teatro, quando era mais novo. Não me lembro da primeira vez que fui ao teatro, por mera curiosidade, mas já era crescidinho. Não sei o que fui ver nessa ocasião, não me recordo de muitas peças que já vi desde então, mas lembro-me de o ver a ele. Foi uma unica vez, pouco tempo antes de nos deixar. Estavamos em 1995 , ele anunciava a sua candidatura á Presidencia da Republica, defendendo-a em palco, sózinho, num trabalho notavel, que me marcou, que jamais esquecerei.
Até então eu nunca tinha visto uma peça-monólogo, com um actor apenas, e não o teria feito se não fosse o Mário Viegas, um dos melhores (senão mesmo o melhor) actores portugueses da sua geração. É claro que eu já o conhecia da televisão : o “Palavras Ditas“, que teve o condão de me fazer dar atenção á poesia pela primeira vez. Não conheci mais ninguem que a dissesse como ele. Nenhum outro me fez colar os olhos ao écran e deixar-me absorver, quase hipnotizar, por aquelas palavras, ditas, e como!
Disse ele, a proposito da sua relação com a poesia :
“O poema tem que ter determinada forma, há poesia que não dá para dizer. Mesmo dentro de cada poeta é preciso encontrar que poema se pode dizer com o máximo de qualidade. Gosto de dizer Eugénio de Andrade, Jorge de Sena, António Gedeão, O'Neill. E não me chamem declamador por amor de Deus. Bem basta eu às vezes puxar-me o pé para a declamação. Leio, leio os poetas. E com o papel bem à vista, para mostrar que sou apenas um meio para que ouçam as palavras deles.”
...e eu rio-me. Rio-me da falta de verdade dessas palavras. Ou então não... de facto ele não declamava. Apenas dizia. “Palavras...di...tas, por Mário Viegas”.
...” Dei um recital de poesia em Moçambique durante duas horas e meia. Uma noite mágica, com o público ansioso, louco! Riam-se nos sítios certos do "Manifesto Anti-Dantas"! Uma coisa misteriosa!”
Mais tarde faz ainda na televisão o “Palavras Vivas”, uma sequencia natural do programa anterior, mas na minha opinião, já sem o mesmo brilhantismo.
Depois, era um cómico bestial, fabuloso. Apenas um esgar, um olhar, sem uma palavra sequer e fazia derreter uma plateia ás gargalhadas. Lembram-se de “Um filmezinho de Sam” ? Eram uns filmes mudos em jeito de sketch, cómicos,muito curtos, mas absolutamente divinais. Davam todos os dias á noite, na RTP. Grandes momentos...
“Acho péssimo que um pintor, um poeta ou um encenador expliquem o que querem transmitir com a sua obra de arte. Será chover sobre o molhado.”
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Mário Viegas nasceu em Santarém em 10 de Novembro de 1948, e é portanto do signo Escorpião, como eu. Já temos algo em comum, mas deve ser apenas isso. Era feio, fumador, careca e quase cego de um dos olhos. Mas tinha aquela voz, e aquela dicção e aquele magnetismo na presença...
Estreia-se como Actor Profissional em 16 de Fevereiro de 1968 no Teatro Experimental de Cascais e trabalhou diariamente durante 30 anos no teatro, cinema, rádio e televisão como actor, empresário, encenador e cenógrafo. Fundou três Companhias (a última das quais foi a Companhia Teatral do Chiado) e trabalhou em cinema, com vários realizadores, tendo alguns dos seus maiores sucessos sido Kilas, o Mau da Fita, Sem Sombra de Pecado (Realização de Fonseca e Costa), A Divina Comédia (Realização de Manoel de Oliveira) e Afirma Pereira (Realização de Roberto Faenza), onde contracenou com Marcello Mastroianni.
Depois, em 1996, a doença do século, a praga que mais tristezas me trouxe, porque mais heróis me levou, levou-o tambem a ele, quando tinha acabado de o descobrir no teatro, no palco, em pessoa. Quando esperava ansioso pelo anuncio da sua próxima peça, revelam-me então que acabara de correr o pano sobre a sua vida. Não haveria mais palco. Lamento muito a sua morte, mas dou graças por ainda ter ido a tempo de o ver viver a sua arte. E guardo essa memória comigo, pra sempre.
Termino a homenagem a este meu herói, compartilhando convosco os...
"Os 10 Mandamentos para 1 espectador de Teatro por Mário Viegas"
1. Não chegarás atrasado, incomodando a concentração daqueles que estão a Representar e dos outros (que chegaram religiosamente a horas) que estão a assistir ao Santo Sacrifício do Teatro.
2. Não falarás baixinho, com o ou a acompanhante; incomodando com a tua inclinação de cabeça o Espectador de trás, e distraindo os Actores celebrantes do Santo Sacrifício do Teatro.
3. Não adormecerás nem ressonarás, dando marradas para a frente ou para trás, ou pondo a mão nos olhos para os outros pensarem que estás muito concentrado no Santo Sacrifício do Teatro.
4. Não tossirás nem te assoarás, com grande ruído, escolhendo as melhores pausas dos celebrantes do Santo Sacrifício do Teatro.
5. Não te abanarás constantemente com o programa, distraíndo os que estão religiosamente ao teu lado, e, irritando os que estão no palco a celebrar o Santo Sacrifício do Teatro.
6. Não comerás rebuçados, pipocas, caramelos, chocolates, pastilhas, compridos: tirando-os muito devagarinho, fazendo com o papel e as pratinhas o mais diabólico, satânico e herético ruído numa sala de espectáculos em que se celebra o Santo Sacrifício do Teatro.
