Patacôncio
21-05-2004, 00:10
OS FEITOS GLORIOSOS DOS PORTUGUESES!
Hoje apresento aqui um livro deveras interessante, descoberta feita ao acaso.
É um livro interessante sobre a História da Matemática em Portugal, que revela curiosas revelações sobre a Ciência em Portugal.
Por vezes, de um modo imcompreensível, desvalorizamos os feitos dos Descobrimentos. Hoje em dia, fruto do nosso obscurantismo, passamos a vida a "elogiar e bajular" o saber e feitos de países estrangeiros. Mas, por talvez desconhecermos a nossa própria Grandiosa História, não damos o devido valor àquilo de que somos capazes, quando temos lideranças e estratégias válidas e qualitativamente superiores, que nos permitem feitos inultrapassáveis.
Hoje em dia, damos como feito glorioso a ida do Homem à Lua, como marco histórico, da Humanidade. Alguns, mas poucos, dizem que a ida do Homem à lua, comparativamente com aquilo que fizemos nos Descobrimentos, é apenas uma ínfima parte da Glória e de Grandiosidade, de uma Nação pequena, mas muito especial, que é Portugal.
Alguns, talvez por desconhecerem a nossa História de Portugal, por causa dos estrangeirismos, por causa, até da nossa mesquinhez, não compreendemos o que foi verdadeiramente os Descobrimentos. Normalmente associamos os Descobrimentos a aventureiros, especuladores, missionários, esclavagistas, e outras tais caracterizações.
Mas o que se pouco realça é todo um conjunto de acções, com vista a tornar Portugal numa potência científica, onde era a Ciência a matéria-prima base para conseguirmos fazer os Descobrimentos. A Ciência foi muito importante, sobretudo os avanços científicos e tecnológicos, e a sua divulgação, com vista a "conquistarmos" o mundo, e preservarmos a Independência Nacional.
Neste livro de Gomes Teixeira, interessante e importante, podemos analisar parte do que foi a história da matemática em Portugal, sobre a importância do conhecimento de imigrantes que cá se estabeleceram, que contribuiram para engrandecer mais Portugal.
O nosso combate ao Islão (à mouraria heeehheh) fez com que nós próprios absorvessemos parte da sua cultura, da sua ciência e do seu modo de vida. Também, tivemos um contributo importantíssimo da comunidade judaica, tão importante e, ao mesmo tempo, tão desprezada ao longo dos séculos. Mas os judeus e sua enorme influência cultural também foram imprescendíveis para fazermos os Descobrimentos.
Portugal terá sido das primeiras nações europeias a protagonizar a famosa Globalização, que se inclui, e acertadamente, os movimentos populacionais. Ao longo da nossa história, fomos imigrantes e emigrantes. Desde a primeira hora, quando D. Afonso Henriques reinou e se proclamou Cavaleiro, que Portugal procurou integrar a imigração, que nos permitiu criar um Portugal diferente do resto da europa. Diferente do mundo.
Também, desde a primeira hora, que os portugueses emigraram. Desde as feiras e embaixadas em Antuérpia, Veneza, Génova, e outras cidades-comércio, onde portugueses se estabeleceram para aproveitar o comércio marítimo internacional.
Ou seja, Portugal tem uma rica experiência no mundo global, tem uma rica experiência em "trocar" migrações populacionais com o mundo. Portugal sempre foi mais aberto do que nós próprios temos conta.
Bem, depois, depois tivemos a "conquista filipina" que marcou, para sempre, Portugal e sua forma de estar e ver o mundo. Portugal foi-se fechando, começou a importar estrangeirismos e ideologias, ora francófonas ora anglo-saxónicas e começou a empobrecer lentamente. Mas o maior empobrecimento foi cultural. Começou com a expulsão dos judeus, no século XVI, mas após o absolutismo déspota do Marquês de Pombal, que apesar de tudo seguia um Iluminismo mitigado (basta ver como decidiu acabar com a nossa Alta Nobreza), Portugal nunca mais foi o mesmo.
Portugal, se quiser vencer no mundo moderno ( e vamos conseguir, concerteza) tem que ir ao fundo do seu âmago, estudar e meditar o nosso passado colectivo, assumi-lo com consciência, não esquecendo nossos erros, mas erigindo e, até, copiando o bom que fomos e fizemos.
Não podemos estar toda a vida a olhar para a galinha da vizinha. É na nossa capoeira que se decide a qualidade das nossas galinhas. E se perdemos parte do comboio da História, sobretudo passamos ao lado da revolução industrial (atrasada até ao limite pelo salazarismo bafiento e "socializante", onde o ditador olhava com desconfiança e desdém, essas "fábricas de comunistas e anti-católicos"), não podemos passar ao lado do nosso futuro.
Alguém pediu comentários meus ao que afirmou Krugman, na conferência de ontem. Não são precisos muitos comentários. Temos que apostar na formação e na informação, temos que apostar no Capital Humano, que inclui a tecnologia, e temos que criar um sistema económico onde a concorrência "obriga" a integrar as novas tecnologias, na procura do risco e do lucro. Não é muito diferente do que defende o prof. Abel Mateus, Rebelo de Sousa, ou se quiserem, dos estrangeiros Romer, Lukas, ou até Stoffäes ou Schumpeter. Chama-se a isto: Crescimento Endógeno!