7. Não levarás relógios com pipis electrónicos, telemóveis e sacos de plásticos que andarás constantemente a pôr, ora entre as pernas, ora no colo, perturbando os que celebram o Santo Sacrifício do Teatro.
8. Não lerás ou folhearás o programa durante a celebração do Santo Sacrifício do Teatro para tentar saber qual o nome de determinado Actor, ou para tentar perceber a sequência do Santo Sacrifício do Teatro.
9. Não pedirás borlas ou insistirás em descontos, a que não tens direito, para assistir à celebração do Santo Sacrifício do Teatro.
10. Não olharás "com as grandes ventas" para o vizinho do lado, que achoi religiosamente Graça ao que tu não achaste, ou que piamente e cheio de Fé, se levantou logo para aplaudir, enquanto tu bates palmas por frete e já a pensar ir a correr para tirar a porcaria do teu carrinho, ou a porcaria do teu sobretudo do bengaleiro, mais cedo do que os outros.
A proxima vez que forem ao teatro, leiam-nos antes, ok ?
Mohandas 22-03-2003, 22:16 ... e que o irás fazer, deixo aqui a minha opinião sobre o teu 1º herói.
Não desfazendo das tuas opiniões, nunca poderia ter como "exemplo" um indivíduo que advoga a livre posse de armas de fogo e que faz disso uma cruzada.
Por isso, o meu lamento.
Um abraço.
Fernando
pois ... agora percebo porque raio disseste tu em tempos que não tinhas heróis.
Perderias tu a admiração que possas ter pelo Gandi, se viesses a saber que ele tinha uma orientação sexual diferente da tua ?
Deixarias de gostar do teu pai pelo facto de ele se tornar testemunha de Jeová ?
Meu amigo, cada coisa em seu lugar. Eu gosto muito do Charlton Heston, o actor. Foi esse que me marcou, enquanto espectador de cinema.
De igual modo, gosto muito do Viegas, o actor, embora não tenha especial entusiasmo ou simpatia pelo que se diziam ser as suas opções sexuais.
Gosto ainda mais da minha mãe, mas, se bem te lembras, tambem fui capaz de lhe saber reconhecer os defeitos.
Nem mesmo assim consegues descobrir por aí um herói na tua vida ?
Mohandas 22-03-2003, 22:46 ... não. Desculpa se pareço insensível, mas não sou. São maneiras de pensar diferentes...
THE QUEEN
http://www.mediaextranet.co.uk/imagerepository/webshopimages/879998-2
Linha de Sintra, há 20 anos atrás.
3 mariolas, alunos do liceu da Portela de Sintra, regressam a casa de comboio. Nesse tempo, os comboios de Sintra eram conhecidos pelo seu desconforto, a sua lentidão, os seus vidros partidos, as suas portas avariadas, e...pelas “gaiolas”.
As gaiolas eram pequenos compartimentos, no extremo das carruagens, de dificil acesso pelo exterior, e com janelas protegidas por grades. Teriam sido inicialmente destinados, com certeza, ao transporte de cargas ou valores, tinham apenas uns pequenos bancos individuais de pau, com uma mola que os mantinha levantados e encostados á parede, quando não em uso. Mas, nessa altura, as gaiolas serviam essencialmente para os “gandulos” andarem de comboio. O bom “gandulo” entrava para a gaiola, pelo exterior, e saltava dela com o comboio ainda em andamento. Nunca se misturava com o povo !
Estes 3 mariolas (não chegavam a ter estatuto para gandulos), viajavam regularmente na gaiola para terem o prazer de se fecharem lá dentro e fazerem o que lhes desse na real gana, inclusive “cantar”. A sua musica preferida para cantar na “gaiola”, (especialmente pela acustica excelente da dita para marcar o ritmo), chamava-se “We Will Rock You”. Era fácil perceber porquê....
Tump-Tump-Clap... Tump-Tump-Clap... Tump-Tump-Clap... Tump-Tump-Clap... Tump-Tump-Clap...
“Buddy, your a boy
Make a big noise
Playing in the street
Gonna be a big man someday
You got blood on your face
Big disgrace
Waving your banner
All over the place, singing
“We will, we will rock you !“
“We will, we will rock you !“
Tump-Tump-Clap... Tump-Tump-Clap...
Ehehehe... era fantástico ! O “Tump-Tump” era provocado pelas nossas grandes pézadas no chão do compartimento do comboio, com botas caneleiras daquelas bem pesadas. O efeito sonoro era devastador ! O “Clap”, claro está, eram palmas, ou por vezes, murros na parede do compartimento, que produziam um som mais poderoso que as palmas e substancialmente diferente do produzido no chão do comboio, pelas botifarras.
João, Jorge e Fernando, colegas de turma e fãs incondicionais dos Queen, trocavam musica entre si, discutiam pormenores que só os fãs podem discutir com prazer : o estilo e virtuosismo do guitarrista Brian May, a eterna discreta segurança do baixista John Deacon, que era o fiel da balança num quarteto de ‘lunáticos’, a competencia e a rara e estranha voz do baterista Roger Taylor, e claro está, a excelencia do mestre de cerimónias Freddie Mercury.
Vivia-se então ainda a epoca gloriosa da banda, pouco tempo depois do lançamento do album “The Game”, o primeiro disco dos Queen a cometer o ‘sacrilégio’ de usar sintetizadores. Antes disso, e ainda muitos frescos na memória, os extraordinarios “Jazz”, “Live Killers”, “News of the world”, “A day at the Races” e “A night at the opera”. Uma colecção de canções eternas, e muito por onde escolher pra cantar, já que as sabiamos quase todas de cor. Marcas e lembranças que o tempo não apaga...
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(continua...)
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Como é que nasceram os Queen ? A maior parte de vocês não saberá, logo vou tentar satisfazer a vossa curiosidade :
Em 1968, Brian May e Tim Staffell, ambos estudantes em Londres, decidem formar uma banda. Colocaram um anuncio na sua escola, procurando um baterista. Um jovem estudante de medicina, chamado Roger Taylor, respondeu ao anuncio e foi contratado. Eram apenas 3, e formaram os “Smile”.
No ano seguinte, já com um contrato com uma editora, Tim Staffell apresenta á banda um seu amigo, de seu nome Frederick Bulsara, nascido em Zanzibar. Frederick tornou-se um fã da banda e passou a acompanhá-los com alguma regularidade.
Infelizmente (?) as coisas não correram bem aos “Smile”, e em 1970 a banda desfaz-se, com a saida de Tim.
Frederick, que entretanto se juntara a outro conjunto, os “Wreckage”, não enjeita esta oportunidade, e larga-os, para se juntar a Brian e Roger.
Frederick Bulsara, resolve adoptar um nome mais artistico e opta por Freddie Mercury, enquanto o conjunto renasce como QUEEN. Entretanto, em Fevereiro de 1971, após várias tentativas falhadas, finalmente acertam no baixista que procuravam : John Deacon. Está assim concluido o alinhamento final dos QUEEN.
O seu primeiro disco “Queen I” foi lançado em 1973, e a sua primeira digressão promocional aconteceu nesse ano, acompanhando os Mott the Hoople.
E fico por aqui. O resto vocês já conhecem, mas se quiserem saber tudo, terão um texto em Inglês no final deste post, como toda a história da banda até agora.
De facto, o seu historial é de tal forma conhecido que falar do seu percurso é quase um lugar comum. Mas falar dos musicos, enquanto incomuns individualidades, poderá ser diferente e mais um pouco mais interessante.
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John Deacon , o baixista, sempre foi o elo mais discreto dos Queen. No entanto, a sua importancia era fundamental, conforme foi confessado em tempos por Freddie. De facto, por vezes a desbunda e o desvario dos restantes musicos em palco era tal, que se não fosse o sempre calmo e mecanicamente certinho John Deacon a marcar o compasso, eles perder-se-iam por completo.
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Brian May , o fabuloso guitarrista, era de facto tão exigente na sua arte, que nunca satisfeito com o som das guitarras que comprava, resolveu construir a sua propria guitarra. O aprofundamento das suas experiencias sonoras ficaram imortalizadas em algumas faixas memoraveis do Queen, sendo talvez “Brighton Rock” a mais conhecida de todas. Para alem disso, ela era compositor de muitas das canções da banda, e era ainda cantor (embora com as suas limitações...).
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Roger Taylor, o baterista, tal como May, era um excelente executante, mas um “ganda maluco”. Tambem ele compunha canções, tambem ele cantava ocasionalmente, com um voz rouca e ligeiramente metálica, invulgar. Era tarado por carros, e imortalizou essa fixação em “I’m in love with my car”.
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Por fim, Freddie Mercury, a cereja em cima do bolo, pra mim o melhor cantor e frontman de sempre, um verdadeiro artista, um animal de palco, uma força da natureza, e ainda pianista, e ainda compositor. Ouvi-lo no seu melhor arrepiava-me. Um homem com uma extensão e poder vocal vastissimos, desde os mais cristalinos e refinados agudos aos mais brutais registos, sem uma falha, sem que se notasse a mais pequena dificuldade. Lembram-se de “Bohemian Rapsody” ? Lembram-se daquelas multiplas vozes que se ouvem na parte mais lirica da canção ? Foi ele que as fez quase todas, em diferentes registos, com gravações sobre gravações. Era pura emoção ouvi-lo, era puro prazer vê-lo em palco, sempre excentrico, sempre provocador, sempre perfeito. E como a multidão o adorava ! E como ele adorava ser adorado! Intitulava-se a sim próprio como uma “prostituta musical”. Porquê, nunca explicou. Cabe-nos a nós imaginar...
A morte dele marcou o fim de uma era na minha vida. Foi uma das minhas tristezas mais marcantes, até agora. Quando por vezes vejo uma cassette video dele, ou um clip na TV, ainda paro, ainda me calo, ainda sinto aqui dentro aquela tristeza.
Os Queen foram a única banda que alguma vez eu “endeusei”. Foram tambem o meu maior desgosto, pois o seu fim prematuro afastou pra sempre o sonho de alguma vez os poder ver num concerto ao vivo.
Esta é a minha homenagem aos meus maiores heróis no mundo da musica. Existem outros, mas não como estes...
God save The Queen !
Nunca a conheci mas foi a minha amiga mais amiga que alguma vez tive na net.
Conheci-a como a vocês, por estes sitios perdidos de gente que se encontra. E encontrei-a há tanto tempo já.
O seu nick era Marta, e não vou escrever muito sobre ela, aliás porque pouco sabia e nada sei.
Mas foi alguém que sentiu a terra onde viveu com a força de quem sabe que vai partir mas quer deixar uma semente de esperança. Lutadora infatigavel pelos seus ideiais, foi alguém que escreveu coisas muito belas em momentos terriveis.
Até ao desfecho apenas eu sabia de sua luta mais importante. E foi algo que pediu no seu momento mais importante, o final, que me chocou profundamente e me fez ver tudo de um modo diferente : enviou uma mensagem a dizer que não estava mais, que tinha partido.