O principal problema português, herdado até do salazarismo bafiento, é a aversão ao risco e à concorrência; e a constante procura de um pai-protector chamado Estado. Por isso, poucos conhecem isto, o salazar inspirou-se no socialismo católico ou, na mais moderna, democracia-cristã (especialmente Marcello Caetano, ler as suas obras, de direito, política e economia política). Não é por acaso que o governo de António Guterres não era muito diferente do marcelismo, à excepção da democracia burguesa. A formação de grandes grupos económicos, uma elevada articulação entre Estado-Grupos Financeiros, com o capitalismo popular a servir de base para diluir posições accionistas, e conseguir manter nas mãos do Estado o controlo das empresas privatizadas. Na forma como a regulamentação era feita, evitando sempre que podia a aberta concorrência entre grupos, chegando ao cúmulo de serem empresas públicas a procurar a concorrer com outras semi-públicas, como aconteceu nas telecomunicações, como foi o aborto empresarial chamado ONI-EDP e a Terceira Geração de Telemóveis.
O que Portugal precisa, sobretudo para elevar a sua competitivadade internacional e poder dar um melhor modo de vida aos portugueses, é incrementar a concorrência interna, sobretudo nos sectores mais protegidos à concorrência, nos chamados bens não-transaccionáveis, como a Saúde, Educação, Seguros, Área Financeira, Distribuição, etc..
A apoiar esta maior concorrência interna, importa ao Estado regulamentar, regular e evitar se imiscuir nos negócios privados, sobretudo a "gestão política".
E, é claro, incentivar a Formação e a Informação, de molde a preparar melhor os portugueses para os desafios do futuro.
Enganam-se aqueles que julgam que a melhor forma de elevar o nosso nível de vida é apostar em obras faraónicas, no investimento público de rentabilidade duvidosa e, pior ainda, que pouco aumenta o nosso Capital Humano. Portugal não pode viver só de especulação imobiliária, financeira e afins.
E não pode, mais que nunca, esperar que o Estado nos dê tudo. Porque para o dar tem que o tirar a alguém. E não estou a ver os países estrangeiros a manter os portugas a viverem de subsídios e mamas comunitárias. Tudo tem um príncipio e tudo tem um fim. Logo...
Eis a obra:
"História da matemática em Portugal", por Francisco Gomes Teixeira, 1934. (http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/indice.html)
http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/separador2.gif http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/separador2.gif http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/separador2.gif
Hoje apresento aqui um livro deveras interessante, descoberta feita ao acaso.
É um livro interessante sobre a História da Matemática em Portugal, que revela curiosas revelações sobre a Ciência em Portugal.
Por vezes, de um modo imcompreensível, desvalorizamos os feitos dos Descobrimentos. Hoje em dia, fruto do nosso obscurantismo, passamos a vida a "elogiar e bajular" o saber e feitos de países estrangeiros. Mas, por talvez desconhecermos a nossa própria Grandiosa História, não damos o devido valor àquilo de que somos capazes, quando temos lideranças e estratégias válidas e qualitativamente superiores, que nos permitem feitos inultrapassáveis.
Hoje em dia, damos como feito glorioso a ida do Homem à Lua, como marco histórico, da Humanidade. Alguns, mas poucos, dizem que a ida do Homem à lua, comparativamente com aquilo que fizemos nos Descobrimentos, é apenas uma ínfima parte da Glória e de Grandiosidade, de uma Nação pequena, mas muito especial, que é Portugal.
Alguns, talvez por desconhecerem a nossa História de Portugal, por causa dos estrangeirismos, por causa, até da nossa mesquinhez, não compreendemos o que foi verdadeiramente os Descobrimentos. Normalmente associamos os Descobrimentos a aventureiros, especuladores, missionários, esclavagistas, e outras tais caracterizações.
Mas o que se pouco realça é todo um conjunto de acções, com vista a tornar Portugal numa potência científica, onde era a Ciência a matéria-prima base para conseguirmos fazer os Descobrimentos. A Ciência foi muito importante, sobretudo os avanços científicos e tecnológicos, e a sua divulgação, com vista a "conquistarmos" o mundo, e preservarmos a Independência Nacional.
Neste livro de Gomes Teixeira, interessante e importante, podemos analisar parte do que foi a história da matemática em Portugal, sobre a importância do conhecimento de imigrantes que cá se estabeleceram, que contribuiram para engrandecer mais Portugal.
O nosso combate ao Islão (à mouraria heeehheh) fez com que nós próprios absorvessemos parte da sua cultura, da sua ciência e do seu modo de vida. Também, tivemos um contributo importantíssimo da comunidade judaica, tão importante e, ao mesmo tempo, tão desprezada ao longo dos séculos. Mas os judeus e sua enorme influência cultural também foram imprescendíveis para fazermos os Descobrimentos.