Por alguém soube um dia que "she's gonne" . A minha querida Marta que nunca vi não viria mais.
Marta personifica para mim o heroismo dos que sabendo o não futuro lutam pelo futuro dos que o têm. Marta é a minha heroína deste mundo virtual.
Tinham de ser para ela as minhas primeiras palavras num local como este, neste local virtual e assim sendo, tão real.
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Sempre precisamos de imagens para conseguirmos entender. Marta para mim é Audrey Hepburn, na sua leveza, beleza e tremendo estilo. Poucas mulheres, ou quiça nenhuma, conseguiram atingir o panache de Audrey, a sua beleza sossegada, o seu sorriso matreiro, a sua risada de cristal, o seu olhar de deusa.
E, como Marta, muito antes Audrey lutou por um futuro para todos nós sabendo que o seu futuro não existiria mais. Tal como Marta foi uma senhora até ao fim.
E isso faz delas senhoras para sempre.
Para mim faz, e por isso e para ti minha querida Marta : mail please :) , ... por favor responde ... por favor ...
eu ainda espero ... tenho lágrimas agora minha querida ? tenho, mas é da felicidade de ter conhecido. Porque os teus olhos olham-me em Audrey, e em todos as crianças que se cruzam comigo e que podem ser as tuas filhas ....
mail please M. ... uma vez mais ? please ...
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Originally posted by Mohandas
... the most beautiful girl in the world?
http://i.imdb.com/Photos/Events/1938/NicoleKidm_Grani_981632_400.jpg
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Está com um ar triste, nesta, não está? :(
Originally posted by Mohandas
Rasgado nos teus olhos
sinto o mar
absorto em sal e céu
que a chuva das lágrimas
não ignora
E nas mãos
que se confrontam
estranhamente rubras
com a alvura do teu rosto
sinto e vejo o sonho
que pensavas perdido
numa missão impossível de vencer
mas que tempo ignorou
e te devolveu
em pleno direito de seres tu
e de nos fazeres felizes
apenas e só por te termos aí...
Obrigado por existires.
http://i.imdb.com/Photos/Events/1946/BestActres_Grani_983372_400.jpg
Mohandas 25-03-2003, 20:15 http://www.celebrity-exchange.com/celebs/photos35/nicole-kidman.jpg
E a perfeição absoluta?
Boa ! Thanks Gatsby ! Thanks mohandas !
Já me sinto menos só, com os meus heróis, eheheh.
Hoje falo de uma artrista - Barbra
Vou falar-vos de uma grande artista da canção e do cinema e que se pode relacionar perfeitamente com uns quantos velhadas como eu. Os jovens podem aprender, se é que há algo a aprender sobre uma actriz sempre jovem como ela – Bárbara Streisand! Mais precisamente, Barbra Joan Streisand!
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Isso mesmo! Actriz, cantora, escritora de canções, directora e produtora de cinema! É mais velha que eu, 4 aninhos! Nasceu em Brooklyn, N.Y., é do signo Touro.
Recebeu imensos prémios Grammy, Emmy, Vários Globos de Ouro e penso que Três Óscars! De melhor actriz com Funny Girl, em 1968: outro de melhor canção original, Evergreen, de a Star is Born! O terceiro Óscar foi meu – do Ventor, claro!
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Barbra Streisand é uma legenda.
Em quase 4 décadas, ela teve uma carreira fenomenal na história do show business e, dizem os seus admiradores, tornou-se numa das mulheres mais criativas, complexas, controversas e fascinantes do séc XX.
Ao fazer 14 anos em 1956, a mãe permitiu-lhe sair com uma amiga até Manhattan assistir à matiné da peça do diário de Anne Frank. Ao chegar a casa explodia em excitação enquanto descrevia a peça para a mãe.
Foi fazer um teste de cântico e pediram-lhe para cantar para clientes regulares, e se gostassem dela dar-lhe-iam um contrato de 2 semanas. Subiu ao palco e ao aperceber-se que ainda tinha o chiclete na boca, tirou-o e colou-o ao microfone. A plateia desatou a rir, pensando em quem seria “aquela doida”.
Começou a cantar “A Sleeping Bee”, os clientes pararam de rir e de beber e os empregados pararam de servir. Barbra hipnotizara o salão inteiro!
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Em 1961, apresentou-se no programa de Jack Paar, transmitido nacionalmente e a vitrine mais importante na madrugada da época, lugar favorável para se estriar na Televisão.
Estriou-se na Broadway, em I Can Get it For You Wholesale e começou logo a ganhar prémios!
Em Maio de 1962, cantou “When the Sun Comes Out” e “Happy Days Are Here Again”, tema do partido democrata.
Barbra Streisand estreou-se no cinema com o filme musical Funny Girl, com o qual ganhou um Óscar como melhor actriz em 1968. Com Yentl em 1983, tornou-se a primeira mulher a produzir, dirigir, escrever e actuar em uma longa metragem.
Barbra, foi também a primeira compositora a ganhar um Óscar com a sua música “Evergreen” o tema amoroso do filme “Nasce uma Estrela” ( A Star is Born ), e foi nomeada em 1997 como co-compositora da música “I finally Found Someone”, baseado no tema de amor do filme “O Espelho Tem Duas Faces” (The Mirror Has Two Faces).
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Barbara Sreisand, é a única artista que já recebeu todos os prémios já existentes: Óscar, Tony, Emmy, Grammy, Golden Globe, Cable Ace e Peaboy Awards.
The Concert, de Barbra Streisand, tornou-se no maior evento musical visto na história do HBO, ganhando o prémio de Platina Triplo para vídeo e um Disco de Platina Duplo para o CD. Ganhou também 5 Emmys, o Peabody Award e 3 Cable Ace Awards.
Foi aquilo que se pode consignar chamar uma artista completa. Em cinema e ou Televisão eu vi os seus filmes e ainda hoje se houver reprises, lá estarei.
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On July 1, 1998, Ms. Streisand married director/actor James Brolin.
Na sua produção musical conseguiu os seguinte:
· 47 Gold Albums
· 28 Platinum Albums
· 13 Multi-platinum Albums
· 8 Gold Singles
· 5 Platinum Singles
· 5 Gold Videos
· 2 Platinum Videos
· 1 Multi-platinum Video
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Os seus filmes de 1968 a 1996:
Funny Girl
(1968, Columbia TriStar Home Video)
Barbra as Fanny Brice, with Omar Sharif as Nick Arnstein
Hello, Dolly!
(1969, Fox Video)
Barbra as Dolly Levi, with Walter Matthau as Horace Vandergelder
On a Clear Day You Can See Forever
(1970, Paramount Pictures)
Barbra as Daisy Gamble/Melinda Tentrees, with Yves Montand as Dr. Marc Chabot
The Owl and the Pussycat
(1970, Columbia TriStar Home Video)
Barbra as Doris Wilgus, with George Segal as Felix Sherman
What's Up, Doc?
(1972, Warner Home Video)
Barbra as Judy Maxwell, with Ryan O'Neal as Howard Bannister
Up the Sandbox
(1972, Warner Home Video)
Barbra as Margaret Reynolds, with David Selby as Paul Reynolds
The Way We Were
(1973, Columbia TriStar Home Video)
Barbra as Katie Morosky, with Robert Redford as Hubbell Gardiner
For Pete's Sake
(1974, Columbia TriStar Home Video)
Barbra as Henrietta (Henry) Robbins, with Michael Sarrazin as Pete Robbins
Funny Lady
(1975, Columbia TriStar Home Video)
Barbra as Fanny Brice, with James Caan as Billy Rose and Omar Sharif as Nick Arnstein
A Star Is Born
(1976, Warner Home Video)
Barbra as Esther Hoffman, with Kris Kristofferson as John Norman Howard
The Main Event
(1979, Warner Home Video)
Barbra as Hillary Kramer, with Ryan O'Neal as Eddie "Kid Natural" Scanlon
All Night Long
(1981, Goodtimes Home Video)
Barbra as Cheryl Gibbons, with Gene Hackman as George Dupler
Yentl
(1983, Fox Video)
Barbra as Yentl/Anshel, with Mandy Patinkin as Avigdor
Nuts
(1987, Warner Home Video)
Barbra as Claudia Draper, with Richard Dreyfuss as Aaron Levinsky
The Prince of Tides
(1991, Columbia TriStar Home Video)
Barbra as Dr. Susan Lowenstein, with Nick Nolte as Tom Wingo
The Mirror Has Two Faces
(1996, Columbia TriStar Home Video)
Barbra as Prof. Rose Morgan, with Jeff Bridges as Prof. Gregory L
Até sempre Barbra!
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nothing to say...
just feel...
http://www.hollywoodcelebrityphotographs.com/imageslg/1156B.jpg
Um dia vi um Ballet ...
... e de seguida li um livro!
Era um livro sobre Rudolf Nureyev. Foi numa altura em que eu achava que havia de saber tudo, ou quase ...
Sei que nasceu no dia de St. Patrício. Sei também que era um talento imenso das artes belas ...
Sei também que deixou à humanidade apreciadora da Arte de bailado uma herança enorme e que se despediu deste mundo no dia dos meus anos e sei também que não tenho visto nada, talvez a culpa seja minha, que renda tributo ao seu imenso talento!
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Rudolf Nureyev
Houve, no entanto, um pequeno tributo, na Opera Bastilha, que denunciava a superlativa “performance” de “ O Bayadère”, em 06 de Janeiro, aniversário da sua morte.
O Bayadère é uma produção magnifíca cheia da alma russa e também dos excessos russos, um melodrama movido pelo facto de ter sido o último ballet de Rudof Nureyev, embora ele já ter começado a trabalhar sobre O Príncipe dos Pagodes.
Patrice Bart, que foi assistente de Nureyev, depois mestre de ballet associado ao director, diz que até seis anos após a morte de Nureyve nada conseguia imitar o seu estilo mas que, afortunadamente, havia estrelas que trabalharam com Rudolf, como Laurent Hilaire, Elisabeth Platel, Isabelle Guérin e alguns outros que conheciam a sua maneira de bem trabalhar e estão agora a ensinar os estilos de dança de Nureyev.
Diz também que estão a tentar guardar a sua herança preciosa mas é uma constante batalha para guardar a energia, o rigor e o “look” que Nureyev nos legou.
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Trage de trabalho de Nureyev
Apenas o terceiro acto de o “Rei das Sombras” tinha sido dançado antes de Outubro de 1992, e foi dito aos bailarinos de Paris que tinham três semanas para aperfeiçoar o trabalho. Nureyev observou o último membro do corpo de Ballet e disse-lhe que não tinha feito nada por ele! “Vocês são todos estrelas de dança: todos Nikiyas descendo das alturas dos Himalaias, todos Bayadères, puros, límpidos, luminosos”.
Disse-lhe para respirarem a música, e o orgulho, forte e móvel, lembrando-lhe constantemente que são indivíduos e não um exército de robots.
Antes de Nureyev não havia tradição de mimologia devido às limitações dos repertórios. Ele tinha trasido o melhor do Convent Garden e do Kirov.