Portugal terá sido das primeiras nações europeias a protagonizar a famosa Globalização, que se inclui, e acertadamente, os movimentos populacionais. Ao longo da nossa história, fomos imigrantes e emigrantes. Desde a primeira hora, quando D. Afonso Henriques reinou e se proclamou Cavaleiro, que Portugal procurou integrar a imigração, que nos permitiu criar um Portugal diferente do resto da europa. Diferente do mundo.
Também, desde a primeira hora, que os portugueses emigraram. Desde as feiras e embaixadas em Antuérpia, Veneza, Génova, e outras cidades-comércio, onde portugueses se estabeleceram para aproveitar o comércio marítimo internacional.
Ou seja, Portugal tem uma rica experiência no mundo global, tem uma rica experiência em "trocar" migrações populacionais com o mundo. Portugal sempre foi mais aberto do que nós próprios temos conta.
Bem, depois, depois tivemos a "conquista filipina" que marcou, para sempre, Portugal e sua forma de estar e ver o mundo. Portugal foi-se fechando, começou a importar estrangeirismos e ideologias, ora francófonas ora anglo-saxónicas e começou a empobrecer lentamente. Mas o maior empobrecimento foi cultural. Começou com a expulsão dos judeus, no século XVI, mas após o absolutismo déspota do Marquês de Pombal, que apesar de tudo seguia um Iluminismo mitigado (basta ver como decidiu acabar com a nossa Alta Nobreza), Portugal nunca mais foi o mesmo.
Portugal, se quiser vencer no mundo moderno ( e vamos conseguir, concerteza) tem que ir ao fundo do seu âmago, estudar e meditar o nosso passado colectivo, assumi-lo com consciência, não esquecendo nossos erros, mas erigindo e, até, copiando o bom que fomos e fizemos.
Não podemos estar toda a vida a olhar para a galinha da vizinha. É na nossa capoeira que se decide a qualidade das nossas galinhas. E se perdemos parte do comboio da História, sobretudo passamos ao lado da revolução industrial (atrasada até ao limite pelo salazarismo bafiento e "socializante", onde o ditador olhava com desconfiança e desdém, essas "fábricas de comunistas e anti-católicos"), não podemos passar ao lado do nosso futuro.
Alguém pediu comentários meus ao que afirmou Krugman, na conferência de ontem. Não são precisos muitos comentários. Temos que apostar na formação e na informação, temos que apostar no Capital Humano, que inclui a tecnologia, e temos que criar um sistema económico onde a concorrência "obriga" a integrar as novas tecnologias, na procura do risco e do lucro. Não é muito diferente do que defende o prof. Abel Mateus, Rebelo de Sousa, ou se quiserem, dos estrangeiros Romer, Lukas, ou até Stoffäes ou Schumpeter. Chama-se a isto: Crescimento Endógeno!
O principal problema português, herdado até do salazarismo bafiento, é a aversão ao risco e à concorrência; e a constante procura de um pai-protector chamado Estado. Por isso, poucos conhecem isto, o salazar inspirou-se no socialismo católico ou, na mais moderna, democracia-cristã (especialmente Marcello Caetano, ler as suas obras, de direito, política e economia política). Não é por acaso que o governo de António Guterres não era muito diferente do marcelismo, à excepção da democracia burguesa. A formação de grandes grupos económicos, uma elevada articulação entre Estado-Grupos Financeiros, com o capitalismo popular a servir de base para diluir posições accionistas, e conseguir manter nas mãos do Estado o controlo das empresas privatizadas. Na forma como a regulamentação era feita, evitando sempre que podia a aberta concorrência entre grupos, chegando ao cúmulo de serem empresas públicas a procurar a concorrer com outras semi-públicas, como aconteceu nas telecomunicações, como foi o aborto empresarial chamado ONI-EDP e a Terceira Geração de Telemóveis.
O que Portugal precisa, sobretudo para elevar a sua competitivadade internacional e poder dar um melhor modo de vida aos portugueses, é incrementar a concorrência interna, sobretudo nos sectores mais protegidos à concorrência, nos chamados bens não-transaccionáveis, como a Saúde, Educação, Seguros, Área Financeira, Distribuição, etc..
A apoiar esta maior concorrência interna, importa ao Estado regulamentar, regular e evitar se imiscuir nos negócios privados, sobretudo a "gestão política".
E, é claro, incentivar a Formação e a Informação, de molde a preparar melhor os portugueses para os desafios do futuro.
Enganam-se aqueles que julgam que a melhor forma de elevar o nosso nível de vida é apostar em obras faraónicas, no investimento público de rentabilidade duvidosa e, pior ainda, que pouco aumenta o nosso Capital Humano. Portugal não pode viver só de especulação imobiliária, financeira e afins.
E não pode, mais que nunca, esperar que o Estado nos dê tudo. Porque para o dar tem que o tirar a alguém. E não estou a ver os países estrangeiros a manter os portugas a viverem de subsídios e mamas comunitárias. Tudo tem um príncipio e tudo tem um fim. Logo...
Eis a obra:
"História da matemática em Portugal", por Francisco Gomes Teixeira, 1934. (http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/indice.html)
http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/separador2.gif http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/separador2.gif http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/separador2.gif