Nureyev desempenhou o papel de Solor com a companhia de Kirov em S. Petersburgo, em 1959. Quando não dançava observava toda a performance que podia, memorisando, analisando e absorvendo os passos, o estilo, a construção, conteúdo e significado do trabalho. Foi com o Solor que ele electrificou audiências em Paris quando chegou com o Kirov na primavera de 1961.
Em 1963, levou o Reino das Sombras, a sua maior produção ao Covent Garden, em Novembro de 1963, recreando cada passo, de memória.
Nove anos depois foi convidado a montar o Reino das Sombras na Opera Ballet de Paris, com 32 sombras!
Mario Bois descreveu o dia de 1989 em que Nureyev entrou no seu escritório anunciando a intenção de colocar em sena o Bayadère usando o score original de Ludwig Minkus, a composição original de ambas as companhias, Bolshoi e Kirov.
Mas esta obra não estava disponível fora da Rússia e ele simplesmente sorriu e disse a Bois que já tinha tratado disso!
Apresentou-lhe todo o score de vários ballets. Ele tinha ido à Rússia a convite de Gorbachev para uma visita brilhante de 48 horas e tinha trazido as fotocópias que arranjou no meio de encontros, cerimónias e ballets.
As fotocópias estavam incompletas devido à largura do manuscrito e cada página tinha sido copiada duas vezes. E quanto à música, as folhas não correspondiam. As páginas não eram totalmente legíveis e até por falta de tinta da máquina e nada estava numerado mas, Nureyev, não se preocupou com a ordem.
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Uma peça de dança
Minkus tinha escrito sómente música para piano. Além de haver apenas duas ou três notas em algumas folhas faltavam folhas completas. O trabalho de reconstrução era diabólico, pois havia um mar de folhas ilegíveis.
O principal problema era a orquestração que Nureyev não podia escrever. Ele quis John Lanchebery que ficou tão feliz por colaborar com ele que chegou quase imediatamente.
Não havia piano e a Mário Bois ocorreu que um dos seus putos tinha um pequeno órgão eléctrico. E assim, John Lanchbery e Rudolf Nureyev, trabalharam dia e noite no meio daquela confusão no órgão eléctrico do filho de Mário Bois!
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Outro trage de trabalho de Nureyev
Escusado será dizer que a coisa avançou mas com muitas alterações, identificando um passo de deux , cortando aqui e aumentando acolá, muito houve que fazer. E em seis meses, com muito respeito por Minkus, colocaram em pé um sólido texto musical.
Em 1838, Theophile Gautier escreveu que a palavra “bayadère” evocava brilho do sol, perfume, e beleza.
Ninguém recolocou o trabalho de Petipa como Rudolf Nureyev. O seu elefante é azul e dourado, turquês, prata e branco, todas as cores do Teatro Kirov. É uma criação que fere a imaginação, esta última criação de Rudolf Nureyev.
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O Pássaro de Fogo
Mas que extraordinário um russo trazer de volta para França o que um francês tinha dado à Rússia.
Tributo a Rudolf Nureyev
Após uma exibição movimentada e original, “O Universo de Nureyev” no Centro de Arte Trussardi em Milão, dá-se o retorno ao Museu Carnavalet, em Paris, para apresentar Rudolf Nureyev, “Uma Estrela em Paris”.
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A Bayadère
A exibição no Carnavalet, uma mansão maravilhosa do século XVII, evoca a vida de Rudolf Nureyev usando fotografias, arquivos de filmes, vídeos, posters e programas, roupas de trabalho e uma colecção privada de Obras de Arte.
Jean-Marc Léri, disse que era um tributo a tão grande homem que tanto tinha dado à cidade e que tinha sido essencialmente muito parisiense.
Rudolf Nureyev, o mais famoso dançarino de todos os tempos, o coreógrafo, o amante da Arte e o músico, pediu asilo em Paris em 1961 e tornou-se Director do Ballet da Opera de Paris em 1980. A sua história de amor com a capital francesa só cessou em 06 de Janeiro de 1993 quando foi enterrado no cemitério russo de Paris em Sainte-Genevieve-des-Bois, 15 milhas a sul da capital.
Nijinsky - o Deus da Dança!
Nijinski
Em 1967, tinha uma colega de trabalho, numa Direcção da Força Aérea, que andava a tirar um curso para entrar para, a então Emissora Nacional. Desse curso, constava a História da Música!
Hoje nem do nome dela me recordo e trabalhámos mais de 8 meses juntos! Eu sabia quais eram as sua lições a seguir, ia ao Centro Cultural Americano e levantava livros a condizer com as suas lições, cheios de fotos a valer e como todos sabem, uma imagem vale por mil palavras.
Ela ficava doida e, quando se agarrava naquele trabalho extraordinário, eu já sabia tudo! Ficava maluca com tanta sabedoria e tive de lhe dizer onde era a minha fonte! Hoje sei, sem sombra de dúvidas, que ali, no CCA foi onde tive a minha principal grande Faculdade e digo-o sem vergonha! Nós não tínhamos nada ou então tínhamos muito pouco e o pouco que havia era quase sem interesse!
Por isso, hoje, muitos anos depois, ainda penso que a grande parte da minha pouca ou muita cultura, conforme os azimutes, é devida às gentes do Grande Império!
Hoje deixo-vos aqui a história, para mim, do maior bailarino que sempre existiu! Apesar de sempre o ter visto a preto e branco!
Vaslav Nijinsky (O Novo Deus da Dança), nasceu em Kiev, na Ucrânia, em 1890. Já os seus pais tinham sido dançarinos célebres, tendo o seu pai sido famoso pela sua virtuosidade e saltos enormes. Os Nijinskys tinham a sua própria companhia de dança e trabalhavam através do império russo.
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Nijinsky e as suas caratceterizações
O pequeno Nijinsky passou quase toda a sua infância no Cáucaso, onde ia dançando com o seu irmão Stanislav e sua tia Bronislawa, e o pai sabendo da sua propensão para a dança, deu-lhe as primeiras lições. Aos nove anos, Nijinsky entrou para a Escola Imperial de Dança, em S. Petersburgo, onde os seus primeiros professores descobriram o seu talento para a dança. Aos 16 anos quiseram graduá-lo para entrar no Teatro Mariinsky, mas ele declinou preferindo concluir o período normal de estudos.
Nesta altura ele já tinha sido apodado como a oitava maravilha do Mundo e o Vestris do Norte! Durante os seus anos de estudo ele apareceu no Teatro Mariinsky, primeiro como membro do corpo de ballet e mais tarde como pequena parte interessante.
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Nijinsky em acção
Em Julho de 1907, juntou-se ao Teatro Marinsky como solista. A sua primeira presença foi no ballet, La Source, com a bailarina russa Júlia Sedova como parceira e o público irrompeu imediatamente num entusiasmo selvagem. Como nobre dançarino ele dançou todas as partes nobres do Teatro Mariinsky e também no Teatro Bolshoi, em Moscovo, onde ele foi um convidado especial. O seu sucesso foi fenomenal!
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"Tribute to Nijinsky"
Nijinsky broke the boundaries of classical ballet, and Kassabian captures the intensity of his work with assertive brushwork.
Em 1909 Sergei Diaghilev, o primeiro assistente do administrador do Teatro Imperial, foi convidado pelo grão-duque Vladimir a organizar uma Companhia de Ballet com os membros dos teatros Mariinsky e Bolshoi – podemos chamar-lhe uma fusão. Diaghilev decidiu levar a companhia a Paris na primavera e convidou Nijinsky a juntar-se-lhe como dançarino principal. A sua primeira actuação foi em 17 Maio, de 1909 no Teatro du Chatelet. Nijinsky alcançou Paris como uma tempestade. Diz-se que a expressão e a beleza do seu corpo, a sua leveza como uma pena e firme como o aço, a sua grande elevação e o incrível dom de se elevar e parecer permanecer no ar, bem como a sua extraordinária virtuosidade e acção dramática, fez dele um génio do Ballet!
Em 1912, Nijinsky começou a sua carreira como coreógrafo e criou para os Ballets Russos de Diaghilev, os ballets, “L’Aprés-midi d’un Faune”, A Sacração da Primavera” e “Till Eulenspiegel”, este já produzido nos Estados Unidos sem a supervisão pessoal de Diaghilev. O seu trabalho foi considerado audaz e original.
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L’Aprés-midi d’un Faune
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A estátua de Nijinsky por Rodin
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Em 1919, com 29 anos, Nijinsky retirou do palco em consequência de um colapso nervoso, que foi diagnosticado como esquisofrenia. Viveu desde 1919 a 1950, na Suissa, França e Inglaterra, tendo morrido em Londres, em 1950 e foi enterrado perto de Auguste Vestris, no cemitério de Montmartre, em Paris.
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São estas as voltas da vida de Nijinsky. Nascido na mãe russa onde se tornou o mais brilhante graduado da Escola do Teatro Imperial e onde foi famoso pelos seus saltos e caracterizações, acabou por viver, morrer e ser enterrado na Europa da Liberdade
Mohandas 21-04-2003, 17:13 ... e tema.
Aqui irei falar sobre o maior basquetebolista (e, provavelmente, maior desportista) de todos os tempos, passados, presentes e futuros (têm dúvidas?)
Senhoras e senhores:
MIIIIICHAEL JORDAAAAAN!
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A imagem de marca: a língua...
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Ena ! Afinal ainda há heróis, lá prós lados da Madeira ! ;)
Mohandas 21-04-2003, 17:29 ... já te dei a minha "definição" de herói.
Se acham que cabe aqui, não tenho problemas em pôr aqui...
siiiim filho.... e os ABBA tambem cá cabem, embora faltasse um pouco de personalização (a influencia que os mesmos tiveram em ti, na tua vida, nos teus momentos, na tua descoberta da musica).
Mohandas 22-04-2003, 00:14 ... já estão no sítio deles...
Mohandas 23-04-2003, 18:45 ... fica para o fim-de-semana.
Falta de tempo... :rolleyes:
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Não é por acaso que os Iron Maiden são considerados já como a melhor Banda de Hard/Heavy de todos os tempos. Neste momento os puristas mais idosos estarão a dar saltos na cadeira, mas de facto, nem os Led Zeppelin, nem os Deep Purple, nem os Black Sabbat (para citar apenas alguns dos nomes históricos) chegaram aos calcanhares da projecção que estes cavalheiros com quase 50 anos de idade tem actualmente. Vendem aos milhões, fazem espectaculos para 200.000 pessoas, e conseguem o feito extraordinário de, quando já muitos vaticinavam o seu fim, conseguirem renascer para o novo milénio, após mais de 20 anos de carreira e 11 albuns de originais, com mais um album, lançado em 2000, que corre o risco de ficar classificado como dos melhores de sempre, a par do épico “Seventh Son”.
A conjugação de talentos entre os elementos da banda (e já são 6, com, pasme-se, 3 guitarristas em simultaneo) é uma extraordinaria e feliz coincidencia, mas posso dizer que sem duvida, a dupla constituida pelo baixista Steve Harris que é a alma criativa da banda, e o front-man Bruce Dickinson, (em tempos conhecido como “Air Raid Siren” ou sirene de ataque aereo, pelo sua potencia vocal) já considerado por muitos como o melhor vocalista de sempre nesta area musical, são as referencias de topo.
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Para quem não goste de som da pesada, é fácil classificar os Maiden como fazedores de ruido. Não discuto. Quando não se gosta de som duro, nada a fazer. Eu seria capaz de pegar nos discos dos Maiden, fazer uma selecção de partes de alguns dos temas épicos que eles fizeram, e juntar tudo num mix que seria fácilmente ‘vendido’ a um desconhecedor como musica instrumental de qualidade, com influencias clássicas evidentes. Basta pegar nos dois discos que referi atrás e fazer uma audição isenta e atenta. É claro que fazem ‘barulho’, muitas das vezes. Barulho de qualidade, claro, com letras fantásticas de conteudo mitico/histórico/social, com duelos de riffs de guitarra poderosissimos entre os guitarristas, com um trabalho ‘filigrânico’ de guitarra-baixo do Steve Harris, com refrões que ficam no ouvido, com uma bateria colossal do Nicko, que mais parecem serem 2 bateristas e não apenas 1, com a voz incansável do Bruce Dickinson, que por mais alto que os instrumentos toquem, consegue sempre estar lá mais acima.
Os Iron Maiden são o que são. Se se gosta dos clássicos Purple, Zeppelin e afins, e nunca se ouviu Maiden, então não é possivel perceber que a musica da pesada não morreu ali, naqueles tempos. Hoje em dia, os Iron Maiden são incluidos no grupo das chamadas bandas de Heavy “progressistas”, mas de facto, terão sido os proprios a criar esse genero. Continuam “alive and kicking”, gravam discos de 3 em 3 anos, porque passam o resto do tempo a correr mundo e a encher estádios, e ao que parece, são quase avós, mas não se cansam. UP THE IRONS !
Breve biografia
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É impossível negar a importância da banda Iron Maiden na evolução do estilo Heavy Metal iniciado por Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath
Em meados da década de 70 a Inglaterra vivia a explosão do movimento punk, caracterizado pelon do-it-yourself ou faça-você-mesmo. O rock pesado e complexo do Led Zeppelin havia sido trocado pelo punk rock, música de arranjos muito simples e descompromissados, geralmente tocada por músicos que sabiam pouco mais de três acordes. O heavy metal parecia destinado à estagnação ou ao fim.
Mas eis que surgem na Inglaterra algumas bandas que iam um pouco além do som punk, trazendo de volta o metal e acrescentando novas influências. Entre outras, Motörhead e Judas Priest mantinham a chama do heavy acesa.
Em 1971 Steve Harris montou a sua primeira banda, Influence, mais tarde renomeada de Gipsy Kiss. Em 1975, após ter passado por outras bandas como o Smiler, Harris se juntou ao guitarrista Dave Murray e fundou a banda Iron Maiden. O heavy metal nunca mais seria o mesmo...
Junto a bandas como Saxon, Def Leppard, Samsom, entre outras, os Iron Maiden lideraram o movimento que se convencionou chamar de NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal). Após dezenas de mudanças de formação em 1978, a formação estava estabilizado com Steve Harris no Baixo, Dave Murray na guitarra, Paul Di'anno nos vocais e Doug Sampson na bateria. Esta formação gravaria o compacto Soundhouse Tapes, com as músicas Prowler, Invasion e Iron Maiden. O single vendeu mais de três mil copias e despertou o interesse da gravadora EMI sobre a banda que assinou contrato em 1979, participando de algumas coletâneas e lançando o single Running Free. Com o novo guitarrista Dennis Straton e Clive Burr na bateria, em 1980 a banda lança seu primeiro LP e começa a conquistar o mundo.
Uma das marcas registradas do Iron Maiden durante estes quase vinte anos de carreira têm sido as constantes mudanças de formação, que todavia nunca abalaram a sua atitude e estilo musical. O guitarrista Dennis Straton do primeiro LP foi logo substituído por Adrian Smith, mais tarde substituído por Janick Gers e o baterista Clive Burr foi substituído já no quarto LP por Nicko McBrain. Em 1982 o vocalista original Paul Di'anno abandonou a banda e foi substituído por Bruce Dickinson, que comandou o Iron Maiden durante sua melhor fase.
Uma das mudanças de formação mais inesperadas ocorreu em 1993, quando Bruce Dickinson abandonou a banda em troca da carreira solo. O novo vocalista se chamaria Blaze Bayley, vindo da banda de hard rock inglesa Wolfsbane, que já tinha aberto para os Iron Maiden na tour de No Prayer for the Dying em 1990.
Dois discos foram lançados com Blaze (The X-Factor e Virtual XI), entretanto a aceitação do público para com o novo vocalista não foi das melhores, o que resultou na volta de Bruce Dickinson para os Maiden depois de cerca de 7 anos, trazendo junto o velho guitarman Adrian Smith, para um novo e extraordinario album, chamado “Brave New World”, em 2000 .
A formação hoje conta, além do baixo e bateria, com três guitarras e o antigo vocalista tão querido por todos os verdadeiros fãs do grupo inglês considerado a banda de heavy metal que alcançou mais sucesso em todos os tempos (os Black Sabbath estão em segundo).
Não era suposto este post estar no outro lado ?
NO ROCK em Stock ? Podia estar, mas como os Maiden fazem parte dos meus herois da musica, veio para aqui. Não está mal, pois não ?
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